História Say Something (Imagine Namjoon - BTS) - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Rap Monster
Tags Drama, Imagine Namjoon, Kim Namjoon, Namjoon, Pockyx, Rap Monster, Romance, Violencia, Você
Visualizações 589
Palavras 4.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Classificação indicativa foi diminuída, talvez eu volte com 18+, ainda não sei mores :/

AAAH OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS NO CAPÍTULO PASSADO S2
OBRIGADA PELOS FAVORITOS S2

NOTAS FINAIS!
NOTAS FINAIS!
NOTAS FINAIS!
NOTAS FINAIS!

Capítulo 11 - Chapter XI


Fanfic / Fanfiction Say Something (Imagine Namjoon - BTS) - Capítulo 11 - Chapter XI

DOIS MESES DEPOIS…

É engraçado como o tempo passa rápido depois que a alegria vem, ou quando o sofrimento se torna menos importante. Até mesmo quando estamos perto daquela pessoa especial. O tempo passa rapidamente, em um estalo, em um piscar de olhos, quando eu vejo, lá se foi um minuto.

Parecia torturante demais. Tudo estava tão ruim, por dentro e por fora. Não sinto culpa, não sinto felicidade, apenas dor. Sabe quando você acorda e quer dar um foda-se para o mundo? Então, me sinto mais ou menos assim.

Meu sorriso já não era tão grande, era fachada, eu queria gritar e dizer o quão triste estou. Dizer que não aguento mais. Patético, não? Essa dor idiota, esse vazio que nunca será preenchido e o modo que todos dizem que é apenas drama. Qual é, eles não estão no nosso lugar.

O modo que a gota da chuva deslizava pelo vidro, eu não prestava atenção em nada. De dois meses para cá tudo pareceu doer mais, será que é por que eu decorei o dia que ela me abandonou com papai? A chuva ao lado de fora fazia o tempo passar lentamente, ainda lembro do modo que ela me olhou. Eu tinha apenas seis anos, não deveria lembrar, mas lembro, de cada segundo que eu fiquei a olhando e vendo ela me olhar, fechar a porta e não dizer uma palavra, nem mesmo que me amava.

O mundo é cruel, mas as pessoas que amamos podem ser muito mais, um dia ela diz que nos ama, no outro, ela está nos destruindo tão dolorosamente, acho que nem mesmo nossos inimigos seriam capazes de fazer tal atrocidade.

É só... Difícil de esquecer, eu me lembro de estar com medo da chuva. Estava agarrada à Teddy, meu ursinho cor de rosa, me lembro das lágrimas que caiam incessantemente de meus olhos por conta do medo. Lembro do olhar sério dela. Lembro que ela fez um sinal com o dedo, colocando nos lábios, um pedido que eu fizesse silêncio, eu fiz, eu me acalmei por ver mamãe, mas no minuto seguinte, ela olhou para o corredor e pegou a mala que estava perto do sofá

Eu lembro de ter que passar um mês com meus avós, mês que eu não conseguia comer por estar com saudades de meu pai, mas quando eu o reencontrei, ele estava mais acabado que eu, ele sentia mais dor do que eu. Eu me lembro de quando seus olhos se encontraram com os meus e ele prometeu nunca. Nunca. Me deixar.

- ________! – Respondi a chamada, quase que inaudível, isso fez o professor levantar os olhos e me encarar. Apenas falei “presente” novamente e desviei meus olhos para a janela.

A aula começou quando o professor terminou a chamada, ele se colocou de pé e em seguida escreveu no quadro, abri meu caderno e algo pingou na folha em branco que tinha linhas em azul, um desenho de um olho chorando na lateral dele, o qual fiz na aula passada por estar entediada. Meu corpo tremeu e eu fechei meus olhos. Levantei minha mão.

- Sim?

- Posso ir ao banheiro? – Levantei minha cabeça, com muito esforço. O professor veio em minha direção e apenas assentiu. Alguns alunos ficaram me olhando, mas quando eu passei pela porta, saí correndo.

