História Rosenrot - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias A Origem dos Guardiões, Frozen - Uma Aventura Congelante
Personagens Anna, Elsa, Hans, Jack Frost, Personagens Originais, Sophie Bennett
Tags Alemanha, Frozen, Goethe, Heideroslein, Idade Média, Jackxelsa, Jelsa, Medieval, Rammstein, Rosenrot, Shortfic, Trovadorismo
Visualizações 28
Palavras 5.987
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lírica, Luta, Magia, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


CHEGOU AO FIM GENTE
DEMOREI PRA POSTAR DPS DE TER PENSADO EM VÁRIOS FINS
MAS VAI SER ESSE AQUI
UM BEIJÃO E BOA LEITURA! ♥

Capítulo 4 - Kapitel IV - Was sie will bekommt sie auch


Depois que o duque voltou à Arendelle e encontrou o lugar completamente branco e frio perguntou, de ínicio, o que tinha acontecido, mas logo ele deduziu que não importava o que havia acontecido, porque tinha acontecido algo com Elsa. Mal desceu do cavalo e com rispidez, abriu as portas do castelo, a procurando.

— Elsa! Elsa! Desça já! — O duque disse, chamando-a.

Mas quem apareceu para recebê-la foi o príncipe de Sudorf, com um sorriso maléfico em seus lábios.

— Milorde! — Exclamou ao ver o homem de meia idade.

— Hans, olá. Viu onde Elsa está?

— Minha noiva? Ah, ela está lá em cima, está cansada e quis dormir.

— Do que chamou minha filha, Hans?

— De minha noiva. Eu consegui. — Ele disse, estendendo a rosa, que o duque pegou e sorrindo, o abraçou.

— Meus parabéns, meu filho! Mas o noivado de vocês não pode passar em branco e com essa neve, não teremos mantimentos. O que vamos fazer? — Indagou o duque, que andava pela sala com o outro homem.

— Não tem problema, milorde. — Ele disse com a voz doce que usou para enganar Anna de Arendelle. — Podemos celebrar em Sudorf, com meus pais. O que acha?

— Ótimo! Sendo assim, eu vou conversar com a Elsa e nós estaremos lá em pouco tempo. — Disse o duque. — Vou descansar. No jantar, nós falaremos sobre.

— Tudo bem.

O duque saiu, levando a rosa consigo e ele riu, baixinho, satisfeito.

Resolveu subir para atormentar Elsa.

Esta por sua vez, lia um livro. O mesmo livro que ela estava lendo para Jack e usando para ensiná-lo a ler. Contos de um velho trovador. Rezava mentalmente para que Deus o guardasse e se perguntava se ele realmente estava morto. E queria que ele estivesse vivo. Ouviu os passos barulhentos das botas e a porta abrir devagar em um barulho aterrorizante e ela sabia o que aquilo significava.

— Seu pai está aí. Ele quer acertar os detalhes do nosso noivado.

Ela nada respondeu e tentou não olhar para ele de jeito nenhum.

— Como passou o dia, querida? — Aproximou-se dela e passou as mãos em sua tez branca e seus cabelos dourados. Elsa sentiu nojo daquilo e nada respondeu.

— Você está surda?

Substituiu o tom falsamente carinhoso por outro, ríspido.

— Eu... Estou bem. Meu dia foi... Produtivo. — Ela respondeu, com certo medo na voz.

— Produtivo? E desde quando ficar em cima de uma torre sem nem ao menos bordar e cuidar da casa é produtivo, querida? Diga que pensou em mim, isso é produtivo para nós dois. — Riu e beijou-lhe o pescoço, o que causou nojo nela e fez com que ela tivesse vontade de chorar e de vomitar. Ela tinha muito nojo do ruivo. — Vamos, fale.

Ela sabia que se não falasse, ele agiria daquela maneira, em um tom ameaçador pela vida toda.

— Pensei em você. O dia inteiro.

— Ótimo. — Sorriu. — Padre Richard sente sua falta. Ele está muito contente em saber o quanto você está feliz comigo.

Ele riu.

— Fique pronta logo. Seu pai está nos chamando para acertar, como eu disse, os detalhes do casamento. — Ele deixou-a sozinha e ela chorou, sentindo nojo daquele homem, do modo como ele a tocava, das intenções que tinha, de suas chantagens com as vidas de pessoas que ela amava, imaginando o que teria ele feito com seu confessor e melhor amigo e do que fazia quando não havia ninguém por perto.

Ela chorou, sentindo saudades daquele que a protegia dele e que agora, não podia estar ali.

Mesmo assim, Elsa se levantou. Enxugou as lágrimas e desceu para encontrar seu pai.

— Oi, papai. — Ela disse, ao ver o homem sentado à mesa, esperando-a.

— Oi, minha filha. — Respondeu o duque. — Precisamos conversar, mas antes, onde está a sua irmã?

