História Sabor Morango - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Suga
Tags Happystifaday, Hopesuga, Hoseok, J-suga, Seokyoon, Sobi, Sope, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 137
Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia amores meus, desejando aqui de novo um FELIZ ANIVERSÁRIO para a diva Stifa. Muitas provas com nota máxima e muitas YoonSeok para sua pessoa.
Espero que gostem do capítulo e que possam me dar um retorno. Vou tentar adotar uma linha de comédia para que possam relaxar ao ler.

Capítulo 1 - Ai...ele me mata


Fanfic / Fanfiction Sabor Morango - Capítulo 1 - Ai...ele me mata

Min YoonGi, vinte e cinco anos, sul-coreano, solteiro, dono de uma cachorra mais decente do que sua vizinha, chamada Holly ( a cachorra e não a vizinha) e de um apartamento de três cômodos bem mobiliado e livre de gatos, ele detesta gatos, altura mediana e um peso tão leve quanto a culpa que sente quando deixa sua cachorrinha fazer suas necessidades no gramado do vizinho de baixo. E antes que pense que isso é uma ficha criminal, deixo registrado que o dito cujo rapaz bonito e cremoso só passou pela cadeia uma vez, na única vez da sua vida em que levantou sua bundinha compacta de seu sofá para ir ajudar o melhor amigo, vulgo Jeon JungKook de uma enrascada, onde ele, gentilmente socou um rapaz por ciúmes do namoradinho de personalidade duvidosa. E antes que eu me esqueça, sou farmacêutico. Pois bem, sou eu mesmo falando sobre Min. Entenderam Min e não mim. Tudo bem, esquecemos isso por enquanto.

Eu amo o meu emprego, não encontre desdem em meu comentário, confesso que se não fosse por ele todos os meus estoques de coisas de que eu não precisam não estariam lá. Como por exemplo um conjuntinho de cuecas fluorecentes, um pote de hidratante para estrias, luvas para procedimento cirúrgico, uma caixinha com alargadores diversos, eletrodomésticos que eu não sei usar, carregadores para pilhas, uma vitrola, reprodutor de VHS, coleiras de cachorro que brilham no escuro, uma coleção de capinhas para um celular que eu não tenho mais, um cachimbo que eu não uso, dois pares de creme para as rugas que eu ainda não tenho, mas quem sabe um dia vou ter, um par de algemas de pelúcia que eu não sei se um dia vou usar, dentre outras coisinhas mais que eu não lembro e sinceramente, quando eu comprei, achava que elas tinham mais função do que a dentadura do porteiro que vive saindo de sua boca.

Ser farmacêutico não era bem o sonho que minha mãe tinha para mim. Na realidade, ela nem ao menos sonhava que eu fosse um menino, mamãe era meio desnorteada e queria porque queria uma mocinha. Mas no lugar da mocinha veio esse ser aqui, todo trabalhado no glamour e na preguiça. E que ela olhou para mim, assim como quem não quer nada e designou com todo o poder inseguro em suas palavras: “ Esse garoto vai ser gay e eu vou vestir ele como uma Barbie coreana.” Você pode achar que isso não é costume de um ser humano provindo da coreia, mas ela é sim coreana, mas tem sua alma meio abrasileirada, pelo simples fato de ter trabalhado naquele pais durante cinco anos. Segundo ela, era o melhor lugar para ser tudo aquilo que se quer ser. Confesso que sempre tenho vontade de visitar um dia, mas não tenho dinheiro e nem parentes lá, já que minha mãe não fincou raízes com nenhum nativo e veio casa com um apático que mais parecia um papel, vulgo meu pai.

E por mais que minha mãe quisesse que eu fosse uma Bárbie coreana eu virei isso aqui mesmo, um farmacêutico um tanto quanto recluso que não é bom em relacionamento, só com remédios e com minha cachorra que tem mais pregas do que minha vizinha. E ah… por eu ser um bom filho, daqueles que sempre gosta de agradar aos pais, no caso agradar a minha mãe que é a pessoa que sempre me alimenta com aquelas comidas brasileiras que atacam meu fígado, mas que eu amo, tive de agradá-la de deixar ela realizada. Resumindo, eu sou muito gay.

Mas ao contrário do que pense, sou o ser humano mais recluso da face da Coreia do Sul. Sou daqueles que não quer nem que a minha cachorra que tem mais nádegas do que a vizinha saiba que eu gosto de uma salsicha, se é que me entendem. Não tenho vergonha do que sou, tanto que sempre em época de fim de ano minha amada mãe faz questão de dizer para Deus e o mundo o quanto seu filhote é todo gay e sempre me presenteia com uma roupinha feminina, que eu juro, juro de mindinho que nunca usei… mais de uma vez.

