História Sham Monarchy INTERATIVA - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Anarquia, Game Of Thrones, Jogos Vorazes, Monarquia
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Palavras 1.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura, anjos

Capítulo 6 - Capítulo V


Capítulo V: Plan B

 

— Quem ela pensa que é!?

Exclamava Marcel.

 Poucas foram as vezes em que se via Marcel perder o controle e exibir qualquer emoção. Mas, neste momento suas murmurações eram audíveis pelos corredores do primeiro andar do palácio. A desfeita de Charlote seguida por sua ausência no almoço o deixou possesso por ira. 

—Candice! Quero Charlote na minha sala, agora! – Ordenou entrando em sua sala, onde, completuamente plena, estava Charlote. Sentada em sua poltrona e tomando chá. 

—Ela é boa, não é? – Disse irônica. 

— Você vai olhar os números? Com certeza um dos Ministros mais influentes da União, ficará honrado por vossa majestade ter aceitado olhar os números! – Gritou em tom de igual ironia. — QUAL É O SEU PROBLEMA? 

— O atual sistema é tão poroso que flutua. Pensamentos como os de Finck Turbya apenas mantém isto. – Respondeu, surpreendentemente tranquila dada a situação em que estava. 

— Não me lembro de, nenhuma vez, você ter se importado com o negócio de armas! 

— Minha posição se solidificou entre a Grande Guerra e rebeliões. – Ela pôs a xícara sobre a mesa de centro e arrumou sua postura, encarando o assunto com mais seriedade. — Ah, por favor, pai! Qualquer maluco, criminoso, terrorista ou militante pode comprar um rifle numa feira ou de um amigo de clube, sem sequer possuir um documento de verificação. Você acha isso lucrativo? Acha que é segurança para os civis? Dinheiro de contrabando não vai para seu bolso e nem do trabalhador morto à tiros no subúrbio. 

— Por Deus, Charlote! Você abomina a interferência estatal de forma frívola! Nem se importa com civis. 

— Eu não chamaria a regulação de armas como frívola. – Contrapôs irritada. — A violência... 


— Wallory! Você representa Wallory, Charlote. – Interrompeu. Havia um tom condescendente em sua voz que não a agradou. 

— Para garantir que tenhamos comida para os Condados por preço acessível. - Justificou-se. — E qual o problema? Iremos garantir Wilwernt com isso. 

— É uma promessa ou uma ameaça? – Questionou sério, voz sombria e olhos fumegantes, Charlote finalmente percebera que havia conseguido irritá-lo. — Posso imaginar o Ministro sendo cozido no caldeirão com militantes ao redor. 

— Drama! – Revirou os olhos, e então recebeu o olhar reprovador do pai. 

Um minuto de silêncio se fez, até que Marcel se aproximou da filha, tão ameaçador quanto poderia ser. 

— Volte para seu trabalho na Ministração. – Não parecia um pedido. — Suas intervenções pitorescas são a causa de desaforos dos quais esta família pode se privar. 

— Eu trabalho em causas nas quais eu acredito. – Respondeu convicta. No entanto, relaxada em sua poltrona. — É como durmo a noite. 

Marcel tripudiou com escárnio. 

— Você não dorme. Fica acordada. Obcecada em ganhar; independente da causa. – Seus olhos eram famintos e  raivosos, como um leão em ataque. — Sabemos que estas pílulas que toma não são do tipo que embalsa o sono. 

Charlote pestanejou, surpresa e falsamente ofendida. Mas não se importou a princípio, ela sempre teve o cuidado de esconder seus vícios, seja os psico-estimulantes ou suas tendências libertinas. No entanto, Charlote sabia que ele usaria isto contra ela sempre que pudesse. 

— O único motivo por ainda estar aqui, é que suas brincadeiras arrogantes causam estardalhaços o suficiente para nos garantir aliados fortes. – Ele pegou o rosto de Charlote entre as mãos, acariciando suas bochechas. Agora ela estava com medo, podia ver a raiva nos olhos do pai, acobertada por gestos carinhosos. Mas ele era controlado, de forma que sua expressão mostrava sua raiva, o suficiente para a apavorar. Charlote já o vira sem controle, e é algo que ela jamais gostaria de ver novamente.— Ou seja, se você resolver não se dedicar a causa, sua presença não me tem utilidade alguma. 

Um arrepio lhe percorreu a espinha e um enjoo lhe tomou conta do corpo de Charlote. Era claramente um ameaça. Marcel não nutria pela garota nenhum sentimento paternal, era como se ela fosse um subordinado qualquer. 

Ela afastou as mãos do pai de sua face e o encarou com demasiada indiferença e repúdio. 

— Você está certo. – Disse com igual tom de ameaça. — Eu sou obcecada por vencer. É por isso que sempre venço. 

