História Secreto - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~topkthsquad

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Fluffly, Taekook, Vkook
Visualizações 1.215
Palavras 3.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, mas cheguei.

Espero que gostem.

Capítulo 14 - Telefone


— Kookie, Kookie, acorda – sentiu o corpo ser sacodido com certa violência, despertando-o de maneira abrupta – Olha isso! – praticamente jogou o celular em seu rosto.

Piscava confuso, tentando entender o que estava acontecendo. A imagem de Taehyung literalmente em cima de si começava a focalizar aos poucos. Bocejou preguiçoso e pegou o celular nas mãos.

— Bom dia, Tae – falou ainda sonolento antes de ler a mensagem.

[Unicórnio Hermafrodita] Eu te amo. Boa noite.

— O que é isso? – se fez de desentendido.

— Meu admirador – pegou o celular de volta e se jogou ao seu lado no colchão de solteiro, ficando completamente encostado no corpo de Jungkook, que travou mediante as sensações que sentia – O que eu respondo? – perguntou olhando para o celular, sustentando um sorriso fofo.

— Você nem conhece essa pessoa – resolveu se virar de lado, diminuindo o contato entre os corpos, para a felicidade de seus hormônios.

— Ainda não conheço – olhou para os olhos do outro, sem deixar sumir o sorriso iluminado e lindo.

— Você pode se arrepender se um dia conhecer – disse derrotado.

— Ou posso me apaixonar perdidamente – abraçou o celular de maneira quase histérica, fazendo Jungkook rir.

— O que vamos fazer hoje? – perguntou ainda olhando para o amigo-amor.

— Hum – ficou pensativo – A gente pode jogar até umas nove, aí vamos acordar os meninos e fazer o café da manhã – deixou o celular no colchão e se virou de frente para Jungkook – Hoje os meninos têm aula de futebol às 11h, se quiser pode ir comigo levar eles.

— Pode ser – maneou a cabeça em concordância.

— Ah – deu um grito – A gente pode almoçar na omma Sunhee.

— Quem é essa?

— A vizinha aqui da frente, ela faz um japchae maravilhoso – pegou o celular rapidamente – Vou mandar mensagem para ela.

— Você tem muitas ommas, eu só tenho uma e já acho muito – reclamou.

— Mães são as coisas mais maravilhosas do mundo! Gosto de ter muitas – disse enquanto digitava.

— Hum – grunhiu – Que horas são?

— Quase sete e meia – respondeu afoito – Ela disse que vai fazer japchae – disse super feliz.

Depositou o celular no colchão novamente e Jungkook sentiu o corpo paralisar quando Taehyung chegou mais perto de si, abraçando-o e jogando uma das pernas em cima de si. O mais velho se encaixou nas curvas de seu corpo de maneira confortável.

— Estou morrendo de preguiça – bocejou no pescoço de Jungkook fazendo-o arrepiar – Quando o Jimin dorme aqui, a gente divide a cama. Acho que sou muito carente.

Não sabia o que fazer com suas mãos e se preocupava com sua puberdade. Não seria nada agradável excitar-se e o novo amigo sentir algo incomodo na sua região pélvica. Estava petrificado.

— Você não gosta muito de contato, não é?! – perguntou com a voz abafada pela posição em que se encontrava.

— Não estou muito acostumado – respondeu seco, tentando controlar seu desespero.

— Desculpa – se afastou um pouquinho e bocejou de novo – Vamos jogar?

Ufa! Concordou com a cabeça e se sentiu aliviado e triste por Taehyung ter se afastado. O mais velho estava todo amassado por causa da noite de sono e era lindo mesmo assim. Jungkook sentiu-se idiota por ser tão inseguro e tímido.

Viu o rapaz extrovertido levantar-se e seguir em direção ao vídeo game. Ligou a televisão e o console, pegando os controles em seguida, levando-os para o colchão onde Jungkook ainda estava deitado.

— Vai colocando enquanto eu busco algo para a gente comer – disse simplista, se levantou e saiu.