Não queria falar com ninguém, nem mesmo olhar para alguém, apenas queria ficar sozinha. Sofrer e chorar sozinha.

Entrei pela porta de emergência e subi a escada que dava diretamente para o térreo. Fechei a porta atrás de mim e respirei fundo antes de soluçar. Olhei para o céu e algumas gotas continuavam a cair e eu apenas sentei na mureta que tinha no meio do térreo, fechei meus olhos e solucei mais alto, apertando as unhas contra a palma de minha mão.

Nick, será que ela não veio hoje? Eu não a vi e ela não me mandou mensagem, desde que ela veio para essa escola, tem me protegido e me mantido longe dos idiotas, impedindo que eles me machucassem. Babi também não me mandou mensagem. Namjoon... Também não. Será que todos me deixarão como ela deixou a mim e a meu pai?

Abracei meu corpo ao sentir um vento forte. Um frio na barriga e uma dor no peito. Era estranho, porque era sempre nessa data que eu chorava, era ridículo. 25 de setembro. Ah droga, eu já deveria ter superado, mas eu simplesmente não consigo.

Respirei fundo e andei por todo aquele lugar, chutando pedrinhas que havia ali e apenas deixando minhas lágrimas caírem. Eu estou com problemas, mas ninguém precisa saber disso.

Olhei em meu celular e vi que o tempo havia passado, então sai e voltei para a sala, pedindo desculpas ao professor por ter demorado. Ele apenas assentiu e pediu que eu voltasse ao meu lugar, assim o fiz, copiando tudo que ele havia passado no quadro.

Mais uma aula havia passado e essa sendo de história, essa era a mais chata, o professor velhinho falava devagar e as vezes baixo demais e a sala não estava muito quieta para dizer a verdade.

Assim que a aula acabou, guardei meu material dentro da mochila e em seguida vesti meu casaco. A sala estava vazia e eu fiquei calma por isso, não queria encontrar Hyun, isso seria chato e ela não mediria esforços para me machucar.

- Oi. – Uma voz me assustou, pulei no lugar e depois me virei, apoiando minha mão esquerda na mesa.

Era aquele mesmo ruivinho, o qual havia me ajudado no dia que tive parada respiratória.

- Oi, é...

- Park Jimin, você é a ________? – Assenti, retribuindo o sorriso de forma envergonhada. – Tudo bem? Eu vi você correr pelo corredor. – Soltei um sorriso sem graça.

- Estou bem. Eu... Acho. – Sussurrei.

- Posso te acompanhar até a saída. – Assenti.

Jimin falou que estava um pouco cansado e eu apenas falei que também estava. Começamos a conversar sobre as provas finais. Jimin era legal.

- Obrigada. – Paramos próximo do portão.

- Por?

- Por ter me salvado, talvez eu tivesse morrido naquele dia. – Admiti e olhei para meus pés enquanto apertava as alças da mochila.

- Não à de que, ah, seu amigo. – Ele apontou sobre meu ombro e eu me virei.

Namjoon desceu do carro e eu senti meus olhos marejarem por ver ele, eu estava com saudades. Estava com tanta saudade que estava doendo. Ele sorriu e tirou o óculos de lente, o qual ele nem precisava usar, mas ficava perfeito o usando.

- Vai lá, a gente se vê amanhã. – Jimin falou, em seguida disparei até Namjoon.

Enrosquei meus braços ao redor do pescoço dele e solucei de saudade. Meu peito explodiu em emoção e eu não queria pensar em mais nada, apenas em matar a saudade que eu sentia dele. Seus braços fortes contornaram minha cintura, tirando meus pés do chão e me fazendo chorar mais. Eu estava com saudades da força dele. Uma semana era muito tempo.

- Ei, o que foi? – Ele me colocou no chão, mas eu não queria me soltar dele, mas precisava mais do que tudo olhar em seus olhos.

