História Redemption - Capítulo 58


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Relacionamento, Romance, Sexo, Sobrevivencia, Violencia
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Palavras 2.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 58 - Respostas


Fanfic / Fanfiction Redemption - Capítulo 58 - Respostas

Eles se enroscavam na cama e suas bocas e línguas se misturavam, ainda tentando acalmar as respirações agitadas. As mãos dela entrelaçavam os cabelos dele, enquanto ele a abraçava e acariciava seu corpo. – Eu a quero de novo, Belle – ele murmurou em seu pescoço e ela sentiu o membro duro contra seu corpo.

- Você é tão apressadinho? – Ela riu beijando-o – Mas eu adoro isso. Empurrou-se contra ele, fazendo-o gemer.

Ele a tirou da cama e a colocou na poltrona. Abriu suas pernas sore os braços da poltrona e a observou – Você é tão gostosa! – disse sensual – Eu tenho de prová-la primeiro.

De joelhos diante dela, sua boca tocou o sexo dela, que gemeu alto e arqueou o corpo. O gozo chegou tão rápido e ela gritou seu nome. Ele então a carregou pelos quadris e a sentou sobre a mesa de estudos e a penetrou. Iniciando uma corrida desenfreada pelo prazer que só ela lhe dava.

Ela o agarrou pelos ombros e se encaravam com sorrisos lânguidos e excitados, enquanto se amavam loucamente. Chegaram ao êxtase juntos, quase de surpresa, e não conseguiram manter os olhos abertos com a explosão de prazer que sentiram de repente. Ela o enlaçou pelo pescoço e o apertou contra si. – Não se afaste de mim, Bless. – Ela pediu baixinho.

- Nunca, meu amor. – Ele conseguiu responder, entre respirações cortadas a tirou da mesa, e levou de volta para a cama, onde a abraçou e beijou sua cabeça.

Alguns minutos depois, ela levantou o rosto do peito dele e o encarou – O quê? – Ele perguntou.

- A arma, Bless. Você fez tudo isso para desconversar sobre a arma na mesa da cozinha. – falou séria e se sentou para encará-lo, cruzando os braços diante dos seios nus.

Ele se sentou também e franziu o cenho, aborrecido. – Eu não “isso tudo” – enfatizou – para desconversar de nada. Eu fiz porque eu desejo você e estava sentindo sua falta. Só isso.

- Não me enrole, Bless. Me conte de quem é essa arma e o que aconteceu. AGORA! – Ela foi dura e alterada na última palavra e ele pareceu não gostar, baixando o rosto e mordendo o lábio, ainda com o cenho franzido.

- Não gosto quando fala assim comigo – reclamou baixo e ela sentiu seu aborrecimento na voz. -  Eu...eu não gosto quando fala alto comigo.

- Desculpe. Só quero que me explique o que aconteceu. – falou manso com ele e pegou seu queixo, levantando o rosto para que ele a encarasse. Seu olhar era desconfiado e aborrecido ao mesmo tempo. Uma ponta de culpa nos olhos verdes brilhantes.

- Você vai ficar zangada comigo – ele sentenciou, com o cenho franzido. – Vai reclamar porque eu não a avisei – Ele começou a falar rápido.

- Ok. Eu vou ficar calada. Apenas me diga.

- Eu tomei de um dos caras de Teobaldo que estava em um carro, ali na esquina. – Apontou para fora da janela. – Eu o vi daqui e fui lá. Ele não teve tempo de reagir e eu peguei a arma. Depois ele foi embora e eu voltei para casa – disse de uma vez.

 - E porque eu sinto que no meio dessa explicação tão sucinta tem mais coisas que você não está me contando? – ela apertou os olhos, o encarando séria, novamente com os braços cruzados. – Por que ele não teve reação?

Ele mordeu o lábio inferior e olhos para baixo. – Porque eu o ataquei com um golpe na garganta quando entrei no carro e ele não esperava nada disso. Peguei a arma e mandei ele ir embora.

- Ele pode voltar. – Ela disse, preocupada.