Tomou coragem e se sentou, sentindo o corpo pesado. Não costumava acordar tão cedo no domingo. Pegou um dos controles e começou a manipulá-lo, iniciando a conta onde jogariam. Com mais coragem ainda, se levantou, caminhando em direção aos jogos emprestados por Junghyun. Pegou o Beyond: Two Souls, para que continuassem a campanha já iniciada.

Taehyung voltou trazendo consigo dois pacotes de bolachas recheadas e a garrafa de refrigerante consumida pela metade, mas não trouxe copos. Sentou-se animado ao lado de Jungkook, deixando o “café da manhã” entre os dois.

— Se importa de tomar no bico? – referiu-se ao refrigerante e Jungkook maneou a cabeça de maneira negativa.

— Que horas sua mãe acorda? – perguntou.

— Eu acordo ela junto com os meninos, eles sempre ficam com ela enquanto eu preparo o café – abriu um pacote de bolacha, oferecendo ao outro antes de pegar uma para si.

Jungkook aceitou uma bolacha e a mordeu, deliciando-se com a mesma, uma de suas favoritas. Viu Taehyung comer como um desesperado e riu do garoto.

— Você vai engasgar – disse rindo e o viu pegar o refrigerante e abri-lo antes de entorna-lo goela a baixo.

— Eu gosto muito de bolacha – disse enquanto enfiava mais uma na boca. Jungkook achou muito fofa a cena e sorriu bonito. Pegou o refrigerante e tomou um golinho no bico mesmo – Tecnicamente acabamos de nos beijar – disse voltando a olhar a tela da televisão e sorrindo.

— O que? – arregalou os olhos assustado.

— Ué, quando pessoas beijam, elas trocam saliva – tomou mais um gole do refrigerante – E agora você pegou minha baba e eu a sua – empurrou Jungkook de leve e riu.

— Nunca achei que meu primeiro beijo seria assim – não sabia de onde tinha tirado coragem para dizer isso e Taehyung riu alto.

— Fui seu primeiro beijo, agora você já pode beijar a menina lá que você gosta – Jungkook corou imediatamente.

— Já sou quase um profissional – tentou brincar.

— Pois é, sou um ótimo professor de troca de germes – riu – agora vamos jogar.

Começaram a jogar, mas Jungkook estava desconcentrado, só conseguia pensar o quanto realmente queria que aquilo fosse um beijo de verdade. Saber que o garoto que ele gostava também podia gostar de garotos até lhe dava esperanças, mas quando se lembrava de quem era, voltava a se sentir triste. Ele não era legal, atraente ou interessante. Na sua cabeça, não tinha nada que pudesse atrair o mais velho.

Lembrou-se do mesmo dizendo que estava sentindo-se apaixonado pelo admirador secreto e ficou mal. Seria uma decepção saber que Jungkook é quem era o admirador, mas ao mesmo tempo era uma maldade sem tamanho deixa-lo se apaixonar por alguém que nunca conheceria.

Continuaram jogando, com Jungkook cometendo vários erros e levando pequenos safanões de Taehyung, que lhe zoava por não saber jogar. O mais velho era lindo em seu pijama largo, tinha um sorriso que conseguia ser mais belo ainda e uma personalidade encantadora.

O celular de Taehyung tocou, indicando que eles deveriam para de jogar. Terminaram a parte em que estavam e o mais velho se levantou, espreguiçando-se.

— Queria continuar, mas…

— O dever te chama – completou sua fala, fazendo o outro sorrir e fingir cansaço, jogando o corpo para frente em uma postura derrotada, que, porém, durou poucos segundos, endireitando-se novamente para sair do quarto.

— Me espera na cozinha, eu vou lá acordar os dois preguiçosos – disse animado.

Jungkook se direcionou até a cozinha, levando consigo o resto do refrigerante e os dois pacotes vazios de bolacha. Jogou os pacotes na lixeira e deixou a garrafa em cima da pia, não sabia se deveria devolvê-la para a geladeira, depois que colocaram a boca no gargalo do refrigerante.

Taehyung retornou algum tempo depois. Entrou na cozinha animado, abrindo a geladeira e retirando ovos e leite. Colocou as coisas em cima da pia, buscando outros ingredientes para fazer panquecas.

— Minhas panquecas não são tão boas, mas dá para o gasto – parou brevemente – Pega o liquidificador para mim. Está na segunda porta debaixo – apontou para o local onde o utensílio de cozinha jazia.