— Não sei. Ela disse que iria passar a tarde na igreja. — Elsa respondeu.

— Mas já está de noite! — Exclamou o duque.

— Ela já deveria estar de volta. — Hans disse.

— Vou mandar um dos meus guardas para chamá-la.

O duque, Hans e Elsa começaram a comer a comida sem a ruiva desaparecida. Que não estava desaparecida, apenas escondida.

— Quer mais sopa, senhora? — Ela disse, enchendo o prato, enquanto encarava uma mulher de meia-idade, tremendo com o frio que gentilmente pegou o prato que estava nas mãos da jovem.

— Obrigada, menina. — Ela disse, tremendo devido ao frio e tomando do prato quente de sopa.

Um senhor também idoso se aproximou e Anna lhe deu sopa e um cobertor quente.

A menina passara todo o dia em Sudorf buscando mantimentos e comida nos burgos cheios de comércio e feira para seu pobre povo que padecia com o frio e estava sacrificando sua saúde e sua chance de estar aquecida no castelo, pelo seu povo.

Se dependesse da moça, eles não padeceriam da fome que era causada pela falta do sol e da água. As mãos sujas de Hans de Sudorf não matariam o seu povo.

Foi então que um jovem homem se aproximou dela, lhe pedindo sopa. Quando ela estendeu o prato ele lhe olhou nos olhos.

Tinha olhos azuis familiares que ela logo reconheceu.

— Milady... Sei que está impressionada em me ver. Peço que saia daqui um pouco e venha comigo! — Ele sussurrou.

O rapaz saiu de perto e ela desesperada, ansiosa, não sabia o que fazer.

Mas acabou por segui-lo ao vê-lo deixar a pequena casa onde servia sopa e correr atrás dele.

O jovem correu para longe, para um lugar escuro que Anna sequer poderia enxergar estando nele. E então, ela entrou em um pequeno buraco, uma caverna cujo chão era escorregadio e aonde ninguém a acharia.

— Jack, para onde estamos indo?! — Ela exclamou.

Então o lugar se iluminou e junto com ela, uma voz lhe pediu silêncio.

— Shh... Faça silêncio, moça! Pode haver alguém ouvindo! — O homem mais velho gritou e o outro mais jovem levantou-se.

— Essa é a sua senhora, Jack? Aquela por quem se apaixonou? Ela é fato, bonita. — Gottfried disse.

— N-não, essa é a sua irmã, Lady Anna.

— O que ele acabou de dizer? Você está apaixonado por minha irmã? — Sorriu Anna.

— Milady, isso não é assunto para agora... A trouxe aqui para discutir algo mais. — Jack os interrompeu.

— Na verdade, ele está sim e veio o caminho todo falando de como a ama. — Gottfried riu.

— É, é sim! Agora vamos falar do que precisamos fazer ou meu amor não adiantará de nada!

Os dois então se calaram. Anna nunca tinha visto o jovem servo falar daquele jeito. Talvez ele só fosse carinhoso com sua irmã mais velha.

— Eu a trouxe até aqui porque o príncipe Hans e a mãe dele sequestraram e prenderam o padre Richard. — Ele explicou. — Desculpe-me ter gritado, deve ter ficado ofendida. Não foi a minha intenção, mas é que…

— É urgente. Eu sei que é. Vocês não sabem o quão desesperador é vê-lo chantageá-la e papai não saber de nada. Elsa está sofrendo mais do que nunca e acha que você está morto e que Hans, tendo pego a rosa, não há outro jeito senão se casar com ele.

— Mas eu não estou, milady. E ele não tem a rosa, pois a verdadeira está comigo. Eu não estou e eu vou salvá-la desse facínora.  Por favor, leve esta carta até ela e tente distrair a Rainha em Sudorf para salvar o padre Richard dela e de seu filho. — Jack disse, estendendo um papel branco e dobrado.

— Mas como vou saber onde está o padre Richard? — Anna indagou, com os olhos verdes repletos de curiosidade.

— Eu sei onde ele está. — Gottfried respondeu.

— Sabe?

— Sei. Eu já morei no castelo durante os primeiros anos da minha vida e sei onde a Rainha Marie tranca seus prisioneiros. — Gottfried respondeu. — Precisamos ir para Sudorf o mais rápido possível. Provavelmente, com o frio, Hans vai querer se casar com vossa irmã lá e assim que o dia raiar, devemos partir. Meu pai ficará aqui e irá com Jack depois que tio Richard for libertado. Ele corre muito risco de vida e salvá-lo é nossa prioridade.

Anna concordou.

— Se é para salvar minha irmã das garras dele, eu farei tudo. Também farei isso por padre Richard.

Anna então saiu de lá, com uma lamparina nas mãos. Gottfried resolveu, então, acompanhá-la.

— Obrigado.

— Obrigado? Pelo quê?

— Por se prontificar a salvar meu tio. Meu tio Richard. — Ele sorriu.

