História Simplesmente Acontece - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Drama, Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 8
Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com mais um capitulinho aqui pra vocês, aproveitem!!!!

Capítulo 2 - A Festa


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Acontece - Capítulo 2 - A Festa

NOVA YORK, 2012. Há dois anos atrás.

- Olha só como os meus peitos cresceram de um tempo pra cá! - Era a terceira vez que Ino repetia isso enquanto apreciava seu corpo no espelho, o que fazia-me acreditar que academia não era algo tão ruim assim quando se vê o resultado depois de alguns meses. - Precisamos arrasar nessa festa, a fantasia tem de ser um máximo, as pessoas esperam muito de nós, somos a inspiração de todos da escola. 

Éramos o que chamavam de "Abelinhas", obviamente tínhamos nascido com a sorte de ter seios lindos e uma pele incrível, mas ser as garotas populares da escola era muito mais do que isso. Facilmente enxergávamos como as pessoas admiravam nossas personalidades, que apesar de distintas, funcionavam. Ino, Hinata e eu fazíamos um belo time, porém sempre fomos diferentes. 

- Não acha que isso está muito provocante? - Hinata estava vestida de abelha, todas nós estávamos, mas de jeitos diferentes. Ela usava um body amarelo e meias listradas gigantes, estava extremamente sexy, e infelizmente, ela não gostava nada disso. - Pela primeira vez os garotos do colégio irão ver a minha bunda, e nem precisarão tirar minha roupa pra isso. 

A personalidade de Hinata era tomada pela timidez. Seus pais a criaram de forma diferente, ela nasceu e morou em Tokyo por quinze anos, até que decidiu deliciar-se por conta própria em Nova York, nos conhecemos na escola, quando ela divertidamente me contava sobre as experiências de dividir um apê com a sua tia rica. Os pais de Hinata eram rígidos, não lhe davam muitas escolhas além de cursar medicina e ser um exemplo familiar, e ela, como uma garota forte, conseguiu aguentar por um tempo, mas cansou. Nos tornamos belas amigas. Seus cabelos azulados começaram a fazer sucesso, e de repente, todos comentavam sobre nós, nem todos os comentários eram bons, mas ainda falavam, escreviam, comunicava, sobre como éramos diferentes.

- Você falou bunda? Uau, parece que alguém está se acostumando somente agora com o palavreado de Nova York! Qual é Hinata, tem que agradecer a Deus por esse corpo que ele lhe deu e pedir desculpas por não dar valor, olha só pra mim, eu estou radiante. - Ino gargalhou e girou sob o carpete ao som de Paramore. 

Ino era diferente. Nos conhecemos no banheiro, quando ela ainda tinha dificuldades em aceitar seu distúrbio alimentar. Eu a ouvi vomitar demasiadas vezes, quando finalmente decidi tomar uma atitude. Foi difícil fazer com que ela confiasse em mim a ponto de contar seus problemas, mas quando finalmente conversamos sobre a vida, creio que foi uma das conversas mais intensas do meu ensino médio. Seu pai era alcoólatra, ela sempre dizia que ele tinha um bom coração, sua mão não teria casado com ele se não tivesse um bom coração, mas as coisas mudavam quando ele bebia, e de repente ele se tornava outra pessoa, quando finalmente as abandonou, a mãe de Ino começou a ter compulsão por compras e a sempre deixava sozinha em seu casarão. Ino sempre teve tudo, mas ao mesmo tempo, nada. Hinata e eu fizemos tudo o que podíamos, frequentamos grupos de apoio, reabilitação, e quando atingiu a maioridade Ino finalmente decidiu ser independente, acabou abandonando a casa dos pais e alugando um apartamento. 

- Olha só, eu não sei vocês, mas acho que com esse modelito, eu consigo atrair qualquer um nessa festa! - Gargalhei enquanto desfilava em meio as garotas. 

Essa sou eu. Nascida e criada em Nova York, ensinada por pais adotivos que sempre me deram carinho e atenção o suficiente para que eu nunca me rebelassem. Apesar disso eu tinha extremas dúvidas sobre o porque de algumas coisas terem acontecido, mas na maioria do tempo não pensava muito sobre isso. Eu morava sozinha em uma apartamento simples no Brooklyn, odiava ter que depender dos meus pais, mas mesmo assim eles me visitavam e me presenteavam com uma boa quantia em dinheiro. 

As pessoas ao nosso redor sempre nos via como as garotas mais bonitas, que tinham uma vida social instigante, e que sabiam como viver, mas ninguém percebia nossos problemas internos, e de como batalhávamos para que isso não nos afetasse. Talvez seja por isso que formávamos uma equipe, tinhamos problemas, e nos ajudávamos para que todos eles se resolvessem. 

- Bom, eu estou pronta! Precisamos de um táxi. - Ino pegou seu celular que estava em cima da cama, e digitou por alguns meninos. - Vamos descer, ele chega em segundos! 

Batemos um papo no elevador e esperamos alguns minutos o táxi chegar até a portaria. Alguns meninos passaram em uma limusine e gritaram bobagens para nós, mas logo entramos no carro sem responder. 

- Como eu odeio esses babacas! - Bufei. - Oi, o primeiro salão da quinta avenida. - Falei ao motorista.

- Sim senhora!