Ele abaixou a vista – Ele não vai... – disse quase sem voz.

- Como você sabe? – ela perguntou baixo também e descruzou os braços, saindo da posição defensiva.

- Porque...porque...porque eu o ameacei... e ele não voltará.

- Ameaçou matá-lo? – ela perguntou, como se fosse a coisa mais normal do mundo e ele apenas assentiu com a cabeça, sem a olhar, como um menino envergonhado. – Tudo bem. – Ela disse e ele a encarou – Eu faria o mesmo – sorriu para ele.

- Eu estava com ele na minha mão, Belle. Podia tê-lo matado, mas não fiz. – se explicou, tentando mostrar que não era um monstro – Eu só quero que saiba que eu não sou um cão selvagem que mata indiscriminadamente por aí.

 - Eu sei disso, Bless. Não precisa se preocupar. Você só o assustou e ele não vai mais voltar, porque ficou apavorado. - Ela riu e ele sorriu de leve e assentiu.

- Ele ficou bem nervoso – ele disse.

- Mas não se arrisque tanto, Bless – ela pediu – Porque você é importante demais para mim.

- Eu não vou fazer de novo – ele comprometeu-se e ela o abraçou. Ele correspondeu ao abraço e ficou quieto. Deixou de contar algumas partes da conversa. Talvez ele fosse o selvagem que todos diziam que era. Perto de Annabelle ele se sentia diferente, melhor, mas quando estava longe, era apenas raiva que sentia e isso o apavorava. – Nunca me deixe, Belle. Por favor. Eu preciso tanto de você – pediu, abraçado a ela. 

- Eu nunca o deixarei, meu amor. – Ela respondeu com carinho. – Eu sempre estarei com você.

***

John explicou para Blessing o que era zoar e o outro parecia pensativo, captando a informação. – Porque as pessoas inventam palavras? – ele perguntou finalmente.

- Não sei. Mas é comum. – Ele riu ao ver Blessing virar o canto da boca.

- Por que usam várias palavras para dizer a mesma coisa? Por quê? – exasperou-se.

- Não sei também. Mas nem tudo é a mesma coisa. É tipo transar, foder e fazer amor. Cada um é uma coisa, mas no fim, terminam no mesmo...- ele riu alto e viu o amigo parecer não entender nada à sua frente.

- O que é foder? Qual a diferença? – Bless falou com aqueles olhos doces e ingênuos e John teve vontade de beijá-lo e lhe mostrar ali mesmo o que era foder.

- Ahhhh, Blessing...posso dizer o que eu acho. Bem, quando você transa com uma garota, você faz sexo e só, não precisa ter química ou sentimento. Só atração física mesmo, ou seja, vontade de transar de sentir prazer. Agora, quando você faz amor, é tudo mais doce, meigo, carinhoso, porque tem sentimento, tem amor envolvido, é prazer e amor junto. Mas, meu amigo, foder é que é o negócio... – ele sorriu e colocou os braços atrás da cabeça, recostando-se na cama de Blessing, que estava deitado, brincando com a ponta de sua trança.

- Por quê? – perguntou curioso.

- Porque foder é quente, tem o amor e o prazer de fazer amor, mas é muito mais intenso. Tem desejo e fúria e você não consegue controlar, é quente demais. É o melhor em todos os aspectos. É uma explosão de prazer sem medida. É o melhor sexo que um cara pode ter e não se restringe a cama, é em qualquer lugar. – ele terminou com os olhos fechados, pensando no amigo ao seu lado, sem camisa.

Blessing ficou pensativo e sorriu levemente, dando a entender que alcançou a ideia. John o encarou e sorriu – O que você faz, Blessing, transa, faz amor ou fode? – teve de perguntar, louco para pular sobre o outro, mas sentindo que ele deveria ser o tipo de que fazia amor sob os lençóis com a patroa, até por sua inocência. O que não o deixava menos interessante e gostoso, porque ele adoraria fazer amor com Blessing pelo resto da vida.

