História Sloux - O despertar da lenda - Capítulo 45


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Fadas, Fantasia, Ficção, Habilit, Irmãs, Lobisomem, Originais, Romance, Sereia, Suspense, Tritão, Universo Alternativo, Vampiro
Visualizações 23
Palavras 1.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, sweeties! Esse capítulo está mais divertido. Quem aí já estava com saudades do Ramon?
Boa leitura!

Capítulo 45 - 2. Capítulo 3


Melody saiu do seu quarto com fome. Era perto da uma hora da madrugada. Ela caminhou pelo apartamento escuro e chegou a cozinha. Ela acendeu as luzes da cozinha  e foi até a geladeira para ver se encontrava algo para comer.

Como de costume a geladeira tinha poucas opções. Elizabeth nunca parava em casa e quando Melody não estava lá, não havia motivos para ter muita comida mesmo. A garota então optou por abrir os armários e pegou dois pacotes de cookie. Serviu-se com um copo de Coca-Cola e voltou para o seu quarto.

A casa estava silenciosa, mas ela já estava acostumada com isso. Ela sentou-se na sua cama e comeu os cookies. Estava faminta. Comeu quase tudo de uma vez. Ela deixou a televisão ligada, mas a sua mente não permitia que ela prestasse atenção no que se passava lá.

Ela pensava em seus amigos. Pensava no que tiveram que fazer para poder salvar Saminah. Pensava em cada um deles, mas em especial em Ramon. Aquele sentimento que ele a causava era novo, ela não estava sabendo lidar muito bem com aquilo.

Ela sentia a falta dele mais do que gostaria. Ele a trazia segurança e naquele momento era tudo que ela precisava.

De forma impulsiva ela pegou seu celular e decidiu responder a mensagem dele.

"Posso ir para Miami te ver? Beijos, Melody."

Melody pegou uma mochila e colocou algumas roupas lá dentro. Pegou seu celular e dinheiro para que pudesse ir por um portal temporal até Miami, assim chegaria mais rápido. Antes que pudesse sair de casa recebeu a resposta de Ramon.

"Venha, estou te esperando! Beijos, Ramon"

Ela sorriu com aquilo.

Prendeu os cabelos negros em um rabo de cavalo e colocou a mochila nas costas. Ela abriu a porta do seu quarto cuidadosamente e saiu. Ela conseguiu deixar o apartamento e vinte minutos depois chegou a estação de trem de Londres.

Ela caminhou até a estação 4 e atrás de uma das pilastras entrou em uma porta, que daria em uma estação multidimensional.

As estações multidimensionais eram usadas por todos os seres, das quatro dimensões. Ela servia para poupar tempo e gastos, claro que os humanos eram os que menos usavam, afinal eles eram a maioria cegos para as outras três dimensões.

Melody procurou pelo portal que a levaria para Miami. Encontrou o local certo no sessão 14-B, no terceiro andar. Ela pagou a sua passagem e entrou no portal surgindo em alguns segundos do outro lado do Atlântico.

A estação em Miami era bem mais nova que a de Londres. Ao passar pela segurança os guardas a olharam curiosos, afinal ela era filha da ministra humana. Mas a deixaram passar. Ela saiu da estação e foi parar em uma estação de metro da cidade.

Ela começou a caminhar para fora do local, mas antes que chegasse a porta foi agarrada pela cintura e assustou-se quase virando um soco em quem estava a segurando, mas as mãos dele foram mais rápidas, segurando o seu punho.

—Calma, baby... —Ramon disse sorrindo para Melody.

Ele soltou a morena e lhe roubou um selinho. Ela sorriu de forma tímida, mas logo o abraçou. Ramon correspondeu de pronto, a aconchegando entre seus braços.

—O que houve? —Questionou ele.

—Queria me sentir segura... —Ela respondeu entristecida.

Ele sorriu contra seus cabelos e a apertou ainda mais entre seus braços.

—Vamos, vou levá-la para minha casa. Meus pais estão nos esperando... —Ele disse segurando na mão dela. Ele tirou a mochila dela das costas da mesma e colocou nas suas costas. —Seus pais sabem que está aqui?

—Não, mas vão descobrir logo. — Melody respondeu olhando para o horizonte do amanhecer de Miami. —  Só quero um pouco de paz. O clima lá em casa está pesado demais.   

