História Red - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Chapeuzinho Vermelho, Lobo, Releitura, Serial Killer
Visualizações 115
Palavras 2.677
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!

➯ O TEASER DE RED SAIU, GALERO! Deixarei o link disponível nas notas finais deste capítulo, e também nas notas finais do prefácio;
➯ Quero avisar para vocês não tirarem conclusões precipitadas sobre o enredo, ainda tem muita coisa por vir;
➯ Jason é o irmão gêmeo do Justin, ele foi citado no prefácio, mas de um jeito bem escasso mesmo. Imaginem-o como o Justin;
➯ Não revisei o capítulo, peço perdão desde já por qualquer erro.

LEIAM AS NOTAS FINAIS
LEIAM AS NOTAS FINAIS

BOA LEITURA :)

Capítulo 5 - 04. Está pronta para o jogo?


Fanfic / Fanfiction Red - Capítulo 5 - 04. Está pronta para o jogo?

Está pronta para o jogo?

 

Abro os olhos, tentando focalizar a vista em qualquer canto do cômodo gélido. Desapoio a bochecha da pia de porcelana, dando conta de que estou sentada em uma privada — mesmo vestida. Ergo meu tronco, sentindo uma pontada forte em minha cabeça, fazendo-me elevar a mão até a testa em um gesto imediato. O gosto amargo preenche minha boca, e em segundos, abaixo-me novamente para vomitar o que ainda resta em meu estômago. Limpo a boca com uma das mãos, sentindo o gosto de ferrugem 一 sigo o olhar quase que automaticamente, assustando-me com o que encontro.

Sangue.

Encaro o reflexo ainda mais temeroso: o líquido rubro está em todo o meu corpo, sujando principalmente as minhas vestes. O brilho em meu olhar se apaga de repente; como um cigarro molhado por uma gota de chuva. Fecho os olhos, tentando entender como vim parar aqui. Procuro algum ferimento em minha cabeça, nos braços e nas pernas, mas não encontro nada.

Esse sangue não é meu.

As batidas repentinas fizeram-se presentes nos aposentos. Provavelmente, a pessoa que está ocasionando esse barulho 一 que se torna ainda mais irritante quando se está com uma ressaca como essa 一 está do lado de fora do quarto, já que as batidas nem estão tão altas assim.

一 Cat? 一 Reconheço a voz de minha avó, o que, ocasionalmente, me deixa ainda mais agonizada. 一 Já está acordada? 一 Mesmo sem obter uma resposta, escuto a porta do quarto ser aberta, e os seus passos calmos no piso de madeira se aproximando ainda mais de onde estou.

Com cautela para não fazer barulho algum, giro a chave, trancando a porta para impedi-la de invadir o banheiro e se defrontar com uma cena dessas. Não quero receber perguntas das quais nem eu sei as respostas certas.

一 Catherine? 一 Chama novamente, batendo na porta do banheiro. 一 Está tudo bem? 一 Tenta girar a maçaneta, brevemente, desistindo ao perceber que está trancada.

一 Sim, vovó. 一 Respondo, pigarreando para ajustar a voz.

一 Que horas você chegou na noite passada? 一 Questiona. 一 Não aguentei te esperar, acabei dormindo.

一 Não lembro a hora exata. 一 Na verdade, não lembro de absolutamente nada, penso.

一 Tudo bem. Não preciso ficar lhe tratando como se fosse uma adolescente. 一 Fala, soltando um suspiro. 一 Quando terminar, desça. O café já está pronto.

一 Já irei descer. 一 Murmuro, olhando novamente para frente e sentindo meus músculos se enrijecerem, voltando a tensão.

Fecho os olhos e conto até dez. Mesmo me lembrando com tanta nitidez do início da noite, não consigo me recordar do que aconteceu depois que atravessei a floresta ao lado de Justin. Não aguento olhar para aquela imagem, mas não consigo evitar. Preciso de respostas, o mais rápido possível.

Puxo a camiseta suja pelo sangue quase-seco, e vejo minha pele pálida suja pela mesma vermelhidão. Conforme vou me despindo, tento lembrar de algo. Entretanto, é como se tudo tivesse se tornado um borrão em meio às minhas memórias. Abro a segunda gaveta do suporte branco abaixo da pia, tirando alguns sacos negros dali e colocando as peças de roupas dentro.

Coloco em um canto qualquer, e começo a limpar os vestígios que deixei pelo banheiro. Em seguida, rumo para de baixo do chuveiro, livrando-me daquela aparência medonha. Enfio a cabeça na água gelada, sentindo o peso do cansaço me dominar. Preciso de respostas para o que aconteceu, e porque aconteceu.