Blessing sorriu e respondeu – Nós fodemos – Ele suspirou e John quase engasgou. – Eu nem sabia disso, mas é isso que fazemos sempre, porque Belle é muito quente e eu não resisto a ela. Adoro fodê-la – Sua voz foi tão sensual que o outro sentiu seu membro latejar dentro da calça e colocou um dos travesseiros sobre o colo.

- Vocês parecem quentes mesmo – John comentou – Mas e com as outras? Você já experimentou os outros tipos?

- Que outras? – a pergunta foi simples.

- As outras meninas com quem fez sexo, ora. – John endireitou-se.

- Eu nunca havia feito sexo com mulheres, antes de Belle – ele respondeu inocentemente, de olhos fechados.

 O amigo arregalou os olhos – Você era virgem e pegou um mulherão como Annabelle? Que cara de sorte.

- O que é virgem? – ele franziu o cenho, mas não abriu os olhos e passou a língua entre os lábios, provocando mais ainda o outro, sem querer.

- É quando você nunca fez uma coisa. Tipo, nunca beijou, aí beija e deixa de ser virgem de beijo. Nunca fez sexo, aí faz e tals...Entendeu?

- Entendi. E sim, eu era virgem quando conheci Annabelle. Tudo o que sei foi ela quem me ensinou. Isso é errado?

- Acho que não tem nada de errado nisso. Ainda mais que parece que ela é uma boa professora – ele disse levantando as sobrancelhas.

- Ela é – Blessing sorriu leve – Ela é ótima.

- Mas você não era virgem de beijo também, não é? – o outro quis saber, aproveitando a intimidade da conversa para se aprofundar mais sobre ele.

- Não sei ao certo. Acho que sim.

- Como assim, você não sabe?

- Tinha um cara e ele me beijou – a resposta foi simples, mas chocou John.

- Um cara?

- Sim, há muito tempo. Na verdade, ele me beijou algumas vezes. Acho que eu tinha uns 16, 17 anos. Mas eu nunca o beijei de verdade, como Annabelle.

- E cadê o cara? – quis saber, meio enciumado.

- Ele morreu. Se matou há algumas semanas – disse, a voz soando triste.

- Ahhhhh...desculpe. Você gostava dele?

- Não sei. – foi a única resposta. E em seguida Bless perguntou – Você já gostou de caras?

Desta vez John engasgou e tossiu, surpreso, até sair água dos olhos. Blessing o encarou deitado e perguntou se estava tudo bem. O amigo fez sinal positivo com a mão e parou de tossir, com o rosto vermelho.

- Só uma vez. – respondeu, finalmente, rouco.

- É errado gostar de caras? – Bless o encarou curioso. – Digo, caras gostarem de caras? O certo é só caras com garotas?

- Não acho que haja um certo ou errado. Acho que cada um sabe do seu sentimento. Tem caras que gostam só de garotas, outros só de caras e tem aqueles que gostam de garotas e caras. Isso não os torna menos humanos.

Bless não fez nenhum comentário ou pergunta, apenas o encarou pensativo. Os dois se encararam por um longo tempo, até John derreter com o sorriso de Bless e sorrir também.

- Você é incrível, John. Você nunca ri das minhas perguntas e as responde – ele parecia uma criança feliz e o amigo ficou feliz por atender as suas expectativas.

- Eu só quero ajudar você no que eu puder.

- Porque as pessoas usam preservativos? – Bless perguntou de repente e John arregalou os olhos.

- Para não pegar doenças ou não as passar, se tiver, e para não engravidar a parceira. Há doenças sexualmente transmissíveis que até matam. Mas ainda teremos aulas sobre isso.

- Eu nunca usei um preservativo e Annabelle não ficou grávida. – falou pensativo.

- Ele deve tomar contraceptivos. – respondeu.

- O que são contraceptivos?

- São remédios que as mulheres tomam para não engravidar.

- Se não tomar e não usar preservativos elas engravidam?