Jungkook passou a ajuda-lo na preparação das panquecas e descobriu que o mais extrovertido era muito atrapalhado na cozinha, fazendo mais bagunça do que o normal.

— Céus, Tae, você realmente precisa de aula de cozinha – zoou o amigo que fez uma careta engraçada de reprovação.

— Amanhã é dia par, será que sua mãe já vai me dar aula? – estava realmente interessado.

— Acredito que sim – respondeu enquanto tentava virar a panqueca na frigideira – Que difícil virar isso.

— Ah, deixa que eu viro – gritou quase histérico, tomando o cabo da frigideira para si – É assim, olha – balançou o objeto e o impulsionou para cima, com a finalidade de virar a panqueca no ar.

No entanto, a panqueca virou direto no chão e Jungkook riu descontrolado, como nunca antes havia rido na frente de alguém. Sentia a barriga doer enquanto Taehyung fitava a massa parcialmente frita no chão, com uma cara espantada.

— Às vezes dá certo – disse indignado enquanto pegava a panqueca do chão – Será que ainda presta?

— Você não vai reaproveitar isso, né? – perguntou entre risos, com a mão na barriga.

— Ah, nem sujou – olhava concentrado para a comida – Acho que tá boa ainda – voltou a panqueca para a frigideira e Jungkook voltou a rir.

— Eu não vou comer isso.

— Vou misturar com as outras – respondeu simples – Vai ser tipo uma roleta russa de panquecas.

— Nada disso, vou ficar olhando para ver onde você vai por ela.

— Eu sou muito rápido, você não vai conseguir ver – disse todo cheio de si.

Depois de algum tempo toda as panquecas estavam prontas. Jungkook olhava para elas de maneira quase assassina, medindo todos os movimentos do mais velho que ria desesperado.

— Taemin, Heechul – gritou e olhou para Jungkook com um sorriso sapeca.

As duas crianças desceram como dois pequenos furacões, fazendo bagunça e gritando. Jungkook se distraiu por breves segundos, para olhar os meninos que brigavam por uma cadeira e quando deu por si, viu Taehyung se movimentar e começar a rir.

— Ah não – reclamou – Não vale!

— Agora é uma roleta russa mesmo – riu gostoso, separando duas em um prato para levar para à sua mãe, no quarto – Boa sorte.

Jungkook cerrou os olhos, pegando o prato com panquecas e colocando na mesa, viu Taehyung sair com o alimento da mãe e passou a organizar os objetos para o café da manhã.

— Parem vocês dois – chamou a atenção dos meninos – Ou o Tae vai acabar colocando vocês de castigo de novo e eu não vou ajudar vocês a se livrarem dele – viu os meninos pararem de brigar e se sentarem de maneira comportada, como se de fato fossem dois anjinhos tranquilos.

Serviu suco aos menores e colocou uma panqueca em cada prato, completamente ressabiado. Será que ele estava dando a panqueca do chão para eles?

Sentou-se e serviu suco tanto em seu copo quanto no de Taehyung e esperou o mais velho retornar para escolher sua panqueca.

O extrovertido retornou usando outra roupa e sorriu ao ver os irmãos quietos. Fez uma careta surpresa e se sentou ao lado de Jungkook.

— O que deu neles? – disse desconfiado.

— Pedi para eles pararem um pouco.

— Hum, será um bom pai pelo jeito – olhou o prato vazio de Jungkook – Não vai se servir? – perguntou divertido.

— Você primeiro, eu acho – viu o mais velho furar uma das panquecas com seu garfo e em seguida pegou uma também, analisando-a, como se pudesse achar alguma coisa que indicasse que aquela era a contaminada do chão – Você não deu a estragada para a sua mãe, não né?!

— Primeiro que ela não estava estragada – encheu a boca com o café da manhã – Segundo que não, eu escolhi as mais bonitas para ela.

Cortou o pedaço de massa doce e levou à boca. Se estava contaminada ou não, não sabia, mas estava uma delícia. Chegou a fechar os olhos para degustar melhor da panqueca.

— Admito, está muito boa.