Estar com sangue nas mãos jamais fora minha intenção, mesmo quando decidi entrar para a polícia. Mas, de alguma forma, tenho certeza de que não fiz nada de errado. Só que, ainda assim, uma parte da minha consciência grita para que eu vá atrás de respostas, para principalmente me convencer totalmente de que não ocasionei nada de mal enquanto estava fora de si.

[...]  

Desço as escadas de dois em dois degraus, sentindo o cheiro de bacon invadir minhas narinas. Coloco os sacos em baixo da escada, e adentro pela cozinha, despejando um beijo pleno na bochecha de minha avó. Tento manter a calma, e fingir que está tudo bem.

一 Já preparei o seu prato. 一 Aponta para a bandeja acima da bancada, a qual eu pego e sento na mesa. 一 Por que está tão estranha? 一 Merda.

一 Como assim, estranha? 一 Pergunto, arqueando uma das sobrancelhas enquanto levo a tira de bacon até a boca.

一 Quieta. 一 Balbucia, sentando de frente para mim. 一 Geralmente, quando as netas voltam de um encontro, elas contam tudo que aconteceu para as suas avós. 一 Um sorriso de lado aparece em seu rosto.

一 Não aconteceu nada demais, vovó. 一 Respondo, revirando os olhos e pegando mais um bacon.

Algo havia acontecido, mas não posso virar para ela e falar que voltei para casa toda coberta de sangue.

一 Tudo bem, Catherine. 一 Ergue as mãos em rendição. 一 Não precisa falar se não quiser.

一 Não é isso. 一 Indago, suspirando e soltando os ombros. 一 O que a senhora sabe sobre o Justin?

一 O que todos da cidade sabem. 一 Replica, pegando uma xícara de café e despejando o fluido escuro. 一 Ele é o irmão fracassado de Jason, o Xerife da cidade. Trabalha em uma loja de materiais de construção da cidade, e nunca foi de se misturar tanto.

Jason? Esse nome não me é estranho.

一 Os dois sempre foram um o oposto do outro. Jason, por sua vez, sempre se deu bem com todos ao seu redor. Por mais que fossem adotados pela mesma família, e vieram da mesma essência, eles ainda permanecem com algumas divergências. 一 Completa. 一 Se eu fosse você, me envolveria com o outro irmão.

Sem responder, volto meu olhar para o reflexo da televisão no vidro espelhado do microondas. Levanto as pressas, sentando-me no sofá e aumentando o volume.

…A família de Donna deu queixa do desaparecimento às uma e meia da manhã. Segundo os familiares, a garota havia saído para a festa de comemoração local, e não voltou no horário imposto pelos pais. 一 Engulo seco. 一 A suspeita inicial foi de mais um ataque do famoso Lobo, mas essas suspeitas foram deixadas de lado quando a polícia encontrou uma parte da perna e a cabeça da garota. A principal suspeita agora se tornou o ex-namorado da jovem, que sempre se mostrou muito ciumento. Como o serial killer não costuma deixar rastros, poderíamos afirmar que, ou há alguém querendo seguir os mesmos passos dele, só que um pouco mais iniciante, ou que o próprio assassino está brincando com a população.

Elevo meu corpo, seguindo para o andar de cima. Preciso ir até a cena do crime. Abro a gaveta da minha cômoda, procurando pela minha arma, mas ela não está ali. Não só ali, como em nenhum canto do quarto. Bufando, fecho a porta o quarto e desço novamente, pegando os sacos que deixei ali e seguindo para a porta principal.

一 Onde está indo? 一 Fecho os olhos ao ouvi-lá.

一 Vou colocar o lixo para fora, e dar uma caminhada.

一 Não vai nem terminar o café? 一 Nego com a cabeça. 一 Ok. Não esqueça o casaco. 一 Aponta para o meu casaco vermelho pendurado. 一 Não está tão quente.

Agradeço mentalmente por vovó não questionar sobre os sacos em minhas mãos. Não saberia que desculpa inventar. Pego o casaco, vestindo-o com certa dificuldade. Saio e encosto a porta, seguindo para os fundos da casa para arrumar algo que me ajude a se livrar dessas coisas.

Já nos fundos, encontro o maçarico que meu avô sempre usava. Pego um pote de álcool e guardo tudo dentro das sacolas. Sigo para uma parte da floresta, cavo um buraco raso, e enfio todas as peças ali, ateando fogo. Espero tudo queimar, e enterro os indícios que sobraram.