Assim sou daqueles que paga de homem macho, daqueles que não pode ver uma novinha que cai de boa. Mas na realidade sou o que repara no quanto o cabelo delas tem pontas duplas enquanto o meu é mais sedoso do que os do ídols de hoje em dia. Sou desses e não tem o que mudar em mim. Tem o que esconder enquanto trabalho e fazer de conta que não existes quando chego em casa. Mas todo esse meu esforço e essa dedicação toda vai por água a baixo quando eu me deparo com uma pessoa. E se eu tivesse um útero ele já estaria preenchido, porque quando eu o vejo juro que engravido na hora.

Seu nome, Jung HoSeok, sua função no mundo, me fazer perder todas as pregas mentais. E o que ele sempre faz aqui na farmácia em que eu trabalho? Comprar camisinhas sabor morango. Sim, o infeliz vem sempre as terças as doze e meia, nas quintas as dezenove e quinze e aos sábados as vinte e três. E sim, eu sei os horários, eu os marco e não saio do canto enquanto não o atendo, já que sou farmacêutico e as vezes caixa também.

E faço questão de passar os produtos dele, já que umas seis vezes ele levou também um tubo de lubrificante, caixinha de chiclete de menta, comprimidos para dor de cabeça e uma vez um antiácido. Eu reparo, juto que reparo e por mais que ele nunca houvesse me dito seu nome eu sabia pelo simples fato de que meu melhor amigo Jeon conhecer o mesmo, segundo o que eu consegui pagar para que ele me dissesse o Jung havia estudado na mesma escola que ele, que era de Fevereiro e que era um sol puro, mas que tinha essa marra de bad boy meio baby boy em certos cantos da casa.

Que gostava de tingir os fios de vermelho ou laranja e que as vezes ficava loiro – coisa que eu nunca vi, senão não estaria mais aqui – que gosta de cachorros também, já temos uma filha em comum, coisa linda! Que gosta de dançar e que manja dos Rap, outra coisa em comum e que é muito fã de não ver filmes de terror. Dentre outras coisinhas que eu tive de trocar por comida brasileira. Mas o que mais me deixa feliz que nem pinto no lixo é que ele é gay como eu e todo passivo. Um pecado.

E é por ele que a minha masculinidade vai por água a baixo, é por ele que eu sempre me sinto a pessoa mais homo do mundo e é por ele que o meu amiguinho falta pouco pular dessa cueca e dançar a macarena em busca de uma dança do acasalamento. Jung HoSeok é esse pecado todo ai que vocês devem ter entendido que é. E me faz ter vontade de casar, ter mais um cachorro e adotar uma calopsita para se chamar de Zigomático. Um sonho, não? Ah, se é.

Depois de passar exatos três meses, doze dias e quinze horas vendendo esse produto tão interessante para o mais novo ele me apareceu em um dia de segunda, coisa que não é comum, mais ou menos as oito, quando eu abro a farmácia, com uma nada boa e com os olhinhos inchados. De ato meu coração acelerou em perceber que o meu mimoso não estava bem. Mas quem seria eu para perguntar? Teria de encomendar coxinha para subornar o Jeon, mas como estava tão curioso decidi que não seria ruim fazer uma ou duas perguntinhas a ele. Isso se a minha coragem desse e a gagueira não soubesse que eu queria falar com alguém.

– Dia ruim? – comecei assim como quem não quer nada. Tentando passar uma calma que não estava lá. Minhas perninhas nada grossas tremiam tanto que eu pensei que iria cair.

– Sim, dia péssimo. Daqueles que você nem deseja ter acordado vivo. – Era sempre bom ouvir a voz dele e que voz. Deixava meu coração acelerado e as partes baixas em completo desespero. Aquele tom que ele usava, aquele rouco e firme, fazia com que eu quisesse me abrir facilmente para ele, mas isso não importa no momento. Meu futuro marido e genro dos sonhos de mamãe não está bem.

– Pela sua cara não dormiu bem. Deve estar tenso. – ele deu uma leve risada soprado e fez que sim com a cabeça depois sorriu fechado e eu vi as covinhas mais lindas do mundo. – O que acha de um relaxante muscular? Dormir um pouco ajuda.

– Queria que sim. Acho que dormindo eu posso esquecer o que ele fez comigo. – confessou e eu quis pular aquele balção e o abraçar e cuidar como quem cuida de um bebê panda.