—Ben me mandou mensagem, ele brigou feio com o pai, deve chegar aqui amanhã. —Ramon comentou. — O Sr. Oliver ficou furioso dele ter ido com a gente, eles brigaram muito e o Ben decidiu que seria melhor sair de lá até que o clima melhorasse.

—Parece que não sou a única com problemas em casa... —Comentou Sloux em forma de deboche.

—Nenhum de nós está nas melhores das condições.

—Seus pais brigaram com você? —Questionou ela.

—Um pouco, mas já estamos resolvidos. —Comentou Ramon. —Vamos, minha mãe está nos esperando com Felix, meu pai e uma lasanha maravilhosa.

Ela sorriu e continuou a acompanhar o amigo.

***

Os dois chegaram a casa de praia onde a família Fernandez morava. A casa ficava na beira da praia de Delray Beach, uma das orlas de Miami. Eles moravam entre os humanos e apesar de Delray ser um dos pontos turísticos da cidade, a Sra. Fernandez gostava do local e da movimentação dos humanos por ali. Além do mais ela mantinha uma loja nas proximidades.

Ramon abriu a porta de casa e avisou que tinha chegado.

—Estou na cozinha, querido! —Respondeu Nicol Fernandez, a matriarca.

—Melody está com você? —Questionou Carlos Fernandez, o patriarca.

—Está sim. —Respondeu o rapaz chegando a sala de mãos dadas com Melody. O Sr. Fernandez estava vendo um jogo de futebol americano e tinha em suas mãos um refrigerante. Já Felix, que também estava na sala, estava com um jogo de vídeo game nas mãos. —Pai, Melody Sloux. Mel, esse é meu pai, Carlos Fernandez.

—General, Carlos Fernandez. —Corrigiu o homem que logo abriu um sorriso carinhoso abaixo de seu bigode negro e espesso. —É um prazer conhecê-la pessoalmente, chica. Es muy bonita, estoy encantado!

—Pai, ela é péssima no espanhol. —Comentou Ramon debochando de Sloux. —É britânica.

—Eu sei, conheço a ministra. —Brincou Carlos. — Bom, é muito bem vinda nessa casa, querida. Fique à vontade! Mi casa, su casa.

—Obrigada! —Ela respondeu um pouco sem graça, o que era raro de acontecer. Ela estava nervosa e aquilo não era algo que ela soubesse lidar muito bem.

Ramon então a levou a cozinha para apresentá-la a Sra. Fernandez.

—Mama! Melody, esta é minha mãe, Nicol Fernandez. —Disse o rapaz.

A bela fada da terra que era mãe de Ramon virou-se encarando a garota com seus belos olhos verdes claros. Sua pele parecia a de um bebê, mesmo que ela estivesse perto dos cinquenta anos. Os cabelos negros estendiam-se pelas suas costas e o vestido marrom e verde mostrava as suas origens.

—Olá, querida! Seja bem vinda a nossa casa. —Respondeu Nicol acolhedora. —Pode ficar aqui o tempo que precisar.

—Obrigada, Sra. Fernandez. —Ela respondeu com um sorriso no rosto.

—Você é a cara do seu pai... —Nicol disparou sem que nem percebesse. —Oh, me desculpe eu...

—Sem problemas, Sra. Fernandez! —Interrompeu Melody. —Sei que sou parecida com ele.

—Suponho que já saiba a história toda. —Comentou Nicol.

—Mãe... —Ramon começou a chamar a atenção dela, mas a fada terrealis não parou.

—Você é herdeira do universo e seu pai é o ser mais poderoso que já habitou essas dimensões. —Disse Nicol.

—Eu sei disso, Sra. Fernandez. Mas não quero conversar sobre isso. Eu preciso respirar um pouco antes de encarar os problemas de frente. —Respondeu Melody. —Saí de casa e vim até Miami para não ter que ouvir histórias sobre o meu passado.

—Eu entendo. —Prontificou-se a Sra. Fernandez. —É muito bem vinda nessa casa! Qualquer amigo do meu filho será muito bem cuidado.

—Obrigada.

