História Rough Times - Capítulo 8


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Categorias G-Friend
Personagens Personagens Originais, Yuju
Tags Drama, Esportes, Luta, Romance
Visualizações 13
Palavras 1.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia pra todos! Trago aqui mais um novo capítulo. Como todo mundo já conhece o passado da Yuju, agora é o momento de conhecer um pouco do passado do Dom, então, espero que gostem!

Capítulo 8 - Lutando Bravamente contra a Maré!


Fanfic / Fanfiction Rough Times - Capítulo 8 - Lutando Bravamente contra a Maré!

 

Um homem é simples quando seu principal cuidado é o desejo de ser o que deveria ser, isto é, honesto e naturalmente humano.”

- Charles Wagner, Uma vida Simples (1903)

 

FLASHBACK – Ano de 2001

Aquela manhã domingo parecia como outro qualquer, com o céu azul manchado com enormes nuvens brancas que viajavam calmas por ele. Isso combinava com o clima despreocupado das pessoas de Tucson, todas interessadas em aproveitar o dia de descanso e ar puro.

Tudo seria tranquilo se não fosse pelo grupo do Bryan estar fazendo arruaça de novo. Bryan Blicker era filho de um riquíssimo odontólogo, dono de uma rede de clínicas na capital do estado, e, também por seu pai ser primo do prefeito, ele sempre se sentiu a vontade para fazer o que quiser. Incluindo vandalismo e violência contra pessoas sem teto.

Bryan convidou mais três amigos para uma “diversão ousada” naquela manhã, na qual eles iriam intimidar e assustar uma população de mendigos que viva de caridade da igreja católica. O jovem mimado sempre nutriu certo ódio por pessoas mais humildes, e por isso, se achava no direito de importuna-las.

 

- Vocês vão ou não vão? Cuzões.

- Vamos Bryan, tenha um pouco de paciência – Disseram os três amigos enquanto colocavam seus tacos de Baseball dentro do porta malas do carro. – Desculpa cara, o pai do Charlie havia escondido eles na oficina, foi muito difícil achar.

- Puta que lhes pariu! Eu não estou nem ai não. Subam logo que a diversão só começou. Vamos!

E aí os três subiram no Ford f-150 xlt do Bryan e saíram em alta velocidade em direção ao centro, onde ficava a instituição de santa Teresinha do menino Jesus. Lá eles encontrariam todo tipo de pessoas carentes e era isso que o doente do Bryan queria, queria vê-los com medo e chorando.

Apesar de não ser uma causa justificável, ele nutria esse ódio por pessoas pobres desde o dia que o garoto negro e mais humilde de sua sala, chamado Jason, o nocauteou na frente de todos no pátio, depois que o Bryan falou mal da sua Mãe. Desde esse dia, o loiro com pinta de ator passou a odiar negros, pessoas humildes, mestiços, imigrantes, ele aderiu completamente a uma agenda de ódio e segregação bem comum no seu país.

 

Eles chegaram de frente ao local, que eram uma capela de santa Terezinha, uma casa enorme que servia de orfanato e ainda um imenso galpão improvisado onde pedintes e sem teto podiam descansar e ter algum alimento, tudo isso em um terreno só e cercado por um muro simples de tijolos expostos.

 

 Os quatro colocaram máscaras de Demônios e desceram do carro armados com os tacos de Baseball, entrando no local dando gritos ensurdecedores. Bryan trancou o portão por dentro com um cadeado, e mandou os moleques que o acompanhavam esperarem no pátio, pois ele ia ser o primeiro a se divertir.

 

Bryan foi para igreja, ensandecido por quebrar tudo em sua frente. Quando ele entrou, ele viu um jovem ajoelhado próximo do altar que rezava fervoroso, mas suas roupas diziam que ele não era padre. Ele tinha uma jaqueta de couro preta, calça jeans rasgada nos joelhos e usava tênis all star surrado. O loiro estranhou, e parando no meio dos bancos da capela, falou.

 

- Ei garoto! É melhor sair daqui – Sua voz trazia um tom de medo que nem ele mesmo entendeu o porquê daquilo.

- Acho melhor vocês se levantarem e saírem desse lugar o quanto antes.