- Eu... Estava com... – Soluços atrás de soluços e aquela dor só ia passar quando eu conseguisse enxergar aqueles caramelos brilhantes. Senti um beijinho na ponta de meu nariz e eu respirei fundo. Tão fundo que meu peito doeu. Meu desespero em ter ele por perto aumentou, então o abracei pela cintura, enterrando meu nariz em seu peito e aspirando seu cheiro.

- ______, fala alguma coisa, você está me deixando preocupado. – Ele colou minha testa na dele.

- Senti sua falta. – Sussurrei. Ele então soltou o ar e eu pude sentir um cheirinho de menta sair de sua boca.

- Chocolatinho, meu Deus, por um momento eu achei que tinha feito algo, meu Deus, não chora. – Solucei de novo e de novo, era incessante e minha garganta ardia. – Não chora, eu to aqui, me desculpa. – Ele me abraçou pela cintura e eu fiquei surpresa quando fiquei perto de seu rosto. – Agora sorri pra mim que eu estou me sentindo um... Merda por ver você chorar. – Ele beijou minha bochecha, tão demoradamente, foi tão bom sentir os lábios dele. Ele passou o nariz por meu pescoço e eu sorri por sentir o calor dele. – Hum, bem melhor. – Sussurrou, tão rouco que eu senti minhas pernas tremerem.

- Me coloca no chão. – Falei baixinho, ao ver que alguns alunos nos olhavam e sussurravam coisas entre si.

- E se eu não quiser? E se eu quiser te carregar? Você vai gritar? – Soltei um riso e funguei.

- Não, mas eu... Hum. – Ele riu baixinho e me colocou no chão lentamente.

- Você não me deu um beijo. – Ele virou o rosto e se inclinou, segurei um lado do rosto dele e selei sua bochecha lentamente.

- Pronto. – Falei baixinho.

Ele sorriu e arrumou meu cabelo, passando os dedos por baixo de meus olhos, enxugando minhas lágrimas, as quais já haviam parado. Ele beijou cada centímetro de meu rosto e sorriu ao finalizar na pontinha de meu nariz.

- O que você tem com o meu nariz? – Ele sorriu e segurou minha cintura por baixo da mala, me puxando de encontro ao seu peito e me fazendo arregalar os olhos.

- É próximo de seus lábios. – Senti meu coração bater com força, meu rosto esquentar e o ar faltar. Ele riu baixinho e beijou a ponta do meu nariz de novo. – Nick e Babi separaram alguns filmes e querem que você durma lá em casa, noite das garotas, onde eu serei intruso. – Soltei um sorriso e ele me levou até a porta, a abrindo.

- Mas você não é menina. – Ele fez um biquinho, se apoiando na porta do carro.

- Não tem problema. – Sorriu largo.

- Tenho que falar com meu pai. – Entrei no carro, ele se inclinou e ficou a altura do banco. Ele assentiu, apenas assentiu, segurou meu rosto e beijou a ponta do meu nariz de novo.

Ele riu por ver que eu puxei o ar e fiz um barulhinho engraçado com minha garganta. Fechando a porta, Namjoon contornou o carro e logo entrou. Olhei para meus pés e vislumbrei uma sacola rosa, com fitinhas amarelas e toda enfeitada.

- É pra você. – Ele falou e abriu a mão, segurei a mão dele, entrelaçando nossos dedos. Aquilo se tornou algo natural entre nós dois, mas eu sempre sentiria as mesmas coisas quando nos encostássemos.

Me inclinei e peguei a sacola, tirando alguns papeis brancos de embrulho, os amassei e fui colocando em meu colo. Senti meus olhos marejarem e sorri boba ao tirar o ursinho da sacola.

- É lindo. – Sussurrei, vendo que os olhos do ursinho eram azuis e seus cílios eram curtinhos.

- Gostou? – Assenti, alisando as orelhinhas do ursinho e depois segurando sua mãozinho, a apertei e me assustei.

- I love you. – Soltei uma risada e tampei minha boca. Era a voz do Namjoon, meu Deus. Isso é perfeito.

- Aperta de novo. – Ele pediu e assim fiz.

