História Requintes de Malvadez - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Lésbica, Paixão, Romance, Traição
Visualizações 480
Palavras 1.287
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia! Prometi que publicava outro capitulo na próxima semana e a "próxima semana" já chegou. Então aqui vai...

Capítulo 2 - Quer jogar na 1 liga, não quer?


Fanfic / Fanfiction Requintes de Malvadez - Capítulo 2 - Quer jogar na 1 liga, não quer?

Gabriela pensou que o seu primeiro dia seria calmo. Depois de passar no RH, foi apresentada aos seus novos colegas de trabalho, informada das regras de funcionamento da empresa e até teve direito a uma visita guida pelos três andares da firma.

Mal acabou de se instalar na sua sala, a sua extensão telefónica tocou. Era Vera lhe dizendo que se prepara-se para sair dentro de cinco minutos.

Seguiram as duas em silêncio num Mercedes conduzido pelo motorista da empresa.

Vera estava lindíssima como seria de esperar da CEO da empresa. Parecia saída de um revista, com um vestido amarelo torrado que contrastava com a cor da sua pele morena,  o seu cabelo estava preso num rabo de cavalo imperial e usava uns óculos de sol castanhos.

Sempre que Vera falava consigo, não conseguia evitar de espreitar o seu decote. Era como se os seus olhos fossem atraídos para aquele sitio especifico. Perguntava-se se Vera já notara. Aquela visão estava a perturbá-la e a fazer com que toda a sorte de pensamentos  pervertidos invadissem a sua mente. Quanto mais tentava evitar, mais fantasiava. - Vera sentada em cima da mesa lustrosa do seu escritório vestida como uma dominatrix, de lingirie de couro preta e botas escuras de cano alto, segurando um chicote na mão …

- Caem-te os olhos! – Disse Vera semiserrando as sobrancelhas.

- Como? – Gabriela fingiu não ter percebido, mas ficou totalmente constrangida.

Vera também não repetiu, olhou para a janela e Gabriela ficou com a ideia que viu um ligeiro esgar trocista.

Chegaram a uma renomada empresa de construcção civil.

- Boa tarde, avise o Eng. Artur que cheguei. – Disse num tom imperativo à recepcionista.

Trémula a moça discou o número da extensão do telefone do Engenheiro. Gabriela não percebia o que havia naquela mulher que instigava tanto medo nas pessoas.

- Drª. Vera Robalinho, o Engenheiro está neste momento em reunião, mas disponibilizou uma sala para que pudesse começar. Por aqui, por favor. – Disse encaminhando-as para uma sala de reuniões.

Vera sentou-se cruzando as pernas e pediu a Gabriela que também se sentasse. Tirou uns papeis da mala e ligou do telefone interno pedindo que fizessem-se entrar a Directora Financeira da empresa.

- Chama-se Alberta Ribeiro, a Directora Financeira desta empresa que ocupa o cargo á mais de 30 anos. É uma senhora adorável, um amor de pessoa, você vai ver. É também muito cumpridora e efeciente, você vai gostar dela… - Disse sorrindo e Gabriela retribui. – Você vai conduzir esta reunião, estão aqui todos os documentos de que você precisa.

- Muito obrigada pela confiança. – Expressou Gabriela que se sentia grata pela oportunidade de demonstrar os seus conhecimentos. – Qual é o tema da reunião? Que tipo de esclarecimento jurídico quer que eu dê? Alguma coisa relacionada com direitos trabalhistas?

- Não. – Disse Vera rindo, como se Gabriela tivesse acabado de dizer a coisa mais estapafúrdia do mundo. – Você vai despedir ela. – Disse com naturalidade.

Gabriela ficou atónica sentiu o sangue subir-lhe, como se lhe tivessem dado uma injecção de adrenalina e o seu rosto ficou imediatamente pálido. Antes porém que tivesse tempo, de perguntar seja o que for a senhora supracitada entrou.

Gabriela correu os olhos pelos documentos, havia uma carta de rescição do contrato de trabalho em nome da mulher o que significava que de alguma forma ela teria de a convencer a abdicar do seu trabalho e consequentemente dos seus direitos. Pelo tempo trabalhado a senhora teria direito a uma indenização gigantesca se a despedissem sem justa causa, no entanto se fosse ela a apresentar a demissão, isso já não aconteceria. O que Vera queria que fizesse? Que ludribiasse aquela senhora? Aquilo não era justo.

