História Sexologist - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~bushidokj

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jimin, Bottom!jungkook, Flex, Fuckme__styles, Jeongguk Seme, Jeongguk Uke, Jikook, Jikook!flex, Jimin, Jimin Seme, Jimin Uke, Jungkook, Kookmin, Namjin, Sexologist, Sexólogo, Taeyoonseok, Top!jimin, Top!jungkook
Visualizações 5.705
Palavras 5.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem sugestivo esse titulo, né non?

A causa da demora foi a filha da putisse da minha internet, que se foi embora e deixou-me alone -q

Aserehe ra de re, de hebe tu de hebere... ENFIM, obrigada aos mais de mil favoritos, eu tô jogada no asfalto :)
Que bom que estão gostando desta minha criatura pornográfica -q

Xô falar: Eu anotei (mentira) as sugestões de vocês, daqui á uns dois capítulos eu começo a usá-las, vocês me ajudaram bastante.
Eu respondi alguns comentários do capitulo anterior, não respondi todos porque tenho que postar essa belezura e vazar do computador antes que minha mãe me arremesse pela janela -q

Bora lá!

Capítulo 6 - Durante um mês, você se esconde, eu te encontro e te fodo.


Fanfic / Fanfiction Sexologist - Capítulo 6 - Durante um mês, você se esconde, eu te encontro e te fodo.

Park Jimin.

— Eu vou matar aqueles filhos da puta.

Rosnando, Taehyung invadiu meu quarto. Pisquei meus olhos e a cama de Jin foi preenchida pelo garoto, ele socava o travesseiro e parte de mim queria acreditar que o próximo a ser socado não seria eu.

Com um suspiro, fechei a porta do quarto e fui até Taehyung. Agora ele chorava baixinho, o que me gerou um rolar de olhos. Homem chorando é porque chegou até o fundo do poço. Bem, eu pensei que Taehyung já estivesse lá, já que namora com duas pessoas, e homens, ainda por cima.

Isso é a decadência.

— Certo. Acho que você já pode parar de molhar o travesseiro do Jin, e me contar que porra te aconteceu. — gentil, me desponho a ouvi-lo.

— Aqueles... Eles... Eu os odeio!

E o choro voltou à tona. Suspirei sentando-me em minha cama, de frente a Taehyung. Com o rosto no travesseiro, ele murmurava coisas sem sentido algum. Eu estava considerando a possiblidade de ele ter se drogado em qualquer canto do resort.

Devo chamar os dois namorados?

— Eu vou chamar seus namorados, acho que com eles você consegue dizer algo. — digo.

Levanto da cama, e em um pulo Taehyung está de pé, segurando meu braço com tanta força, que cheguei a me perguntar se é possível que homossexuais tenham toda essa força.

— Não faça isso, jamais. Eu não quero olhar para a cara deles. — solta meu braço, agradeço mentalmente. — Nós terminamos. Aliás, eu que terminei aquela merda de relacionamento fodido do caralho.

— Uh, claro. — me afastei lentamente, voltando a me sentar na cama. — Por que?

— Eles não me amam, Jimin. Me tratam como se eu fosse uma criança, sabe? — me encara.

— Não, eu não sei. — fiz uma pausa. — Continue.

— Eu não sou uma criança, mas eles me tratam como uma. Dói dizer isso, mas parece que só existe amor entre os dois... É como se eu fosse o filho deles, que eles usam para sexo. Só. — fungou, secando as lágrimas com a ponta da camisa.

— Não dá para usar o próprio filho para sexo, a menos que você pratique incesto. Argh, que nojo! — faço uma careta, Taehyung me acompanha. — Enfim, acha isso mesmo? Que Yoongi e Hoseok se amam, e você é só o brinquedinho sexual deles?

— Não acho, tenho certeza. Sério, os carinhos são sempre entre eles dois, eu fico de lado. Isso é uma droga, porque eu tinha tantos planos para nós três. Eu queria casar, construir uma família e todas essas gayzisses aí, entende? — ele alcança uma blusa qualquer do Jin, e assoa o nariz com ela.

Pobre Jin, nunca contarei que em sua blusa agora há vestígios do catarro de Taehyung.

— Não, eu não entendo. — repito. — Mas eu não acho que é permitido casamento entre três pessoas, saca? Acho que não dá. — murmuro pensativo.

— Isso é o de menos. — sussurra. — De qualquer maneira, isso não importa. Está tudo acabado.

E o choro dele volta à tona, assim como o meu revirar de olhos. Levanto-me da cama e consolo um pouco Taehyung, passo minha mão por seus cabelos, e lhe digo coisas importantes, de amor próprio.