- Sim. Se não tomar, não usar preservativos e fizer sexo, é claro. – John sorriu. – Você quer que Annabelle fique grávida? Quer ter filhos com ela?

Blessing ficou pensativo mais uma vez. - Não sei se seria um bom pai. As coisas mais básicas da vida eu estou perguntando a você – ele riu. – Mas acho que ia gostar de vê-la com um filho meu na barriga. Quando vi a barriga da minha irmã crescer foi mágico. Eu nunca tinha visto uma mulher grávida e quando Hope começou a crescer dentro dela, ela me explicou como seria. Eu ficava muito tempo com a mão na barriga dela, sentindo Hope se mexer lá dentro. Era estranho e bonito. E quando ela nasceu, se parecendo com Sunny e Drake, achei tão incrível. Eu acho que ia gostar de ter um filho parecido comigo e Belle. – ele sorriu puro.

- Vai ser um menino muito bonito – John divagou, olhando os olhos verdes brilhantes e a boca vermelha e macia de Blessing.

- Você me acha bonito? – ele pegou o amigo de surpresa mais uma vez.

 - Sim. Muito bonito. – Ousou responder e Bless sorriu satisfeito e fechou os olhos.

- Eu também acho você bonito – disse tranquilamente.

- Você acha que poderia gostar de mim se não tivesse Annabelle? – John não se conteve. Queria não ter falado para não perder a amizade, então fechou os olhos esperando o pior.

- Talvez – Ele arregalou os olhos e Bless continuava tranquilo, de olhos fechados, brincando com a sua trança comprida. Ele era tão verdadeiro e puro.

Ele preferiu encerrar a conversa ali mesmo, antes de pular, beijar o outro e pedir que o fodesse ali, na cama de Annabelle. Então, ficou calado.

- O que é um dromedário? – Blessing perguntou de repente e John sorriu. Ele era tão encantadoramente inocente.

Ele passou a tarde inteira explicando palavras, expressões e gírias para o amigo, que parecia ter vivido em um mundo a parte sua vida toda.

- Blesssing, você ficou fora do mundo por quanto tempo afinal?

- Dos 7 aos 19, me parece. Acho que é isso. – respondeu pensativo.

- Cara, você não teve infância e adolescência. Que horror.

- Não tive?

- Não. Não correu na rua com os amigos, jogou bola, vídeo-game, meninas, não namorou, não se masturbou vendo revistas ou vídeos pornôs no celular – ele riu no final.

- Não. Eu nunca fiz nada disso. - O que é masturbar?

John ficou tenso. Seu pênis estava duro e ele pressionava o travesseiro em seu colo. Quis mostrar como era, mas pensou duas vezes.

- É quando você se estimula com a mão, para obter prazer, até o orgasmo. Pode ser praticado pela própria pessoa ou por outra.  Homens se masturbam e mulheres também. – Ele pegou seu celular e fez uma pesquisa rápida, mostrando imagens.

- Ahhhhhhh – Bless disse, como se ligasse o nome a pessoa. – É isso? Eu não sabia que tinha esse nome – riu. – E quando é feito com a boca?

- É sexo oral. Quando é por trás, pelo ânus, é sexo anal. Mas nem todo mundo curte, porque dói.

Blessing já estava sentado na cama, prestado atenção nas explicações do amigo e o encarou. – Dói. Dói muito. Principalmente quando você é forçado a fazer.

- Desculpe. – ele engoliu em seco.

- Não tem do que se desculpar – ele respondeu tranquilo

 - Eu acho que você devia começar a pesquisar na internet as coisas que não sabe. Lá deve estar explicado melhor do que eu posso ensinar – John disse nervoso.

Blessing deitou-se e ergueu os braços atrás da cabeça, esticando seu tórax desnudo e deixando aquele vê exposto.

- Eu prefiro que você me explique – respondeu sem titubear e aquilo aqueceu o coração do outro. 

- Obrigado – os olhos de John brilharam.


Notas Finais


Fala sério... de demônio anjo em um estalar de dedos! Esse Bless é uma joia rara, não é mesmo?


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