História Remember the truth - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais
Tags Sasunaru
Visualizações 52
Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uau!! Esse com certeza foi meu recorde de postagens semanais 😂

Fiquem com mais mistérios 😄😳


Kiss da Akami~chan 😘💋

Capítulo 2 - Segunda nota: tecido


Fanfic / Fanfiction Remember the truth - Capítulo 2 - Segunda nota: tecido

O dia começou devagar, parecia que estávamos no meio do deserto. Tudo estava quieto e só podia ouvir os pássaros, algumas vezes o vento.

Sentir o chão gélido na sola do pé me deu arrepios, pensei até em voltar para o cobertor e pegar novamente no sono, porém uma voz alterada e um barulho alto me fez mudar de ideia.

Desci a quantidade pequena de degraus e cheguei na cozinha.

A casa que estávamos residindo era de meus pais, minha e de meu irmão Menma. Não passa de dois andares, sendo o primeiro com uma cozinha, uma sala não muito grande e um espaço vazio que dava direção para um porão, provavelmente em pó. No andar de cima ficava quatro quartos: o meu de frente para a escada; ao meu lado o de Menma e mais atrás o quarto dos nossos pais. Eu nunca entendi o fato de ter um quarto a mais, bem ao lado do meu. Quando tirei minhas dúvidas com Jiraiya, ele simplesmente desviou o olhar e inventou uma história de que foi um erro no planejamento da casa. Claro que isso não foi convincente o suficiente pra me fazer esquecer aquele quarto, mas naquele momento isso não era tão importante.

Meus passos pareceram não surtir efeito nenhum no chão de madeira velha, pois quando meu corpo apontou na ponta da escada, tanto Jiraiya quanto o homem com quem ele estava conversando, que descobri se tratar do senhor Fugaku – ficaram espantados com a minha presença. Por longos 10 segundos aquele cômodo ficou num breu de silêncio, até meu avô se pronunciar primeiro.

Naruto...o que faz de pé ? Ainda é cedo.

Um suspiro saiu de seus finos labios, e eu sabia que ele, novamente, estava querendo driblar o assunto anterior, no qual não fazia ideia sobre.

Algo errado ?

Percebi uma tensão estranha passar pelos olhos de Fugaku. Sim! Com certeza falavam de algo que eu não poderia saber.

Não!

O senhor Uchiha se apressou em responder, deixando um olhar cúmplice passar pelo meu avô, como se suplicasse ajuda para que o assunto fosse enterrado imediatamente. Depois que eu notei meu senso detalhista.

Fugaku e eu só estávamos discutindo sobre a sua matrícula. Você sabe que a família dele é dona de seis intituições educacionais aqui na cidade, não sabe ?. Pretendia colocar-te em uma delas, assim não precisaria me preocupar contigo.

Fugaku sentiu um alívio passageiro em seu corpo, que logo tratou de se transformar em arrepios, ao ver os olhos  azuis de seu afilhado diretamente para os seus. Ele sabia que o mais novo não acreditara nadinha em suas desculpas.

— Entendo.

O loiro deu meia volta e subiu a escada, sem dizer mais nada.

Não me lembro dele ser tão intenso.

O moreno comentou e ouviu um resmungo do grisalho.

Ele não é, mas por causa desse acidente e dessa falta de memória, ele se tornou extremamente cauteloso e desconfiado.

— O quê ?? Você não me contou nada sobre memória!

Fugaku parecia bem confuso e irritado. Jiraiya se preparou em contar o enredo todo, já sabendo que o Uchiha, sensato do jeito que era, opinaria em todas as estrofes.

[…]

Naruto encarou seu guarda-roupas com uma expressão indecisa. Não estava afim de ficar isolado em casa como se fosse um alérgico ao mundo. Aproveitaria essa nova cidade pra fazer novos amigos.

Optou por uma calça skinning e uma blusa segunda pele de cor azul bebê, de mangas cumpridas. Um tênis baixo e seu tão costumeiro colar de esmeralda.

Olhou pelo espelho e se agradou. Entretanto, ainda pelo reflexo do espelho, Naruto pôde reparar em uma jaqueta preta no canto de seu quarto. Estranho, pois não havia notado nela ali.

Pegou a peça e sentiu um perfume masculino. Também notou que a roupa parecia desgastada, mas não pelo tempo ou pela cor, mas sim de uso. A pessoa deveria gostar mesmo daquela jaqueta.

Passou lentamente a ponta dos dedos pela manga direita, sentindo aquele tecido que não lhe era estranho. Não! Não era mesmo, aquele perfume também não.

Mas de onde...?

Sentiu um calafrio subir pela espinha, e uma pontada irritante na cabeça. Com certeza teria sonhos, pois esses sintomas só traziam esses significados.

Passou os olhos azuis celestes pela jaqueta uma última vez antes de guardá-la em sua gaveta de meias, a qual tinha um enorme espaço para preencher. E saiu de casa.

~•~

— O QUE ESTÁ FAZENDO !?


Uma Sakura assutada gritou. Estava um pouco atrás das costas do Uchiha, que mantinha uma feição de puro ódio, ainda com o punho em direção ao outro garoto, esse pertencente à família Inuzuka.


Sasuke! Onde arranjou essa coisa...?


A rosada continuou com a sua voz alterada, agora apontando para a mão do amigo, onde estava uma arma de fogo, muito provavelmente calibre 38.


A Haruno não sabia se chamava pelos pais de Sasuke, ou se tentava acalmá-lo sozinha. Se bem que, dada a situação, a segunda opção não estava em condições para ser colocada em prática.


— Esse desgraçado vai morrer!!


