História Singular e não recíproco. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, V
Tags Bottom!jimin, Hoseok, Jeon, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!top, Kim, Kookmin, Park, Taehyung, Top!jungkook, Vhope
Visualizações 442
Palavras 10.680
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, eu espero que vocês gostem desse bebê aoahsje
Deveriam apreciar esse Lemon ao som de Sweet lies, sério mesmo

Capítulo 1 - Vai ter que ser você, Jeon.


— Como vocês perderam a virgindade? — Jimin perguntou aquilo e me fez engasgar com o cookie de chocolate com gotas que eu estava comendo.


Taehyung começou a rir e eu tentei virar meu rosto para trás, para olhar o menor que estava deitado na cama.


— Hyung, que tipo de pergunta é essa? — Eu disse, xingando baixinho e percebendo que o Tae tinha acabado de me matar.


Estávamos os dois no chão, jogando Overwatch e Jimin estava deitado na cama, lendo um mangá, hora ou outra tirando alguma foto no Snow.


— Uma pergunta. A sério, como foi a primeira vez de vocês, assim... — Ele perguntou e começou a gesticular, dava para ver porque a sombra aparecia na tela da televisão. Taehyung desatou a rir novamente.


— O que você quer saber exatamente, Jiminnie? — Tae perguntou e eu matei ele com um Headshot, o que fez com que ele chutasse o meu pé.


— É que tem um garoto... Um garoto ao qual eu estou interessado mas... Mas eu sou virgem. — Esperamos que ele dissesse mais alguma coisa e fez-se apenas silêncio em meu quarto onde estávamos.


— E então? — Perguntei.


— E então o quê?


— E então, qual o problema de você ser virgem? O que você estar interessado no garoto tem a ver com o fato de você ser virgem? — Perguntei, pegando um cookie mais uma vez e levando a boca.


— AH! Ele é dois anos mais velho do que eu sabe, com certeza não é mais virgem, eu tenho medo de que, se resultar em algo eu simplesmente... Estrague tudo. — Ele disse e se sentou na cama, encostando as costas na parede e fazendo perna de índio, balançando as duas como ele geralmente fazia quando estava se exercitando para dançar.


— O que tem para estragar? Chim, você só vai precisar... — O Taehyung começou e eu desatei a rir, dando pause no jogo sem querer.

 

— Eu sei o que eu preciso fazer, Kim Taehyung! — Ele gritou, jogando o travesseiro na cabeça do mais velho. Viramos os dois para ele porque ele parecia precisar conversar ou querer um pouquinho de nossa atenção.


— Eu não sei por que você está tão preocupado com isso de ser virgem, hyung. — Eu disse e Jimin aproximou seu rosto do meu tão rapidamente e de uma forma tão espontânea que eu podia sentir o cheiro de baunilha e frutas de seu perfume.


— Você é virgem, Jeon Jungkook? — Eu ri. Aquilo era vergonhoso, falando assim em voz alta.


Balancei a cabeça negativamente.


— Por isso você não entende a minha preocupação. — Ele disse e se afastou, encostando as costas na parede novamente e levando as mãos aos cabelos, puxando e bagunçando eles rapidamente. Troquei olhares com Taehyung e ambos rimos baixinho.


— Então... — Ele começou a falar quando eu e Tae demos play novamente. — Dizem que é mais confortável quando você perde a virgindade com o seu melhor amigo.


Foi a vez de Tae de tossir freneticamente, me aproveitei para dar-lhe um headshot novamente, antes de digerir o que estava sendo discutido naquele momento.


— Desculpe? — Ele perguntou, olhando para Jimin.


— É, dizem que quando você perde a virgindade com seu melhor amigo, você se sente mais confiante com qualquer coisa, com outras pessoas e tudo o mais. Isso até faz sentido, pensem bem, se eu fizesse besteira com um de vocês, nós só íamos rir e pronto, eu não ia me sentir um inútil com uma bunda enorme e um rosto angelical. — Ele disse aquilo e eu comecei a rir. Era engraçado, tirando a parte do inútil, o resto era exatamente como ele era.


— O que você supõe que façamos? Que façamos uma filinha e os dois te levem para cama? — Taeyung perguntou e meu riso morreu na garganta. Quer dizer, eles estavam mesmo cogitando a possibilidade de nós fazermos aquilo com o Jimin?


— Como se perde a virgindade duas vezes, Kim Taehyung? E outra coisa, você nunca trairia o Hoseok, pois não?


— Nunca na vida. — Tae disse afirmativamente, virando de frente e pegando seu controle, chutando meu pé de novo por ter percebido o headshot. Engoli em seco, e nem tinha sido pelo chute.


— Então, vai ter de ser você, Jeon. — Jimin passou seus braços ao redor do meu pescoço e deu-me um beijo calmo e que começava a ficar molhado no pescoço. Meu coração começou a disparar de imediato e eu mordi meu lábio inferior com força, para que nada além daquilo acontecesse a mim mediante aquela situação.


— Wow, wow, wow! Isso vai ser agora? Se for agora, vocês me avisam e eu saio. — Tae disse, dando pause no jogo e se levantando. Jimin Soltou meu pescoço e começou a rir, empurrando o mais velho para o chão.

— Senta aí. — Falou e se jogou no meu pescoço novamente, deixando sua cabeça apoiada em meu ombro, como se já estivesse tudo combinado e eu não tivesse palavra alguma a dizer contra.


Eu quis mesmo comentar algo como “Sobre o que você está falando hyung?” ou “Claro que não! Me recuso a te levar para cama Park Jimin” mas, como eu seria capaz de dizer àquilo? Em que dia ou mundo eu seria capaz de perder o privilégio de admirar Jimin naquele ângulo? Ou em qualquer ângulo, eu pouco me importava com aquilo, o evento de poder ter ele em meus braços já era dos mais espetaculares e dignos de me fazer frenético e animado com a existência.


A verdade era que eu era apaixonado por Park Jimin. Eu era mesmo, desde o fatídico dia em que eu derrubei um copo de suco em sua roupa no meio do refeitório, isso porque eu sempre fui tímido o suficiente para ser um completo desastre perto de pessoas que eu não conhecia. Eu era um desastre falando, um desastre agindo... Um desastre. Achei que fosse o fim da minha vida social, a que eu nem tinha e ainda não tinha interessem em construir mas, ele apenas sorriu para mim, daquela forma doce e meiga que fazia seus olhos sumirem, deixavam marcas sutis em seu belo rosto e enchia meu coração de calor. Ele sorriu daquele jeito que, agora, apenas agora, que eu tinha suas mãos ao redor de meu pescoço e uma confirmação pairando no ar sobre a sorte que eu ia ter em poder tê-lo, eu sentia que queria ver e fazer aparecer, para o resto da vida.


Contive um sorriso imenso que quis se alojar em meu rosto, apenas dando um morto de canto, que não retratavam nem um por cento da minha felicidade em poder ter as mãos de Park sobre mim.


Eu sabia que aquilo nunca iria resultar. Eu não tinha certeza sobre isso apenas pelo fato de ele ter acabado de ter dito que estava interessado em alguém, para o inferno com aquele garoto! Eu tenho certeza que ele não conhecia Jimin metade do que conhecia, não conhecia suas manias nem admirava seu rosto como eu. Podia jurar que ele era só mais um garoto durão, que se fazia de marrento e desentendido que ganhava o coração de Jimin fácil fácil.


O problema do hyung sempre foi esse lado masoquista dele, ao qual ele achava que qualquer garoto que usava uma jaqueta de couro, daria para ele a melhor noite de sua vida, que ele não teria com mais ninguém.

Até eu, com uma jaqueta de couro, poderia dar a ele a melhor noite de sua vida, se eu quisesse.