— Padre Richard tem uma família? Eu não sabia disso… — Anna sorriu.

— Sim. Mas infelizmente algo aconteceu e o separou de nós. Desde então, ele acha que eu e papai estamos mortos.

— Se me permite perguntar… O que aconteceu?

— O que aconteceu foi o fato de que eu sou filho de um plebeu com uma Rainha. Eu e Hans somos primos.

— É o filho da irmã do Rei? Aquele que dizem estar morto?

— Sim.  A Rainha não se casou com um duque de uma terra distante, mas com meu pai, um simples menestrel. E então, o pai dela inventou essa história superficial para esconder o casamento que tinha sido feito por meu tio. Como ela mais velha que o irmão, assumiu o trono quando seu pai morreu e engravidou, me escondendo, para que não me matassem. Quando o irmão dela se casou, a esposa dele, astuta, se aproximou da minha mãe e a matou envenenada aos poucos quando eu tinha apenas 2 anos, fazendo o marido acreditar que tanto eu como ela falecemos com uma peste. Meu pai então se escondeu sob a forma de um dos cavaleiros do castelo por cinco anos e com medo de que a gananciosa rainha Marie matasse a mim, que estou a frente de seu filho Hans na linha de sucessão do trono, me entregou a uma família de servos do Rei e eu vivi no castelo, brincando com Hans lado a lado até os sete anos.  Ela nos achou, descobriu seu segredo e disse que se não entregasse o menino, que no caso era eu, iria matar meu tio. Meu pai então fez a escolha difícil de fugir comigo e acreditou que tio Richard estava morto esse tempo todo. Mas então Jack chegou e contou que ele conseguiu a proteção do senhor seu pai e de um cardeal italiano contra a Rainha e resolveu voltar para reencontrá-lo. Obrigado por tornar isso possível.

— Nossa, é uma longa história. Eu não pensava que a Rainha fosse uma mulher tão má assim.

— Hans também não era mau assim. Acho que a mãe o fez ser assim e ele se tornou mau ao crescer. O coração das pessoas é poluído e pecaminoso e infelizmente nem todos obedecem ao que o Senhor manda.

Anna concordou.

— Obrigada por me trazer até aqui, Gottfried.

— Não há de quê, Lady Anna. Nos vemos amanhã, neste mesmo local.

Gottfried pegou a mão da donzela com delicadeza. Ele a beijou e curvou-se antes de partir.

Lady Anna de Arendelle então voltou ao castelo de seu pai e subiu para encontrar a família no jantar. Seus enormes cabelos ruivos haviam congelado, suas maçãs do rosto estavam vermelhas e seu vestido estava bastante sujo.

— Minha filha… Onde esteve?

— Primeiro fui à igreja. Precisava de paz, papai. Depois fui ajudar os mais pobres a comer, já que estamos sem suplementos e são poucas as pessoas a trazer. — Ela respondeu, com sua meia-verdade, desviando o olhar por um breve momento.

— Ah, sim. Você é tão caridosa, Anna. Parece muito com a sua mãe.  — O duque disse.

— Mas logo isso vai passar, Anna. Você não deveria se esforçar tanto. O frio vai acabar depois que eu e Elsa nos casarmos.

Anna riu.

— Me desculpe a sinceridade, Hans, porque talvez o que eu direi não irá te agradar, mas diferente de você, me importo com o povo. Nem tudo gira em torno do seu casamento.

Elsa sorriu por dentro e segurou sua própria risada naquela mesa, pois sabia que ele faria algo com ela mais tarde e ela não queria que fosse além de um beijo de boa noite nojento. O pai nada disse, porque no fundo compreendia a filha, por mais que gostasse de Hans. Já este, fingiu aceitar e concordou.

— Tudo bem, eu que peço desculpas. — Ele respondeu. As irmãs sabiam que aquela pose era uma mentira. Hans já desconfiava que Anna soubesse de tudo, mas era apenas uma desconfiança que ele tinha. Depois do jantar, Anna pediu ao pai que lhe preparasse um banho quente, pois estava cansada e coincidentemente, Elsa também o pediu.

Pois no banho, elas tinham a oportunidade de ficar sozinhas e Hans não teria a oportunidade de ouvir a conversa delas.

— Eu tenho notícias. — A irmã mais nova disse.  

— Todo mundo está alimentado? As pessoas estão enfrentando a fome? O que de bom pode acontecer?

— Eu tenho notícias ótimas na verdade. Por isso pedi privacidade. Fale baixo e não conte isso a ninguém, entendeu?

Anna sussurrou e preocupada, a irmã assentiu.

— Você não vai se casar com o Hans.

— Eu queria que não fosse verdade, mas ele cumpriu com a condição que eu estabeleci e trouxe a rosa. Infelizmente, ele tem a minha mão.

— Elsa, aquela rosa é falsa!

— O quê? A rosa não existe?