Pelo menos disso eu estou livre.

Continuo o trajeto em direção a cena do crime. As faixas amarelas impedem os demais de atravessar, exceto os policiais, que tiram diversas fotos de tudo que encontram ao redor. Puxo meu distintivo, e ergo a faixa amarela com um dos braços, entrando ali. Porém, não demora muito para um dos rapazes me impedir.

一 Senhora, não pode entrar aqui. 一 Fala, calmo. 一 Pode atrapalhar o desenvolvimento da investigação.

一 Sou policial. 一 Lhe mostro o documento, o qual ele pega. 一 Gostaria de ajudar na investigação.

一 Sinto muito, agente Barison. 一 Entrega de volta. 一 Não posso permitir, a senhora não foi designada para investigar esse caso.

一 Garth, deixe-a passar. 一 Olho por cima dos ombros largos do rapaz a minha frente, encontrando os olhos castanhos semelhantes aos de Justin. A semelhança entre os dois chega a ser assustadora. 一 Não é assim que se trata uma dama. 一 Com um dos braços, envolve Garth, dando dois tapinhas em seu ombro. Porém, sua expressão se abre mais ainda ao encarar meu semblante. 一 Catherine?

一 Como sabe meu nome? 一 Pergunto.

一 Ah, não se lembra? 一 Questiona, e eu nego. 一 Nós brincávamos juntos quando você vinha passar as férias na casa de sua avó.

一 Agora eu consigo me lembrar. 一 Forço um sorriso. 一 Não nos dávamos muito bem.

一 Na verdade, você quebrou o meu dente com uma bola de basquete. 一 Rio, sem graça.

一 Me desculpe por isso. 一 Falo.

一 Sem problemas, era um dente de leite. 一 O sorriso se estende em seu rosto.

Me pergunto como não consigo lembrar de Justin, e sim apenas de Jason. Talvez, pela aparência tão parecida, assossiava os dois a uma única pessoa.

一 Então você virou policial? 一 Assenti com a cabeça.

一 E você é o Xerife da cidade? 一 Ergue as mãos, e sorri.

一 Tive que assumir as investigações. O Xerife ficou horrorizado com a situação, e pediu para deixar o cargo. 一 Responde. 一 Mas podemos deixar a conversa para depois, não acha? O que te trouxe até aqui? 一 Calmamente, começa a caminhar em direção aos outros policiais, e eu o sigo.

一 Vi a notícia na televisão. Esse assassino é bem peculiar, não demorou a chamar a minha atenção. 一 Disvencilho os outros policiais, e consigo ter uma bela visão das partes pálidas do corpo.

Abaixo ao lado, pegando as luvas que Jason me oferece, e analisando a perna. O calcanhar está cerrado, como se fossem esferas causadas por algo que fora amarrado fortemente ali.

一 Nós encontramos a corda. 一 Encaro Jason, que olha para um dos policiais, indicando para que ele pegue a prova.

Mesmo sem precisar vê-la, consigo identificar que são torcidas por quatro pernas. Os monofilamentos ajudaram como garrote, para prender a circulação sanguínea. Jason entrega o saco transparente com a corda para mim. Analiso as fibras naturais, e em seguida volto o olhar para os cortes.

一 A precisão é admirável. É como se ele tivesse certeza do que está fazendo. 一 Falo, entregando o saco para ele. 一 Na verdade, ele sabe muito bem.

一 Só não entendo porque ele deixaria partes do corpo largadas, bem agora. 一 Ergo-me, parando ao seu lado. 一 Principalmente matar aqui, no meio da floresta. Não parece algo que esse assassino faria. Para mim, ele não seria tão burro assim.

一 Talvez tenha sido proposital. 一 Penso alto, contendo as palavras. 一 Ele pode não ter matado e cortado as partes aqui, só as desovou no meio da floresta para que facilitasse o encontro. 一 Sua risada me surpreende.

一 Esse filho da puta está querendo brincar com a polícia. 一 Fala, demonstrando irritação. 一 Não há indícios de luta corporal, ou até mesmo sangue em nenhuma parte da floresta. O que comprova a sua teoria. Mas como chegou nisso tão fácil?

一 Para desvendar um assassino, deve pensar como ele. 一 Sorrio, e ele retribui.

一 E por que você acha que a cabeça ficou?

一 Talvez para facilitar a identificação da vítima. 一 Rebato. 一 Ou, pode ter algo por trás disso. A cabeça é sempre considerada um prêmio, não é? Ele pode estar deixando o prêmio 一 Gesticulo aspas com os dedos. 一 para alguém.