— Deve ter um monte de caras doidos para te comer, por aí. Não fique triste.

Ele passou a tarde inteira comigo, e até que nos divertimos. Evitei citar seus (ex) namorados, e então tudo ficou certo. Chegou um momento em que eu queria expulsá-lo de meu quarto, pois ele tocou em um assunto que me causa repulsas.

— Como foi sua aula com Jungkook?

Nós estávamos deitados os dois na minha cama, insistência do homossexual ao meu lado. Ele estava triste e para não aborrecê-lo ainda mais, resolvi esquecer por dez minutos que ele gosta de pau.

— Uma merda. Mas como sabe que ele estava me dando aula? Aliás, aula não. Ele não me deu aula alguma, na verdade, acho que ele quer ter algo comigo. Iludido, achando que eu sou gay. — disparo a falar, o que causa em Taehyung uma comoção de risadas.

— Estava a galera toda reunida lá em baixo, conversando. Eu vi vocês dois passando e deduzi que ele iria te dar aula. — responde. — O que ele te ensinou?

— Porra nenhuma. Mas fez uma massagem que foi até legal, acho. — olho para minhas próprias unhas.

— Ele sabe que você vai casar?

— Sabe, e foi daí que ele tirou essa ideia de me dar aulas particulares.

— Ah, relaxa. Tu pode fingir que aprendeu o que ele ensinar, e todos terminam felizes no final.

— Não, eu até que sou bom em aprender algo. O que me causa agonia é pensar na possibilidade de ele achar que eu vou me envolver com ele, só porque ele é bonitinho e todos aqui dariam para ele. — murmuro, virando-me para Taehyung. — Eu não acho que seja difícil aprender a transar.

— E não é. Claro que pode parecer complicado para você, já que é virgem. Mas, a diferença do sexo gay e hétero é que, na mulher, o cara enfia o pau na buceta e na bunda dela. Já no homem, o cara enfia na bunda. — faço uma careta, também deixando um tapa no peito de Taehyung.

— Aish, nojento. — levanto da cama.

Ele ri, alcança seu celular e futrica nele, antes de voltar seu olhar para mim.

— Daqui uma hora começa a aula do Jungkook, eu vou ir me arrumar. — foi a vez do moreno levantar da cama.

Eu assinto também decidido a me arrumar.

— Não há riscos de você encontrar com seus dois ex namorados? — pergunto.

— Não, eu troquei de quarto. Estou bem longe deles, não se preocupe.

— Na verdade, eu só não quero você chorando no meu ouvido. — Taehyung rola seus olhos.

Abraço ele de lado e o levo até a porta, digo para que ele fique bem e nos despedimos. Ele sai e eu corro para o banheiro, tomaria um rápido banho para ir assistir a aula de Jungkook.

•    •    •

Deixei o quarto ao lado de Jin, ele tagarelava animado, falando sobre o tal de Namjoon. Eles haviam passado a noite juntos, só conversando, claro. Pelo menos é o que Jin me disse, acredito pelo simples fato de que quando ele passa a noite com um cara, em outras maneiras. Ele vem para o meu lado, contar como se eu tivesse interesse de saber o que homossexuais fazem para saciar seus vícios sexuais.

— Diferente de outros com quem já estive, ele sabe conversar. Pressinto que isso possa dar em algo, estou ansioso. — nós caminhamos até o elevador, e só não mandei Jin ir pastar porque gosto muito dele.

E se ele está feliz por conhecer esse homem, tudo bem. Posso lidar com meu amigo desejando um... Homem.

— Jungkook me alertou para que ficasse de olho em você, caso você quisesse matar aula. — fui chamado de volta à terra quando Jin mencionou o nome de Jungkook.

— O quê? Quando o encontrou? — pergunto, e nós já estamos no elevador.

— Durante o almoço, ele até perguntou por você. Eu disse que estava trancado no quarto com o Taehyung, e não queria que ninguém atrapalhasse.

— E ele? — pergunto, como quem não quer nada.

— Só assentiu, e saiu com Minwoo. Aquele menino é um amor de pessoa, tão educado. Fiquei abobalhado com ele, só não paquerei porque Namjoon estava ao meu lado, e Jungkook parece ter um enorme carinho por ele. — tossi três vezes seguidas.

Fala sério, até o Jin?

Esse Minwoo parece ser um robô, programado para ser perfeito. Além do garoto ser o preferido de Jungkook, ele atrai olhares por onde passa. Ele é tipo o cara mais popular do colégio, sabe? Não, o cara mais popular não. Minwoo é claramente o namorado do cara mais popular do colégio. Jungkook, obviamente é o cara mais popular do colégio.