— Não é isso, ela existe sim! Mas Jack foi quem a pegou, não o Hans!

— Mas Jack se foi… Isso significa que ficarei sozinha para sempre…

— Não, ele não foi! Ele está vivo! Vocês podem se casar, mas antes, precisamos libertar o padre Richard das garras da Rainha. Tudo que está acontecendo é culpa dela e da ganância dela, Elsa!

— E onde ele está? Onde você o viu?

— Calma! É uma questão de tempo e vocês vão se ver! Amanhã eu vou convencer Hans e papai a me deixarem ir até Sudorf com eles e quando eu conseguir, ele virá! Vocês não vão se casar, tenha paciência!

Elsa sorriu.

— Se isso for mesmo verdade, você não sabe o quanto eu estou feliz! — A loira sorriu e então saiu da banheira de pedra e se enxugou rapidamente, chamando uma serva para ajudá-la a se vestir.

E Anna sorriu, diante da felicidade da irmã.

E então, quando ela saiu de lá, já vestida, o príncipe de Sudorf a abordou a caminho de seu quarto.

— Parece feliz, Anna. Elsa te disse algo agradável.

— É que… — Anna segurou a raiva e falou com ele numa voz amigável e calma, como falava antes de descobrir a verdade sobre ele. — Eu estou muito feliz pelo casamento de vocês em Sudorf. E eu queria ajudar de certa forma e Elsa disse que seria ótimo se eu fosse para lá, ajudar vocês com alguma coisa. Eu poderia ir amanhã mesmo e escolher um vestido bonito para ela. Conheço os gostos da minha irmã e quero que tudo saia perfeitamente para ela. Ou melhor, para vocês.

Naquele instante, Hans viu na jovem a mesma Anna tola e ingênua com quem sempre tinha convivido e suas desconfianças caíram por terra.

— Ótimo.  — O homem ruivo sorriu, aparentemente contente. — Amanhã, irei até a cidade. Por que não deixar seu pobre pai descansar, afinal, ele acabou de voltar de viagem não é mesmo?

— Que grande ideia. Fico feliz que se preocupe com papai!

— O que é isso, o duque é quase um pai para mim.

“É tanta consideração pelo meu pai que você quer que ele morra para lhe tomar as terras, não é, seu patife!?” Pensou consigo mesma.

— Amanhã cedo, estarei esperando-a. Pode levar alguma serva para ajudá-la.

Anna então esperou-o sair e sussurrou, para si mesma.

— Eu já ia levar alguém de todo jeito, Hans. Com sua permissão ou não. — Riu baixo e correu até o quarto.

Este por sua vez, foi até o quarto daquela a quem chamava de noiva e a encontrou dormindo com um livro de poesias, abraçada a ele e a face serena e tranquila. Hans sabia dizer quando ela estava fingindo ou não. E naquela noite, como se um milagre ou uma notícia boa, ela estava dormindo de verdade e com um sorriso em seu rosto. Muito estranho.

— Talvez esteja sonhando com ele, Elsa. Talvez esteja sonhando com vocês casados e eu longe daqui, mas isso não acontecerá.

Ele falou, beijando sua face. Definitivamente, ela estava dormindo, sonhando. Pois se estivesse fingindo para evitá-lo, teria recuado com o beijo.

Ele então a tocou em suas coxas cobertas pela camisola azul.

E sussurrou.

— Eu não me importo se não tenho o seu amor e se aquele servo, aquele morto o tem. Você é minha.

E então, beijou-a de novo e avançando com os toques indevidos e não consensuais.

Porém, o que salvou Elsa dos toques indesejados do homem enquanto dormia foram dois passos.

Hans de imediato se levantou e deixou o quarto. O duque ainda estava acordado.

— Oh, boa noite, milorde. Fui desejar uma boa noite a Elsa e aparentemente, ela já dormiu.

— Fico feliz que vocês dois tenham se entendido. Parecem estar realmente enamorados um do outro. Boa noite, Hans.

Hans entrou em seu quarto e de lá não saiu até de manhã.

O mesmo aconteceu com Anna de Arendelle, que despertou ainda mais cedo. Ela encontrou-se com Gottfried perto do castelo, onde ele a esperava.

— E então, conseguiu convencê-lo?

— Sim. Por via das dúvidas, você é Gustav, meu servo e eu te salvei do frio. Entendeu?

— Tudo bem. Vamos.

Os dois correram até o castelo e lá deixaram as coisas de Anna prontas para viajar até Sudorf. E então, Hans finalmente desceu.

— Bom dia, Hans.

— Bom dia. Então, temos companhia?

— Sim. Esse é meu servo Gustav. Gustav, esse é meu futuro cunhado, príncipe Hans de Sudorf.

Gottfried era tão príncipe quanto Hans e era Hans quem deveria se curvar diante dele, mas ele o fez e sorriu.

— Prazer em conhecê-lo e servi-lo, Vossa Alteza.  