- Do-Dominck? O que você tá fazendo aqui seu porra?

Dominick e Bryan eram alunos na mesma Escola, porém Bryan já estava no terceiro ano e Dom no primeiro. Eles nunca se gostaram porque o mestiço ficou do lado do garoto que bateu no loiro. Naquela hora não foi difícil para Dom identificar aquela voz irritante do Bryan Blicker.  

 

- Agradecendo a Deus. Hoje é domingo, esqueceu?

- Não vem com essa. Se não quiser que eu estoure sua cabeça, sai daqui agora.

- Sair daqui? – O jovem Dominick se levantou e ficou encarando Bryan com seus olhos de cor âmbar, sério como nunca. – Acabei de aconselhar você a sair daqui por que se não vai ser a sua cabeça que vai rolar.

- Moleque, eu não te suporto sabia? – Foi caminhando rápido na direção do altar, estava se sentindo poderoso com aquele taco. – Vou quebrar seus joelhos, Dominick!

 

O jovem Cruz ficou esperando ele chegar perto, e foi ai que o Bryan desferiu um violento golpe com o taco na diagonal contra o ombro do outro. Cruz recuou o passo tão rápido que taco acertou o vazio, batendo no chão da igreja e fazendo um ecoo bem alto.

Cruz rapidamente pisou no taco com sua perna direita e desferiu um chute rodado com a esquerda, que girou veloz e acertou o lado esquerdo do rosto do Bryan, que atordoado tentava recuar.

 

O garoto avançou dando jabs de esquerda no loiro que, tentava desviar mas dava de cara com a mão fechada, tanto que quando chegaram na porta da capela já estava sangrando. Dominick o empurrou para fora e Bryan desandou, mas se equilibrou na escada da capela.

 

Nessa hora, Dom pôs o punho esquerdo cerrado perto do rosto e girou sua destra com um cruzado avassalador, acertando o mascarado que, sem chances, caiu nocauteado na escada. Os garotos olhavam descrentes, pois Bryan era muito alto e forte para ser humilhado assim por um menino, que era magro e pequeno.

Os três avançaram na direção do Dominick, que estava preparado em posição de combate. O primeiro que chegou perto, ele o acertou em cheio no estômago com um chute rodado, fazendo-o cair babando no chão. O segundo veio tentar um golpe vertical com o taco, mas o garoto de jaqueta foi rápido em desferir um soco de canhota no seu queixo, acertando limpo o local.

 

O soco fez o rapaz mascarado cair nocauteado, mas machucou a mão do Dominick. Já o terceiro aproveitou o momento e bateu forte com o taco bem na perna do jovem defensor, causando uma dor infernal que pôs o defensor do local de joelhos. O último mascarado, chamado Charlie, começou a bater com o taco no corpo inteiro do Dominick, que, indefeso e sem ar, apenas conseguia colocar os braços sobre o rosto.

Ao termino daquele sangrento episódio, Charlie havia quebrado uma das pernas do garoto, e deixado escoriações sérias por toda parte. Mas, por uma benção de Deus, o Padre e os órfãos que haviam ido para uma Santa Missa na Catedral da cidade chegaram naquele exato momento, e viram todo o resultado do massacre.

A Polícia foi acionada e veio para apurar os fatos. Detiveram os quatro mascarados e os levaram para interrogatório, mas que nada adiantou, pois o Pai de Bryan deu um jeito de limpar o que o filho fez através de sua influência política, e apenas ficaram com uma advertência.

 

Após investigação descobriram que Dominick trabalhava guardando o local enquanto o Padre está em suas obrigações, e as crianças vão à escola, além de que ele cuida dos sem teto que ali aparecem. O Padre contou que deu um lar ao garoto e que ele quis fazer esse trabalho em troca do abrigo e da comida.

A polícia nada quis fazer a respeito dele ter uma Mãe e não morar com ela, pois a relação que tinha com o Padre era benéfica e tranquila. Além disso, a polícia tinha mais com que se preocupar além de um garoto mestiço de mexicano órfão, segundo eles mesmos pensavam.

Cruz foi parar no hospital mas os médicos cuidaram bem dele, porém, comunicaram que a sua perna voltaria ao normal, mas que teria muitas dores se ele se esforçasse demais em algum exercício futuramente. Só que ele não deu ouvido.