Paquerar? Quem por Deus usa essa palavra em pleno século vinte e um? — provoco o Jin, ele bufa rolando seus olhos para mim. — Uh, você acha que Minwoo e Jungkook namoram, se pegam. Sei lá, qualquer coisa? — indago.

— Não namoram, eu acho. O mais provável é que se pegam, isso está claramente na cara.

Jin responde, assinto em entendimento. Não dá tempo de imaginar Minwoo e Jungkook como um casal, ou se pegando. O elevador chega em nosso destino, eu aproveito e respiro fundo antes de sair acompanhado por Jin.

Nós caminhamos até a turma que geralmente assistem a aula de Jungkook. Eles estão parados, me pergunto o motivo de não estarem na sala. Iria perguntar, mas antes disso Taehyung caminha até mim.

Adoraria dizer que ele está bem, mas, nem ao menos consegue disfarçar a tristeza no rosto. Ele caminha até mim e sorri, mas tenho certeza que é forçado.

— Você está bem? — pergunto, Taehyung assente.

Mentiroso! Mentindo na cara dura.

— O que aconteceu? Achei que fossemos ter aula hoje. — Jin tira as palavras de minha boca.

— E vamos, mas hoje será diferente. — Jungkook surge do nada. Olho-o por segundos, Minwoo está ao seu lado. — Todos lá para fora. A aula hoje será ao ar livre.

Ele anuncia, por fim sai junto a Minwoo. Rolo meus olhos com a ideia de ter que ir para o frio, ainda mais para assistir a aula de Jungkook.

Junto com Taehyung e Jin, saio calado. Os demais alunos caminham na frente e atrás de mim, não vi Hoseok, Yoongi e Namjoon. Provavelmente estão no fundo. Do lado de fora, avisto Jungkook parado próximo a uma árvore. Não preciso dizer quem estava petrificado ao seu lado, como se demarcasse território.

— Sei que estão confusos, sou capaz de perceber isso. Vocês sabem, eu gosto de inovar, e eu não seria eu se não inovasse em uma aula. — explica. — Eu tenho a plena certeza de que vocês vão gostar dessa aula. Nós vamos brincar de pique-esconde. — o falatório entre as pessoas começou. Estava uma gritaria, eu queria poder escutar algo, mas ninguém deixava. — Sério, se vocês não calarem a boca e colaborarem, isso não vai dar certo. Estou lidando com crianças ou adultos? — de volta ao primário, Jungkook está sério e caminha de um lado para o outro, em frente as pessoas.

Em segundos vi as pessoas calarem a boca, não consigo evitar um sorriso que nasce em meus lábios, ao perceber o controle que Jungkook consegue ter das pessoas. Exceto eu, claro.

— Seguinte, prestem atenção no que direi. Só falarei uma única vez, é como funcionará o jogo. — faz uma pausa, provavelmente para ver se alguém teria a coragem de falar algo. Como ninguém o fez, Jungkook continua. — É obvio que não será um pique-esconde normal, como todos conhecem. Esse pique-esconde é denominado como “você se esconde, eu te encontro e te fodo”.

Eu até ficaria surpreso com o palavreado de Jungkook, mas alguns dias aqui e já me acostumei com sua forma... Liberal.

Um minuto de silêncio e algumas pessoas conversam. A maioria apoia a brincadeira, e parecem animadas com isto. Eu fico quieto, e posso apostar que logo mais me trarão um caixão, porque morto eu já estou.

— Vocês vão formar duplas, quando formadas, falarei o que acontecerá. Vocês tem... — ele olhou em seu relógio de pulso. — Dois minutos para formar as duplas, começando agora.

A bagunça começou, eu fiquei encolhido observando todos ao meu redor formarem suas devidas duplas. Jin sumiu, e quando olhei para o lado ele estava com Namjoon, provavelmente formaram dupla. Felizmente Taehyung estava ao meu lado, praticamente grudado a mim.

— Ainda bem que você está aqui. — Taehyung me abraça de lado. — Vamos formar dupla, eu juro que sou inteligente.

Ri de sua fala, aproveito para deitar minha cabeça em seu ombro, enquanto observava aos poucos as duplas serem formadas. Se não fosse Taehyung ao meu lado, provavelmente eu faria dupla com uma árvore.

— Pode dupla de três? — ouço a voz de Hosoek e nem acredito quando o vejo em frente a Jungkook, ele está acompanhado por Yoongi.

Taehyung vacila ao meu lado, respira fundo três vezes seguidas, mas não desvia o olhar de seus (ex) namorados.