— Eu sou um cozinheiro nato – gabou-se.

— Não é para tanto, lembre-se que eu ajudei.

Taehyung revirou os olhos e continuou a comer. Em poucos minutos, todas as panquecas estavam consumidas. Jungkook sentia que podia rolar, de tanto que havia comido. Sentia o estômago pesado e um soninho querer aparecer.

— Quem será que comeu aquela? – perguntou.

— Eu.

— Você?

— Lembra aquela que você ia pegar e eu roubei? Então.

Jungkook sorriu com a fofura do mais velho. Fechou os olhos. Não sabia como era possível se sentir mais apaixonado a cada instante que passava ao lado do menino cheio de bagunças. Ele era apaixonante. Não era absurdo entender porque Jimin também havia se apaixonado por ele.

Abriu os olhos e conseguiu sentir ainda mais um pouquinho de paixão entrar em seu coração, ao ver o mais velho limpando a boca dos irmãos, que já haviam voltado a ficar barulhentos. Taehyung saiu em direção a lavanderia e voltou carregando uniformes de futebol.

— Vão se trocar que já vamos sair – disse autoritário, fazendo os meninos saírem com suas roupas nas mãos – Você também – ordenou para Jungkook – A não ser que queira sair de pijama.

— Vou lá, não quero ficar de castigo – brincou e Taehyung riu – Quer que eu te ajude aqui primeiro?

— Não, só vou jogar tudo na pia, não vou lavar nada agora.

Jungkook saiu em direção ao quarto para se trocar. Poderia não ter Taehyung como namorado, mas tê-lo como amigo já era muito bom e gostoso. Vestia a calça e pensava em como aquele era o melhor fim de semana de sua vida. Nunca, nem em seus sonhos mais lindos, pensou em ter momentos tão gostosos com o amor da sua vida.

Terminou de se vestir e encontrou os três Kim à sua espera. Taehyung ajeitava a faixa na cabeça de Taemin enquanto Heechul tentava colocar a mochila nas costas. Ajudou o menino e foi agradecido por Taehyung.

Saíram os quatro em direção à escolinha de futebol. Despediram-se dos meninos que correram em direção ao vestiário. Taehyung entrou e sentou-se na arquibancada, sendo acompanhado por Jungkook.

— É só uma hora de aula, depois daqui vamos comer lá na Sunhee, ela já mandou mensagem dizendo que está quase pronto – pegou o celular – Ainda não sei o que escrever para meu Unicórnio.

— Aí, lá vem você de novo com isso – riu e revirou os olhos após cruzar os braços.

— Hum… acho que vou dizer que estou com saudade de conversar, faz tempo que não ficamos horas no celular.

— Pode ser.

Taehyung passou a digitar rápido e em seguida guardou o celular. Jungkook sentiu o próprio aparelho vibrar no bolso. Já estava levemente acostumado com isso e já não se assustava mais em receber as mensagens de Taehyung.

Assistiram o jogo dos meninos e vibraram com um gol de Heechul – ele era melhor de bola do que Taemin. Conversaram sobre coisas aleatórias, envolvendo vídeo games e filmes de fantasia. Quando menos esperavam, a aula terminou e os meninos foram de volta para o vestiário.

— Eles só vão tomar banho e já saem – se levantou e caminhou para a saída do vestiário.

Caminharam em direção à casa da vizinha enquanto os meninos contavam sobre a aula. Eram eufóricos e falantes. Jungkook não sabia como Taehyung aguentava conviver com os dois. Olhou com carinho para o mais velho que segurava os irmãos pelas mãos e zoava o desempenho deles.

Jungkook sentiu um calorzinho reconfortante no peito. Taehyung era lindo por fora – e ninguém poderia negar isso – e por dentro, sendo que essa beleza interna era ainda mais bela do que todo o conjunto externo.

Chegaram a casa da tal Sunhee, que os recebeu com um abraço e um sorriso. A mulher ajudou os mais novos à tirarem a mochila e acariciou o rosto do mais velho, que amava contatos humanos. Jungkook sentia-se desconfortável, não porque não estava gostando, mas sim por conta da sua introversão exagerada.