Quando pensei sobre aquilo, me caiu a ficha novamente que, eu realmente ia fazer aquilo, quer dizer, eu iria mesmo para cama com ele. Se eu tivesse dito isso para mim mesmo uns meses atrás, quando eu estava perdidamente apaixonado, riria de mim mesmo e diria que estava delirando mas, o amor é como um café parado numa caneca de porcelana: O pó decanta, mas o gosto continua forte e amargo.


Era uma analogia ridícula, mas eu costumava andar muito com o Seokjin hyung, o que eu poderia fazer acerca daqueles modos horríveis que ele tinha de fazer comédia? Horríveis mesmo, fora de brincadeira.



Depois de mais algum tempo e mais algumas mortes, os dois foram embora juntos, visto que moravam na mesma rua e que era apenas duas quadras abaixo da minha, dei uma desculpa qualquer, falando que estava com sono e que por isso não levaria eles a porta. Mentira, eu apenas queria pensar um pouco antes de pegar no sono de verdade.

O que eu deveria fazer se aquilo fosse verdade?

Quer dizer, eu ainda estava cogitando o Jimin pular em minha frente e gritar “Surpresa! Oi Jeon babaca, era brincadeira, você nunca vai tocar nessa minha bundinha cheia e redonda”. Aquilo era verdade, dia de Sexta era aula de educação física do terceiro ano e, eu matava aula as vezes só para poder apreciar os movimentos de Park Jimin usando aquele short de laicra da atividade física. Tinham momentos em que ele se abaixava para pegar a bola e em seguida, minha mente só conseguia pensar “Ops, que enterrada!”


Foco, Jeon Jungkook.


Fiquei me perguntando o que eu deveria fazer, não apenas por ser a primeira vez dele, aquela não era unicamente a questão, era também porque... Droga, aquilo não vai significar para ele metade do que significará para mim. Soa melancólico e nada atrativo mas, a pior parte é saber que eu, provavelmente vou tratar ele como se ele fosse de vidro, ele vai perceber, e eu vou estragar tudo. Droga.


— Aish! — Exclamei alto, quase gritando, levando o travesseiro ao rosto e batendo nele inúmeras vezes com o objeto.



Fechei meus olhos depois de um tempo, tentando recobrar minha sanidade e pôr meus pensamentos em ordem, quer dizer, eu não podia surtar daquele jeito, primeiro porque já tínhamos o fato: Eu e o Jimin iríamos para cama, e tinha o segundo fato: Não sou capaz de falar isso em voz alta, é doloroso demais, até para mim.


Sonhei com um campo coberto por flores amarelas, o sol brilhava tanto quanto, quando eu e o Taehyung estávamos sentados na mesa do refeitório, e Jimin vinha daquele jeito, andando calmo e de repente dava alguns pulinhos, uns saltos ou algo assim, o que me tirava um sorriso bobo e fazia com que meu dia inteiro se iluminasse. O sol estava brilhando em meu sonho, mas não brilhava nem metade do que ele brilhava, para mim.


No sonho, eu carregava Jimin em meus braços, ele era muito leve, o que não deixava de ser verdade, girava ele no ar e dizia o quão importante para mim ele era e, quando ele começava a sorrir, eu ficava tonto e caíamos, no meio das flores, meu corpo gelado sob o dele quente, aquecia minha existência e, a cada novo momento em que nossos olhos se cruzavam, eu descobria uma nova forma de me apaixonar por ele.


Acordei pensando que era um sonho, fiquei triste por saber que era mesmo e tive de piscar ene vezes para o teto estrelado para admitir que eu era um palerma. Eu havia acordado pois, de súbito, meu celular estava vibrando freneticamente debaixo de meu travesseiro, fiquei imaginando que o Tae queria alguma coisa mas, pela hora que parecia ser, ele deveria estar assistindo um filme qualquer com Hoseok no sofá, fingindo que ele não estava louco para o Hoseok mostrar logo que não estava nem um pouco interessado no filme, e eles começarem a se beijar.


Aqueles dois não paravam nunca, pareciam uma máquina. Mas se eu tivesse Park Jimin no meu sofá, provavelmente faria o mesmo.


O que eu estou pensando?


Eu não era um pervertido. Talvez um pouco mas, em relação ao Jimin, não era como se eu só quisesse que ele dormisse comigo. Na verdade, eu queria dormir com ele sim, no sentido literal da coisa, eu queria dormir ao lado dele e acordar pela manhã com seus cabelos loiros espalhados pelo meu peito, seu sorriso escondendo aqueles olhinhos pequenos, já quase sumidos pela aparência natural do pós sono. Eu queria a oportunidade de ter Jimin em meus braços como se ele fosse meu, e não como se eu desejasse seu corpo acima de tudo.


O corpo dele vinha como brinde.


Eu odiava aqueles momentos em que eu não estava com a mente ocupada e começava a pensar coisas como aquelas, primeiro por saber que eram coisas que provavelmente nunca seriam capazes de se tornar realidade, e segundo porque eu ficava sorrindo daquele jeito idiota, como se eu tivesse cinco anos e um mágico tivesse acabado de tirar um coelho da cartola.


Nesse caso, eu era o coelho, e a mágica era o que ele fazia ao meu coração.


[Mochi 18:30] Nochu, vamos ao cinema?

[Mochi 18:31] Nós poderíamos fazer uma simulação de encontro, o que você acha?

[Mochi 18:31] Eu nunca tive um encontro, não sei como funciona. Estou com medo de estragar tudo.

[Mochi 18:32] Me ajude :(

[Mochi 18:35] Leve a sua câmera. Podemos gravar o nosso primeiro encontro <333


Toda a preguiça de a pouco desapareceu, eu me sentia disposto, eu sentia que poderia correr uma maratona, descobrir um planeta novo ou desafiar o Taehyung para ganhar ele em todos os jogos que nós dois competíamos tanto para sermos melhores do que o outro. Eu me sentia aquecido, mesmo que aquele “primeiro encontro” não fosse nada, fosse apenas coisa da minha cabeça eu só... Queria ter a chance de poder apreciar Park Jimin, como ele realmente era.


Nochu: Você paga?

Nochu: kekeke

[Enviado às 18:37]


Nochu: É brincadeira

Nochu: Hyung, coloca uma roupa bonita porque eu sou um ótimo diretor, não quero que você estrague minhas filmagens.

[Enviado às 18:37]


[Mochi 18:37] Você quer apanhar?



Ele disse aquilo e eu comecei a rir. Era sempre engraçado quando ele me ameaçava ou fazia qualquer coisa, o que acontecia com muita frequência, uma vez que eu vivia para encher o seu saco. Aquilo era, na verdade uma desculpa para não ficar longe dele.



Me levantei e comecei a procurar o que vestir. Comecei a procurar alguma coisa que combinasse com ele, quer dizer, que me fizesse parecer bom o suficiente para estar ao lado dele. Porque convenhamos Park Jimin era um espetáculo, ele dizia que sem maquiagem ele ficava horrendo, que tinha dias em que ele acordava um bagaço mas, para mim, sua existência era um caso à parte, algum tipo de milagre, ele estava sempre bonito, não importava de qual ângulo.


Aquelas mãos pequenas a arrumarem os cabelos para trás o tempo inteiro, as roupas que, apertadas ou folgadas, sempre deixavam o seu corpo pequeno e esguio, ainda mais atrativo e impossível de não ser olhado. Tudo, excepcionalmente tudo nele era bonito, eu só queria usar qualquer coisa que fizesse as pessoas olharem e pensarem “Belo casal!”. Mesmo que não fôssemos um casal. Eu podia simplesmente sonhar.


Terminei colocando um moletom longo e verde musgo, com uma calça preta e um sapato da mesma cor, eu particularmente tinha uma atração por sapatos de cano alto e capuz, eles faziam quase parte de mim, provavelmente dava para me reconhecer em qualquer lugar do mundo, por causa deles.


