História Revelação - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Uma Rosa com Amor
Personagens Claude Geraldy, Serafina Rosa Petroni
Visualizações 15
Palavras 1.325
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Capítulo 30


   — Sra. Geraldy, há um telefonema para você. Rosa levantou a cabeça para ver a empregada estendendo-lhe um telefone sem fio. Ela pegou-o e sorriu em agradecimento para a mulher mais jovem. Depois que a mulher se retirou, Rosa pôs o telefone na orelha. 

   — Alô? 

   — Rosa, aqui é Henri. Eu tenho algumas informações para você sobre Eric. Fico feliz que você me pediu para investigar isso. A notícia não é boa. Rosa franziu o cenho, e levantou-se de sua cadeira à mesa do café da manhã, no terraço. Entrou em casa, de modo que pudesse ouvir melhor sobre o barulho distante do oceano. 

   — O que há de errado? 

   — Eu o encontrei. Há dois anos, ele está sob a custódia do Serviço de Assistência ao Menor do governo de Lyon. Já passou por seis lares durante esse tempo. 

   — Oh, não. Não, não, não — sussurrou ela, os dedos se curvando ao redor do telefone com força, enquanto ela lutava contra as lágrimas. Aquilo iria destruir Claude. 

   — Rosa, você está bem? Rosa engoliu o nó na garganta. Memórias que ela passara a vida reprimindo subiram à superfície. 

   — Eu estou bem — respondeu ela, tremendo. 

   — Obrigada por fazer isso, Henri. Eu apreciaria se você pudesse me enviar um e-mail com todas as informações que tem. Quero investigar isso melhor, antes de contar para Claude. 

   — Eu entendo. Eu lhe enviarei o e-mail assim que desligarmos o telefone. E, Rosa, se você precisar de mais alguma ajuda minha, informe-me. 

   — Obrigada, Henri. Como vai Alabá? Henri suspirou.

   — Tem sido difícil para ela. Alabá já está enjoada com a gravidez, e o estresse de ter de identificar os seqüestradores e dar mais declarações a está abalando. 

   — Sinto muito — ofereceu ela, suavemente. 

   — Vocês ficarão muito mais tempo em São Paulo? Ela terá de permanecer aí para o tribunal? 

   — Não, se eu puder evitar — respondeu ele, com ferocidade. 

   — O promotor público ofereceu um acordo. Se eles aceitarem, então desistirão de um tribunal, e este pesadelo acabará para Alabá. 

   — Envie meu amor para ela, por favor. 

   — Eu farei isso. Informe-me se houver mais alguma coisa que eu possa fazer. 

   — Certo, Henri. Ela desligou o telefone e foi procurar seu notebook. Poucos minutos depois, recebeu o e-mail de Henri. Franziu o cenho enquanto lia os detalhes. Alguns telefonemas teriam de ser dados, mas ela não via a hora de contar a Claude o que descobrira. Não havia necessidade de Eric ficar sob a custódia do governo, quando ele possuía uma família muito disposta a recolhê-lo. Claude estaca sentado em sua cadeira atrás de sua mesa de trabalho, e olhou para as pilhas de correspondência a sua frente. Nunca antes, ele tinha sido tão relaxado no que dizia respeito a assuntos de trabalho. Sua falta de atenção ultimamente devia-se a Rosa. Havia centenas de e-mails não lidos, seu correio de voz esgotara sua capacidade, e ele não abria uma carta ou conta há dias. Seus irmãos ficariam loucos, mas também ficariam felizes em saber que sua vida não se resumia mais em trabalho. Com um suspiro, ele ligou o computador, de modo que pudesse examinar o acúmulo de e-mails. Então pegou o celular, e acessou as mensagens de voz. A maioria era relatórios de rotina de vários projetos em construção. Algumas emergências de gerentes de hotel em pânico, e uma oferta para comprar o hotel novo no Rio de Janeiro. Aquela o fez sorrir. Não havia muitas corporações que tinham condições financeiras de comprar um dos hotéis Geraldy. Eles não poupavam despesas. Assim que as mensagens de voz acabaram, Claude digitou o número de Henri. Queria perguntar como Alabá estava, e saber sobre os resultados da viagem deles a São Paulo, para identificar os sequestradores dela. Quando não recebeu resposta, ligou para Freitas, em vez disso. Eles passaram diversos minutos falando sobre negócios. Freitas contou-lhe como estava a situação de Henri e Alabá, e a conversa voltou-se para os negócios. Enquanto eles conversavam, Claude manuseava preguiçosamente os envelopes empilhados sobre sua mesa. Quando pegou um endereçado a ele, do laboratório que fizera o exame de paternidade, congelou. 