Era difícil para si se soltar com estranhos. E por mais que a mulher fosse adorável e cuidasse daquele que roubara seu coração, como uma mãe carinhosa, ainda assim era uma estranha para si.

Sentaram-se todos à mesa e foram servidos por ela. O japchae estava uma delícia, digno de uma mãe. Jungkook sentia vontade de comer mais, mas a vergonha era maior do que sua fome.

Mas, Taehyung parecia lhe conhecer muito bem e quando viu, o garoto já enchia seu prato de novo, sem deixar de falar com a mulher, que lhe perguntava sobre a escola.

— Come mais, Kookie, você comeu pouco – disse brevemente, interrompendo a conversa com a mais velha e maternal.

— Obrigado, hyung – disse tão baixinho que chegava a acreditar que ninguém poderia ouvi-lo.

— Você é mais quietinho, não?! – a mulher lhe dirigiu a palavra.

— Um pouco.

— Ele é meio tímido no começo, mas depois que ele se solta, é cheio de gracinhas – Taehyung se intrometeu.

— Ah, mas é assim mesmo, algumas pessoas precisam conhecer mais para se sentirem confortáveis.

— Isso é verdade – concordou todo altivo – Eu e o Kookie já somos muito amigos, até nos beijamos hoje – Jungkook corou de tão forma que um tomate sentiria vergonha de sua coloração.

— Taetae – ela repreendeu – Você não pode sair contando as coisas assim para todo mundo.

— Mas é que foi um beijo de garrafa, sabe? – a mais velha riu – A gente bebeu na mesma garrafa.

— Tae, mesmo assim, olha como o seu amigo ficou constrangido. Mesmo sendo um beijo de garrafa – riu – ainda assim, sua privacidade não pode ser espalhada por aí.

— Mas não é por aí, é para você e eu confio em você – choramingou.

— Eu sei, mas você está falando sobre algo que não diz respeito só à você – olhou para Jungkook – Você deve desculpas à ele.

Jungkook não conseguia se mover ou dizer algo. Estava à um passo de ter um colapso de ansiedade. Sentia-se exposto e envergonhado. Não sabia onde enfiar a cara.

— Me desculpe, Kookie – disse meio sem graça e Jungkook apenas concordou com a cabeça.

— Olha aí, coitado do menino.

— Aí, desculpa mesmo, eu não queria que ficasse chateado.

— Tudo bem – disse baixinho.

O almoço seguiu com um clima estranho, mas que felizmente acabou quando os quatro foram embora. Jungkook ainda estava desconcertado e Taehyung tentava se desculpar a cada dois minutos.

— Eu já disso que eu te desculpo, hyung.

— Eu fui muito bobo – disse abrindo a porta de casa.

— É só – disse retirando os sapatos – Que eu não estou acostumado com isso.

— Não quero que confie menos em mim, quer dizer, se você um dia já confiou.

— Ainda confio, fica tranquilo.

O resto da tarde continuou meio esquisita. Acabaram assistindo um filme do Harry Potter, porque o clima não era dos melhores. Logo o filme acabou e Taehyung foi cumprir com suas obrigações familiares, como levar os meninos para o banho e banhar a própria mãe.

Em um piscar de olhos o tempo passou e próximo às 20h, o pai informou que estava indo lhe buscar. Organizou suas coisas e se despediu tanto dos irmãos quanto da mãe de Taehyung.

Foi levado pelo menino até a porta, para aguardarem o carro do pai ranzinza.

— Jura que está tudo bem?

— Juro.

— Então posso ir à sua casa amanhã?

— Claro que pode.

Taehyung, espontaneamente, envolveu o corpo de Jungkook em um abraço cheio de remorso. Apertava seu corpo com os braços finos e bronzeados, claramente arrependido.

— Aí, me desculpa mesmo.

— Se perguntar de novo, não vou desculpar – riu tímido.

— Então tá, mas só porque você riu – abandonou o corpo do mais novo e o olhou nos olhos – Prometo não contar mais nada da gente para ninguém.

— Acho bom – brincou, fazendo Taehyung sorrir.

A buzina do carro do pai anunciou a hora de ir embora. Despediram-se e Jungkook caminhou até o automóvel do genitor, entrando no banco de trás.