Chequei se minha câmera estava carregada, e ela estava, levei bateria extra para caso não desse tempo de gravar tudo, de alguma forma, eu queria que aquele dia fosse memorável, apesar de eu sentir que aquilo era como estar na Room, esperando sua vez para jogar, mesmo sabendo que você tem que ir para a escola em menos de uma hora. Era sempre a esperança de poder jogar uma partida antes de dar tudo errado. Esperança.


Acabei esquecendo de avisar a ele que eu estava saindo e de marcar onde íamos nos encontrar, quando eu olhei o relógio e percebi que já eram 19:45. Não tinha sequer certeza se o shopping ainda estava funcionando, quer dizer, deveria estar, mas não ia ter muito tempo para aproveitar. A quem eu estava tentando enganar? Como se eu estivesse interessado em olhar ao redor, eu só queria filmar cada segundo do momento em que eu, verdadeiramente fui parte da vida dele.




Parei na entrada do shopping e olhei ao redor, procurando ver se ele estava lá em algum lugar, mas ainda não tinha chegado. Virei de costas para a rua e puxei minha câmera de dentro da minha bolsa, ela estava atravessada pelo meu corpo e a câmera estava dentro da bolsa especial. Liguei e comecei a olhar as últimas fotos que eu tinha tirado, sorri para a maioria delas, tinham sido tiradas pelo Tae no dia do meu aniversário, em que fizemos uma comemoração em casa, só nós três. Tinham diversas fotos de nós três fazendo palhaçadas inúteis e aquela foto incrível, do Jimin sorrindo com o rosto sujo de bolo.


Ah, ele era tão lindo que eu mal conseguia respir...


Duas mãos pequenas e gordinhas me surpreenderam, me abraçando por trás e apertando minha cintura, daquele jeito confortável de sempre que fazia eu me sentir em casa. Eu não precisaria nem me virar para conhecer quem era, só pela forma terna de me tocar.


Jimin tinha todo aquele jeito carinhoso comigo, jeito de irmão mais velho protetor, tinha medo que, por eu ser tímido, acabasse por me sentir solitário mas, era justamente por causa da timidez que eu era tão ingênuo, ingênuo o suficiente para confundir amor de irmão com amor amor. Enquanto ele acariciava minha cabeça porque queria cuidar de mim, eu o abraçava porque queria que ele fosse meu.


— Oh! Hyung, eu não vi você chegar. — Eu disse, fechando a lente da cama e rapidamente me virando para trás, para onde ele estava.


— Mas é claro, você estava de costas. Woah! Jungkook-ah! Você levou mesmo a sério essa coisa de encontro. — Ele disse, segurando minha mão e tentando fazer eu dar uma voltinha, empurrando minha mão e me fazendo rir. Em qualquer outra ocasião eu jamais faria isso mas, ele estava pedindo. O que eu não faria por ele?!


— Hyung, eu estou quase de pijama. — Ele riu.


— Isso mostra que você fica bonito até de pijamas. Eu, por outro lado, tive de ficar duas horas... — Comecei a me perder nas palavras depois do “pijamas” porque ele entrelaçou suas mãozinhas às minhas e começamos a andar. Na realidade, ele estava andando e estava me arrastando pois, eu não conseguia nem mesmo raciocinar.


O problema era que, quando eu olhava para ele ou estava com ele, eu parecia um bobo, mesmo. Eu distribuía sorrisos involuntários e não conseguia manter meus olhos longe dele. Taehyung já tinha visto daqueles momentos, eu sempre disse que era qualquer outra coisa mas, ele era lerdo para desconfiar de algo. A verdade era que eu vivia admirando ele porque ele era incrível, eu nunca tinha conhecido um ser humano que fosse tão incrível quanto ele. Jimin.


— Kookie? — Jimin perguntou, passando a mão direita em frente ao meu rosto, como se quisesse me tirar de algum tipo de transe. Se pensar nele era um problema, então eu era o mais problemático do local.


— Sim? Você estava dizendo que tinha gastado 1 hora em sua maquiagem. — Eu comecei a rir daquilo. Imaginar ele passando aquelas coisas de maquiagem... Era imensamente adorável.


— Ah sim! Então, eu estava lá, na frente do espelho passando a maquiagem e tentando pensar no que usar, em qual roupa te impressionaria, mas eu simplesmente não conseguia pensar em nada que fosse bom o suficiente para você me achar incrível. — Ele disse aquilo de uma vez e eu o olhei. Já estávamos passando em frente a lojas. Ele olhou para mim rapidamente e começou a balançar as mãos em meu rosto.


— Não, não, não! Quer dizer, o que te impressionaria porque estamos num encontro falso e coisa e tal, estava apenas considerando tudo. — Ele disse e parecia ter dor em sua voz. Mesmo que aquilo parecesse egoísta, eu só queria que aquilo fosse verdade ou que, a pessoa para quem as palavras estavam sendo dirigidas, nunca tivesse existido.


— Para mim você está incrível. — Eu disse e puxei ele um pouco mais, uma vez que nossas mãos estavam juntas.


Olhei para trás e vi Jimin ficando com as bochechas vermelhas, devido a surpresa das minhas palavras. Se aquilo não era o motivo pelo qual eu rezava todos os dias, eu não sabia o que era.


— O que você quer fazer exatamente, hyung? Está tarde, as lojas vão fechar em breve e... — Ele deu um gritinho e um pulo, me assustando brevemente mas, me fazendo sorrir pela sua excitação em seguida.


— É verdade! Eu tinha me esquecido! Vamos Jeon, eu preciso escolher uma roupa legal para quando for sair com o garoto. — Ele disse e eu senti meu coração despencar um pouquinho, talvez alguns degraus. Começava a ficar real e aquilo era muito ruim.


Park me puxou rapidamente pelas escadas rolantes e, quando parou no degrau, quase caiu para trás, não conseguindo se equilibrar onde estava com as mãos, segurei firme sua cintura, enlaçando seu corpo ao meu e deixando seu rosto um pouco mais a baixo, com meus lábios na altura de sua testa. Eu sorri para ele e beijei sua testa.


— Cuidado para não se machucar. — Eu falei e tirei as mãos dele, para que ele voltasse a sua posição anterior se quisesse.


Mas o incrível foi que ele não voltou para a escada de cima onde ele estava anteriormente, na verdade ele continuou em minha frente, no mesmo degrau que eu, suas costas tocando em meu peito levemente e eu, automaticamente deixei que minha mão direita repousasse em sua cintura, lentamente fazendo carinho sem que ele percebesse e que eu me desse conta. Ele não fez nada e eu não podia ter pedido nada melhor. Era como ter tudo o que você sempre quis, na palma de suas mãos.


— Vamos! — Ele falou, pegando minha mão animadamente e nos arrastando para fora da escada rolante.


Eu nem tinha percebido que não tinha filmado nosso momento na escada, fiquei um pouco triste quando aquela verdade me atingiu pois, eu podia ter visto e revisto aquela cena pelo resto de minha vida, até minha mente se convencer de que era real, ou simplesmente fazer daquilo relíquia.


Abaixei o olhar, parando ainda na entrada da loja e ligando a câmera, mexendo nas configurações e ajustando qualquer que fosse a coisa. Eu tinha começado um projeto recente para aprender a editar vídeos e coisas do gênero, talvez eu e o Tae fizéssemos um Canal no Youtube sobre jogos, eu gostava de testar aquelas coisas de edição por isso, queria que a gravação ficasse perfeita.


— Kookie, aqui! — Ele disse, dando pulinhos e balançando os braços, indicando que ele estava na área de roupas onde tinham uns espelhos na frente. Sorri e fui andando até ele, enquanto filmava.


— Hyung, diga “Kimchi”. — Eu disse, olhando ele hora pela câmera e hora a olho nu.


— O que é isso? — Ele me perguntou, virando para o espelho e pegando um moletom cinza escuro, colocando na frente de seu corpo e começando a rir por sua imagem, e pela forma como a peça tinha ficado enorme em si.