– Ele? – nesse momento eu percebi a besteira que fiz. Estamos na Coreia afinal, um dos países mais reclusos em questão desse assunto. Ele podia pensar que eu era homofóbico como a maioria ou pensar que eu o trataria mal e o julgaria. Aquilo me fez gelar dos pés a cabeça, ainda mais quando ele me olhou com uma sobrancelha arqueada. Aquela carinha de quem está pisando em território inimigo e por Yoda, eu não quero ser inimigo dele não.

– Sim. Ele. Eu sou gay. – ele falou bem sério e eu quase não consegui sair do canto para ver se o medicamento mais eficaz que eu tinha já havia chegado. Não que eu estivesse fugindo dele, não por isso, mas a questão ali era que eu não sabia o que dizer de ato. Tinha feito a merda então não adiantava espalhar ela.

Caminhei até as prateleiras onde eu sabia que um bom relaxante ficava e percebi que o carregamento daquele medicamento ainda não havia chegado, o que era péssimo para mim que tinha de voltar a encarar o meu cliente, barra futuro marido que deveria estar pensando que eu era o maior bundão da humanidade. Bela forma de se conquistar alguém. Então eu pensei e pensei. Me coloquei no lugar dele depois de um tempo e imaginei o que eu queria que alguém dissesse para mim, caso um dia, eu chegasse a terminar com ele. Meu futuro namorado. Logo voltei para onde estava, já que o medicamento ainda não havia chegado. E os que eu tinha ali não eram tão bons quanto aquele.

– Deve ser difícil. Nunca passei por isso, mas acredito que de qualquer forma, não seja fácil. Desejo que supere isso e que entenda que ninguém merece as nossas lágrimas. – falei tudo de uma vez ou correria o risco de tropeçar com tudo nas palavras e a gagueira dar oi. Aquele rapaz, cinco anos mais novo, segundo Jeon, me sorriu abertamente e fez que sim. Eu morri aos poucos com tanta beleza, mas me mantive firme. Não podia cair.

– Tem razão. YoonGi hyung? – quase enfartei quando ele me chamou de hyung daquela forma doce e arrastadinha tão inocente, mas tão erótica. E antes que ele pensasse que eu tinha alguma espécie de retardo mental, por estar lhe olhando demais e respondendo de manos, eu fiz que sim. Eu era o seu hyung, ai como eu era e como eu queria ouvir aquele hyung gemidinho no meu ouvido.

– Sim. Sou Min YoonGi e sou seu hyung. – estendi minha mão para ele, meio que acostumado com aqueles jeitos abrasileirados que minha mãe trouxe e ele pegou a minha mão, apertou de levinho e depois sorriu singelo. Meu coração deu até uma paradinha.

– Jung HoSeok. Mas pode me chamar de Seok ou Hobi. É assim que os meus amigos me chamam. – ele desviou o olhar e suspirou pesado. – Era assim que o infeliz do Taehyung me chamava. – Eu não precisa ou precisava saber disso? O homem da minha vida estava me esperando e tinha terminado aquele – acho que é – namoro. Ou terminaram com ele, não sei, mas não importa. O importante é que ele está livre para ser consolado por Min. Entendeu, Min?

– Prazer em conhecê-lo. Aliás de saber seu nome, já que sempre anda por aqui. – ele fez que sim e esperou que eu continuasse. Continuasse com o que mesmo? Ficamos nessa, de mãos grudadinhas até que ele olhou para as nossas mãos e para mim. Imediatamente eu soltei aquela mão um pouco menor que a minha e quentinha e ri nervoso ao levar a minha a nuca. Dava uma coceira estranha nessas horas. – Bem, o medicamento que eu iria lhe indicar ainda não chegou, mas provavelmente a noite já esteja aqui. Porque não passa por essa hora e compra? Assim pode ter uma boa noite de sono. – sugeri e ele pareceu achar bom.

– Tudo bem hyung, a noite eu volto. A gente se vê. – fiz que sim com a cabeça, nervoso que só eu mesmo e olhei para a caixinha de camisinha sabor morango. Parecia que alguém ia ficar sem elas em seu pau. Mas bem. Quem sabe um novo dono para elas não apareça, assim, sei lá, do nada em uma farmácia?

– Certo, esperarei. – ele sorriu ladino, o que eu estranhei e acenou antes de dar meia volta em direção a saída. Confesso que soltei o ar que nem sabia que estava prendendo e o observei indo… Se eu der sorte, quem sabe, não seria eu quem vá precisar de camisinha sabor morango. 


Notas Finais


@_stifa espero que tenha gostado.
E Zigomático é o nome que se dá ao osso da face mais ou menos localizado abaixo dos olhos, o famigerado osso em que se passa o blush.


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