— Uh, eu me esqueci que são três. — Jungkook provavelmente se lembra que são três pessoas em um só relacionamento. — Pode sim. Taehyung, junte-se aos seus namorados. — Hoseok sai da frente, e então o olhar de Jungkook cai em mim e em Taehyung.

— Eles não são meus namorados. — Tae rosna.

Tiro minha cabeça de seu ombro, viro-me para Taehyung e o encaro.

— Taehyung, vá com eles e converse. — quando vejo que o garoto iria rebater, balanço minha mão em forma negativa, e continuo a falar. — Aproveite que hoje eu estou bem, se não já teria mandado você ir plantar batatas. Você gosta deles... Ou seja lá o que homossexuais sentem em suas relações amorosas. Enfim, converse com eles. — concluo.

Taehyung me encara, em seguida desvia seu olhar para as pessoas a frente. Sigo seu rumo e olho para as três pessoas, Hoseok parecia implorar via olhares para que Taehyung fosse com ele. Pelo menos é o que eu pude perceber.

— Tudo bem.

Ele sorriu de lado para mim, depositou um tapa de leve em meu ombro, logo seguiu para perto de Yoongi e Hoseok. Suspirei de alivio, não por Taehyung ir embora. Ele até que é legal, uh. Mas vê-lo sofrer estava me agoniando.

Fecho a cara em questão de segundos quando percebo que estou sem par, olho para o lado e encaro uma árvore. Sigo para perto dela, mas a voz de Jungkook me faz parar no meio do caminho.

— O que pensa que está fazendo?

— Sobrou-me apenas a árvore, vou fazer par com ela.

Com meus olhos, analiso Jungkook. Ele está parado, seus braços cruzados e testa franzida me faz perguntar o porquê de sentir os pelos de meu corpo se arrepiarem. O sexólogo tem um sorriso de lado, e ele ajusta os óculos em seu rosto. Posso notar que nesse momento Minwoo não está ao seu lado, algo que também me deixa a questionar. Onde está o garotinho?

Com um suspiro, me aproximo de Jungkook. Frente a frente com ele, olho-o de baixo para cima, parando por último em seus olhos. A iluminação deixa-os a um ponto de faiscarem.

— Não, você fará par comigo. — me preparo para rebater, mas ele parece perceber meu ato, e se agiliza em falar. — E você não irá contra isso, estamos entendidos?

Eu concordo, inclinando levemente minha cabeça. Mas que diabos há comigo? Eu deveria ter negado e batido o pé dizendo que não iria participar de sua brincadeira que, com certeza, só renderia casais se comendo as escondidas.

— Tiveram tempo demais, agora deixem-me explicar o que vai ocorrer. — Jungkook vai para o meio da rodinha que se formou a turma, em segundos todos estão em silêncio. — Com as dicas que eu ensinei a vocês desde o começo das nossas aulas, vocês vão brincar de pique-esconde. Seu parceiro (a) vai se esconder, você vai contar de zero a cinquenta, em seguida, você vai à caça... Literalmente. Quando achá-lo, use todas as dicas que compartilhei com vocês. Promovendo uma pequena brincadeira de deixá-lo excitado, mas não o deixe chegar ao orgasmo. Toque-o da maneira que desejar, ao ponto de deixá-lo louco, ao limite. Em seguida, diga a famosa frase: “está com você”, e corra, se esconda em um outro local. — ele fez uma pausa, certamente para recuperar o fôlego. Aproveitei para dar uma olhada nas pessoas, dei graças aos céus por perceber que eu não era o único a estar besta com essa brincadeira de Jungkook. — É possível que vocês encontrem casais brincando pelos esconderijos, quando estiverem à procura de seu parceiro. Mas não se reprima, sem vergonha. Lembrem-se de não deixar seu parceiro gozar, mas caso ele goze... Você será o vencedor. — Jungkook sorriu de lado, eu pude imaginar centenas de coisas passando por sua cabeça. — Boa sorte a todos, relaxem e... Está valendo.

Fechei meus olhos e quando os abri, as pessoas já haviam sumido. A única dupla que consegui ver correndo foi Jin, mas Namjoon se apoiou em uma árvore e começou a contar, como se fosse realmente uma brincadeira inocente de criança. Olhei para trás e só conseguia ver quem estava contando apoiado na árvore.

Respirei fundo e olhei para frente, Jungkook caminhava até mim, um sorriso pairava em seus lábios.

Maldição.

O que eu faço?

— Não vai se esconder, Park?

Parado a minha frente, Jungkook estralava seus próprios dedos. Eu só sabia piscar, mas consegui engolir em seco, tomando coragem para dizer algo.

— Está com você? — consigo formular algo.