O moreno estava possesso. E Sakura sabia da única pessoa que conseguiria sustentar aquela situação sem se desesperar.


Eu vou chamar o Naruto!


Saiu em disparada para a casa do amigo loiro, não encontrando resistência por parte dos pais do garoto. Por mais assustadora que Kushina podia ser, essa não negou passagem para a Haruno quando viu seu estado.


Em menos de alguns segundos Naruto desceu, achando daquilo alguma brincadeira dos amigos, mas só encontrando uma Sakura apavorada o puxando para fora da residência. A rosada só precisou dizer algumas palavras envolvendo o nome de Sasuke que o loiro praticamente voou até o onde os garotos, ainda em rivalidade, estavam.


— Sasuke!


Naruto correu até o moreno, entrando na frente da arma, bloqueando a visão que o Uchiha tinha de Kiba, ainda contra o chão.


— Ei...


Tocou nos ombros tensos do mais velho e ouviu um suspiro de desistência. Enquanto, devagar, ia abaixando o braço com o calibre na mão.


Sasuke relaxou e Sakura agradeceu por conhecer alguém com algum juízo além dela.


Naruto sorriu, aquele sorriso doce que encantava todo mundo, e que não teve efeito diferente em Kiba. E que também foi o motivo da raiva de Sasuke.


O moreno piscou algumas vezes, finalmente, saindo do transe, enquanto sentia os dedos macios do loiro tocar suas bochechas – terminando de acalmar seu coração.


— Você gosta de uma confusão, não é ?


O loirinho riu baixinho, deixando o Uchiha envergonhado pela atitude de agora.


— Quantos foi nessa semana, três ?


Sakura resmungou e aproveitou que Sasuke já estava normal para tomar a arma de sua mão, checando se havia balas.


— Caramba você é mesmo um maluco!


A rosada decretou, depois de comprovar que, de fato, havia munição na maldita arma.


Sasuke deu de ombros e puxou a cintura do loiro, colando seus corpos por completo. Levando sua boca no pé da orelha do menor, sussurrou.


— Eu só fiz isso porque tive medo...


Naruto arregalou os olhos e tentou afastar o maior para que pudesse encará-lo frente à frente, porém não teve sucesso. E Sasuke concluiu.


—...tive medo de te perder pra ele.


Aquilo deixou um silêncio cômico no local, que não era dos mais aconchegantes. O trio estava em um beco próximo à escola. Sim! Trio! Pois Kiba havia sumido dali, não que isso fosse importante para Naruto ou Sasuke, pois ambos pareciam estar imersos em seu próprio mundo.


Enquanto Sakura permanecia atenta à qualquer movimento estranho no lugar. Afinal, já era tarde da noite e a polícia poderia estar fazendo guarda naquela região.


Seus pensamentos gritaram um fato muito importante daquela cena toda.


Nossos pais pensam que estamos na casa do Sasuke...Ah merda!


•••×•••

Fugaku entrou em sua casa sentindo seu corpo implorar por cama. Sabia que uma conversa com Jiraiya Uzumaki levaria seu tempo e suas energias. Não contava com tamanha revolta que sentia. Durante esses dois anos, seu amigo havia escondido dele um segredo que poderia valer toda sua amizade. É claro que ficou à par do acidente e da morte de Kushina, mas não sonhava que Naruto estivesse lá também.


Depois de tudo, ele foi deixado de lado, por mais que Jiraiya apresentasse respeito e admiração pela relação dele como padrinho que ganhou de presente do melhor amigo Minato, quando anunciou o nascimento de seu primogênito.


Fugaku se apaixonou por Naruto assim que ele nasceu. E quando Minato o colocou como "segundo pai", ele sabia que teria que proteger àquela criança caso algo de ruim viesse à acontecer com algum dos dois. Entretanto, mal soube do falecimento de Kushina, e Jiraiya apareceu já com a custódia do garoto, o levando para Kristchen, uma cidade pequena à alguns quilômetros de Hikkenen, onde Fugaku morava atualmente.


Querido...?


A voz doce de Mikoto chegou em seus ouvidos, fazendo-o sair dos pensamentos aleatórios que estava entretido.


Um sorriso discreto formou em seus labios e um selinho casto foi deixado nos de sua esposa.


E como ele está ?


A mulher perguntou, já parecendo aflita com a resposta.


Está...bem.


A morena não se convenceu e puxou o braço do marido até a cozinha, onde lhe mostrou a janta já pronta sobre a mesa. Só então Fugaku percebeu que estava tarde da noite e que não havia nem ligado para avisar se estava bem.


Passos nos degraus chamou a atenção dos adultos, que rapidamente encararam a figura semelhante à Mikoto no meio da escada.


E então...?


O moreno, um pouco menor que Fugaku se sentou no sofá, que ficava em uma distância segura da cozinha.


Eu insisti bastante e parece que deu certo, eles vão ficar aqui definitivamente.

Mikoto sorriu e foi seguida por seu filho mais novo, que abaixou a cabeça e concordou, parecendo aceitar aquele comentário.

A mão pequena da matriarca foi em direção à do filho, passando-lhe a confiança que ele precisava.

Vamos dar um jeito nisso! Juntos!

A mulher baixinha sorriu, sentido o corpo dos dois homens se chocar contra o seu em um abraço confortável. Para ficar perfeito, só faltava seu filho mais velho.

Um sorriso se formou em seus labios, e seus dentes banquinhos contornou suas bochechas. Sentindo o cheiro do tecido que vestia os outros dois seres à sua volta, Mikoto só conseguiu agradecer por estarem todos bem.

∞×∞


Notas Finais




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