História Revelação - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Uma Rosa com Amor
Personagens Claude Geraldy, Serafina Rosa Petroni
Visualizações 20
Palavras 1.019
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 32 - Capítulo 32


   — Rosa, que diabos você está fazendo aqui? — perguntou Ninica, enquanto praticamente arrastava Rosa porta adentro. 

   — Claude sabe que você está aqui? Ele veio com você? Rosa engoliu o nó na garganta. Não ia se permitir ficar toda chorosa, novamente. Alabá apareceu atrás de Ninica, as feições suaves com compaixão. 

   — O que aconteceu? — perguntou Alabá. Apesar de sua resolução, Rosa caiu aos prantos. Ninica e Alabá a ladearam, cada uma passando um braço ao seu redor, enquanto a conduziam para a sala de estar de Ninica. 

   — Henri e Freitas estão aqui? — ela conseguiu perguntar entre soluços. 

   — Não, e eles não voltarão por um tempo — disse Ninica, tranquilizando-a. 

   — Agora, sente-se, antes que você caia. Você parece muito mal. Rosa sentou-se na beirada do sofá, e cada uma das mulheres acomodou-se de um lado seu. 

   — O que aquele idiota do meu cunhado fez com você? — perguntou Alabá, em tom zangado. Rosa tentou sorrir, através das lágrimas, diante da demonstração de lealdade de Alabá .

— Infelizmente, ele diria o que eu fiz com ele. 

   Ninica bufou. 

   — Com aquele homem, eu dificilmente acreditaria nisso. Ademais, é fácil ver que você está loucamente apaixonada por ele. Rosa enterrou o rosto nas mãos. 

   — Este é o problema. Ele acredita no pior de mim. Alabá pôs uma mão no seu ombro e apertou-o. 

   — Conte-nos o que aconteceu. Como um pouco de relutância, Rosa contou a história inteira, do começo ao fim, incluindo a parte sobre Nara e Eric, e o resultado do exame de paternidade. 

   — Que idiota — censurou Ninica, com desdém. 

   — Ele, pelo menos, ligou para o laboratório para conferir os resultados? Questionou o resultado do exame? Claramente, houve alguma confusão no laboratório. Rosa deu-lhe um sorriso entre lágrimas. 

   — Obrigada por acreditar em mim. Mas Claude abraçou aquilo que estava esperando. Desde o começo, ele estava esperando que eu caísse do pedestal. Ele não é capaz de acreditar numa mulher desde Nara.

— Então, o que você vai fazer? — perguntou Alabá. 

   — Está apaixonada por ele. 

   — Mas ele não me ama. Mais do que isso, Claude não quer me amar. Eu não posso viver com alguém que desconfia de mim, do jeito que ele desconfia. 

   — E quanto a Eric? — questionou Ninica. 

   — Certamente, você não vai deixá-lo na situação atual? 

   — Não — respondeu Rosa com tom veemente. 

   — E foi por isso que eu vim para cá. Preciso da ajuda de vocês. Alabá cobriu a mão de Rosa com a sua. 

   — Qualquer coisa. 

   — Eu penhorei as joias que Claude me deu. É suficiente para alugar um pequeno lugar em Lyon, de modo que eu possa ter uma situação de residência permanente. Mas precisarei de certa quantidade de dinheiro guardado, para que o estado me considere financeiramente capaz de ser mãe de Eric. Eu não receberei a pensão de Claude até o divórcio, e não tenho ideia quanto tempo isso levará. Ninica sorriu. 

   — A coisa maravilhosa sobre ter meu próprio dinheiro é que eu não preciso contar com os bilhões dos Geraldy. Sem querer ofender, Alabá .

— Você não me ofendeu — replicou Alabá, secamente. 

   — Eu tenho algum dinheiro vivo que posso lhe dar, e eu lhe transferirei mais fundos, de modo que você possa alugar alguma coisa um pouco melhor do que um “pequeno lugar” em Lyon. Se pequeno é bom, então maior é melhor, certo? Rosa apertou as mãos das duas mulheres. 

   — Muito obrigada. Eu tive tanto medo que vocês me odiassem, que acreditassem que eu tinha enganado Claude. Alabá suspirou. 

   — Tenho a impressão de que Claude vai acordar um dia e perceber que cometeu o pior erro de sua vida. Eu quase desejo estar lá para ver isso. 

   — Não se sinta tão mal, Rosa — murmurou Ninica, suavemente. 

   — Todos os homens Geraldy são um pouco densos quando se trata de amor. 

   — Pura verdade — concordou Alabá. 

   — Você nos mandará notícias sobre como estão as coisas com Eric? Eu adoraria conhecê-lo — disse Ninica. 

   — É claro que sim. 

   — Você fez arranjos para sua viagem a Lyon? — perguntou Alabá. Rosa meneou a cabeça. 

   — Ainda não. Eu mal tive tempo de respirar. Vim da ilha diretamente para cá. Ninica levantou-se, o semblante de alguém assumindo o comando de uma situação. 

   — Uma coisa de cada vez. Nós teremos um bom almoço de mulheres, seguido por uma tarde de mimos completos no spa. Deus sabe que vocês, mulheres grávidas, precisam disso. Depois, nós agendaremos um avião particular para levar Rosa a Lyon, e eu terei um chofer esperando lá, para apanhá-la e levá-la para qualquer lugar que ela queira ir. Claude pode ser um imbecil, mas você ainda é da família. Rosa começou a chorar novamente, e Ninica gemeu. 

   — É de admirar que eu não tenha desejo de procriar? Gravidez bagunça os hormônios de uma mulher, deixando-a emotiva demais. Alabá enxugou os olhos rapidamente, e Rosa caiu na gargalhada. Alabá se juntou a ela, rindo entre lágrimas, e, finalmente, Ninica também estava rindo. 

   — Certo, basta de fungar. Vamos sair daqui antes que os homens voltem. Eu deixarei um bilhete, dizendo que levei Alabá para uma tarde de mimos. Eles não ficarão nem um pouco surpresos — disse Ninica com um sorriso. 

   — Prometem que vocês duas vão me visitar em Lyon — pediu Rosa com ferocidade. 

   — Sentirei tanta saudade. Eu sempre quis uma família… irmãs… e não poderia pedir por irmãs melhores do que vocês duas. 

   — Oh, eu visitarei — prometeu Alabá. 

   — Vou colocar toda a culpa em Ninica. É minha desculpa padrão, e evita que eu tenha problemas com Henri. Freitas a ama tanto que atende aos desejos dela de maneira assustadora. 

   — Vocês são ambas muito sorturdas — comentou Rosa, com tristeza. Alabá deu-lhe um olhar culpado. 

   — Sinto muito, Rosa. Isso foi muita falta de sensibilidade da minha parte.

— Culpe a gravidez — disse Ninica.

—Certamente ter uma parasita em seu interior, absorvendo todas as suas células cerebrais, terá um impacto negativo sobre você, mais cedo ou mais tarde. Alabá e Rosa riram.

    — Você é tão encantadoramente irreverente — brincou Rosa. 

   — Não é de admirar que Freitas a ama tanto. 

   — Vamos, vamos. Meu radar de homens me diz que os homens chegarão em breve. Quanto maior a distância que colocarmos entre aqui e o lugar para onde vamos, menos provável que eles consigam nos encontrar.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...