Tudo ficava enorme em si, ele era baixinho e adorável, tudo que não fosse feito sob medida, ficava sobrando, e isso ia de roupas até o toque de minhas mãos.


— Estou gravando o nosso primeiro encontro. Sorria para a câmera. — Eu disse e ele começou a dançar com a peça em mãos, em seguida ficou girando para ver a blusa girar e eu fiquei rindo por trás da câmera.


— Ei, Cinderela. — Eu disse e ele se virou para mim, se aproximou da câmera e sorriu para ela, o mais perto que conseguiu.


— Eu pensei que você não fosse me levar a sério. — Ele disse, caminhando pela loja e procurando algo que pudesse experimentar.


— Mas você não disse que queria? Então, eu só fiz o que você pediu. — Falei, enquanto ele corria em direção a uma roupa qualquer que ele tinha visto.


Meu maior questionamento era: “Como ele conseguia ser extremamente lindo.” Fora isso, nada mais importava.


Depois de começar a experimentar as roupas, ele decidiu enfim qual ele ia levar e eu acabei por não gravar essa parte, ele me pediu opinião de qual roupa ficava mais bonita e, em qual delas ele parecia mais bonito a ponto de não conseguirem tirar os olhos dele. Aquela foi uma pergunta realmente engraçada porque, em qualquer das roupas que ele experimentou, eu me sentia incapaz de tirar os olhos dele, era surreal. Se ele me perguntasse verdadeiramente em qual roupa o garoto se apaixonaria à primeira vista por ele, eu realmente não saberia dizer.


Depois que ele comprou as roupas, fomos rapidamente em direção a praça de alimentação, eu não tinha comido nada quando acordei isso para poder ir mais rapidamente vê-lo mas, aquilo tinha me custado uma barriga reclamando como louca da minha imprudência. Será que os sons que ouvimos da barriga quando estamos com fome, tem algo a ver com uma reclamação?


Ah, mas o que estou pensando? Estou começando a andar muito com o Taehyung.


Sentamos na mesa e ele tinha pedido uma porção de coisas, o que me deixou extremamente feliz. Park comia pouco, ele tinha alguns problemas com o seu peso e se cobrava muito em relação a isso, no caso, em relação a continuar magro ou algo assim mas, se ele se visse com os olhos que eu o via, saberia que ele era esplêndido, não precisava perder nada, daquele jeito ele era o suficiente.


Quando ele começou a comer com gosto, me senti satisfeito.


— O hyung está comendo bem. — Eu disse, focando a câmera em si e fazendo ele fazer uma careta estranha e engraçada para a câmera.


— O hyung está muito faminto. Eu estou gostando muito. — Ele disse, enquanto eu experimentava a comida com a mão esquerda, mas sem tirar a câmera de seu rosto, para não perder nada dele.


— Eu também. Está muito bom! Ai! — Ele se impulsionou para frente e deu um tapa em minha cabeça, me fazendo massageá-la por ter doído.


— Eu estava falando que estava gostando do encontro, garoto. É o melhor primeiro encontro que já tive, mesmo não tendo tido nenhum antes. Tenho certeza que nenhum vai superar esse.


— Esse é o seu primeiro encontro, hyung? — Eu perguntei e ele parou, com as bochechas cheias como as de um esquilo e eu tive de segurar o riso. Suas bochechas ficaram vermelhas e ele me chutou por debaixo da mesa.


— Sim, é o meu primeiro. E não ria disso! Não há nada de engraçado. — Ele disse e abaixou a cabeça. Um grão de arroz ficou preso em sua bochecha e eu deixei a câmera rapidamente encima da mesa, sem me importar muito com o ângulo da gravação e me debrucei por cima, indo em sua direção e surpreendendo ele pela aproximação inesperada.


— Tem algo sujo, bem aqui... — Eu disse, tirando o grão de arroz e depois parando, deixando meu rosto bem próximo ao dele. Nossos narizes quase se tocavam, eu sentia sua respiração calma bater em meu rosto e, tudo o que eu tinha vontade era de beijá-lo. De me afogar nele até a última gota.


Ele passou a mão em meus cabelos, do jeito terno de sempre, e eu acordei do transe, me sentando novamente na cadeira à sua frente.


— Talvez eu seja incapaz de comer sem me sujar. — Ele disse rindo e eu sorri, voltando a me perder em devaneios enquanto a câmera fazia o ótimo trabalho de capturar as nuances de sua existência.


O problema real contido nas palavras de Park era que eu nunca iria saber se eram verdadeiras ou não, afinal, aquele dia estava fadado a ser baseado numa preparação para sua saída real com o outro garoto, eu estava ali meramente para ajudá-lo a representar, qualquer coisa ali poderia ser facilmente falsa, e eu teria de aceitar. Mas, se eu pudesse pedir algo, pediria para que suas palavras sobre o primeiro encontro fossem reais.



Depois que terminamos de comer, ainda ficamos um tempo sentados na mesa, ele olhando para todos os lados e eu olhando apenas para ele, não perdendo a oportunidade de gravar ele sob todos os ângulos.


— Eu vou te bater. — Ele disse e eu aproximei mais a câmera de seus olhos.


— Por que, hyung?


— Eu não estou fotogênico hoje. — Ele disse e começou a cobrir seu rosto, ao qual eu estiquei a mão e comecei a tentar tirar a sua mão de lá, fazendo ele rir e rindo junto.


— Para mim, você é fotogênico todos os dias. Você é o mesmo Park Jimin bonito, de sempre. — Ele olhou bem em direção a câmera e sorriu. Agradeci a todos os deuses do olimpo por ter conseguido capturar aquela imagem.


— Vamos, Romeu. — Ele disse, se levantando e estendendo a mão para mim.


— Para onde vamos? — Ouvi um barulho de coisas se fechando e percebi que, a praça estava quase vazia e as lojas estavam abaixando as portas de trava. O shopping estava se fechado ao nosso redor, e eu nem percebi.


— Para casa. Está ficando tarde. — Ele disse e começamos a andar para a porta de saída que era muito próximo de onde estávamos sentados.


— Eu vou te levar em casa, hyung. Eu tenho que te proteger porque sou mais alto. — Eu disse aquilo para provocá-lo quando chegamos à rua, e ele começou a andar rápido para me alcançar, me fazendo correr pela rua mal iluminada e rir ao ar livre.


Continuamos a correr por um tempo e, eu agradeci pela casa dele não ser demasiado longe, pelo menos aquela comida toda que tínhamos comido, não ia me fazer chegar arrastando até lá. Não parei de filmar ele enquanto andávamos na rua, ele fez questão de andar um pouco mais na frente e fazer palhaçada, das quais eu ri. Não sabia se ele sabia que estava sendo filmado mas, tinha graça da mesma forma.


Ele sempre fazia aquilo, quer dizer, fazer coisas bobas para me animar, me fazer sorrir ou qualquer coisa, ele sabia que eu era muito tímido, por vezes acabava por ser bastante calado e retraído mas, ele vinha tentando arduamente fazer com que eu ficasse um pouco mais tranquilo, aquele esforço frequente que ele fazia para que eu me sentisse melhor era um dos grandes motivos, pelo menos um dos mais impactantes, para eu ter me apaixonado por ele. Paixão talvez seja uma palavra forte mas, foi um dos motivos que fez com que eu sentisse vontade de tê-lo em .

 braços sempre que nossos olhos se cruzavam.


— Chegamos. — Eu disse, deixando ele na porta de casa e guardando minha câmera na sacola específica, dentro da bolsa que estava atravessada. — Bom hyung, eu espero que esse primeiro encontro tenha sido bom. Quer dizer, eu não devo ser o melhor namorado substituto mas...


— Kookie, por que você está se despedindo? Você vai dormir aqui.