Hans sorriu, analisando o rosto do rapaz e sentindo que ele lhe era familiar e que o conhecia, de algum lugar.

— Eu digo o mesmo, Gustav. E então, podemos partir?

E então, os jovens partiram do frio de Arendelle para o sol brilhante de Sudorf. Hans não esperava que toda a farsa e as maldades dele e de sua mãe fossem ser reveladas.

 

***

Quando Elsa acordou, pela manhã, algo inesperado aconteceu.

Alguém bateu em sua porta e Elsa se perguntou quem era, afinal, Hans tinha ido embora para cuidar dos detalhes do casamento.  Ela levantou, achando que o plano de Anna tinha falhado e cobriu-se para atender às batidas. Era bem cedo e boa parte das pessoas estavam dormindo.

Achando tudo muito estranho, ela perguntou de quem se tratava, mas não houve resposta. Não havia alternativa a não ser levantar e atender. Quando ela abriu a porta, encontrou-se com aquele de quem tinha se separado havia já algum tempo.

— Não esperava me encontrar, milady?

— Então… É verdade! Você está vivo!

E ela o abraçou, sorrindo.

Os dois entraram no quarto.

— Onde você esteve esse tempo todo? Por que não veio? O que aconteceu e…

— Calma. Uma pergunta de cada vez.

Ele sorriu.

— Quando você mandou o padre Richard atrás da Rainha aquilo foi um erro. Ela o pegou e o sequestrou, por isso que ele não aparece há dias.

— Meu Deus… E onde ele está?

— Anna e o homem que me salvou foram até Sudorf para buscá-lo. Vamos expor Hans e a mãe dele na frente de todos no dia do casamento. Hans já fez muitas maldades. Aliás, como ele se comportou com você enquanto estive fora?

— Ele não fez aquilo de novo. Mas ele me beija e é nojento, Jack. E o pior são as chantagens dele, ele ameaça matar padre Richard se eu não ceder aos toques dele.

— Desgraçado! Mas isso tudo vai terminar. Eu prometo. — Ele então beijou-a na testa e ela sorriu, o abraçando.

Elsa se sentia protegida ao lado do amado e agora tinha fé na vida e em sua própria felicidade de novo.

Quando os dois se abraçaram alguém que era inesperado ali apareceu, encostado à porta.

— Jack Frost, o que faz aqui? Veio sequestrar a minha filha antes de seu casamento?!

— Meu senhor, eu sei que devem ter lhe dito que eu pretendia fugir com Elsa, mas não é nada disso, me deixe explicar…

— Explicar o quê? Me aparece às vésperas do casamento de Elsa e quer que eu pense algo diferente? Onde você esteve?

— Papai, a rosa que Hans trouxe é falsa! O Hans não é um santo, ele é um canalha e cometeu um crime contra a minha honra! — Elsa exclamou, revoltada, fazendo com que o duque se calasse.

 

***

 

— Bem, cavalheiro e dama… Chegamos à Sudorf. — Hans disse. Eles cavalgaram até o palácio, onde pararam e desceram.

Gottfried contemplou o lugar onde morou e sorriu.

— É um lugar bonito, se me permite comentar, senhor.

— É, eu sei. Vamos entrar, Lady Anna, minha mãe nos espera, para que acertemos os detalhes do casamento.

Os dois subiram, os corações batendo rápido, as escadas do enorme castelo e seguiram Hans.  Gottfried recordou sua infância ao vê-lo e contemplou a sala do trono. Lembrou-se, vagamente, da mãe que morreu quando ele era pequeno. Estava difícil fingir que estava tudo bem, por mais que aquela situação fosse durar menos tempo do que ele pensava.

— Deve impressão minha, Gustav, mas eu te conheço de algum lugar.

— Devo lembrar alguém que o senhor viu, Alteza. Eu sou filho de pagãos e sou um órfão que viajou das terras mais distantes do Norte.

— Oh, me desculpe então. Minha mãe está dormindo essas horas, a Rainha é uma mulher muito vaidosa e gosta de descanso. Vocês dois podem se acomodar à vontade. Eu vou dar um passeio à cavalo e volto já.

Os dois ficaram confortáveis em saber que Hans sairia e que a Rainha estava dormindo.

Subiram calados pelas escadas do castelo e esperaram o príncipe se afastar a cavalo, tendo certeza de que ele não estava ouvindo-os.

— Gottfried… — Anna sussurrou. — O que faremos agora?

— Eu vou até o lugar onde acho que meu tio está, milady fica aqui e observa a Rainha. Fique sempre ao lado dela e tente inventar uma desculpa .

— Tudo bem.