— Se divertiu? – o genitor perguntou sério.

— Muito.

— Comeram a pizza?

— Comemos muito.

— Bom – deu partida no carro, deixando um tchauzinho pela janela para Taehyung antes de sair da vaga.

O carro seguia em direção à sua casa e os dois permaneciam em silêncio. Jungkook não sabia como começar uma conversa com o pai, principalmente. Em pouco tempo estavam em casa.

 

As aulas do dia seguinte voaram como um jato mega rápido. Jungkook estava começando a se soltar mais quando estava com Taehyung e Jimin. Considerava que eles agora eram um trio de amigos.

Taehyung contava sobre o fim de semana e Jimin ria descontrolado por causa da panqueca. O seu amado aumentava um pouco a história, incluindo partes engraçadas que não existiram, tipo o fato dele ter quase se engasgado com um cabelo – o que de fato não havia acontecido. Jungkook ria em negação toda vez que ouvia uma mentirinha de Taehyung.

— Bom, Jimin, eu vou para a casa do Jungkook porque a mãe dele vai me ensinar a cozinhar.

— Que corajosa ela – brincou.

— Também achou – Jungkook concordou com Jimin, fazendo Taehyung bufar.

Saíram da escola e se despediram. Jungkook se sentia feliz por ter o mais velho ao seu lado, tagarelando como seus irmãos. Sem perceber, chegaram à casa do mais novo.

Adentraram o local e a mãe de Jungkook já os esperava com os ingredientes separados na cozinha. Recebeu os dois com um abraço e um beijo gostoso.

— Kookie, querido, vamos demorar aqui, não quer tomar banho?

Jungkook concordou, deixando Taehyung e sua mãe sozinhos na cozinha.

— Pensei em começarmos com kimchi o que acha?

— Adoro, pode ser sim.

A mais velha lhe ensinava a cortar as verduras e lavá-las. Taehyung fazia tudo o que a mais velha pedia, mantendo o máximo de sua concentração. Observava a mais velha cheia de desenvoltura com a faca e com os temperos, e tentava imitá-la.

— Esse prato só vamos experimentar depois de amanhã – disse quando terminaram.

— E o que vamos almoçar hoje?

— Fiz macarronada para hoje.

— Quero aprender!

— Vai aprender, outro dia.

— Ah – se sentou na mesa enquanto Jungkook não descia – Posso te pedir uma coisa?

— O que? – ela respondeu da pia, já que estava lavando os utensílios que haviam usado.

— Hum, eu perdi o número do Kookie, e estou com vergonha de pedir de novo – mentiu, torcendo para que ela não ficasse brava com o filho por ter lhe passado o telefone, mesmo que fosse mentira.

— Claro, anote aí.

Pegou o celular rapidamente e anotou o número do amigo, salvando com seu nome. Sorriu e agradeceu feliz.

Abriu o KakaoTalk e buscou o número do mesmo no aplicativo, faria uma surpresa para o mesmo. No entanto, quando clicou em cima do nome de Jungkook, viu a conversa do Unicórnio Hermafrodita abrir.

Franziu o cenho confuso e repetiu o processo, e obteve o mesmo resultado. Riu soprado e abriu ambos os contatos, querendo comparar os dois números. E então se deu conta que era o mesmo número.

Sorriu.

Então Jungkook era o Unicórnio Hermafrodita?

— Omma, não conta para ele que eu pedi o número de novo – pediu.

— Tudo bem – ela riu, concentrada em sua louça.

Excluiu o número de Jungkook. O coração estava acelerado de uma maneira estranha. Rolou a conversa com aquele não mais anônimo e riu sozinho. Jungkook era adorável.

Viu o mais novo entrar na cozinha e quase pulou da cadeira. Olhou o garoto de cabelos escuros e úmidos e sorriu. Sempre imaginou como seria conhecer o seu amado secreto, mas nunca pensou que seria uma surpresa tão agradável conhece-lo.

Guardou o celular e passou a conversar com o mesmo sobre assuntos da escola. Estava feliz pela descoberta e certamente iria reler todas as conversas que já tinham tido, agora imaginando a voz fofinha do amigo no lugar da sua própria.


Notas Finais


e aí?


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