Ele fez questão de grifar, de alguma forma, o “dormir”, fez questão de ressaltar e deixar explícito, e eu queria não ter entendido o que aquilo significava. Fiquei parado por um tempo, ainda no batente da porta, olhando para qualquer lugar, menos para ele. Eu parecia mais virgem do que ele, para falar a verdade, só faltava minhas pernas começarem a tremer.


— Hyung, você acha uma boa ideia? Eu não avisei a minha mãe ou a sua, elas podem...


— Minha mãe não está em casa Kookie. Anda, entra. — Ele segurou meu braço e me puxou para dentro, eu dei uma última olhada para a rua com remorso e um pouco de medo, como se eu não estivesse prestes a ter a melhor noite da minha vida.



Eu conhecia todo aquele espaço ao nosso redor, eu tinha vindo à casa de Jimin mais vezes do que eu, provavelmente tinha ido para a escola, não que eu fosse um aluno ruim, eu só era preguiçoso quando se tratava de estudos. Eu sempre gostei mais de coisas animadas. Olhei para o teto, as paredes, o sofá cinza que ficava de frente para uma televisão grande na parede de frente para a porta, tudo isso para não olhar diretamente para ele, ou simplesmente para não parecer o fanfarrão que eu tinha certeza que, se ele prestasse bastante atenção, era o que eu estava parecendo naquele momento.


— Por que você está parado aí como se nunca tivesse vindo em minha casa? Eu vou lá em cima deixar essas coisas e trocar de roupa, fique a vontade. Como se você nunca estivesse ficado. — Ele disse e se virou de costas, ligando a luz do corredor antes de subir.


Eu não sei se tinha comentado antes, mas ele estava todo de preto, calça preta, um casaco de couro preto, uma camisa preta por dentro e um gorro, Park Jimin de preto era com certeza algo. Era com certeza um ponto fixo que, quando estamos sob a presença, nos sentimos incapazes de tirar os olhos.


Aquela calça skinny era demasiado apertada, e não como se ele estivesse gordo ou algo, e sim porque... Sua bunda era enorme. Mesmo, ficava marcando na calça, e enquanto ele subia as escadas, eu tive de me abaixar um pouco, para observar ele se afastar escada acima e admirar aquela paisagem.


Deus me defenda. — Eu disse, quando percebi os pensamentos que me atingiam e estava tentando arduamente não ter eles, mesmo sabendo que em um curto espaço de tempo, eu não ia precisar mais apenas pensar aquelas coisas.


Me deitei no sofá da forma que eu fazia sempre, chegando a conclusão de que não adiantaria nada ficar tenso ou qualquer coisa pois, isso só iria atrapalhar o desempenho da noite, ele estava com medo de estragar tudo mas, se eu continuasse daquela forma, eu quem iria estragar tudo. Tirei meus sapatos e fiquei apenas de meias, tirei a camisa também porque, não era sempre frio em Busan, principalmente no Verão, só não era mais quente que em Daegu, era o que o Tae não cansava de repetir.


Alcancei o controle da televisão e a liguei, encostando a cabeça no encosto do sofá e colocando os braços para trás. Ouvi uns passos descendo as escadas e não me importei de fato em olhar, eu já sabia que era ele e ainda estava tentando controlar minha respiração. Se eu mudasse o foco, poderia estragar tudo.



— Você quer algo para comer, Kookie?


— Não hyung, eu não estou com... Droga! — Merda, merda! Ele tinha mesmo de fazer aquilo?


Park Jimin estava sem camisa e passando a mão nos cabelos quando eu o olhei, apenas com aqueles shorts curtos e que, em qualquer pessoa funcionaria apenas como pijamas mas, colado em sua bunda parecia uma box, ou algo pior. Ficaria tudo bem se, por um acaso eu fosse o Taehyung ou qualquer outra pessoa mas, eu era Jeon Jungkook, o garoto que era apaixonado por Park Jimin há tanto tempo que eu sequer me lembrava mais há quanto tempo.


Pisquei para aquela imagem várias vezes e tentei pensar em sol, margarida, amarelo maduro, transforme esse Jungkook num rato velho e burro.


— O que foi? — Ele perguntou, vindo em minha direção lentamente, como se ele estivesse numa passarela e não na pista, no sambódromo do meu coração.


— Você.


— Eu o quê? — Ele disse, parando em frente ao sofá e me fazendo olhá-lo de baixo a cima.


Meu deus, era o céu ou o inferno?


— Você é o que eu quero para comer.


Eu não fazia ideia de onde aquilo tinha saído, além de ser uma analogia horrível e se era suposto ser uma cantada, era pior ainda como cantada, minhas bochechas ficaram imensamente vermelhas e eu não sabia o que fazer naquele momento, desviei meu olhar para o chão e pretendia continuar olhando para ele durante todo o resto da noite, ou até que ele risse da minha cara de panaca e me expulsasse de sua casa.


Me surpreendi quando Jimin segurou meu queixo entre o indicador e o polegar direito e levantou meu rosto para olhá-lo, ele estava com um sorriso malicioso naqueles lábios cheios e seus olhos eram a única coisa que brilhava na luz morta do poste que ficava do lado de fora. A televisão iluminava seus cabelos loiros e porra, ele era o homem mais lindo do planeta naquele momento.


Empurrou meu ombro com cautela para o encosto do sofá novamente e colocou uma perna de cada lado de meu corpo, ficando sobre mim e depois, delicadamente sentando sobre meu colo, as mãos em meus ombros deu lugar a pegar em minhas mãos e coloca-las em sua bunda, como se eu não quisesse fazer isso há muito tempo.


Seu tronco foi um pouco mais para frente e ele fez questão de se mover um pouco sobre mim também, senti quando seus lábios encostaram em minha orelha com cautela e senti-o roçar também, como se cada toque fosse me levar a loucura. E iria. E ele sabia, mesmo que indiretamente.


— Tem algo que você queira do hyung, Jeon? — Ele disse e começou um beijo lento em meu pescoço, no momento em que sua mão direita adentrou meus cabelos negros e ele começou a se mover sobre meu colo, num vai e vem lento que a qualquer momento me faria perder o controle que eu estava tentando ter, para não fazer nada.


Apertei suas nádegas com alguma força sem perceber, quando ele se ajeitou sobre meu colo e continuou os movimentos, de maneira marcada e lenta, calma, fazendo com que eu sentisse meu membro acordando aos poucos, pela mistura daquilo e de tudo que eu estava imaginando e não conseguia sequer me impedir de o fazer.


— Eu quero você, hyung. — Falei, tirando a mão direita de sua nádega e colocando em seu cabelo, puxando os fios da raiz para que seu rosto ficasse na altura de meus lábios e eu pudesse dar um beijo em seu pescoço. Eu estava começando a entrar na brincadeira e, se ele podia me tirar do sério, eu também poderia fazer o mesmo com ele.


— Você me quer Jeon? Mas como assim? O hyung não entendeu muito bem.


— Eu quero você desse jeito. — Fiz com que minha mão direita subisse lentamente por sua coxa, para que ele se arrepiasse, mesmo que meus lábios que deixavam um beijo lento e molhado em seu pescoço, já estivessem ajudando nesse trabalho. Minha mão alcançou a parte da frente de sua box e eu senti o membro dele aos poucos se enrijecendo, como o meu, acariciei-o por cima do tecido e com o polegar, fiz movimentos rápidos em sua glande.


Jimin apoiou a cabeça em meu ombro e gemeu para mim, baixo e manhoso, como se não quisesse fazer barulho, mas aquele tinha sido, porra, surreal. Mordi meus lábios para não perder o controle. Tudo seria melhor se fosse devagar.


Era o que eu pensava.


Nós ainda tínhamos ficado apenas nos toques normais que eu faria com ele caso ele me pedisse qualquer dia, não vem ao caso o fato de eu ter desejado ele desde sempre. O fato era que, ainda não tínhamos sido íntimos o suficiente, aquilo não tinha se tornado real o suficiente... Então ele me beijou.