Não éramos o tipo que saiamos muito, na verdade costumávamos ser "populares" totalmente diferentes destas vistas nos filmes. Nosso programa preferido no fim de semana era ouvir música e gargalhar em um quarto apertado, geralmente fazíamos isso na minha casa. Elas sempre disseram que era o lugar mais aconchegante para ficar com as amigas, e era realmente isso que eu procurava, quando decidi sair da casa dos meus pais, decidi que não queria luxo, nem mordomos, apenas um lugar de paz, e quando encontrei meu apartamento, eu soube que era aquilo que eu precisava. Nós costumávamos falar sobre os garotos do colégio, sobre o quanto eram idiotas, mas de um jeito completamente apaixonante. Ino havia se envolvido com Gaara há um tempo, não passou de alguns beijos mas foi o suficiente para ela ficar apaixonada, obviamente ela não admitia, mas era nítido em seus olhos, Gaara era o tipo de cara por quem as garotas odiavam se apaixonar, mas acredito que seu envolvimento com Ino foi bem mais do que uma aventura. 

- O Gaara vai estar na festa? 

- Eu não sei! Você sabe que não falo mais com ele Sakura! Na verdade, deletei ele totalmente de qualquer laço amoroso, eu e o Gaara definitivamente não somos um casal, e nem iremos ser. - Ela retocou a maquiagem enquanto olhava no espelho. - O Naruto vai estar lá Hinata, acho que esse festa é sua oportunidade de finalmente falar com ele, e você sabe... Beijar ele, fazer todas as coisas com ele. 

- Isso nunca irá acontecer. - Ela disse sem balbuciar. - Naruto é totalmente diferente do homem que eu espero ter nos próximos anos! Ele é metido, chato, petulante! E eu, o odeio.

- Vocês e essa mania de destilar ódio nos homens.

- E você Sakura? Eu soube que o Sasuke voltou da Inglaterra, vocês deveriam voltar a sei lá... Voltar ao que eram antes, seja lá o que for.

- Não éramos nada! Sem contar em todos os bolos que ele me deu desde o jardim de infância, Sasuke não é o ideal, ele é gato... Mas não é ideal, apesar disso, eu nem posso dizer que o conheço, os momentos que realmente tivemos uma conversa dá pra contar nos dedos.

- Acho que estamos falidas quanto a vida amorosa... - Ino bufou. - Pisa fundo motorista, não podemos chegar atrasada! - Ela gritou ao ver o motorista nos olhando pelo retrovisor. Até que o carro parou. 

- O que aconteceu? - Perguntei. 

- Ah... Eu acho que o carro morreu.

- O QUE? - Gritamos em coro. 

- Eu não tenho culpa, acho que vai demorar um tempo para eu conseguir consertar.

- E ACABAR COM A MINHA VIDA SOCIAL? - Ino gritou. - Andem, vamos, eu preciso chegar nessa festa antes que sobrem apenas destilados. Toma essa droga de dinheiro. - Ino jogou o dinheiro pela janela quando terminou de sair do carro entre xingamentos. 

Ficamos paradas por um cinco minutos, até que vemos que só andando iria resolver o nosso problema, a festa era a duas quadras dali e estávamos literalmente vestidas de abelhas sexys. Os mendigos nos olhavam com uma cara estranha mas desejosa, Hinata pegava em meu braço bem forte. 

- Meu celular está com a bateria fraca, os saltos estão acabando com os meus pés, e esse vento irá detonar o meu cabelo. - Ino resmungou. 

- Eu amo o ar livre! Por mim ficaríamos aqui, ao invés de ir para aquela festa idiota, podíamos comprar cervejas e passear. - Falei.

- Esse é seu novo modo de dizer que está morrendo de medo de ver o Sasuke. - Hinata riu enquanto andávamos. 

- O que vocês estão pensando? Eu nem mesmo lembro como ele é.

Ino e Hinata se olharam e gargalharam logo depois. Suas risadas eram tão altas que ecoavam na rua escura. 

Chegamos na festa depois de uns vinte minutos andando, tentando nos esconder dos olhares estranhos das pessoas. Sim, era algo estranho, mas as pessoas deveriam pelo menos disfarçar um pouco. 

- Por favor, preciso de nomes! - Um segurança grande como um armário nos barrou na entrada.

- Oi Klyde!

- Ah, Sakura, eu não vi que era você, por favor, entre! - Ele tentou abrir um sorriso mas sua postura séria não deixou que ficasse agradável. 

- Conhece ele? - Ino perguntou enquanto entrávamos.

- É, ele foi segurança de algumas festas da minha mãe... Ele sabe que temos nome. 

- Legal, bom, eu vou até o banheiro, preciso retomar a minha maquiagem, quer ir comigo Hinata? Sua make está um pouco borrada, isso não é nada apresentável. 

- Ah, tudo bem. 

- Eu vou pegar uma bebida no bar.

A música que tocava era ensurdecedora, e várias pessoas fantasiadas dançavam em meio a todo o salão.

- Oi Sakura! - Duas loiras fantasiadas de coelhinhas me abordaram.

- Oi... - Falei tentando lembrar seus nomes.

- Tina e Tisha, quando soubemos que viria colocamos qualquer coisa do nosso guarda-roupa, se existem pessoas que sabem fazer um festa, são as abelhinhas. - Elas gargalhavam.

- Ah... Não, nós já passamos dessa fase meio sombria. - Fiquei pensativa. - Eu preciso ir. - Fui correndo até o bar antes que elas jogassem mais indiretas sobre festas. Eu adorava quando pessoas simplesmente vinham falar comigo, mas sempre gostei de pessoas que despertavam o meu interesse na hora de conversar. 

- Oi, eu quero um Martini. - Sorri, ao ver o garçom acenar com a cabeça. 

- Eu também vou querer um. - Meu corpo estremeceu quando senti um ar quente em meu pescoço. Não era como qualquer outra voz que me abordava, dessa voz, eu sabia exatamente o nome. 

- Oi Sakura. - Ele disse cautelosamente.

Sasuke. 


Notas Finais


E aí gostaram? Contem para mim nos comentários, até a próxima!!!!!!


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