   — Eu falo com você mais tarde, Freitas. Mande um abraço para Ninica. Ele desligou e olhou para o envelope a sua frente. Um sorriso suavizou suas feições, enquanto ele rompia o selo. Ali estaria a prova de sua paternidade. A prova irrefutável de que ele era pai. Da última vez, tinha sido o contrário, e ele perdera tudo que mais amava. Desta vez… desta vez, seria perfeito. Ele tinha uma filha a caminho. Sua filha. Minha. O sentimento de posse que abalou todo seu corpo o pegou de surpresa. Claude jogou o envelope de lado. Não havia necessidade de abri-lo. Ele sabia qual seria o resultado. Sua confiança em Rosa também o surpreendeu, mas ele percebeu que realmente confiava nela. Sabia que ela não o trairia. Depois de manusear mais alguns envelopes, olhou novamente para a carta. Deveria abri-la e deleitar-se no sentimento. Depois, poderia encontrar Rosa e fazer amor louco e apaixonado com ela. A ideia o fez enrijecer de desejo. Estava com vontade de comemorar. Talvez, levasse Rosa para uma viagem a Roma. Ela adorava viajar, e o médico a pronunciara completamente recuperada da cirurgia. Para ter certeza absoluta, ele marcaria um check-up e um ultrassom. Então, eles poderiam voar no avião particular. Fariam amor em Roma, depois iriam para Veneza. Apreciariam a lua de mel que não tinham tido logo após o casamento. Claude pegou o envelope novamente, sorrindo enquanto o virava. Hesitou apenas por um momento, antes de rasgá-lo e puxar a carta de dentro. Estudou os conteúdos, as observações pro forma, agradecendo-o por seus negócios, e finalmente chegou à parte onde os resultados estavam registrados. E congelou. Leu novamente, certo de que tinha entendido errado. Mas não. Estava lá, em preto e branco. Ele não era o pai. Gelo percorreu suas veias, queimando, até que ele pensou que fosse explodir. Novamente. Tinha acontecido de novo, apenas que dessa vez, era diferente. Muito diferente. O que ela esperara conseguir? Rosa, como Nara, esperaria que ele formasse um laço com a criança, antes de partir? Usaria a criança como uma ferramenta de barganha? Sérgio era o pai, ou Rosa tinha outro homem? Mais velho e mais sábio? Ele queria vomitar diante de sua própria estupidez. Em sua arrogância, imaginara que nunca seria enganado como havia sido no passado, mas o que fizera para impedir aquilo? Olhou para o documento ofensivo, mais uma vez. Suas mãos tremiam muito para manter o papel imóvel. Maldita Rosa. Ela conquistara um caminho para dentro de sua vida, para dentro das vidas dos membros de sua família. Suas cunhadas a adoravam, e seus irmãos a tinham aceitado. Por causa dele. Porque Claude a levara para dentro de sua família. Ele nunca se sentira tão nauseado. Desejou que nunca tivesse aberto o maldito envelope. Como fora tolo. Como sempre tinha sido tolo. Todo aquele tempo desperdiçado em construir um relacionamento que era baseado em mentiras e traição. Ele lhe comprara a casa dos sonhos, fazendo tudo que estava em seu poder para torná-la feliz. E pior, entrara num mundo de fantasias, também. Começara a acreditar que eles podiam ser uma família. Que ele recebera outra chance de ter uma esposa e um filho. Que finalmente recebera esperança. Ele olhou com tristeza para o papel em sua mão. A pior parte era que Claude lhe oferecera um acordo, independentemente de quem fosse o pai da criança. Ela ganharia, de qualquer maneira. E ele? Ele perdera tudo. Rosa abraçou as folhas impressas junto ao peito e correu para o escritório de Claude. Sabia que ele ficaria triste ao descobrir o destino de Eric, e que Nara abandonara o filho dois anos atrás, todavia, a coisa mais importante era tirar Eric da situação atual. Náusea subiu a sua garganta diante do pensamento do garotinho passando por tantos lares adotivos. Ele nutrira as mesmas esperanças que ela, quando Rosa era pequena, apenas para ficar desapontado de novo e de novo?



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