E após um momento de tensão, a Sra. Fernandez pediu ao filho que mostrasse a amiga o quarto onde ela poderia ficar. Ramon caminhou pela casa com Melody atrás de si. Eles subiram as escadas da casa e logo estavam na frente da porta de um dos quartos. Ramon abriu a porta e revelou um local simples, com uma cama de casal, um armário e uma televisão.

—Sei que não é a sua cobertura em Londres, mas... —Ele começou, mas ela logo o calou com um sorriso sincero.

—É perfeito, obrigada! —Ela o respondeu. —Obrigada por me receber aqui. Não tenho nem palavras para descrever o quão grata estou.

—Será sempre bem vinda na minha casa. —Respondeu ele passando os dedos pela maçã de rosto dela. Ela sorriu alegre com o toque dele e deixou que ele encostasse a sua testa na dela. Então ele selou seus lábios com os dela. —Eu estava com saudades disso já.

—Eu também... ­—Ela admitiu deixando que seus lábios se encontrassem em um novo beijo, cheio de fogo.

As mãos dela foram de encontro a nuca dele enquanto ele segurava firme na cintura dela. A saudade dos dois era grande e os hormônios adolescentes só ajudavam esse desejo a crescer. A mochila dela ficou no chão enquanto ela encostou no batente da porta.

Enquanto suas bocas se entendiam o tempo parecia parar. Mas logo eles foram interrompidos por um pigarro vindo do corredor.

—Jantar está na mesa, casal.

Era Felix. Ramon deixou os lábios da amiga e encostou a sua testa no ombro dela.

—Já vamos descer. —Disse Ramon.

Melody riu e afastou Ramon de si.

—Vamos logo.

Ela foi na frente e ele a seguiu. Na mesa estava um prato bem grande de lasanha. E um pote grande também de salada. Os dois dirigiram-se a mesa e sentaram-se. O Sr. Fernandez estava sentado em uma ponta e a Sra. Fernandez em outra.

O jantar resumiu-se há algumas risadas e um clima leve, algo que Melody nunca teria na sua própria casa. A comida era deliciosa e caseira, outra grande diferença da comida industrializada da casa dos Sloux.

Após o prato principal veio a sobremesa com um bolo de chocolate maravilhoso. Após o jantar, Felix ajudou a Sra. Fernandez a limpar a cozinha, claro que nada que alguns feitiços não resolvessem a bagunça. E então todos foram para a sala. O dono da casa sentou-se na sua típica poltrona reclinável. A Sra. Fernandez sentou-se na outra poltrona, ao lado do marido. Felix, Ramon e Melody sentaram-se no sofá.

Eles começaram a assistir um filme, mas o cansaço da habilit era tão grande que ela não aguentou manter os olhos abertos. Acabou por cair no sono com a cabeça encostada no ombro de Ramon.

Com o fim do filme, o mestiço levantou-se do sofá e pegou a amiga nos braços. Com cuidado para não acordá-la ele a levou para o quarto. A deitou na cama e a cobriu. Beijou sua testa, apagou a luz e fechou a porta do quarto.

Ramon então foi para o seu quarto. Ele abriu a porta e viu Felix pegando um travesseiro no armário. Ramon revirou os olhos e jogou-se na sua cama.

—Você vai assumir esse romance com ela ou vai tentar enrolar ela? —Questionou Felix virando-se para o amigo.

—E dá para enrolar ela? —Debochou Ramon. —Não vou enrolar ela, sou louco por essa garota. Ela é tudo que eu sempre quis, mas preciso de um pouco mais de tempo.

—Entendi. Só não demore muito, não vai querer perdê-la. —Felix comentou indo até o colchão ao lado da escrivaninha.

—Não me jogue praga! ­—Brincou Ramon. —Cara, ela está no quarto ao lado e eu tenho que dividir o meu quarto com você, sério?

—A casa é dos seus pais, as regras são deles. —Debochou Felix.

Os dois riram e trataram de ir dormir. 


Notas Finais


E aí? Relody is real e ninguém diz o contrário!! Nos próximos capítulos acontecerão muita coisa e será muito rápido e perto do décimo capítulo acredito que o conflito real comece a acontecer. Vou indicar uma música que tem a ver com esse segundo livro para vocês: Ready for it? Da Taylor Swift. A pergunta é: vocês estão preparados? hehe
Beijos
~Ana França

Música: https://www.youtube.com/watch?v=wIft-t-MQuE


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