História Redemption - Capítulo 50


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
Visualizações 23
Palavras 1.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 50 - Desconfiança


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 50 - Desconfiança

Tiveram pouco menos de duas horas de sono e logo tomaram banho, vestiram-se e desceram. Antes que pudessem preparar o café da manhã, o celular dela tocou.

Era da delegacia. Havia sido encontrado um cadáver na estrada e viaturas haviam sido deslocadas. Ela agradeceu e disse que os encontraria no local.

Pediu que Blessing a levasse e ele apenas assentiu. Logo estavam na moto, seguindo pela estrada que ele rodou sem destino naquela madrugada.

Ele parou a moto no acostamento, próximo a uma viatura e desceram. Ele permaneceu encostado na moto, enquanto ela desceu para o matagal.

Em uma área fechada, mas não muito distante da pista havia um homem forte e tatuado, careca, morto com um único tiro na testa, a queima-roupa. O buraco da bala era pequeno e havia marca de esganadura em seu pescoço. Quem o matou, primeiro o submeteu pelo enforcamento e atirou de perto.

O coração de Annabelle deu um salto. Aquele homem lembrava o estilo dos seguranças de Teobaldo.

- Levantem a ficha dele imediatamente. – Ela disse e afastou-se, indo até o marido, que estava sentado em sua moto. – Você não quer ver?

- Não. – respondeu secamente -  Eu já vou. Não quero me atrasar.

- Quero que veja. De repente, pode identificar.

Ele a encarou, como se não entendesse o que dizia, mas a obedeceu e desceu do veículo, a acompanhando. Quando se aproximaram do achado, ela o tomou pela mão e fez um sinal para que um policial descobrisse o corpo.

Blessing nada disse, mas ela sentiu quando ele apertou sua mão ao olhar o homem. Percebeu também a respiração presa na garganta, que ele soltou apenas quando se virou e saiu do local, tão rápido quanto chegou, largando a mão dela.

Ela o seguiu até a moto – Você o reconheceu?

Ele ficou calado, montou e a encarou. – Talvez – seu maxilar travou e ela viu a tensão em seu rosto.

- Como é talvez? – ela falava muito baixo, apenas para ele ouvir.

- Ele parece com um dos homens de Teobaldo. O que está fazendo aqui? – Ele estava nervoso.

- Provavelmente vinha atrás de você. – Ela disse calmamente e ele arregalou os olhos, sem dizer nada.  – Mas agora não vai mais. Você sabe quem o matou, Bless?

- Não. – ele respondeu nervoso e deixou de encará-la.

- Por onde você rodou sem rumo esta madrugada?

- Nesta estrada – ele respondeu muito baixo.

- Você matou este homem, Bless?

Ele a encarou sério. – Você está achando que eu matei aquele homem? – ele repetiu nervoso – É isso que pensa de mim? – disse, entre dente.

- Eu só quero protegê-lo. Me diga a verdade.

- Eu não matei aquele homem. Eu rodei por aqui, porque pensei em ir embora, mas desisti porque amo você. Por isso voltei. Mas vejo que deveria ter ido mesmo. – Ele disse e afastou-se com sua moto, pegando a estrada, de volta para a cidade. Annabelle ficou calada e preocupada.

***

Blessing chegou à escola mal-humorado e John percebeu pela cara fechada dele, por isso preferiu ficar calado, ao seu lado. Ele não conseguia se concentrar na aula sua respiração estava acelerada.

Sentia que estava entrando em uma crise de ansiedade, por isso resolveu sair da aula, sentando-se no gramado que havia nas proximidades, sob uma árvore. Como ela poderia ter pensado aquilo dele, quando esteve desesperado por causa da briga que tiveram? E se aquele homem estava indo atrás dele, quem o matou? Ele estava só? Tem homens na cidade atrás dele?

Sua respiração só acelerava cada vez mais. Não poderia conversar sobre isso com Henry, porque prometera a Annabelle que não falaria sobre as mortes para ninguém. Como poderia dizer então que ela desconfiava dele, se não dissesse o resto da história?

Fechou os olhos e segurou a cabeça entre as mãos. As pernas estavam dobradas e os cotovelos descansavam sobre os joelhos. Tentava se acalmar quando John se sentou ao seu lado e tocou seu braço – Problemas no paraíso?

- Muitos – murmurou, sem abrir os olhos.

- Eu posso ajudar?

- Não sei. Acho que não. – disse desanimado. – Ninguém pode me ajudar. Eu estou muito ferrado.

- Calma, cara. Tudo vai dar certo.

- Já não tenho tanta certeza. – disse como um lamento.

- Você desanima rápido – John deu uma risadinha.

- Vamos sair daqui e dar um passeio. Acho que vai se sentir melhor.

Blessing abriu os olhos e encarou o amigo. – No seu carro. Não me sinto bem para dirigir. A não ser que você pilote para mim. – deu um leve sorriso.

- Você deixaria eu pilotar sua moto?

- Claro. – disse tirando a chave do bolso e entregando a John.

Saíram na moto. John estava no céu. Além de pilotar aquela máquina linda e potente, ainda sentia o calor do corpo de Blessing em suas costas e as coxas pressionando seus quadris. Pensou que teria um orgasmo se aquilo continuasse por mais tempo. Faltou apenas ele o abraçar. Mas isso não aconteceu, pois Blessing mantinha as mãos em suas pernas.

Rodaram por um tempo, até chegarem na parte alta da cidade, de onde dava para vê-la quase toda. Sentaram-se sobre uma pedra, observando tudo.

- Seus olhos estão vermelhos e você parece cansado – John observou.

- Dormi pouco. Acho que só umas duas horas. – respondeu sem prestar muita atenção.  