Anna como Gottfried tinha pedido, dirigiu-se ao quarto de hóspedes que ficava bem perto do quarto da Rainha e sem tirar o olho da brecha, vigilante, esperou acordá-la. Enquanto isso, o rapaz de cabelos negros descia as escadas do palácio até um lugar escuro. A masmorra. Não havia ninguém lá e o lugar estava silencioso. Com cuidado,  ele iluminou o local com um castiçal e lá embaixo encontrou a figura de um homem velho e despido atado por cordas aos ferros presos ao muro de pedra, gemendo de dor.

Gottfried se aproximou, devagar e desamarrou-o das cordas devagar. Padre Richard abriu os olhos, ainda sem enxergar direito, com a vista embaçada.

— Quem está aí?!

— Sou eu, tio. — Gottfried sussurrou. — Vim libertá-lo.

O jovem cortou as cordas que machucavam os punhos do homem mais velho e o ajudou a se esconder no escuro.

— Gottfried? Você é meu sobrinho Gottfried?

— Sim, tio! Quem mais saberia onde fica esse lugar do castelo.  Fique aqui, eu vou buscar alguém pra te ajudar a sair, eu não demoro.

Gottfried, atordoado e com medo de ser pego, saiu do palácio e procurou, por Sudorf, alguém que não fosse suspeito ou que não tivesse ligação com o príncipe.

E então, avistou uma jovem que caminhava, carregando uma pequena sacola com dinheiro.

Gottfried se aproximou, cortês, e a moça estranhou.

— Moça, com licença… Pode me ajudar a socorrer um parente?

— Claro! — A moça disse, de forma inocente.

Ambos entraram no castelo e sem questionar, a boa moça entrou no castelo junto a Gottfried, parecia ser moura, embora carregasse uma cruz no pescoço, o que lhe dizia que era cristã e que nela, ele poderia confiar.

— Oh, meu Deus ele está muito ferido! — Disse ela ao ver o padre com desespero. — Temo que não vá resistir se ficar muito tempo aqui.

— Pode levá-lo com você? — Gottfried indagou.

— Como?

— Não posso abrigá-lo aqui pois estou a serviço de uma dama da corte e ela não me deixa abrigá-lo. — Mentiu, mesmo que parcialmente.

— Por quanto tempo?

— Até o casamento.

— Tudo bem. — A moça o ajudou a tirar padre Richard, que estava parcialmente inconsciente. A jovem de longos cabelos negros cacheados conseguiu tirá-lo de lá e levá-lo até uma pequena casa de pedra onde vivia, sozinha, desde que se mudara.

— Obrigado por ajudar. Ele é meu tio e um dos poucos de minha família.

— Sem problemas. — Ela sorriu. — Como se chama?

— Gottfried Häss. Ele é meu tio, Padre Richard Häss. E você, qual sua graça?

— Joyce Sanchez.

— Sanchez?

— Sim, eu sou das Astúrias.

— Nota-se que você não é daqui, não querendo dizer nada de ruim com isso.

— Tudo bem. As pessoas me chamam tanto de moura que eu até me acostumei. — Riu, porém em seu olhar, Gottfried viu tristeza.

— Você foi moura e se converteu?

— Não, eu gostaria de que tivesse sido assim. O meu pai, se é que posso chamá-lo assim, tomou minha mãe cristã à força. Sou filha de uma escrava cristã, mas felizmente, não tive o mesmo destino. Só que sendo filha de um inimigo, as pessoas das Astúrias não me aceitaram também. Por isso vim para cá.

— Eu entendo. Também sou parte de um sangue que não é bem aceito, mas isso é assunto para outra hora. Eu, como disse, tenho tarefas para cumprir. Por favor, Joyce, cuide bem de meu tio.

— Sem problemas. Seu tio estará bem até o casamento do príncipe.

Gottfried voltou ao castelo, aonde esperava, junto à dama pela mulher que havia assassinado sua mãe, Hilda de Sudorf.

Anna esperou a Rainha Marie despertar de seu sono. E quando ela o fez, tanto ela como Gottfried a esperavam estáticos no corredor.  A mulher mais velha de cabelos ruivos saiu do quarto para confrontar o filho e falar sobre os planos que tramavam em segredo. Porém, a mulher se deparou com os dois jovens parados e logo tomou outra posição.

— Ah, olá. Não sabia que tínhamos visitas. Perdoem-me a indiscrição e a falta de cortesia.

— Eu e Gustav é que pedimos perdão por perturbá-la, Majestade. Vim ajudá-la a organizar os detalhes do casamento de minha irmã.

— Você é Lady Anna? Se me permite dizer, mudou muito desde a última vez que a vi. — Sorriu, o sorriso era falso e dissimulado.

— Imagino, afinal, eu era uma menina. Vossa Majestade já convidou pessoas?

— Sim, já estão todos devidamente convidados.

— Tem certeza? Poderia me deixar ver a lista?

— Claro, por que não?

As duas damas e o “servo” seguiram para a enorme sala onde a Rainha tinha preparado os convites em uma enorme lista.

— Bem, esta é a lista e eu ainda não escrevi os convites e nem os preparei.