Park Jimin afastou sua cabeça que estava apoiada em meu ombro e me olhou, da forma como eu olhava para ele sempre: Como se eu fosse único no mundo, puxou minha cabeça para trás pelos cabelos e se aproximou, fazendo sua respiração quente e descompassada bater em meu lábios pequenos e finos.


Fechei meus olhos de imediato, queria estar totalmente imerso, o gosto que chegou para mim era como morango e baunilha, ele tinha um gosto doce e era como um veneno, era como algo que eu só havia sonhado experimentar em meus mais devassos sonhos. Ele segurou meu cabelo sem cuidado na raiz no momento em que agarrou meu lábio inferior, me fazendo abrir os lábios para arfar e fazendo com que nossas línguas entrassem em contato pela primeira vez na noite. Fiz questão de fazer os primeiros movimentos, fiz minha língua tocar a dele várias vezes seguidas, fazendo com que ele desejasse me sentir mais, como eu queria sentir ele mais também.


Apertei sua bunda com força, e aquilo foi suficiente para que ele voltasse a se mover sobre meu colo, ele ia para frente e para trás sobre mim e mesmo sobre a calça, eu sentia meu membro totalemente acordado e ele fazia os movimentos exatamente na linha de fogo. Nossas línguas começaram a se entrelaçar e no momento em que elas se tocavam ele começava a rebolar tão intensamente que se eu estivesse de olhos abertos, estariam revirados e eu certamente estaria delirando.


Separamos nossos lábios apenas quando precisei e ar e ele gemeu, roçando seus lábios grossos nos meus. Chupei seu lábio inferior e mordi-o, puxando-o para mim, fazendo ele resmungar, mais uma vez daquele jeito manhoso. Até o fim da noite aquilo me levaria a loucura.


Jimin se afastou de mim e se levantou de meu colo, eu não sabia para quê mas olhei para ele da mesma forma, passei minha mão direita, jogando meu cabelo para trás no mesmo momento em que ele afastou minhas pernas e ficou em pé entre elas, colocou a mão na barra de seu short e por dois segundos eu olhei para o teto e pedi que alguém me oferecesse ajuda, porque eu estava indo em direção a um abismo. Ele começou a descer seu short lentamente e fazia rebolados lentos enquanto fazia isso, na sala, o único barulho era o baixo da tevê e minha respiração descompassada. Coloquei a mão em minha calça e comecei a abrir o zíper no momento em que ele se abaixou para terminar de descer seu short e ficou praticamente empinado em minha frente. Céus! Eu não era de ferro, nem de longe.


No momento em que ele se abaixou para pegar seu short do chão, eu me levantei um pouco do sofá e despi minha calça e minha box, deixando os dois em meu pé, ele tirou e jogou-os longe, demorando-se ainda mais um pouco com o seu próprio short em mãos e o rodando, jogando longe, ele deveria estar me desafiando a olhar para algum lugar que não fosse para ele mas, eu tinha Park Jimin pelado, duro, suado e com os cabelos bagunçados em minha frente. Para onde mais eu deveria olhar?


Coloquei a mão em sua cintura e o puxei com força para sentar-se sobre meu colo e ele não fez nenhuma objeção, apenas sorriu malicioso para mim. Depois que o puxei, ele se ajeitou sobre meu colo, e fez questão de me martirizar, se sentou exatamente com meu membro entre suas nádegas e eu pensei que ele não seria capaz de fazer algo como aquilo. Ah, mas ele era!


— Você gosta quando o hyung se movimenta assim, Jeon? — Ele perguntou para mim e começou a se mover lentamente sobre o meu membro, ele fazia um movimento de vai e entre a bunda de Park eu sentia ele pulsar, agora sem o tecido o sufocando, estava ficando impossível.


Joguei minha cabeça para trás e apoiei-a no sofá, coloquei as mãos em suas nádegas e ele se ajeitou novamente, aproximou seu rosto de meu pescoço no momento em que eu concordei com a cabeça, gemendo grave por ele ter aumentado a velocidade dos movimentos.


Dei um tapa forte e intenso em sua nádega direita, apertando ela em seguida e o fazendo gemer alto com a ação, pensei que ele reclamaria, apesar de eu não ter feito nem e longe por querer, foi involuntário. Ao contrário, quando eu apertei ele colocou os lábios em meu ouvido e começou a gemer para mim, Jimin gemia devagar e baixinho, intercalando entre sua respiração ofegante e os movimentos iam aumentando a medida que tudo acontecia, eu coloquei a mão em seu cabelo e o puxei novamente, e dessa vez não esperei que ele fizesse nada.


Começamos a nos beijar novamente e vi sua mão buscar por algo na estante que tinha perto do sofá, ouvia os barulhos de coisas remexidas mas não me importava de verdade o que estava acontecendo, só me importava a forma como sua língua se movimentava, agora rápido na minha e em como minha glande, por um momento, encostou em sua entrada e gememos em sincronia. Porra, aquilo era o céu!


Foi a vez dele morder meus lábios e se afastar calmamente, em minha frente, ele abriu o pacote do que ele estava procurando no momento em que estávamos nos beijando e eu entendi que, tudo aquilo, as provocações e preliminares, realmente eram reais, nós éramos reais, de um jeito confuso e, de um jeito superficial eu ia ter Park Jimin essa noite, para mim.


Com a mão direita ele desceu o objeto com os dois dedos pelo meu membro e voltou seus lábios para o meu pescoço, começou a distribuir beijos leves e lentos, fechei meus olhos para sentir aquilo, no momento em que ele levantou seu corpo e, lentamente fez com que meu membro adentrasse em si.


— Jeon... — Ele falou meu nome baixinho ao pé de meu ouvido, e aquilo soou tão erótico quanto os gemidos que eu próprio deixava escapar enquanto sentia meu membro se encaixar em si.


— Sim... hyung. — Mordi meus lábios quando ele começou a se movimentar lentamente sobre mim.


Pendi a cabeça para trás e gemi novamente, ele entrelaçou nossos dedos e apertou-os.


— Eu sou seu essa noite. — Aquilo foi tudo o que eu sempre quis ouvir, fosse por uma noite ou pelo resto da vida, ele era meu.


Jimin começou a se movimentar de forma mais rápida e à medida que seus movimentos aumentavam, seus gemidos aumentavam também, ele pendia a cabeça para trás e os primeiros sons eróticos que nossos corpos faziam quando se chocavam estavam surgindo, o que fazia com que meu membro pulsasse em seu interior e eu sentisse que, a qualquer momento, iria perder os sentidos.


Desci um pouco mais o meu corpo para auxiliar meus movimentos e comecei a me mover junto com ele, fazendo com que ele aumentasse seus movimentos cada vez que eu investia, para cima e para baixo, fazendo com que alcançar o seu ponto fosse mais fácil e assim, fazendo com que ele enlouquecesse tanto quanto eu estava, só por ouvir sua voz daquela forma, por minha causa.


— Jungkook-ah...! — Ele gemeu meu nome quando meus movimentos foram ficando mais desordenados, eu segurava sua cintura e a apertava com força, provavelmente ficariam as marcas dos meus dedos mas, eu não me importava e nem ele.


Nossos corpos faziam sons altos quando se chocavam, e reverberava pela casa vazia e com todas as janelas fechadas, meu corpo suava, meus cabelos caíam sobre minha testa e quando eu abri os olhos, Jimin estava com a mão direita em seu membro, se masturbando para mim. Gemi alto e aumentei minhas investidas sobre ele, fazendo com que ir fundo fosse cada vez mais fácil.


Ele chamou meu nome três vezes e eu estava enlouquecendo, coloquei a mão em sua nuca e o puxei, eu precisava do gosto dos seus lábios, eu precisava que ele gemesse com sua pele tocando a minha, para eu saber que aquilo não era fantasia, e que eu não era o único que estava enlouquecendo naquele cômodo.



