História Rise Of The Villains - Jerome Valeska - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Gotham, Os 13 Porquês (13 Reasons Why)
Personagens Barbara Kean, Comissário James "Jim" Gordon, Dra. Leslie Thompkins, Edward Nygma, Hannah Baker, Jeff Atkins, Jerome Valeska, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim)
Tags 13 Porquês, Batman, Jerome Valeska
Visualizações 22
Palavras 3.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Incesto, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Bem-vindo de volta. Que bom que ainda está ouvindo. Está se divertindo?"

Capítulo 8 - Hear Me Now


Fanfic / Fanfiction Rise Of The Villains - Jerome Valeska - Capítulo 8 - Hear Me Now

As coisas não são fáceis
Então, basta você acreditar em mim agora
Se você não manter a calma agora
Você nunca fará um barulho
Todas as luzes irão guiar o caminho
Se você me ouvir agora
Todos os medos vão desaparecer
Se você me ouvir agora

 

Passado

 

Gotham City, Police Department, 09 : 49

Foi uma noite longa, como todas as noites em Gotham. E por sorte, Barbara estava bem. Meu pai e o detetive Harvey dirigiram até o interior de Gotham, a procura da mansão de campo dos Keans. De qualquer forma, chegaram tarde. O ogro, havia matado os pais de Barbara. Ela deve estar sentindo-se devastada. Em dias como esse eu lembro de minha mãe. Tessa. Nunca pensei que fosse capaz sentir tanta falta de alguém como estou sentindo dela agora. Parecia que toda vez que eu olhava nos olhos de Jerome, eu via a face morta de minha mãe. Após a morte de nossa mãe, Jeff nunca mais foi o mesmo. Eu sentia falta de ter o meu irmão mais velho ao meu lado, contudo, eu não o culpo. Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, nunca estamos prontos para perder alguém, e Jeff não estava pronto para perder a nossa mãe. Eu só tinha ao Edward nesses momentos. E ultimamente, ele tem se mantido tão distante. A Srta. Kringle - a namorada de Ed, para ser mais específica - tinha sido encontrada morta, na verdade, pedaços do seu corpo completamente desmembrado haviam sido encontrados. Ed está sofrendo, eu o entendo, mas ainda sim, sinto falta do meu melhor amigo. E no momento, eu preciso de todos ao meu lado. 

Caminho até o o GCPD. Eu precisava ver Barbara. A chuva estava forte, fazendo com que meus cachos castanhos ficassem completamente molhados. Sorriu ao sentir os pingos de chuva gelado caindo sobre meu rosto. Corro para dentro do departamento assim que a chuva se intensifica. Procuro por Barbara, e um dos policiais avisa-me de que ela estava com a Dra. Lee. Isso deve ser difícil para as duas. Não é todo dia que você precisa ser cuidada pela atual do seu ex-noivo. Assim que abro a porta da sala de Lee, Barbara joga-se em meus braços, apertando-me com toda força. Ela era como uma mãe para mim. E eu sentia falta dela, de uma forma inexplicável. Lee permanecia neutra anotando sobre o avanço médico de Barbara. A porta é aberta, revelando meu pai, com uma cara de quem não estava de muito bom humor. Afasto-me de Barbara, e a mesma cruza seu olhar com o dele.

-Dra. Thompkins, Hannah - sorriu para mim, de forma doce.

-Jim - disse, Barbara. A mesma levantou-se, com os olhos fixos em meu pai - Obrigada por vir me ver - sorria ao vê-lo ali, se preocupando com ela.

-É bom ver que você está bem - disse com um sorriso torto nos lábios. Lee, assim como eu, permanecíamos em silêncio, apenas observando duas pessoas que um dia se amaram, frente a frente mais uma vez. 

-Estou bem. Muito melhor. 

-Sim - disse desconfortável - Você está. É seu último check-up. Você está totalmente curada. Mas precisa de tratamento pós-trauma.