— Eu posso prepará-los se a senhora quiser e  cuidar do que ficar restando, com a ajuda do Gustav. Acho que a senhora trabalhou demais nesse casamento e quero muito ajudar.

— Se é assim, fico feliz por sua ajuda.  Por acaso viu meu filho Hans?

— Ele saiu para cavalgar, se não me engano. Ele foi cavalgar, não foi, Gustav?

Gottfried concordou com a cabeça.

— Então, ele já deve estar voltando. Se precisarem de mim, chamem-me.

A Rainha saiu de sala, deixando os dois jovens ali.

— Pelo visto, o Hans teve a quem puxar. — Anna comentou. — Ela é tão falsa e dissimulada quanto ele.

— É… E o império dos dois não irá durar muito tempo. O casamento é depois de amanhã. E parece… — Gottfried abriu uma gaveta. — Que eu sei exatamente como.

— Mas essa gaveta está vazia e…

— A Rainha não quis me matar só porque eu era o próximo na linha de sucessão do trono, não mesmo. Mas porque eu vi coisas…

Gottfried levantou o fundo falso da gaveta e lá achou um diário. O diário no qual Marie relatava o que tinha feito e mostrava uma face que somente ela e poucas pessoas conheciam.

— Se você pegar hoje, Anna, ela vai suspeitar. A Rainha não é burra. Temos que dá-lo ao Rei, no tempo certo.

Anna concordou. O tempo certo estava chegando.

 

***

As coisas, supostamente estavam ocorrendo como planejado, exceto pelo sumiço de padre Richard do cativeiro, que desesperava a Rainha. Ela tinha medo de que seus inimigos voltassem ao poder e que Richard os ajudasse. Indagou os guardas sobre alguém entrando no castelo e descobriram que de estranho só tinha entrado uma jovem moura, que saiu carregando um corpo. Relaxada, a Rainha pensou que o padre tinha morrido e seu corpo tinha sido tirado dali. Acalmou, portanto seus pensamentos ansiosos.

Hans também a tranquilizou, dizendo que era tudo paranoia da cabeça dela e que Jack estava morto, seus inimigos longe e que logo as terras de Arendelle e Sudorf seriam deles. Mãe e filho comemoraram uma vitória antes do tempo. Hans continuava achando estranho a felicidade de Elsa se ela o detestava. Mas ao ver que Anna estava tão presente e ajudando tanto no casamento, deixou, embora odiasse a felicidade delas, que ambas fossem felizes e queria que todos o temessem. Mas Elsa, de acordo com sua lógica, de qualquer jeito iria ser infeliz, pois logo ele seria seu marido e seria “dono” dela.

Por isso, quando o dia tão esperado chegou e tudo estava andando, para ele, de acordo com o que ele planejou junto a mãe, Hans ouviu uma conversa que era inesperada.

— Lady Anna, eu preciso te dizer que você é a mulher mais fascinante que já conheci…

— O que quer dizer com isso?

— Eu estou apaixonado por você, milady. É uma mulher forte, que luta por seu povo e por sua família e é tudo isso que procuro em uma mulher.

— Eu…

— Eu só preciso saber se é recíproco, se me quer e eu sou o homem que você espera.

— Eu ia dizer que você é o que espero, mas me interrompeu.

E então, o rapaz beijou a moça tendo seu beijo sido retribuído de forma rápida e com a mesma intensidade.

Hans percebeu quando a mão da jovem afastou os cabelos de Gottfried de seu pescoço e ele viu ali uma marca. Um sinal que ele também tinha, algo de nascença. Correu para avisar a mãe, mas ela não se importou com seu pressentimento ruim. Era hora do casamento e Elsa logo seria dele. E apesar de estar prestes a concretizar seus desejos egoístas, achou tudo aquilo muito estranho.

Era uma bela tarde e os convidados, nobres e membros do alto clero se reuniram na floresta para celebrar a união do Reino ao ducado de Arendelle. O duque já tinha descoberto toda verdade, mas mantinha um sorriso no rosto e se segurava para não matar o homem que desgraçadamente tinha se passado por seu amigo e roubado a virgindade de sua doce filha.

Rudolph de Arendelle sorria por fora, mas explodia por dentro, queria destruir o jovem ruivo com sua espada. Mas ele estava aliviado em saber que logo, muito em breve, as mentiras dele seriam expostas ao Rei.

Anna estava do outro lado, amparada por Gottfried, que por dentro sorria.

A Rainha e o Rei aguardavam, orgulhosos por seu filho ao lado do bispo de Sudorf, um homem de longas barbas brancas.

Ele começou a pronunciar as palavras do rito sacramental e indagou se os jovens estavam ali de livre e espontânea vontade. Pergunta que Elsa respondeu com a seguinte frase.

— Estou aqui de livre e espontânea vontade para me casar com o homem que me trouxe a rosa imortal.

Hans sorriu, por fim, se achando vencedor.