— Sim, está comigo. Eu vou contar até cem, conheço você o suficiente para saber que você precisa de um tempo a mais. Mas, devo deixar claro que, nesse jogo só existe um vencedor, e claramente não será você.

Com seu sarcasmo, me aproximo lentamente, colocando meu dedo em cima de seu peito. Brinco, fazendo um círculo em torno de seu peitoral, Jungkook me olha com seus olhos cerrados.

Não posso mentir, isso está ficando interessante.

— Oh, não. Você não me conhece. Se conhecesse, saberia que eu odeio perder. Felizmente, você tem um competidor forte, Jungkook.

Ele não responde, comemoro em silêncio.

1 para Park Jimin, 0 para Jeon Jungkook.

Me afasto, e aos poucos Jungkook some do meu campo de visão. Meu coração acelera.

Em que lugar posso me esconder?

Eu corro, corro bastante. Consigo encontrar algumas pessoas escondidas em diversos locais, e com isso, quase que uma garota pula em cima de mim, alegando pensar que era seu namorado.

Eu sigo meu caminho, ainda correndo. Paro em frente a uma cerca, provavelmente daria para o campo em que estive ontem, o dos cavalos. Sou capaz de ouvir alguns passos, meu cérebro se foca em correr, pois pode ser Jungkook. Então é isso o que eu faço, corro em volta do campo, sem entrar no mesmo. A uma porta, que julgo ser de um banheiro, mas escolho não entrar por medo de ter alguém dentro.

Esbarro em um balde, e grito internamente quase me cagando de medo. Sinto vontade de fazer xixi, mas logo passa. É um momento de ansiedade e medo, tudo junto e misturado.

Eu quero chorar, mas sigo o que meu cérebro diz; na verdade, ele grita “corra”.

— Ai caralho, que susto!

Esbarro com Jin e ao seu lado um garoto. Sinto que por pouco não fiz xixi nas calças. Porra, merda, cacete. Minha necessidade de xingar vem à tona, quando quase enfarto de susto.

— Bicho, você quase me mata. — Jin desce um tapa em meu braço, o garoto ao seu lado apenas ri da cena.

— Você está falando o quê? Por pouco não faço xixi nas calças. — rebato.

Passo minha mão por meus cabelos, o suor do nervosismo e do medo trabalham juntos, e provavelmente ficarei todo molhado.

— Saia daqui, Namjoon chegará a qualquer momento.

Levanto meus braços em rendição, começando a me afastar. Jin expulsa também o garoto que aparenta ter a mesma idade que a minha. Nós dois caminhamos juntos, conversando pouco. Apenas os lugares que conhecíamos e que poderíamos nos esconder. Sugiro o banheiro pelo qual havia passado, ele agradece e sai correndo. Penso em perguntar seu nome, mas o tempo corre e com ele o garoto já sumiu.

Agradeço pela iluminação e consigo encontrar a porta que me daria acesso ao campo onde ficava os cavalos. Devagar, caminho até a porta. Olho para os lados e para trás, Jungkook já deve estar atrás de mim. A excitação pelo perigo percorre em minhas veias, então sinto vontade de prosseguir.

Com um pouco de dificuldade, passo pela porta que, na verdade nem era porta. Era uma cerca larga e alta, boa o bastante para que alguém pudesse entrar. Assim faço, passo minha cabeça primeiro, agradecendo por alguém ter entortado as pontas agudas que com um descuido, poderiam vir a machucar. Sigo minha linha de raciocínio, e passo o restante de meu corpo.

Porra, está bem frio. O cheiro da grama invade minhas narinas, e isso me agrada, pois gosto do cheiro dela quando está molhada, ainda mais a noite. Não posso evitar de me ver sem saída, consegui entrar no campo. Porém, onde devo me esconder?

Há um celeiro, bem no fim do campo. Talvez os cavalos estejam lá, então me sinto receoso quanto a ir até lá. No entanto, lembro-me de Jungkook dizer que nesse jogo ele é experiente, provavelmente já esteve em várias dessas brincadeiras.

— Certo, mas por agora ele deve estar me procurando nos lugares mais fáceis. — murmuro baixo, levo meu dedo até minha boca, não posso conter minha mania de roer a unha.

Pensa, Jimin. Pensa.

Cadê meu subconsciente a essa hora? Ele certamente saberia onde eu deveria me esconder.

— Certo, certo, certo. Merda, certo, certo.

Rosno, rolo meus olhos com o meu descontrole. Resolvo ir até o celeiro, é minha única saída. Não posso correr o risco de sair, possivelmente encontre Jungkook pelo caminho. Bufo, e sigo pelo cantinho do campo, onde há menos luz. Não dá para ninguém me ver, a menos que essa pessoa tenha visão de raio laser.