Não durou muito depois que começamos o beijo, me desfiz em seu interior um pouco depois de ter aberto meus olhos pela segunda vez e ter visto ele rebolando sobre meu membro e movendo sua mão de maneira veloz. Ele era gostoso demais para ser real, eu não conseguia lidar. Ele se moveu um pouco mais sobre meu membro e moveu um pouco mais rápido a sua mão depois que eu tinha chegado ao meu orgasmo, para que ele chegasse ao seu também.


Depois de um tempo, ele se desfez em sua mão mas melou o meu peito junto também, me fazendo olhar para baixo apenas para sorrir para a bagunça que ele tinha feito e, nem por um momento reclamar de nada. Aquilo não era ruim nem de longe, era o paraíso.


Jimin ficou sentado sobre mim, com a cabeça encostada meio em meu ombro e meio no sofá, tentando recuperar sua respiração. Eu sei que parecia estúpido, romântico e ridículo mas, eu tive vontade de beijar sua cabeça, então apenas o fiz. Deixei diversos beijinhos em sua cabeça e ele afastou sua cabeça, olhou para mim e sorriu, se aproximando e dando um selinho em meus lábios. Aquilo também não parecia real, quer dizer, um selinho era algo muito... Sentimental. Será que ele sentia algo por mim também...? Será que o garoto que ele estava falando era eu e toda aquela história foi um pretexto para...?


Não. Eu estava apenas pensando o que eu queria que fosse verdade, mas sabia que não poderia ser verdade.


Devolvi o selinho e ele se ajeitou sobre mim, passando a mão por seus cabelos e a língua sobre os lábios, daquele jeito que ele não devia ter noção do quão sexy ele ficava.


— Que tal um banho? — Ele disse, retirando meu membro de seu interior e se levantando de meu colo, estendendo a mão para mim. Olhou para trás e sorriu, esperando que eu pegasse a mão.


Mesmo que fôssemos melhores amigos e essa coisa toda, ainda era muito estranho o fato de não falarmos nada a respeito, ele simplesmente agia como se aquilo acontecesse o tempo inteiro, como se... transássemos todo o fim de semana. Uma amizade colorida viria a calhar. A sério, eu estava tão miseravelmente apaixonado por Jimin que, se ele dissesse que queria me beijar quando não tivesse ninguém melhor para o fazer, eu aceitaria. Patético. Mas ele não faria isso, pois esse não era o meu Park Jimin.


Eu segurei sua mão e continuei pensando sobre isso escada a cima, sobre o fato de parecer tão normal tudo o que tinha acontecido e em como... meu nome parecia se encaixar tão bem em seus lábios.


Chegamos ao banheiro e ele ligou a luz, sem soltar minha mão direita que estava com os dedos entrelaçados sobre os seus, aquilo era tão adorável que eu estava pirando, provavelmente gritando por dentro sem querer admitir de verdade. Ele saiu para pegar uma toalha e eu fiquei me olhando no espelho, admirando as marcas de suas unhas que ficaram em meu ombro e eu nem sabia em que momento ele tinha feito aquilo, as marcas de arranhões em meu peito e as marcas em meu pescoço, sorri para todas elas, era como uma marca, uma marca para que eu não me esquecesse que Park Jimin esteve ali.


O menor me abraçou por trás e deslizou as mãos do meu abdômen em direção ao meu peito, alisando os locais aos quais eu estava olhando um momento atrás, colocou seu rosto do lado direito de meu corpo e deu um beijo em meu ombro.


— Eu deveria ter escrito meu nome. — Ele disse e riu.

— Desculpa por isso. — Ele disse e se virou de costas, andando em direção ao chuveiro e me deixando com uma visão sensacional de seu corpo, suas nádegas tinham as marcas vermelhas dos tapas e da forma como eu o tinha apertado, como eu tinha pensado anteriormente que ficaria. Eu sorri com aquilo, com as marcas feitas por mim em si e, como eu concordava que ele deveria ter escrito seu nome em mim.


Até porque dele eu era há muito tempo. Ele só não sabia disso.


Entrei atrás dele no chuveiro e fiquei muito próximo a parede, fiquei observando ele ir para debaixo da água e molhar seu cabelo, levantou suas mãos e caminhou-as por seu cabelo, forçando seu abdômen e mostrando a forma como ele era definido e eu sempre soube daquilo mas, agora ele estava sem roupa e molhado, e tínhamos acabado de fazer sexo, e ele tinha gemido meu nome tão alto que eu ainda ouvia em meu ouvido... Aquilo era um caso extremo de concentração.

 

Ele percebeu que eu admirava seu corpo um pouco depois que ele parou o que estava fazendo mas eu parecia não ser capaz de parar de olhar para ele. Ele colocou seus braços ao redor do meu pescoço e me deu alguns selinhos seguidos, eu abracei sua cintura, sem questionar, apenas me deixando levar. Ele nos levou para debaixo da água e parou de me beijar, rindo, pela água estar atrapalhando nosso beijo. Eu sorri em meio aos seus lábios, pura simplesmente porque eu o tinha em meus braços e parecíamos tão casal naquele momento, que eu não queria que ele se movesse um centímetro.


— Jeon, tem mais uma coisa que... Sabe, eu queria saber se eu era bom, caso eu... Bom, precise. Eu não sei. — Ele começou a falar e se embolou, eu coloquei minhas mãos em suas nádegas e acariciei-as, principalmente na parte de baixo, onde eu pude segurá-las, olhei para ele e esperei ele completar o que queria dizer.


— O quê, hyung? — Eu perguntei e ele sorriu de canto para mim, não sabia o que aquilo significava então, apenas continuei com as mãos em sua bunda.


Jimin me deu um selinho e começou a se abaixar no chão do banheiro, desligou o registro do chuveiro e se sentou sobre seus joelhos, colocou as mãos no colo e olhou para cima, me fazendo olhar para baixo, ele sorriu daquele jeito que fazia seus olhos aparecerem e então segurou minhas coxas. Oh Deus! O que eu tinha feito para merecer tudo aquilo?


Jimin se ergueu um pouco mais e ficou sobre seus joelhos, segurou a parte de trás de minha coxa para lhe dar estabilidade e pôs a boca em meu membro, senti sua respiração quente bater em minha glande e fechei meus olhos com força, aquilo seria interessante. Principalmente porque era a primeira vez que eu recebia um oral.


Meu membro começou a adentrar sua boca e eu fui sentindo o calor o recobrindo, a umidade não era o único problema, ele começou a empurrar as veias saltadas com sua língua e eu tive de segurar seu cabelo naquele momento, encostei minhas costas na parede para não acontecer uma tragédia, quando tudo aquilo começasse de verdade.


Ele olhou para mim e começou a fazer movimentos intensos com sua boca em minha glande, fazendo aquele som alto e intenso de sucção, se intensificando por estarmos no banheiro e eu encostei minha cabeça na parede, segurando sua cabeça e querendo implorar para ele, por favor, nunca mais tirar seus lábios dali. Quão virgem eu poderia soar?


— Ah, hyung...! — Eu iria gemer seu nome mas... Para o inferno, qualquer coisa serviria.


Ele começou os movimentos de verdade depois de ouvir aquilo e sorrir, eu segurei seu cabelo e empurrei sua cabeça de leve, não queria que ele se engasgasse mas, aquilo estava bom demais para que eu ficasse parado.

Olhei para ele e ele também estava olhando para mim, sorriu quando aumentou seus movimentos e parou em seguida, para passar a língua por toda a extensão e, porra, aquele garoto queria me enlouquecer, como ele conseguia ser tão sexy?