E então, antes de perguntar se os noivos aceitavam um ao outro, ele indagou.

— Se alguém tem algo contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre!

E das árvores, uma voz emergiu.

— Eu tenho!

Jack Frost saiu de lá, com as mesmas roupas que usara na noite em que pegara a rosa. E a verdadeira, menor e mais vermelha, estava em sua mão.

— Eu tenho a verdadeira rosa e Lady Elsa deve se casar comigo!

— Impostor! Você está trazendo uma rosa falsa! Meu filho trouxe a verdadeira! Guardas, prendam-no! — A Rainha disse, sendo interrompida pelo bispo.

— Não! Deixem que ele prove! — O homem de batina branca disse, sensato.

— Você pode provar que tem a rosa verdadeira? — O Rei disse, temendo por Hans.

— Sim. Me tragam uma chama e a rosa que Hans alega ser a verdadeira e eu provarei.

— Guardas, obedeçam-no! — O bispo disse, com uma autoridade maior do que a dos reis na voz e assim fizeram.

Jack lançou ao fogo a rosa que o ruivo trouxera e ela se consumiu, virou cinzas.

A rosa que ele trouxera, por sua vez, não se consumiu e permaneceu sem queimar.

— Vocês conhecem a lenda. A rosa não se consome com fogo e gelo. Eu sou aquele quem deve se casar com a dama de Arendelle. E isso não é tudo, povo de Sudorf. — A Rainha tinha o coração palpitante diante daquela frase. — A Rainha é uma homicida e seu filho, um verme que viola mulheres!

— Entendo que tenha direito, rapaz, mas suas acusações são sérias! — O Rei se levantou de seu trono.

— Lord Herbert, seu filho violou a minha filha! Eu o acuso se assim for! — Rudolph exclamou, com ódio. — Ele vinha até o castelo e entrava sutilmente no quarto dela. Minha filha confessou ao padre e ele o torturou e prendeu! Era ele que estava preso na masmorra e não um ladrão!

— E eu posso provar tudo. — Gottfried levou o diário da esposa de seu tio materno até ele. — Se abrir na página que está marcada, vai comprovar o que estou dizendo. E se abrir na outra, vai ler sobre o que o duque de Arendelle disse.

Era tarde demais para Marie.

Herbert abriu a página indicada por Gottfried e ali leu a confissão de sua esposa.

Leu o quanto ela comemorou por ter eliminado Hilda, por ter banido seu filho e por ter afastado Karl tão felizmente com uma mentira.

— Marie, como pôde?! Como pôde matar a minha irmã!?

— Entenda! Eu fiz isso por Hans! Para colocá-lo na linha de sucessão e…

—  Ele não merecia e muito menos depois que você o estragou e o transformou em um estuprador e um cínico! Vejo que só se casou comigo por dinheiro, Marie. Só que felizmente, não terei que conviver mais com você! Guardas, levem-na!

— Mas… Herbert! — Ela protestava enquanto era presa. — Herbert, eu sou sua esposa!

— E você, meu filho, quanto desgosto me dá. Você perdeu seus direitos na linha de sucessão do trono e está preso, Hans.

Igualmente, Hans protestou e via-se o desgosto em seus olhos e a surpresa dos que ali assistiam nos olhos dos convidados.

Gottfried abraçou, involuntariamente seu tio, que não reagiu.

— Por favor, você não está sozinho. Não perdeu sua família. Eu ainda estou aqui.

— Como assim, Gustav?

— Eu não me chamo Gustav. Esse era um disfarce para entrar em minha terra natal de novo.

Gottfried mostrou-lhe a nuca, virando-se de costas.

— Reconhece este sinal de nascença?

— Sim! Sim! Você é da minha família!

O Rei o abraçou, compreendendo que se tratava de Gottfried, seu sobrinho que há cinco minutos, ele havia descoberto não estar morto.

E naquele dia, um príncipe voltou para casa e houve um casamento.

Como gratificação, o duque de Arendelle elevou Jack ao título de barão por ele ter arriscado a vida por sua filha. E finalmente, eles realizaram seu sonho. Eles se casaram e ele tinha dado a ela sua liberdade.

O Príncipe Gottfried conseguiu reunir sua família e padre Richard descobriu que seu irmão mais novo estava vivo. Grato pelo encontro propiciado por ela, o Príncipe deu a Joyce dinheiro para bancar suas despesas em um convento, pois seu sonho era seguir uma vocação religiosa e ajudar os que mais necessitavam.

E um novo decreto de casamento soou por Sudorf e por Arendelle, um reino outra vez florido e livre do Inverno Eterno. O duque estava casando sua filha com um príncipe, mas dessa vez de forma justa e com liberdade.

E Elsa, agora livre poderia sorrir e passear pelas terras floridas de seu ducado com o marido que a amava tanto ao ponto de subir um monte por ela.



 

Fim.



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