História Segredos ao Acaso - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Em homenagem a amiga doida do meu kokoro que está fazendo aniversário hoje... Lúcifer_Devil. ♥

Mais um capítulo pra vocês, fofos!

Capítulo 6 - Uma Noite Fria


Fanfic / Fanfiction Segredos ao Acaso - Capítulo 6 - Uma Noite Fria

Sheen Luster


Saio do restaurante às pressas, porém logo sinto mãos ao redor de meu braço. Já era noite e o tempo estava chuvoso, do jeito que eu gostava.

Damon me fez virar para ele e então falou:

— Ei, vamos voltar! Por que saiu assim tão de repente? Olhe, vai chover. Deixa que eu te levo para casa, pelo menos.

O olhei sem dizer uma palavra, apenas observei os detalhes de seu rosto em meio ao frio e ao vento forte que espalhava as folhas ao redor, denunciando a chuva prestes a cair.

Aquele homem me era familiar...

Ele me puxou com delicadeza até o carro, já que viu que voltar ao restaurante não seria boa ideia.

— Eu não quero ir de carro. Se quiser me acompanhar, venha para a chuva. — o vento era cortante, mas tenho certeza que a frieza de minhas palavras chegou aos seus ouvidos.

Apenas me virei e fui andando. Não sei como, mas eu estou muito bem. Mais leve. Gosto da chuva, especialmente de noite. Damon não sabe, mas eu irei ao meu lugar preferido. Um lugar onde ninguém gosta por ser muito vazio e escuro... Nada que não possa ser preenchido.

Damon está atrás de mim. Acho que ele se arrependeu de não ter vindo de moletom ou com uma roupa mais confortável, ou mesmo em seu carro luxuoso. Então, só para tornar a noite um pouco mais irritante para ele, resolvo fazer um comentário.

— É nessas horas que você precisa de um moletom... — o olhei e dei um pequeno sorriso debochado. — Você quer o meu?

Ele me olhou cético e deu uma risada.

— Você só pode estar brincando, Srta. Luster. — ele devolveu o comentário em tom de zombaria.

Dei de ombros e continuei a andar.

— Pensando melhor, eu não curto muito o frio... E... Eu acho que aceito seu moletom, se não estiver tirando com a minha cara, claro. — Ele fala de uma forma constrangida, afinal, para ele pode ser uma situação estranha.

Eu tiro meu moletom e dou a ele. Estava vestindo apenas uma blusa colada cinza de mangas curtas. Ele me olha como se estivesse se sentindo o maior monstro da face da Terra.

— Não, fique com ele, é melhor. Você vai morrer de frio. — ele se aproximou, me estendendo o moletom.

— Vista-se logo e pare de frescura. Ao contrário de você, eu gosto do frio e principalmente de senti-lo. Não se preocupe, eu não vou morrer. — revirei os olhos e joguei o moletom para ele, o instigando a vestir.

Até que coube bem nele. Não somos tão diferentes assim na altura, então não houve problema.

Por um momento, esqueci de Damon e de todo o resto, apenas me concentrei na noite e no que sentia. Estava livre.

Sinto mãos suaves se enroscarem em meus braços e em minha cintura. Era Damon, obviamente. Eu queria tirá-las de lá por ser o certo a fazer, mas parecia que eu estava desnorteada. Não pelo toque de Damon, mas sim por todo o resto. Essa noite está magnífica...

Eu abro os olhos e ele está me encarando ainda com suas mãos em meus braços levemente arrepiados por conta do frio.

— Só uma pequena observação: não é bom andar de olhos fechados no meio da rua, se é que me entende. — ele sorri e se afasta me levando para a calçada. — E uma pergunta: para onde estamos indo? Tenho certeza de que esse não é o caminho para sua casa...

— Não é óbvio? Não estamos indo para casa. Vou te mostrar um lugar onde não há restaurantes com amigos surpresas. — Eu corri pelas ruas um tanto escuras daquela cidade e Damon estava logo atrás de mim correndo, porém com uma expressão confusa.

Cheguei a um certo ponto e parei para admirar a beleza que aquela paisagem me proporcionava. Damon parou logo atrás de mim com sua respiração ofegante deixando rastros na noite fria.

O lugar tinha uma coloração acinzentada e as árvores que lá haviam estavam com seus galhos quase sem folhas por conta do inverno próximo. O chão estava coberto delas, que antes eram bonitas e exuberantes, mas que agora se tornaram pálidas e murchas... Mortas.

Esse era realmente o lugar que eu sempre gostava de visitar. Em todas as estações. Haviam pequenos bancos por entre as árvores, mas tinha um lugar que era só meu. Um lugar que encontrei e que, para mim, é esplêndido.

As pessoas não visitam esse lugar quando está próximo do inverno. Elas dizem que se torna um lugar assustador e sombrio...

Estúpidos!

Elas pensam isso porque, talvez, essas folhas mortas, esse lugar, tudo condiz com a vida vazia que cada uma leva. Uma vida que a cada estação, muda. Uma vida que é tão bela na primavera e tão calorosa no verão, mas ao chegar no outono, começam a murchar, pois a alegria lhes está sendo roubada e já não há mais brilho, nem beleza. E quando o inverno vem, elas têm medo, pois é a fase sombria, fria e amedrontadora que elas tanto evitam, mas que, inevitavelmente, chega.