- Me abrace quando estivermos juntos. – Apertei a mãozinha mais uma vez. – Respire fundo e sorria quando eu não estiver perto. – Senti as lágrimas rolarem por minhas bochechas e fechei meus olhos.

- Agora você sabe o que deve fazer quando eu estiver longe. – Beijou minha mão.

- Hum, por que está me fazendo chorar? – Ele riu baixinho e beijou minha mão de novo, o carro parou no sinal e Namjoon segurou  meu rosto.

- Não é pra você chorar, sua bobinha. – Soltou um riso, tampei meus olhos com minha mão livre. Senti a respiração dele contra minha boca e travei, Namjoon deslizou os lábios por meu queixo e beijou aquela área lentamente.

- I love you too. – Sussurrei e senti os lábios dele em meu nariz.

- Not  as much as I (Não tanto quanto eu). – Soltei um sorriso.

Não sabia se aquelas palavras eram verdadeiras, mas pelo menos, só ao menos uma vez, eu queria acreditar nelas, confiar nelas e saber que podia me arriscar, e por mais que não tivéssemos nada, aquilo já era o suficiente para mim.

O carro parou em frente a minha casa e eu vi meu pai fechando a porta, desci do carro apressadamente e fui de encontro a ele, o abracei com força, fazendo meu velhinho saltar no lugar e gritar “meu Deus”.

- Filha, que susto. – Ele me abraçou e respirou fundo.

- Pai, as meninas, Nick e Babi, me chamara pra ir na casa delas, que é a casa do Nam também, posso dormir lá, por favor? – Juntei minhas mãos e ele riu alto.

- Tudo bem, se cuide e nada de dormir até tarde. – Assenti, Namjoon apareceu atrás de mim, estendendo a mão para meu pai e sorrindo de forma amigável. – E você rapaz, cuide de minha filha. – Senti a mão de Namjoon, grande e forte, repousar em minha cintura.

- Cuidarei sim, senhor. – Meu pai fez um aceno e logo foi embora. Fiquei olhando ele dobrar a esquina, para enfim sumir de meu campo de visão. – Pegue tudo que precisar, eu te espero na sala? – Assenti.

Abri a porta de casa, a mesma emperrava as vezes então tive que usar meu joelho, praticamente chutei a porta e Namjoon me segurou quando tropecei. Ele riu e ficou fazendo piadinhas, apenas segui para meu quarto. Fechei a porta e respirei fundo.

Olhei ao redor, fui em direção ao meu guarda-roupa, tirando meu uniforme e colocando uma roupa simples. Jeans, camisa azul escura e uma jaqueta, a qual era de Namjoon e eu sempre esqueço de devolver. Ou talvez eu apenas não queira devolver, tem o cheiro dele e eu gosto dela apenas por isso. Arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo e me olhei no espelho, vendo meu rosto vermelho e meus olhos inchados.

Respirei fundo e peguei minha mochila, colocando meu pijama e uma roupa para o outro dia, peças intimas e meu perfume. O interessante, é que eu quase nunca uso perfume, mas esse... Ele é especial, eu ganhei dele, do Namjoon, eu me lembro do dia, foi à mais ou  menos três semanas atrás, estávamos andando de mãos dadas e ele viu o perfume com essência de chocolate. Soltei um riso ao me lembrar de tudo isso.

Fechei a mochila após colocar meu tênis branco e meu par de chinelos. Arrumei a alça em meu ombro e sai do quarto. Namjoon estava sentado no sofá de forma folgada, tinha a cabeça tombada pra trás e ao me notar, ele me olhou e levantou uma sobrancelha.

- Quando pretende devolver a minha jaqueta? – Soltei um sorriso e andei até o sofá.

- Vamos? – Estendi minha mão à ele.

- Não mude de assunto. – Ele segurou minha mão, mas não se levantou.

- Não sei. – Dei de ombros, deixando que meu sorriso se tornasse largo.

- Você fica bonita de cabelo preso. – Ele se levantou, segurando meu rosto e o acariciando. – Pegou tudo? – Assenti, sentindo minha respiração falhar em meio ao processo.