Quando em frente ao celeiro, tomo todo o cuidado em abrir a porta. Certificando-me de não fazer barulho, ou de sequer um cavalo sair. Abro um pouco da porta, o suficiente para poder passar. Procuro pela luz, ainda sem entrar. A acho, e sinto medo de ligar. É um cenário de filme de terror, e eu não estou nenhum pouco afim de encontrar alguém morto aí dentro.

Para, Jimin... Para.

Com meus olhos fechados, ligo o interruptor. A claridade chega até meus olhos, embora fechados. Tomo coragem e os abro, suspiro de alivio. Não há nada, não há ninguém.

Certo, a dois cavalos no canto. Eles me olham, e eu quero correr até eles e abraçá-los, beijá-los e... Ok.

Entro e fecho a porta com calma, sem fazer um barulho sequer. Não posso deixar de fazer uma dancinha da vitória, feliz de ter conseguido achar um esconderijo.

— Eu sinto muito por estar acordando vocês, é muita grosseria de minha parte. Mas, há um cara homossexual lá fora, e ele quer me pegar. Não para matar, ele quer me pegar em outros sentidos. E eu realmente não quero ter que dar um coice nele, então... Caso ele me ache, o que eu julgo ser difícil, e se ele fizer algo que aos olhos de vocês parece imoral, constrangedor ou que fira a minha heterossexualidade. Vocês poderiam por favor, dar um coice nele? — dirijo-me aos dois cavalos, esperando por uma resposta. — Não precisa responder agora, sabe... Eu não tenho pressa.

Sorrio, voltando até a porta. Encosto-me na mesma e fico lá por alguns minutos.

•    •    •

Um bom tempo passa, eu me sinto cansado. Posso garantir que mais de trinta minutos se passaram, e nada de Jungkook me encontrar. Eu estive sentado, jogando um jogo qualquer em meu celular, nunca fiquei tão agradecido por ter trago o aparelho. Estava um tédio, e até duas selcas com os cavalos eu tirei.

Eu sabia que não seria fácil para Jungkook me achar, na verdade, eu estava apostando comigo mesmo que ele não me encontraria. Trinta minutos é mais do que o suficiente para comprovar isso. Jungkook não me encontrou, sendo assim... Ele também não teve de me tocar.

Talvez eu tenha me dado bem.

2 para Park Jimin, 0 para Jeon Jungkook.

Cansado de ficar sentado, me levanto e decido sair do celeiro. Certamente a brincadeira não acabou, presumo que posso encontrar vários casais pelo caminho. Felizmente não estou mais participando do jogo, mas isso não significa que eu não tenha ganhado. Eu fiz minha parte, me escondi. Jungkook que não foi inteligente o suficiente para me procurar aqui.

— Tchau Sr. Cavalo e até mais Mrs. Cavalo.

Aceno para o casal de cavalos. Abro a porta do celeiro com cuidado e antes de sair apago a luz, fecho a porta e olho ao redor. Oh, eu não lembrava de toda essa escuridão. Alguém apagou algumas luzes e deixou apenas uma ligada, isso é trágico.

Eu tenho miopia, porra.

Passo as mãos por meus braços, sentindo o frio me bater como uma bateria. Passo também minhas mãos na parte traseira de minha calça, limpando alguma possível sujeira. Fito o caminho que tenho que seguir e respiro fundo. Tomo coragem e começo a caminhar.

Maldito seja Jeon Jungkook! Não poderia ser mais inteligente?

Não que eu quisesse que ele me encontrasse, claro que não. Até porque, não quero que ele me toque, mas isso eu poderia falar quando ele me encontrasse. Porém, ele não foi um jogador nato como jurou ser.

Com certa rapidez, e deixando meus pensamentos de lado, corro até a “porta”, afim de sair com urgência. Mas tenho a surpresa de encontrá-la fechada. Oh... Eu não a fechei, lembro-me perfeitamente disso.

Devo abri-la, ou devo correr para de volta ao celeiro?

Opção (B).

Viro-me para correr e bato de frente com o corpo de alguém, não tenho tempo para pensar. Me viro em direção a cerca e tento correr, seja lá quem for atrás de mim, me impede segurando-me pelos braços. Eu tento gritar, mas uma mão é colocada em minha boca, tampando-a.

Sou arrastado para o celeiro, e só consigo pensar em ser estuprado e em como a pessoa fará para me matar. O desespero é tomado em meu corpo, sinto uma ardência em meus olhos e sei que as lágrimas estão nascendo.