Lee estava sempre me impressionando, como um exemplo para mim. Sua gentileza era capaz de superar qualquer barreira do medo ou de insegurança. Ela não temia que Barbara tira-se Jim dela, ela era confiante. Algo que eu sempre admirei nela. Notando o desconforto, aproximei-me de meu pai, o abraçando. Apoio minha cabeça em seu peito, enquanto suas mãos faziam carinho em meu cabelo molhado pela chuva. Eu me sentia culpada. Culpada por estar determinada a tomar uma decisão que irá partir o coração do meu pai. Culpada por abandonar o meu irmão, mas não há nada mais que eu possa fazer por eles. Não há mais nada para mim nessa vida.

-Doutora, eu estou feliz. Feliz por estar viva - seus olhos possuíam um brilho diferente. Um brilho que você só possui por ter visto a morte de frente. Um tipo de  brilho que estava presente nos olhos de Jerome - E é por isso, Jim, que não queria sair sem agradecer do jeito certo - posso notar a confusão nos olhos de meu pai ao ouvir as palavras de Barbara - Obrigada por salvar a minha vida.

-Fiquei feliz em salvar - sorriu para ela. Apertou-me mais contra seu corpo, me abraçando mais. Como se no fundo de seu coração, ele pudesse sentir que estava prestes a me perder. Mas não é possível se perder algo que já está perdido, algo que nunca foi encontrado. 

-Srta. Kean - Lee os interrompeu - Acompanhamento de trauma, como ontem. Eu tenho várias recomendações para você. 

-É sério, doutora - irritou-se - Eu estou bem.

-Você não está bem, Barbara - caminhei até a mesma, segurando sua mão - Depois do que você passou ninguém estaria bem.

-Tudo bem - sorriu contente para mim - Se você for a minha avaliadora. Vamos fazer na minha casa - meu pai olhava-me com medo nos olhos, como se algo estivesse errado.

-Não, Babs - abaixo minha cabeça - Eu tenho conhecimento sobre traumas, mas não é a minha área - disse por fim.

-Eu gosto de você, Hannah. Como uma mãe - Lee estava irritada com seu comentário, eu podia ver em sua face - Posso falar com você. Por favor? - como eu podia dizer não a aquele par de olhos azuis incríveis? Ela estava sofrendo, e precisava de mim. 

-Está certo, vou tratar de você - abraço-a. 

❖❖❖ HA HA HA ❖❖❖

Gotham City, Barbara´s House, 07 : 00 P.M

A noite estava finalmente chegando, e junto dela, o frio. Barbara e eu passamos uma tarde tranquila. Ela havia me contado sobre tudo, e como estava sentindo-se em relação a tudo isso. E pela primeira vez, eu sentia que poderia me abrir com ela. Queria contar todos os meus medos e aflições. Os motivos pelos quais eu chorava todas as noites sozinha em meu quarto, esperando algum tipo de consolo que eu sabia que não iria conseguir. Pego minha caneca de ursinho que tinha desde pequena. Não acredito que Barbara ainda a guardava, ela disse que nunca parou de pensar em mim. Mesmo com todo o amor que Lee, Barbara, Jeff e meu pai me davam, eu sentia que faltava alguma coisa em mim. Algo que simples palavras não poderiam fazer passar. Barbara sentou-se de frente para mim no sofá, enquanto eu tomava um gole do café.

-Sinto como se tudo fosse um sonho. E que eu vou acordar logo - seus olhos permaneciam fixos no chão, como se não estivesse pronta para olhar em meus olhos. Sorrio triste. Levanto-me e me sento ao lado de Barbara, seguro suas mãos enquanto as acariciava lentamente.

-Barbara, você foi sequestrada. Seus pais foram mortos bem na sua frente - antes que eu pudesse terminar, Barbara interrompeu-me.

-É. Isso é real. Estou falando disso. Agora. Esse... - olho-a confusa - E esse é o sonho. Vou acordar, e ele ainda vai estar vivo. E vai procurar por mim - sua voz estava coberta de esperança.