Sugou forte minha glande novamente e continuou trabalhando no mesmo local, enquanto com a mão ele masturbava o resto de meu membro, eu fechei meus olhos e apenas me permiti imaginar coisas tão sujas que, provavelmente se ele soubesse que eu pensava coisas daquele tipo, saberia que aquela não significava “só uma noite” para mim. Apreciei os sons, os movimentos, os sabores e tudo o mais, e ele também parecia estar apreciando.


Segurei seu cabelo forte quando ele moveu sua boca rapidamente e eu senti que, a qualquer momento eu poderia apenas me desfazer.


— Jimin-ah, eu acho que vou... Ah! — Falei entre gemidos e respiração ofegante e acabei por não aguentar muito mais, me desfiz em sua boca mas, ele tirou meu membro de lá e fez com que eu gozasse ainda em seu rosto, melando ele.


Park esperou que eu olhasse para ele e, quando eu olhei, ele passou o dedo no que eu tinha deixado em seu rosto e, depois de engolir o que estava em sua boca, colocou o dedo em sua boca e chupou lentamente.

Céus, eu tinha a certeza de que poderia ficar naquela cama com ele por todo a noite, madrugada e o fim de semana inteiro.


Apenas segurei seu queixo e o puxei para cima, o puxei para mim, onde ele colocou seus braços ao redor de meu pescoço e começamos a nos beijar. Aquela era a ladeira em que eu comecei a pensar que, talvez, eu pudesse ter alguma chance.



Depois de tudo, depois de termos tomado banho, eu enrolei ele na toalha e enrolei minha cintura também, pegando sua mão e o levando para o quarto, como se a cama fosse minha e não dele, mas era quase isso, eu já tinha dormido tantas vezes com ele ali, que o lado esquerdo da cama até mesmo tinha o meu cheiro.


Quando chegamos no quarto, ele se sentou na cama e eu fui procurar qualquer roupa minha que estivesse em uma de suas gavetas, nos conhecíamos não há tanto tempo assim mas, sempre que eu ia lá, acabava esquecendo alguma coisa minha em seu quarto. Talvez eu tivesse a esperança que, qualquer dia, eu não precisasse mais tirar as coisas de lá.


Sequei os cabelos dele e os penteei, depois que ele vestiu seu moletom e um short.


— Eu me sinto uma criança. — Ele disse, enquanto eu penteava e secava seus cabelos com o secador. Eu ri, daquele jeito aberto e gostoso, que eu só sorria quando estava com ele e talvez tenha sido a primeira vez que ele tinha percebido pois sorriu em seguida.


— Mas você é, olha o seu tamanho. — Eu disse, terminando de pentear seu cabelo e me afastando para pendurar a toalha no banheiro e guardar o secador. Ele deu um tapa forte em minha bunda antes de eu sair, isso pelo que eu tinha dito.


— Ya! Não importa se eu sou menor, o que importa é que eu nasci em Busan primeiro. — Ele disse, me dando língua, como se ele não fosse adorável e aquilo fosse realmente relevante.


Ri novamente e desliguei a luz do banheiro e do quarto, encostei a porta e tranquei à chave, mesmo que estivéssemos sozinhos, era sempre uma mania minha. Talvez eu tivesse medo de acordar e ele não estar ao meu lado ou qualquer coisa, era sempre assim.


Deitei em meu lado na cama e ele rapidamente veio se deitar em meu peito, na maioria das vezes dormíamos juntos mas não colados daquele jeito, só ocasionava de eu acordar abraçado  com ele e suas mãos junto as minhas. Sorri por ele ter feito aquilo e observei seu rosto ser iluminado pela fraca luz do abajur. Passei a mão em sua testa e tirei os cabelos loiros de sua testa que caiam em seus olhos, ele parecia cansado e com sono, apenas deixei-o do jeito que estava.


— Obrigado, Yoongi! — Ele disse aquilo depois de um tempo em que eu estava fazendo carinho em seus cabelos e eu senti como se meu mundo estivesse caindo aos poucos, o chão estivesse ruindo debaixo de meus pés ou algo.


Yoongi.

Então era esse o nome do garoto sortudo que tinha conquistado o coração do meu garoto.


Sorri afetado pelo que ele tinha dito mas não tirei minhas mãos de seu cabelo. Ainda com a luz do abajur, comecei a pensar no que o amor significava, era engraçado ver a forma como o Taehyung se dedicava ao Hoseok hyung e vice-versa, eles faziam tudo um pelo outro e, quando não faziam, via-se no rosto um do outro o quanto se amavam pois eles estavam sempre juntos, e quando estavam juntos, estavam felizes.


Estar junto.


Talvez fosse isso que significava amar alguém de verdade, estar junto dessa pessoa, independente de qualquer adversidade, fazia você se sentir completo e inteiro, e era assim que eu me sentia quando estava com o Jimin. Desde o primeiro momento que nos tínhamos conhecido, ele foi como um porto seguro para mim, eu era apenas um garoto tímido que sentia falta dos pais vez ou iaia, visto que eles viviam viajando, eu era só um garoto retraído que conheceu o mundo pelos olhos doces de um garoto adorável.


Fiz carinho no rosto do garoto deitado em meu peito e que já tinha começado a respirar lentamente, o que indicava que estava dormindo. Eu achava Jimin lindo, mesmo, os detalhes de seu rosto eram impressionantes, pareciam combinar, quer dizer, pareciam fazer o casamento perfeito, até mesmo aquela imperfeição em seu dente, pareciam fazer dele o pacote completo. Acariciei seus lábios e sorri mais uma vez, me lembrando dos momentos de umas horas atrás, o gosto doce de seus lábios e a forma como ele parecia completamente meu naquele momento. Às vezes a saudade é muito mais do que sentir falta de algo que se foi, às vezes significa sentir falta do que nunca vai acontecer, eu já sentia falta do casal que eu nunca seria com ele e, se eu pudesse pedir uma única coisa, pediria apenas para ser esse tal de Yoongi. Não achando que eu tenho o amor maior do mundo mas, com certeza ele não sentia metade do que eu sentia.


Beijei sua testa um minuto antes da luz do abajur piscar e Jimin se ajeitar um pouco sobre mim. Aquela era a primeira vez que eu tinha vontade de compreender porque eu tinha me apaixonado por ele, agora que ele estava em meus braços mas, ainda não era meu. Pensei por bastante tempo e nada me ocorreu antes de sua mão pequena sair de debaixo de seu corpo e tatear o meu, em busca de minha mão, alcancei sua mão e a entrelacei. Senti um frio na barriga que eu só experimentava sentir quando estava em sua presença e assim, obtive a resposta para minha pergunta, eu amava Park Jimin porque ele me fazia sentir flutuar, com os pés fora do chão. Era uma explicação idiota mas, quando eu estava com ele, eu me sentia feliz e a felicidade era o suficiente para mim.


Ser apaixonado por Park Jimin era estar feliz todo o tempo em que ele estivesse presente, aquilo não era apenas um presente, era uma dádiva.


— De nada, hyung. Dorme bem. Eu te amo. — Eu disse a última frase baixinho, como se aquilo fosse um segredo e vi ele dar um sorriso simples, um pouco antes de eu desligar o abajur e ver o quarto ser engolido pela escuridão da noite.


Eu não costumava ser melancólico daquele jeito mas, no fundo, eu estava triste. Eu estava triste por aquela ter sido a melhor noite da minha vida, por eu ter dormido com aquele que tinha sido, de longe, o meu primeiro amor. Eu estava triste por amar o garoto que estava deitado em meu peito mas saber que ele não será meu. Nunca. E mesmo assim, estar feliz apenas por poder amá-lo. Mesmo que fosse um amor singular e não  recíproco. 


Você é um trouxa, Jeon Jungkook.


Foi o que eu pensei, um pouco antes de fechar os olhos e sonhar que, num universo paralelo, Jimin segurava minha mão e dessa vez ele era finalmente, meu.


Notas Finais


Desculpem por isso </3
Não fiquem tristes </3


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