Quando no celeiro, e as luzes apagadas, eu desato a chorar. A pessoa que antes me segurava, agora se move para achar a luz.

— Pode me explicar por que porras você está chorando?

JEON JUNGKOOK!

Cesso meu choro, e Jungkook ainda não havia encontrado a merda do interruptor. Bufo, me movimentando em direção ao interruptor. Ligo a luz e tenho a imagem de Jungkook do outro lado do celeiro.

— Cara, você está maluco?! — explodo. — Como é que você chega por de trás de alguém assim e age como se fosse sequestrá-la? Eu tenho Síndrome do Pânico, isso não se faz.

Acalmo minha respiração, aproveito para secar meus olhos que molharam devido as lágrimas. Olho para Jungkook e ele caminha até mim.

— Foi mal, não sabia.

— Não faça mais isso.

Ele assente, e o silêncio reina. Quando um espaço curto de tempo passa, já sinto-me melhor, como se nada houvesse ocorrido.

— Você me achou, de uma maneira ou outra. Agora é a sua vez de se esconder.

Puxo assunto, pois não quero que fique um clima ruim. Fico até satisfeito por vê-lo sorrir. Jungkook que antes estava sentado do outro lado, veio para perto de mim. Não posso evitar de me encolher, não por medo. Talvez por não saber o que se passa na cabeça dele.

— Sim, eu te achei. Agora, nós vamos brincar um pouquinho.

Não sou capaz de dizer nada, Jungkook estende sua mão para mim. Mesmo receoso, eu a pego. Ele me puxa rápido, e um segundo estou de pé, perto o bastante de seu rosto.

Ele parece me analisar, cada detalhe. Ele agora está sem seus óculos, e minha mão ainda está junto com a sua. Por um instante, percebo toda essa aproximação e me afasto de imediato. Jungkook é tão insistente, ele caminha para perto de mim outra vez. Fez isso porque sabe que eu iria me afastar, e é isso o que eu faço novamente. Agora estou com as costas apoiadas na porta, e Jungkook está a minha frente.

— Você foi esperto, muito esperto... Mas como eu disse antes, só há um vencedor nesse jogo, e ele não é você.

Seu polegar passa em minha bochecha, algo que poderia ser considerado um carinho, se não fosse pela malicia em sua voz. Ou a forma com que estávamos próximos.

— O que pensa que está fazendo?

Indago, e agora a mão de Jungkook está em minha cintura. Ele a aperta, e traz ainda mais meu corpo em direção ao seu. Mantenho minha respiração serena e meu olhar no de Jungkook. Pergunto-me se ele neste momento quer saber o que eu estou pensando.

Eu penso que ele deve se afastar. Não é possível que ele ache que por conta de sua aula passada, eu vou lhe dar total liberdade sobre mim.

— Eu vou te tocar, Jimin. E você vai ficar quietinho e aproveitar. Não tente se segurar como fez ontem, dessa vez eu não vou permitir.

— Eu... Não quero.

Quase sem conseguir dizer algo, trinco meus dentes, começando a respirar de forma rápida. Torço para que Jungkook me obedeça, e se afaste. Mas claramente ele não fará isso.

— Tens a certeza de que não quer? Seu corpo diz o contrário. Você está tão necessitado, um aperto em sua cintura e posso apostar que seu pau está endurecendo. Deixe-me te levar ao limite. — ele diz.

Deus...

Eu não percebo que Jungkook está com o rosto próximo ao meu pescoço, seu nariz chega a encostar em meu módulo. Deixei meus lábios em uma linha reta, aguardando o próximo passo de Jungkook.

— Oh, sua bunda.

 Suas mãos escorregam por minhas costas, em segundos elas se encontram em minha bunda. Jungkook aperta, isso me assusta e eu me impulsiono para frente. Meu quadril se funda com o de Jungkook, e então ele geme em meu ouvido.

Oh, ele gemeu.

— Jungkook... — o empurro, ele se afasta um pouco. O suficiente para me encarar. — Não posso deixar que me toque, eu sou hétero. Já está na hora de aceitar isso.

Ele não desiste. Na verdade, parece que algo nele grita que está pouco se fodendo com o fato de eu ser hétero. E eu me importo com isto? Realmente me importo?

— Eu só quero te dar prazer, Jimin. Olha, eu vou te tocar, o suficiente. Se quiser eu apago a luz para que você não veja, mas por favor... Mantenha-se quieto, e relaxe. Deixe seus instintos falarem alto, ok? Caso você queira verdadeiramente parar, só me diga que eu paro de vez.