Ele pegou minha mochila e segurou-a pela alça, olhei ao redor, vendo se eu precisava de mais alguma coisa, mas não havia mais nada.

- Vamos? - Assenti. Segurei na mão dele, meus sentidos pareceram congelar ao sentir os dedos dele de uma forma diferente. Era estranho agora, isso… droga.

[...]

Chegamos na casa de Namjoon e eu fui recepcionada por Nick e Babi, as duas me levaram para o quarto delas e eu apenas fui andando enquanto ia sendo puxada. Paramos no meio da escada e Nick olhou pra trás.

- A gente já devolve ela. - Voltamos a subir.

- O que vamos fazer? - Perguntei baixo enquanto andávamos pelo corredor.

- Relaxa, não é como se fossemos fazer algo de errado. - Babi se pronunciou, em seguida entramos no quarto dela.

O lugar não era como se fosse o quarto da Barbie, era diferente, tinha posters de cantores e diversas outras coisas. As camas eram separadas, de cores neutras e escuras.

- Gostou? - Nick pulou na cama e colocou uma almofada sobre o colo.

- É muito lindo. - Babi me sentou na cama ao lado, a olhei.

- Tira a jaqueta, tá muito quente. - Ela abanou o rosto e foi até a janela, a abrindo e deixando um ventinho refrescante entrar. Tirei minha jaqueta e a dobrei de mal jeito, deixei ao meu lado e fiquei vendo Babi ir até o guarda-roupa.

- A gente poderia sair para comer sushi, Namjoon ainda está terminando algo do trabalho e não podemos encher ele… - Nick me olhou, ficando deitada e de ponta cabeça. - Só a _________ pode. - Sorriu maldosa e atirou o travesseiro em mim.

- A _________ é a princesa dele, para com isso Nick. - Babi se sentou ao lado da cabeça de Nick. - Vocês já se beijaram? - Arregalei meus olhos e senti meu rosto esquentar.

- O qu-que? Não! - Elas riram.

- Impossível! Kim Namjoon não ter beijado ou pelo menos… tentado? - Babi cruzou os braços, Nick se sentou direito na cama e levantou as sobrancelhas. Engoli em seco, não era como se ele não tivesse tentado mesmo.

- Ele… não tentou. - Murmurei, sentindo todo meu corpo esquentar e minha respiração falhar.

- Uh, você está escondendo algo.

Respirei fundo.

- Não, eu não estou. - Caminhei até a janela, fechei meus olhos ao sentir um vento. - É complicado. - Sussurrei.

- Gostar dele? - Babi se levantou.

- Mais ou menos, quero dizer, olha pra mim, agora… olhe pra ele. Namjoon é perfeito. - Meus olhos arderam e meu coração doeu com cada palavra que eu sibilei.

- Aaah, vocês enrolam demais. - Nick falou e eu ri baixinho.

- Nick! - Babi chamou a atenção dela, a de olhos azuis respirou fundo e segurou meus ombros. - Pelo que pouco conheço de Namjoon, ele não… Tão atencioso, não com todos, você tem algo especial que o cativou de alguma forma, talvez tenha sido seu jeito fofo e tímido. - Soltei um riso, olhando para minhas mãos. - Você pode me dizer a verdade, não é porque sou prima dele que irei espalhar o que você sente.

Sentia minha garganta ficar seca, e conforme o tempo passava, o vento entrava mais fraco, o céu ficava escuro, indicando que iria chover a qualquer momento. Respirei fundo, fechei meus olhos e olhei para ela de novo.

- Eu…

- Me deixe terminar, e mesmo que você ache que ele vá se afastar por conta desse sentimento, ele não vai, Namjoon… ama você, ele cuida de você mais do que a mim e Nick. - Uma lágrima escorreu por minha bochecha.

- Eu tenho medo desse sentimento. - Murmurei. Era realmente verdade, não era fácil assumir algo que eu nunca senti antes.

- É um sentimento bonito. Mas enfim… Você escolhe, entende? - Dei de ombros, uma afirmação incógnita, a fazendo rir e me abraçar.