Barbara havia se apegado ao Ogro? Barbara não estava de luto pela morte de seus pais. Estava triste pela morte do Ogro. Seja lá o que ele fez com ela - e ele fez - conseguiu  fazer com que Barbara o amasse. Um amor insano. Como o que Jerome estava tentando criar em mim. Eu entendia e conhecia sua intenções. Ele estava tentando conquistar-me. Mas como alguém que perdeu a mãe, sou incapaz de amar um matricida. Olho incrédula para Barbara, que permanecia com o olhar e sorriso apaixonado em seu rosto tão impecável, que era capaz de esconder os seus mais profundos segredos.

-O Jason viu através de mim. Ele me conheceu instantaneamente. Com se eu estivesse nua. Era assustador. Mas emocionante - olhou-me com lágrimas nos olhos - E os melhores caras não são um pouco assustadores? Eu estava muito mais assustada quando saí pela primeira vez com o seu pai. Ele é tão dominante e severo. Esse tipo, frequentemente tem um pavio curto. Mas o Jim era um doce. Nunca levantou um dedo para mim. É surpreendente.

Abaixo a cabeça em desconforto. O Ogro, Jason, seja lá qual nome ele prefira, fez lavagem cerebral em Barbara. Babs estava com sinais de síndroma de Estocolomo. O que é comum em casos como esse. De um ponto de vista psicanalítico, pessoas que possam ter desenvolvido ao longo de experiências na infância com seus familiares ou cuidadores, algum traço de caráter sádico ou masoquista implícito em sua personalidade, podem em certas circunstâncias de abuso desenvolver sentimentos de afeto e apego, dirigidos a agressores, sequestradores, ou qualquer perfil que se encaixe no quadro geral correspondente a síndrome de Estocolmo.

-Ele já te bateu? - perguntou. Meu pai sempre foi um bom homem, nunca teve razões para bater em mim. Meu pai, o único homem que viu algo de bom em mim, está sendo acusado por Barbara?

-Eu? - pergunto confusa - Não. Por quê? Por que ele bateria em alguém? Em alguma mulher? - questionei, com idignação.

-Sabe... - deu de ombros - Com paixão - Barbara estava mesmo sugerindo que agressão física contra mulheres era uma forma de se expressar o amor? - Desculpa, não quis me intrometer. Só ouvi dizer que você estava com um detento de Arkham.

-Não - penso sobre esta possibilidade - Sou a médica responsável por Jerome Valeska. Desculpe, não imaginei que fosse confudir quando soubesse. Se isso é um assunto que te deixa desconfortável... - cortou-me.

-Não seja boba, Hannah. Você é a minha filha. Pode me contar o que desejar. Estou feliz por ter conseguido tratar de alguém como Jerome. Ele é um dos caras maus.

-É - digo com desconfiança sobre seu interesse nesse assunto

-Está com fome?

Correu animada em direção a cozinha, voltando em seguida com um bolo de morango em mãos. Ajudo-a com os pratos, os arrumando na mesa. Barbara estava em silêncio, colocando leite em meu café. Toda aquela calmaria me assustava. Eu podia sentir que algo estava errado. 

-Barbara, estamos fugindo do assunto sobre o que aconteceu com você. Sobre o que precisa ser feito com você - enfio o garfo no bolo, levando um pedaço vermelho e branco até meus lábios.

-Hannah, você é uma garota incrível - soltou o leite - Eu poderia fazer isso, mas não sei se você iria comigo - disse séria. 

-Barbara - a olho séria - Me diga o que aconteceu.

Eu estava estática com tudo o que Barbara havia me contada. Jason era um monstro, que a torturou e a fez refém na esperança de que ela se apaixonasse por ele. Pessoas como ele deviam estar em Arkham sendo tratadas, e não soltas pelo mundo fazendo mal as pessoas inocentes de Gotham. Barbara encara a o mundo pela grande janela que se estendia pelo apartamento. Seu olhar estava fixo em algo que não existia, como se sua alma não estivesse mais em seu corpo. Talvez, a Barbara Kean que um dia eu conheci, esteja morta.