Realmente lamentável.

Sei que não sorrio sempre e não demonstro sequer resquício algum da suposta "felicidade" , mas eu sou feliz. Sou livre e me orgulho disso.

Saio dos meus pensamentos ao ouvir Damon me chamar:

— Sheen, esse é o seu lugar preferido? — ele pergunta, confuso.

— Sim, mas eu quero que você venha até aqui comigo. — Puxo ele e vamos caminhando. — É um outro lugar, só que mais escondido.

Ando mais um pouco e paro de frente para ele.

— É aqui. — digo tentando esconder minha animação, mas ela é claramente visível em meus olhos. — Não é lindo?

Havia um balanço enorme amarrado aos galhos secos de uma árvore. Essa árvore era curvada, como se estivesse sendo puxada para baixo. Seus galhos eram charmosas garras negras por conta da noite. Embaixo desta árvore, havia um pequeno e belo lago, onde as poucas luzes do local refletiam em sua superfície. A brisa era calma e proveitosa... Um lugar perfeito.

Não pensei duas vezes antes de intensificar mais ainda o vento em meu rosto. Sentei no balanço e comecei a me balançar como uma criança. Vejo Damon sentar perto da árvore e me observar. Ele tinha um sorriso satisfeito em seus lábios cheios e rosados. Involuntariamente, retribui o sorriso.

Abandonei o balanço e fui até Damon, me sentando ao seu lado.

— Por que você gosta tanto daqui? — ele me olha e se vira de frente para mim.

— Não sei ao certo, mas gosto de lugares diferentes. Gosto de tudo diferente, fora do padrão, do normal, incomum. Digamos que me atrai. — volto meu olhar para a escuridão noturna e bela.

— Deu para perceber. — ele sorri.

Ficamos alguns minutos em silêncio. E senti Damon me observar.

— O que foi? — pergunto confusa.

Ele sorri mais ainda.

— Acho que tirei a sorte grande quando atropelei você.

Ele se aproxima, me pega pela cintura bem devagar, sem parar de me olhar. Eu fico um tanto surpresa. Pela primeira vez não sei o que isso significa. Ele me levanta, me vira de costas e coloca o moletom em mim. Sinto sua respiração em minha nuca, o que me provoca arrepios por ser uma área extremamente sensível. Sinceramente, não sei o que minha expressão diz, mas acho que ela continua indecifrável tanto para mim, quanto para ele.

— Vamos, já está tarde. — diz ele, se virando e caminhando com as mãos nos bolsos da calça.

— OK. — murmuro e o sigo.

E então a chuva cai, mas isso não nos impede. Continuamos andando lado a lado. Cada um com seus pensamentos sussurrando alto em meio a noite silenciosa e escura.

Chegamos no restaurante e eu adentro o carro de Damon. Ele rapidamente liga o aquecedor e partimos em direção a minha casa.


(...)


Damon estaciona o carro e logo entro em casa, dando passagem a ele também. Me jogo no sofá e chamo Nico. Ele aparece e eu o acaricio de leve.

— Sr. Wright, muito obrigada pelo passeio e por ter me deixado em casa. Agora... Tchau. — disse, indiferente.

Ele riu, como se já esperasse essa minha atitude.

— Tudo bem, mas, antes que eu esqueça, quero te fazer um convite. — diz ele, indeciso.

— Lá vem. — digo, tediosa e me sento no sofá com Nico. — Diga logo de uma vez.

— Amanhã, domingo, é o aniversário da Ashley e iremos fazer uma festa para ela. Eu gostaria muito que você fosse e tenho certeza que ela também.

O olhei desconfiada.

— Olha só, eu não costumo ir em festas. Tem muitas pessoas e isso me irrita um pouco, na verdade, completamente. Então não acho que seja uma boa ideia. Sou mais de ficar em casa. — expliquei.

— Por favor...? — ele coloca as mãos embaixo do queixo e faz uma cara muito fofa.

— Me erra! Isso não funciona comigo... — Fingi falsa importância.

— Ah, vamos logo! Vai ter comida...

— Comida? É tentador... Pensando melhor, acho que vou sim.

— Ótimo! Vou cuidar para que você não se estresse com muitas pessoas. — ele deu ênfase na última parte.

— Bem melhor... Agora vaza que eu quero dormir e me trocar. — me levantei e fui até a porta.

— Que mal educada. — diz ele, fingindo estar ofendido.

— Tchau, Damon. — disse impaciente.

— Adios, Sweet. — ele tocou na ponta do meu nariz e sorriu.

Revirei os olhos e fechei a porta.

Que dia... 


Notas Finais


O próximo promete...
Irão acontecer muitas coisas, por isso acho que ele será maior.

Ah, e se vocês estiverem realmente gostando da história, por favor, comentem. É sempre bom e motivador ler comentários. 🤗

É isso, baby's!
Vlw... 💙💙


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