Passamos a tarde toda conversando, eu não sabia onde iria dormir, então iria perguntar mais tarde à Namjoon. Ficamos fazendo diversas coisas, Nick acabou contando sobre Jimin e Babi não segurou a risada, levando um travesseirada da irmã. As duas eram legais, Namjoon tinha sorte em ter elas por perto.

- Ok, o que acha de sairmos? - Babi me olhou.

- Por mim tudo bem. - Nick deu de ombros. - Não é como se eu tivesse algo mais interessante pra fazer. - Ela se levantou.

- E você, ________? - Babi me olhou, seus olhos azuis ficaram iluminados por conta da luz, eles eram grandes e com a maquiagem que ela usava, os deixava lindo.

- Tudo bem, mas e Namjoon? - Ela sorriu.

- Ele está trabalhando, podemos trazer algo pra ele… Um presente, o que acha? - Concordei, um pouco envergonhada, até porque, o dinheiro não é meu, então, apenas concordarei e ajudarei a escolher.

Nick se levantou e Babi fez o mesmo, falei que ia ver Namjoon e as duas apenas concordaram, brigando pra ver quem usaria o rimel primeiro. Soltei um riso e sai do quarto, andei pelo corredor, tentando me lembrar onde ficava o quarto de Namjoon, já que tem um tempinho que eu não aparecia por aqui.

Andei pelo final do corredor e escutei uma música tocar, era só o ritmo, não tinha uma letra, mas a melodia era algo bom, tão calma. Abri a porta minimamente e senti meu rosto ferver. Namjoon estava sem camisa e virado de costas enquanto olhava para uma mesa que estava montada no centro de seu quarto. Acabei fazendo um barulho ao tropeçar em meu pé e entrei no quarto. Abri minha boca quando ele me olhou e senti todo meu sangue ir direto para meu rosto.

- Babi e Nick fizeram algo?

A voz dele estava tão longe, eu não conseguia raciocinar, ver Namjoon dessa maneira… me causou uma confusão interna. Meu coração estava batendo tão forte e eu não conseguia respirar direito.

Ele se aproximou e eu pude vislumbrar seus músculos se retorcerem conforme ele andava, a luz o iluminava de forma perfeita, seus músculos estavam encaixados da forma ideal. O cabelo estava caído sobre a testa, mas eu não conseguia prestar atenção em seu rosto… apenas em seu peito definido.

- Terra chamando, _______. - Ele passou a mão na frente de meu rosto e em seguida riu por eu ter balançado meu rosto.

- Hum? - Ele sorriu, mostrando suas covinhas.

- Está tudo bem? Você está muito vermelha. - Ele levou a mão a minha testa e eu ofeguei surpresa. Segurei a mão dele e afastei lentamente.

- E-Eu… Vo-Vou… - Comecei a andar de costas, tropecei, mas logo me recompus. - To indo. - Sai de dentro do quarto e corri para o quarto das meninas. Fechei a porta atrás de mim e coloquei a mão em meu peito. Meu coração ia explodir.

- Você está bem? - Nick se colocou a minha frente, ela colocou a mão em minha testa. - Vou chamar o Namjoon, você está queimando. - Segurei ela pelos ombros e neguei, tentando recuperar minha respiração que estava perdida em algum lugar.

- Nã-Não precisa. - Engoli em seco, respirei fundo e fechei meus olhos. Nick ficou com um ponto de interrogação no meio da cara, mas logo deu de ombros e sorriu.

- Estou bonita? - A olhei, usando um jeans, camisa branca, sapatilha preta e um blaser preto, sim, ela estava.

- Está sim. - Sorri para ela.

- Vem, vamos maquiar você também. - Ela me puxou pela mão. - Babi.

- Que, Nick?

- Vamos maquiar ela. - Babi me olhou pelo espelho e sorriu.

- Estou quase terminando. - Ela terminou de passar o batom e tirou o borrado do canto da boca. - Prontinho. - Sorriu e se levantou, pegando uma maleta, ela se colocou ao meu lado na cama. - Posso? - Assenti, puxando meu cabelo para de trás de minhas orelhas e olhando para todos os pincéis que ela colocava sobre a cama.