-Então ele me deixou - suspirou - Por muito tempo. Sozinha. E eu dormi. Não sei por quanto tempo. Então ele me acordou. "É uma viagem" ele disse. Estávamos no meio  do caminho quando eu percebi que... - fez uma pausa, virando-se para mim - Que estávamos indo para a casa dos meus pais.

-Continue - disse, procurando forças para falar.

-Bom - passou os dedos pela mesa de madeira - Ele amarrou os dois na cadeira, e depois pediu que eu falasse com eles sobre os meus problemas de infância. Então eu falei. Só falei o que vinha à minha cabeça. 

-E o que se passou em sua cabeça, Barbara? - perguntei.

-Sabe, coisas bobas de criança. Minha mãe costumava me chamar de porquinha quando eu era pequena. Jogavam meus brinquedos fora. Nunca me deram uma boa auto-estima. Eles só lentamente - sua voz não estava mais como antes. Havia tomado ódio, e em seus olhos, lágrimas de raiva - Constantemente, afastaram a minha alma. Tentando me fazer desaparecer. 

-Isso não é coisa de criança - foi a única coisa que consegui dizer.

-Para ser justa com eles. Eles nunca conseguiram me entender - trincou os dentes - Não sabiam nada sobre mim. Não sabiam que eu sou. Mesmo quando eu os matei - meu coração apertou ao escutar aquelas palavras tão carregadas de verdade - Eles só se agarraram em mim, como tolos. Não entendiam. Eles nunca entendiam.

-Barbara - chamo-a de forma doce - Jason Lennon matou seus pais. Você não os matou - essa era a verdade, ou talvez eu quisesse que fosse - Você não os matou.

-Matei sim - confirmou. Afasto-me um pouco da mesa. O medo começava a percorrer meu corpo, mas eu não podia demonstrar - Eu os esfaqueei, várias vezes - suas palavras eram frias e sem nenhum rancor presente nelas E aí, cortei a garganta deles - Barbara deslizou os dedos lentamente pela mesa chegando até a faca, levanto-me ao perceber o que ela estava prestes a fazer. Barbara correu, parando de frente para mim com a faca em mãos.

-Eu quero ir agora, por favor - permito que uma lágrima caia.

-Não está confortável? - sorriu de forma insana - E que tal agora? - levantou a faca para mim.

Corro em direção ao banheiro. Meu coração estava disparado, minha respiração estava falha. O medo percorria todo o meu corpo neste momento, mas no fundo, eu estava sentindo medo por ter sido enganada. Novamente. Barbara estava falando a verdade quando disse que matou seus pais. Tranco a porta do banheiro, e procuro por meu celular. Somente meu pai poderia me ajudar nesse momento. Disco seu número várias vezes, mas ele não atendeu nenhuma de minhas chamadas. Barbara socava e chutava a porta sem parar. Jogo meu celular contra o vidro do banheiro, assim que Barbara começa a quebrar a porta com a faca. Rasgo minha blusa, pegando o pedaço rasgado o vidro. Barbara abre a porta, e jogo-me sobre ela com o vidro para me defender. Sou jogada contra o chão, recebendo tapas e socos. Empurro Barbara para o lado, conseguindo me levantar. Mas assim que fico em pé, Barbara me joga contra a mesa de vidro, fazendo com que ela quebre. Sou acertada por um tapa no rosto, enquanto Barbara puxava o meu cabelo. Grito de dor ao sentir os pedaços de vidro da mesa presos em meu corpo. Barbara me puxa pelo chão, fazendo com que eu ficasse em baixo dela. Perco os sentidos ao sentir um soco contra meu nariz. Barbara acertava minha cabeça contra o chão repetidas vezes. Meus braços fraquejam, me fazendo ficar sem forças para lutar. A porta é aberta, e posso ver meu pai e Bullock. Um dos policias acompanhados deles tiram Barbara de cima de mim.