一 É, você tem razão. 一 Jason encara o nada. 一 É algo que eu pensaria se fosse o assassino. 一 Zomba.

一 Se fosse? O que garante que você não é? 一 Ergo uma das sobrancelhas, usando meu tom zombeteiro. 一 Dizer que não é o Lobo só te torna mais suspeito, porque é isso que o próprio diria.

一 Você me pegou com essa. 一 Gargalha, erguendo os pulsos. 一 Pode me prender, Barison.

一 Um dia, quem sabe. 一 Rio, pegando meu celular e tirando algumas fotos dos pedaços da vítima.

一 Se quiser, já sabe onde me encontrar. 一 Diz, sorrindo de lado. 一 Na delegacia da cidade, claro. 一 Desta vez, rimos juntos.

一 Tudo bem. 一 Contenho-me. 一 Já vou indo. 一 Aponto para o lado oposto, do qual viemos.

一 Se pensar em mais alguma teoria, me ligue. 一 Puxa um papel de seu bolso, pegando a caneta, antes presa no bolso de sua camisa bege, anotando alguns números ali. 一 Se quiser, pode passar na delegacia amanhã, estarei lá.

Aceno, distanciando-me. O sangue nas minhas roupas, e as partes do corpo começam a bagunçar cada vez mais a minha mente. Minha respiração começa a ofegar, mas procuro não pensar em mais nada até chegar em casa.

Após passar algumas horas analisando aquelas fotos, resolvo comer algo. Saio do quarto em busca de minha avó, mas nada de encontrá-la. Abro a geladeira, virando um gole de suco de laranja goela abaixo, quando escuto meu celular vibrar. O pego do bolso frontal da calça de moletom, reconhecendo o número de Justin.

Justin: Como está? Fiquei te procurando por todo canto na noite passada.

Solto um pouco do ar que contive. Por mais interessante que Justin seja, ele está cada vez mais suspeito em relação a tudo isso. Digito rapidamente a frase “Tenho algumas perguntas para te fazer”, e guardo o celular novamente. Antes que pudesse preparar um lanche, escuto a campainha tocar. Rumo até a porta, suspeitando de que não seja minha avó, afinal, ela tem a chave de casa.

Abro cautelosamente, vendo que não há ninguém. Antes que pudesse xingar, vejo uma caixa de papelão próxima ao tapete. Pego-a, olhando para os lados. Entro novamente, encostando a residência e colocando o caixote em cima da mesa. Examino tudo antes de decidir abrir. Pego uma faca, retirando todos os lacres, e puxo as dobras. Estranho ao ver mais uma caixa, mas desta vez, preta. Destranco com cuidado, pulando para trás ao encontrar aquilo.

A mão pálida e perfeitamente cortada segura a minha arma 一 a qual procurei e não encontrei mais cedo. Com os olhos marejados e a respiração ofegante, retiro minha arma dali, e vejo um papel cair sobre meus pés. Com as mãos trêmulas, pego o pedaço de papel, fitando as letras recortadas de alguma revista, que formam uma frase ainda mais intimidante.


“Isso é para você aprender a não se meter onde não é chamada. Se prepare, Catherine. O pior ainda está por vir. Agora a arma está em suas mãos. Está pronta para o jogo?”

 

Meu celular vibra novamente. Ainda em estado de choque, puxo e vejo outra mensagem de Justin.

Justin: Tudo bem. Não quer me encontrar no final do expediente?

Disco seu número às pressas. Felizmente, ele atende no primeiro toque.

Catherine,  estou trabalhando. 一 Murmura.

一 Eu preciso ver você. Agora. 一 Altero o tom de voz.

Não consigo controlar as lágrimas que insistem em contornar minhas bochechas.

A cabeça é uma referência ao prêmio que está guardado para mim, que é a acusação. Os pedaços não foram deixados para trás a toa, e sim, para me tornar uma suspeita. Ele quer brincar comigo, se divertir às custas do meu sofrimento. Se continuar assim, não demorará para a polícia bater em minha porta. E, pelo visto, isso só está começando.


Notas Finais


TEASER DA FANFIC: https://www.youtube.com/watch?v=4U7FUhCN_s4

Pessoal, se inscrevam no canal da Annabella, os teasers são maravilhosos!
LINK DO CANAL: https://www.youtube.com/channel/UCubPTqkeDORluZCzQ2qWXyw

Até mais!
XOXO.


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