- Não… Faz nada muito forte. - Falei baixinho, ela sorriu e assentiu.

[...]

- Pronto, ai meu Deus, que emoção, ela está ainda mais linda. - Babi falou, fingindo um choro e tirando um riso de minha parte.

- Uh, você está linda, _______. - Nick me elogiou, sorri envergonhada.

- Obrigada.

- Vamos, se não fica muito tarde e não vamos poder sair. - Nick arrumou o blaser e Babi pegou um casaco.

Me levantei e as acompanhei até a porta, elas abriram e pararam, sorriram e olharam sobre os ombros.

- A gente te espera lá embaixo. - Nick falou, enquanto puxava Babi que reclamava de seu aperto e a xingava de diversas coisas.

- Uh, o que elas fizeram com você? - Namjoon falou e eu olhei para meus pés.

- Você não gostou? - O questionei.

Não sei bem o que eu estava sentindo no momento, mas saber que ele não havia gostado… Me deixou decepcionada, e isso me machucou um pouco. Continuei olhando para meus pés, até sentir ele tocar minha mão e me puxar para perto de seu peito, que agora estava coberto por um tecido fino de cor cinza.

- Pelo contrário, eu gostei, e muito, você está perfeita. - Namjoon segurou meu rosto com as duas mãos e me fez olhá-lo. - Mas eu gosto de quando você está ao natural, você se destaca, se torna a mais bela entre todas e todos, entre tudo, você ofusca qualquer coisa ao redor… Com a sua beleza natural.

Mordi meu lábio e apertei a mão dele. A vergonha subia novamente e me fazia desviar o olhar, e por instinto, ele me acompanhava com seu rosto, colando nossas testas e me encurralando contra a parede. Algo havia mudado no ar, e o fez engolir em seco.

- Nam?

- Não deixe ninguém dizer o contrário, você é rosa mais perfeita do meu jardim, ________. Sempre vai ser.

Senti meus olhos marejarem. Aquilo era uma declaração? O que aquilo significava? O que era aquilo tudo? Deus… eu não consigo pensar.

- É… melhor eu ir. - Sussurrei, olhando todo seu rosto, e por último, sentindo minha boca secar ao olhar para seus lábios.

- Uhum. - Ele foi se afastando lentamente, fiquei na ponta dos pés, dando um selar demorado em sua bochecha e me afastando dele, andei pelo corredor, sentindo meu corpo inteiro tremer.

Deus, o que foi isso?


Notas Finais


AAAH O QUE ACHARAM MORES???
nhaaa me desculpem pela demora, e como eu sei que ninguém leria as notas finais, por conta da excitação do momento, eu irei explicar TUDO aqui nas notas finais s2

Explicação:

Bem, como todas sabem, ENEM, porr*, eu simplesmente odiei ter feito essa prova, se eu quisesse, eu nem precisava ir, como algumas pessoas sabem, eu não quero entrar na faculdade ano que vem, enfim, isso seria explicação para outro momento. Mas como todas sabem também, eu estudo, eu tenho 17 anos, eu não sou uma pessoa dependente de si, então, eu ainda estudo pra pelo menos encerrar a droga do terceirão. Uma coisa eu quero dizer aqui, eu não entrei em hiatus com minhas outras fanfics, pelo contrário, eu estou tentando CONSEGUIR tempo, então, só o que peço, é que me deem tempo, minha vida está uma confusão, e essa demora também se resume porque estou ficando deprimida, mas enfim, vamos deixar essa parte em off, e encerrar por aqui.

FANFIC ESTÁ QUASE CHEGANDO A 500 FAVORITOS, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH EU TO BERRANDO MUITO

Enfim, esse foi o capítulo de hoje, não sei quando trarei o próximo, o tempo está cada vez menor, então espero que entendam mores s2

Sigam meu perfil para ficarem por dentro de projetos futuros: @pockyx


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