-Hannah? - disse meu pai, pegando-me em seu colo em seguida. Acariciando meu rosto completamente machucado - Está tudo bem, querida - beijou o topo da minha testa - Estou aqui com você.

❖❖❖ HA HA HA ❖❖❖

Presente 

 

Gotham City, James´s House, 11 : 00 P.M

Não importava quantas semanas tivessem se passado, ou até mesmo quando os anos se passassem, a ausência de Hannah era sentida em cada momento. Jim não era o mesmo após a morte de sua filha. Segurar seu corpo sem vida foi a pior coisa pela qual um pai pode passar. As noites eram perdidas em seu escritório bebendo, e passando as horas olhando para o nada. Jeff estava devastado. Hannah era, e ainda é a coisa mais maravilhosa do mundo para ele. Sua irmã, tão jovem, tão doce e pura, fora magoado por todos até não ter mais forças para lutar. Lee e Jim estava passando por um momento terrível. Lee acabara de perder o seu bebê - morto em seu ventre - e Jim tinha perdido a sua preciosa e querida Hannah. O mesmo se encontrava ajoelhado no quarto de Hannah, passando as páginas de seu antigo diário, a procura de um motivo para a sua morte.

-Encontrou algo? - disse Jeff, receoso ao entrar no quarto de sua irmã, que ainda o causava tanta dor.

-O que no meio de tudo isso poderia ser considerado sorte? - fechou o diário, colocando-o sobre o chão delicadamente.

-Tem razão - se aproximou de seu pai - Me desculpe - entregou a xícara para o mesmo.

-Estamos deixando algo passar. Sei que estamos. 

-Pai, reviramos esse quarto uma dúzia de vezes - irritou-se - Talvez não haja mais nada para encontrar.

-Me recuso a acreditar que a minha filha, sua irmã, era um mistério tão grande para nós. Eu vou...Continuar procurando.

Até encontrar o que, pai? - sentou-se na cadeira rosa de Hannah. Ela sempre adorou aquela cadeira. Passava horas sentada ali sorrindo e cantando.

-O que precisarmos para descobrir porque...A MINHA FILHA DECIDIU DE MATAR!! - gritou com todas as forças que o restava.

De todos os que perderam Hannah, Jim era o mais afetado. Hannah nunca teve a intenção de causar sofrimento em seu pai, apenas por fim em seu sentimento. Mas Hannah era como uma bomba. E quando explodiu, seu pedaços atingiram a todos que se importavam com ela. James caminha até a cama de sua filha, abraçando sua roupa, sentindo seu cheiro novamente, desejando que ela estivesse ali, viva, ao seu lado.

-Jeffrey - disse com a voz rouca pelo choro - Como não percebemos? - pegou o pijama de Hannah, abraçando o mesmo - Como eu não percebi? Ela estava bem aqui - disse com  os olhos vermelhos de tanto chorar - E estava sofrendo, ela estava pedindo ajuda - jogou seu corpo contra o chão frio de um quarto que um dia era repleto de tanta  alegria - E continuamos fingindo que estava tudo bem. 

-Precisamos colocar a cabeça no lugar - ajoelhou-se de frente para seu pai - Não podemos apenas nos culpar ou procurar sinais em todos os lugares. 

-Talvez devêssemos nos culpar - disse firme - Se não estivéssemos nos preocupado tanto com a nossa porra de vida, a Hannah estaria aqui.

-Talvez se não tivéssemos cuidado de nós mesmo a Hannah estivesse aqui, viva, naquele hospício cheio de assassinos - aumentou a voz. 

-Como pode dizer isso? - perguntou incrédulo - Hannah era a sua irmã!! - gritou, acertando o rosto de Jeff com um tapa.

-E eu a amo - disse pausadamente por conta do choro - Mas... - sua voz falhou - Como poderíamos saber? Certo dia, pelo menos parece que foi assim, de uma hora para  outra, ela deixou de querer fazer parte de alguma coisa.



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