 

Quatro anos depois, Cruz despediu-se do PE. Bento, foi uma despedida dolorosa por que Bento havia falecido, pelas muitas complicações de saúde que carregava no decorrer dos anos. Agora, seu melhor amigo se foi, e ele não sabia o que fazer.

Procurou se virar sozinho, e passou um tempo trabalhando como guarda noturno. Mesmo baixo e magro, Cruz fazia um bom trabalho e foi bem remunerado.

 Mas aquilo não era suficiente para sua sede de sucesso. Desde sempre ele teve um talento autodidata para brigas e sonhava com lutas profissionais, queria se testar e saber suas verdadeiras capacidades, mesmo sabendo que teria um prazo de validade curto com suas pernas doentes.

 

Procurou por toda a cidade uma academia com a qual se identificasse, e logo encontrou a academia do Chuck de portas abertas. Ainda era um lugar pequeno, mas era acolhedor e com muito calor humano. Lá ele pôde conhecer o Jeremy Stephens e o Wilson Reis, que viraram seus grandes amigos.

Jeremy sempre foi um cara corajoso e passava energia positiva para ele, e o Wilson o divertia com aquelas piadas de humor negro que só ele sabia fazer.

 

Mas, o barato mesmo era conversar com Chuck. Ele era um cara muito alto astral, que acreditava no esforço pessoal como chave para vencer qualquer etapa da vida. Dom se identificou de cara com ele, e quando soube da história que o jovem mestiço passou, tratou de acolhê-lo como um filho.

Anos se passaram e Cruz se tornou um fenômeno nos esportes de combate. Ele superou sua limitação e se tornou campeão dos pesos galos do UFC, o que fez a academia do Chuck expandir de forma inimaginável, garantindo que ele também desse uma vida melhor para sua família.

 

Cruz nunca voltou a falar com sua Mãe, no fundo, a mágoa era grande demais. Mas ele a ajudava com o que podia, e também ajudava muito o seu treinador. Ele acreditava que a sua arma principal era a coragem, que sua presença de espírito tinha uma energia capaz de mover montanhas, ou mesmo de quebra-las com um golpe.

Sentia-se mais feliz hoje por não ser mais uma alma cigana, sem um lugar para ser seu.

Depois do seu estrelato, ele se tornou um sucesso com as mulheres. Casou-se com uma moça da sua mesma idade, chamada Emily, mas que não deram certo por ela ser bastante obsessiva, e querer impedi-lo de continuar treinando. Ela era uma mulher doentia e ciumenta.

 

Depois de se divorciar, Cruz passou muito tempo sem se envolver, apenas curtindo. Mas aquilo era triste e solitário, pois quem na vida deseja ser só mais um na lista de ficantes de alguém? Ele acreditava ter sido educado para viver algo maior.

 

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Tudo isto, Dom contou através de uma ligação que ele fez para Yuju no final de tarde do sábado. Eles passaram a tarde inteira conversando, e através disso a garota se sentiu a vontade para contar dos seus traumas e de como o seu relacionamento anterior foi ruim.

Ela disse que se sentia petrificada, incapaz de mudar e melhorar, mas que ele havia possibilitado muitas coisas boas. Ele respondeu que adorou partilhar aqueles momentos especiais, e que gostaria de repetir a dose.

 

Os dois riram bobamente depois disso. Comentaram sobre a dificuldade que teriam de ficar juntos visto que ela tem uma agenda muito lotada com o Gfriend, e ele com os compromissos do UFC. De fato, havia uma grande chance deles nem se verem mais.

Ao final da ligação, ele a questionou se ela sabia de onde um vento que passou por ela vem, e para onde ele vai, e ela disse não saber. E então Dom lhe falou que era isso mesmo, não há certezas de nada e por isso que tudo aquilo era tão emocionante.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Esse foi o capítulo mais espontâneo até agora, conseguiu ser mais do que o outro. As ideias simplesmente brotaram e eu só digitei. Hoje amanheci meio triste mas escrever ajudou a passar, acho que escrever fanfics é terapêutico. Nos vemos no próximo capítulo!


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