Mordo meus lábios, apreensivo. Jungkook olha para minha boca, em seguida, mete a mão no interruptor, apagando a luz. Aquilo me deixa nervoso, mas Jungkook tateia seu celular e liga a lanterna. Ele deixa o aparelho em um lugar próximo a nós, onde a luz só é possível de iluminar nossos rostos.

Mantenho-me imóvel, encurralado por Jungkook. Suas mãos voltam para a minha frente, ele conduz seu rosto para meu pescoço. Penso em dizer algo, mas sou interrompido com selares em meu pescoço. Remexo-me, apertando minha perna. Algo em mim grita para que eu empurre Jungkook e saia correndo, mas resolvo ficar. Jungkook está distribuindo selares por meu pescoço, algumas vezes ele morde. Sua boca sobe e desce, espalhando os beijinhos. Pisco meus olhos repentinamente, e agora Jungkook está com sua boca em meu ouvido.

— Sua pele é tão macia, se importa de eu deixar minha marca?

Antes que eu pudesse dizer algo, Jungkook chupa meu pescoço. Levo minhas mãos para seus ombros, empurrando-o. É em vão, eu posso sentir seus dentes em minha pele... E, oh. Aquilo vai ficar roxo.

— Isso... Isso dói.

Ele para, mas só quando parece satisfeito com o que fez. Encaro-o sério, embora ele esteja pouco se fodendo, e talvez eu também esteja. Suas mãos descem em trilhas pelas minhas costas, e uma outra vez, elas deixam um aperto em minha bunda. Talvez ele tenha uma obsessão por minha bunda, é possível. Eu me impulsiono para frente, uma nova vez. E agora, Jungkook me estoca, fingindo estar me penetrando.

— Seu idiota... Não faça isso.

Em minha tentativa falha de controlar a maneira como meu corpo reagiu ao ato de Jungkook, outra falsa estocada é dada em mim, rolo meus olhos. Jungkook tem seu rosto próximo ao meu, ele desvia seu olhar para minha boca. Com isso, viro meu rosto para o lado. Ele não pode me beijar, não vou deixar.

— Não se atreva. — trinco meus dentes. — Ou eu vou me encarregar de fazê-lo se arrepender por ter nascido.

Sou direto, mas Jungkook não parece se recear com tais palavras ditas por mim. O imbecil está sorrindo, céus... Eu vou matá-lo.

— Não se acanhe, você vai gostar. Tenha em mente que estou apenas te ensinando.

Ele brinca com o cós de minha calça, eu entro em desespero. 

— Não! — exclamo.

Jungkook para. Mas suas mãos agora sobem pelas minhas costas, e descem, como se Jungkook estivesse brincando. Eu engulo em seco, e uma de suas mãos entra por debaixo do pano de minha camisa. Essa mesma mão sobe por minhas costas, os dedos de Jungkook estão gelados, eu reprimo um grunhido de insatisfação, e então Jungkook desce sua mão, mas deixa arranhões. Viro meu rosto em sua direção, reparo em seu olhar vidrado em cada uma de minhas reações.

Eu quero matá-lo.

— Respeite seu hyung, e pare já com isso.

Murmuro baixo, entre os dentes. Jungkook apenas sorri, deixando um beijo no canto de minha boca. Estapeio seu peitoral, belisco, xingo Jungkook. Tentando de alguma maneira me soltar e não demonstrar o calor que subiu em meu corpo. Não posso vacilar e mostrar que gostei de seu ato.

— Hyung, como eu posso parar se seu corpo implora para que eu continue?

Um piscar de olhos, e Jungkook desabotoou minha calça.

Aish, esse maldito pervertido!


Notas Finais


Quem caiu da motoquinha achando que eu colocaria coisitas a mais nesse capitulo? Nana, nina, não.
Eu iria colocar, mas passou de cinco mil palavras e eu estava prestes a arrancar meus cabelos pensando se daria preguiça de ler. Porque eu mesma fico, quando o capitulo passa de 4k.
Sorry por esse capitulo grande.

Jungkook é mais novo do que o Jimin, yeah! Uma leitora questionou a idade dele, e pensei que seria legal ele ser mais novo. A diferença é bem curta, dois meses mais novo do que o hétero de taubaté -q

O PRÓXIMO É CONTINUAÇÃO!
Eu não vou ser má de ignorar esse novo passo de Jikook. VAI TER JIKOOK SE TOCANDO SIM, NÃO, SIM, NÃO. Eu não sei.
Vocês querem eles tocando um no outro, intimamente?
Depende de vocês, lá lá lá.

Eu pego meu bonde dos tarados por Jikook e vazo, mas deixo uma pequena pergunta;

Estão gostando?

Bye bye :)


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