— Não desta vez. – Contrapôs. — Só precisaremos de você no âmbito das relações sociais, para comunicar ao povo as notícias. A proposta já foi aceita pelo Parlamento. 

Uma perfeita expressão de surpresa passou pelo rosto de Charlote, a qual a mesma conseguiu esconder rapidamente. Um silêncio se instalou e Marcel voltou para seu trono atrás da mesa de magno, onde ele costumava pensar ter tudo e todos sobre controle. Charlote, em silêncio, pensava em como contornar a situação. 

— Eu não me importo com essa sua nova versão de protetora dos desafortunados, Charlote. Você pode ser obcecada em ganhar e ter esta constante e irritante mania de me contrariar, mas desta vez você perdeu. Aceite. 

Ele voltou a atenção para o computador em sua mesa, deixando no ar o silêncio, indicando para a filha que o assunto estava encerrado. Mas Charlote não saiu do lugar, permanecia sentada o encarando. Marcel era seu pai, mas ela o odiava. Não pelo o que ele já a fizera, mas por saber que ela é exatamente como ele. Joseph havia puxado a mãe: emotivo, mas sagaz. Ele possuía os traços marcantes dos Cunningham. Já Charlote, era inegávelmente uma Normandia, desde a personalidade até aparência. E isso não era bem um elogio. 

— Você está certo. - Levantou-se, com uma postura inabalável. — Eu sou obcecada em ganhar... É o que eu vou fazer. 

Ela seguiu pacientemente até a porta, mas Marcel a chamou de volta. Sua expressão estava mais branda e a encarava com igualdade. Não esboçou nenhum sorriso, mas algo semelhante a orgulho surgiu em seu olhar frio como gelo. 

— Competência é uma qualidade rara nesta floresta. – Disse, sincero. — E eu sempre admiro quando vejo. 

Ele sabia. Sabia que Charlote não desistiria. Era tudo um jogo afinal de contas, e este jogo ela jogava muito bem. Não era sobre o que devia ser feito ou no que poderia acontecer, e sim no que ela faria acontecer. Talvez ele não visse na guerra declarada a solução, e muito menos no armamento de civis, mas apoiou para testar até onde Charlote iria para realizar seus desejos. E a verdade, é que ela iria longe se assim quisesse. 

A porta fechou atrás de si, e no corredor, esperava Candice. 

— Fez o que eu mandei? – Questionou Charlote, indo em direção ao escritório superior, onde tomara por seu escritório pessoal. 

— Sim, ela está a caminho. – Respondeu, mas havia algo em seu tom que denunciava receio. 

— O que houve? – Questionou subindo as escadas em direção ao segundo andar, enquanto procurava os cigarros em sua bolsa. 

— Affleck Turbya está noivo de Hannah Galadriel. – Os cigarros caíram de sua mão. Charlote engoliu seco e encarou a notícia incrédula. — Pelo que parece era uma aliança secreta. 

— Rickard Galadriel é suspeito de apoiar causas militantes. A Casa Turbya são abertamente contra... Maldito velho estrategista! – Praguejou. Charlote estava irada. Odiava ser pega de surpresa e odiava ainda mais perder o controle. — E Elena? 

— Está na Academia com Sebastian. – Respondeu. Isso causou um certo desconforto na morena de olhos tempestuosos. — Estou certa que ela não sabe de nada. Ninguém sabe ainda. 

Eles foram espertos, realmente. Claro, nenhum idiota acreditaria no bondoso e justo pensamento de liberar armas para proteção. Os Turbyas poderiam estar apoiando o ideal militante dos Galadriel desde o começo, enquanto usava de falsidade e encobria sua verdade fingindo amizade à outras Casas. Ao ter guerra declarada resolveu solidificar sua posição, e sua posição era boa. 

— Não importa. – Disse ao avaliar os fatos. — Temos Cunningham, Wallory e teremos Wilwernt... E ao menos publicamente, temos Sebastian. 

Confiante, Charlote fora em direção à varanda que havia no hall do salão de cima. E encarou o carro que estacionava. Ela tentou controlar o sorriso, mas a saudade gritava em seu peito. E assim que uma mediana figura saiu do carro, um sorriso largo apareceu em seu rosto. E ela soube que não estava mais sozinha. 

Alguns minutos se passaram até o barulho de salto ecoar pelas escadaria, e uma silhueta definida aparecer na entrada do hall. Seus olhos intensos e castanhos avaliavam Charlote de cima em baixo. 

— Além de vadia, - Começou. — você é uma interesseira, Charlote Normandia. 

— Também senti saudades suas, Zara Cunningham. 

Ambas sorriram.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Críticas são tão bem vindas quanto elogios.
Deixem sei feedback, é muito importante.


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