- Noite longa – o outro falou, meio triste.

- Fomos a uma boate ontem à noite, para dançar e eu terminei batendo em uns homens. Belle não gostou e brigamos depois. Nada mais voltou ao normal desde então. – Seus olhos estavam distantes e entristecidos.

- Por que você fala tão baixo, Blessing? – John perguntou de repente.

Ele virou-se para o amigo – Não sei. Sempre mandaram eu falar baixo e me acostumei. Quando tento falar mais alto acho que estou gritando, então baixo o tom novamente.

- Você foi condicionado. É como um hábito, a gente se acostuma e nem percebe que faz – John sorriu – Entendi.

 Blessing o encarou e sorriu. Estava se sentindo melhor. A ansiedade estava controlada depois do passeio e aquela vista era calmante.

O celular dele tocou pela milésima vez em seu bolso e ele apenas o viu e guardou de volta.

- Não é melhor atender, do que alimentar a briga? - John aconselhou. – Vocês se gostam, não tem porque manter um clima ruim.

Ele respirou fundo e atendeu.

 

LIGAÇÃO ON

Belle – Onde você está? Estive na escola e você não estava lá. - Sua voz era nervosa e quase gritando.

Bless – Saí com John. Não estava concentrado para assistir aula.

Belle – Você vai voltar para casa? – ela perguntou, mais baixo.

Bless - Claro que eu vou. – Ele pareceu exasperar-se -  Por que eu não iria? Você achou que eu tinha ido embora?

Ela ficou calada, porque por um minuto achou que ele a tinha abandonado depois daquela conversa na estrada. Ligara e ele nunca atendia e quando não aguentou e foi atrás dele, não o encontrou.

Bless – Eu não sou o que você pensa, Belle.

Belle – Bless... me perdoe. Ainda precisamos conversar. Eu não o estou acusando. Eu me preocupo com você.

Bless – Você não confia em mim. – Ele disse e desligou, guardando o aparelho novamente no bolso da jaqueta.

LIGAÇÃO OFF

 

Blessing ficou um longo tempo calado, olhando ao longe. Aproveitando o silêncio para tentar acalmar seu coração. Ele abraçava suas pernas, sentado sobre a pedra, sentindo a brisa em seus cabelos soltos.

John respeitou o silêncio do amigo. Deitou-se e acomodou a cabeça sobre a mochila, fechando os olhos para parar de desejar o que não lhe pertencia. Os dois ficaram em um silêncio confortável.

Depois de algum tempo, John se sentou novamente e começou a mexer em sua mochila. – Está com fome? – perguntou, olhando para Blessing.

- Sim. Não tomei nem café hoje.

John sorriu e esticou uma barra de chocolate para o amigo. – Coma. Isso dá energia.

Blessing tirou o papel e mordeu, saboreando o chocolate de olhos fechados – Isso é bom...

John quase se engasgou com o dele, com a sensualidade que o amigo falava e movimentava os lábios, passando a língua por eles. Temia que um dia ele descobrisse seus sentimentos e se afastasse. Estava conformado com a amizade do outro, com os toques inocentes e os sorrisos que trocavam.

Blessing deitou-se e ergueu os braços para arrumar sai mochila sob a cabeça, com isso a camisa e jaqueta levantaram, mostrando o cós da calça jeans baixa e da boxer, além de parte do abdômen tonificado. John viajou com a visão e passou a língua nos lábios, que ficaram secos de repente. Aquilo era muito provocante.

O outro se arrumou com os braços atrás da cabeça e fechou os olhos. – Eu realmente não sei o que vou fazer. – Suspirou.

- Bem, eu não tenho experiência com casamento, claro – John riu – mas acho que para todo relacionamento o grande lance é o mesmo, diálogo. Vocês têm de conversar.

Blessing abriu os olhos e encarou o amigo. – Eu não sei o que dizer.

- Você vai me dizer o que aconteceu?

Ele negou com a cabeça – Ela me acusou de fazer uma coisa que eu não fiz. Não confia em mim. – disse apenas, desanimado.

- Cara, ela deve ter motivo para achar que você fez o que não fez. Acho que conversar ainda é o melhor para se entenderem. Você não vai deixar sua mulher por causa de uma briga.

- Eu não posso deixá-la. Eu não vivo sem ela – ele se sentou e o encarou com olhos tensos. – Eu só não sei como conversar. Ela não me ouve.

- Ela vai ouvir, porque não quer perdê-lo também. Seja sincero com ela, como nunca foi. Diga como se sente. Seja verdadeiro, seja você. Ela vai escutá-lo.

Blessing abraçou John, que não esperava o contato tão físico – Obrigado. – ele ouviu o outro sussurrar próximo ao seu ouvido e todo o seu corpo se arrepiou.

Foi um abraço rápido, mas John ficou encantado em sentir as mãos de Blessing em suas costas, seus braços em torno de si, seu perfume em seu pescoço, os cabelos roçando em sua pele. Tudo o que ele queria era um beijo, mas se acalmou e sorriu. - Que nada, cara. Amigo é para essas coisas.

O moreno deitou-se, novamente com os braços atrás da cabeça, ficando expostos e John resolveu deitar-se e fechar os olhos para fugir da tentação.

Ficaram quietos o rosto do tempo em que permaneceram ali. Deixaram o local perto do meio-dia e almoçaram juntos em uma lanchonete. Depois voltaram a escola, onde John agradeceu por ter pilotado a moto de Blessing naquele dia e pegou o seu carro no estacionamento.

Blessing subiu na moto e foi para a oficina, onde trabalhou muito o resto da tarde, para não ter tempo para pensar sobre seu problema com Annabelle. 


Notas Finais


Defina em uma palavra qual seu sentimento por Annabelle agora?


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