Quando a Directora esticou a mão para lhe cumprimentar, ela ainda estava absorta nos documentos à sua frente e completamente em choque. Não se apercebeu do gesto da Directora, deixando-a de mão esticada tempo suficiente para que a situação ficasse constrangedora.

Foi quando Vera tossiu propositadamente que finalmente despertou da sua apatia e atrapalhadamente cumprimentou a senhora.

Pediu desculpa pela distração e a senhora com um sorriso muito cândido e compreensivo disse que não havia problema. Questionou se lhes tinham oferecido alguma coisa e pediu prontamente que trouxessem uma bandeja com suco, café e umas bolachas.

Vera conversava animadamente com a Alberta que inclusive comparou Gabriela à sua querida neta. Falou que como ela vivia com os pais no estrangeiro sentia-se muito sózinha e que o trabalho era a única coisa que preenchia e dava algum sentido á sua vida.

- Não diga isso Berta, de certeza que tem outras distrações sem ser o trabalho… - Falou Vera alegremente.

- Não. – Disse Berta sorrindo simpáticamente. – Não, sério não há mais nada na minha vida. Eu digo isto muitas vezes á minha netinha, “no dia em que a avó deixar de trabalhar,  a avó entra em depressão profunda e MORRE”!

- Isso também é um exagero, não é? -  Constatou Gabriela.

- Não. – Ripostou perentoriamente a senhora, com um ar extremamente sério. – Então digam lá qual é o motivo da vossa visita? – Questionou voltando a adotar um ar alegre.

Gabriela ficou estática em silêncio encarando a mulher, sentindo a sua barriga doer de tanto nervosismo e o coração bater descompassadamente no seu peito.

Vera deu-lhe um pequeno safanão, obrigando-a a começar.

- Justamente sobre o seu trabalho é que nós viemos falar… Infelizmente, não vamos poder contar mais com você…

- Podem, podem! Vão sempre poder contar comigo, porque apesar da minha idade tenho a energia de uma jovenzinha!…– Falou na sua voz de bagaço.

- Não foi isso que eu quis dizer…me expressei mal… a empresa está dispensando os seus serviços. – Esclareceu Gabriela. – Na verdade, a empresa gostaria que essa decisão parti-se de si… - Antes que Gabriela pudesse concluir as suas palavras os olhos da mulher encheram-se de lágrimas. Ela levantou-se, levou a mão com força ao peito como se estivesse enfartando e encostou-se á parede.

- Mas porquê? Sempre servi tão bem esta empresa! Ainda trabalhei com o pai do menino Artur…Não podem me fazer isso, não vou aceitar!

- Vera passou outros documentos para Gabriela. Eram exames médicos que revelavam que Alberta sofria de esquizofrenia. Gabriela fitou Vera e pela primeira vez viu o monstro demoniaco que toda a gente falava.

- Drª. Alberta tenho aqui o diagnóstico do seu médico que diz que a senhora sofre de esquizofrenia… - Falou Gabriela, sem conseguir olhar nos olhos da mulher.

- Sim, sofro há cerca de dez anos. Sofro e luto. Faço terapia três vezes por semana. Isso nunca afetou o meu trabalho…

Gabriela não aguentava mais, levantou-se e saiu da sala. Vera foi atrás dela.

Segurou-a pelo braço quando estava no corredor – Onde é que você pensa que vai? Volta lá para dentro e termina o que começou!

- Não posso, não consigo! Isto é injusto, nós estamos acabando com a vida dessa mulher!

- Nóóóós! Não, querida…você! Você vai destruir a vida dessa mulher e rápido que não tenho o dia todo!

- Não, não vou fazer isso!

- Gabriela…escuta… você parece ser uma menina legal, ou você entra por essa porta e despede aquela carcaça velha andante, ou eu a despeço e acredita… não vou ser meiguinha…

Ou ela assina a droga dos documentos, ou eu divulgo a doença dela para todo o mundo e acabo de vez com toda a sua credibilidade! De qualquer forma, eu ganho… Eu ganho sempre…

Gabriela continuava hesitante, encarando aquela mulher com um coração de pedra.

- Quer jogar na 1ª liga, não quer? – A desafiou.

Gabriela engoliu o choro que estava quase a saindo, voltou para a sala e de forma eficiente, mas muito humana, convenceu a a senhora a assinar os papeis.



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