História Snowflake - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dra. Caitlin Snow, Iris West
Visualizações 143
Palavras 1.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estamos entrando em reta final meus floquinhos de neve...

Capítulo 22 - Capítulo 22


'-Você acha que eu vou voltar a usa-lo um dia? – Barry indagou olhando para o seu traje no manequim, ele parecia tão frágil.

-Espero que sim. – falou torcendo para que tivesse dito a coisa certa. Ele suspirou e ela se colocou ao seu lado.

-Eu não tive a minha velocidade por muito tempo, mas agora que ela se foi, sinto como se parte de mim tivesse ido também. – ele disse se afastando, a preocupação brilhava em seus olhos, assim como o anseio e o medo. 

-Com ou sem sua velocidade, você ainda é você, Barry.

-Não sou. Não sou a melhor versão de mim. Eu amo ser o Flash. – ele falou, ela sorriu com carinho. – Eu amo tudo nele: a sensação de correr a centenas de quilômetros por hora, o vento e a energia correndo pelo meu rosto, ser capaz de ajudar as pessoas. – cada palavra dele soava com a mais pura verdade, ela amava o fato dele colocar o amor em tudo o que fazia, era isso que o tornava tão ele. – Não tenho certeza se posso viver sem ele, Caitlin. 

Ela deu um passo à frente seguindo seus instintos.

-Farooq Gibran. – Cisco falou entrando no córtex, ela se afastou. 

'-Barry? – o chamou sentindo um pouco de receio, mas sabia que não conseguiria dormir se não fizesse isso. – Pode ficar comigo até eu adormecer? – indagou se sentindo um pouco boba, o efeito do álcool aos poucos passava deixando apenas uma névoa em sua cabeça. Barry a olhou um pouco hesitante antes de concordar.

-Claro. – ele se sentou ao seu lado colocando a mão sobre sua coxa e acariciando-a com carinho, Caitlin fechou os olhos mais relaxada, algo dentro dela se aqueceu, como uma pequena brasa no meio de um inverno rigoroso.

'-Não pense que eu não te mataria. – disse, Barry continuou parado a sua frente. 

-Então faça. - ela criou um adaga de gelo em sua mão e a colocou sobre o coração dele. – O que você está esperando? – ele indagou, algo em sua cabeça gritava alto dizendo para parar, era Barry a sua frente. – Qual o problema? Vamos lá, faça pelo seu nome, Killer Frost, eu quero ver uma morte. Você quer ser uma vilã, é isso que eles fazem, matam os amigos. – a voz continuou a gritar, aumentando cada vez mais. – Por que nada mais importa para eles, certo? – ERRADO, a voz gritou tomando sua cabeça. – Certo!? – Barry segurou seu pulso empurrando a adaga contra o próprio peito, ela desviou o olhar do dele. – Vamos lá, mate-me, Caitlin. – ela o olhou nos olhos, todas memórias dos dois voltaram a sua mente, aquela brasinha dentro do seu coração se aqueceu. -Você não consegue fazer isso. Não consegue. Porque de baixo de todo esse gelo, você continua você. 

A voz gritou em sua mente, alto e claro, a sua própria voz. Sentiu os olhos arderem e a respiração faltar, soltou a adaga deixando ela se espatifar no chão.

-Barry. – o abraçou com força, ele a abraçou de volta.

-Está tudo bem. – ela deixou o ar se esvair de seus pulmões sem conseguir se desgrudar dele. – Eu estou com você. Está tudo bem.

'-Fazer o quê?

-Isso, as palavras, os gestos, não me dê falsas esperanças quando sei que isso nunca daria certo. Eu estou apaixonada por você, Barry. E isso dói mais do que eu posso aguentar, não piore a situação. Por favor. – deixou as lágrimas escorrerem. – Você não sabe o quanto me doí toda vez que te vejo com ela, sei que vocês se amam, por isso não vou me intrometer entre vocês dois. Você está feliz Barry, é isso que importa.

'-Caitlin, eu... – ele começou a falar, mas ela o interrompeu.

-Eu sei. – disse já sabendo o que ele queria falar. – Eu também.

***

Caitlin piscou os olhos encarando as formas geométricas que se formavam a sua frente, movimentou a cabeça devagar para o lado, sua visão turva aos poucos voltava ao normal, olhou para o branco do teto, mexeu os dedos dos pés e os das mãos apenas para testar a sensibilidade, soltou um suspiro tentando se levantar.

-Não faça isso. – a voz gentil falou, Caitlin virou o rosto encarando uma mulher de meia idade usando um jaleco branco.

-Onde estou? – indagou, as palavras saíram arrastadas pela sua garganta, era como se a muito tempo não falasse nada. 

-No hospital. – a mulher disse apertando um botão, a cama começou a se erguer aos poucos, Caitlin se ajeitou melhor.

-Onde está Barry? – sussurrou um pouco tonta.

-Quem? 

-Barry Allen, meu...o pai do meu filho. – disse, então olhou ao redor, estava em um quarto simples, as paredes brancas e as janelas abertas, levou a mão até a barriga, mas se surpreendeu quando a encontrou menos inchada que o habitual. O desespero tomou conta de si quando apalpou a barriga. 

-Se acalme. – a mulher pediu segurando suas mãos. – Vou pedir para traze-lo.

Caitlin piscou varias vezes confusa, então as peças começaram a se encaixar.

-Quanto tempo eu fiquei em coma?

-Quatro meses. – a mulher disse, Caitlin sentiu todo o corpo pesar, jogou a cabeça contra o travesseiro, as lágrimas escorreram pelo seu rosto. – O garotinho está bem, fizemos uma cesariana em você há dois dias.

-E o pai dele?

-Desculpa querida, mas ninguém veio atrás de você. 

Aquilo para Caitlin foi como um soco no estômago, Barry não havia ido atrás dela, ninguém havia. As lágrimas aumentaram.

-Vou trazer a criança e chamar o médico. – a mulher saiu do quarto, ela respirou fundo, deveria haver uma explicação muito lógica para ele não ter ido atrás dela, tinha que ter.

Se ajeitou melhor na cama e olhou para a janela, a cidade que se projetava parecia estranha aos seus olhos, então um vulto passou, rápido em direção ao céu, ela ofegou assustada.

-Não se preocupe. – se virou para a porta onde o homem que parecia ter a sua idade estava, ele tinha cabelos avermelhados e olhos esverdeados. – É apenas a Supergirl.

-Supergirl? – olhou para a janela de novo, desta vez com esperança de vê-la novamente. – Onde eu estou? Em que cidade estou?

-National City. – ele disse. Caitlin se jogou contra o travesseiro, agora fazia sentido, Barry provavelmente não sabia onde ela estava, por isso ele nunca apareceu. 

-Como eu vim parar aqui?

-A polícia a achou desacordada em um beco, a trouxeram pra cá para cuidarmos de você. – ele explicou. – Você se lembra do seu nome?

-Sim, é Caitlin Snow. E você?

-Sou o dr. Bartholomew Fisher, mas pode me chamar de Bart. – ele disse, Caitlin umedeceu os lábios deixando um sorriso escapar. – Vou cuidar de você a partir de agora.

Assentiu, a porta se abriu e aquela enfermeira entrou carregando uma pequena bolinha envolta de uma manta azul, ela sentiu o coração acelerar e as mãos tremerem levemente.

-Olha quem veio ver a mamãe. – a mulher lhe entrou Josh, Caitlin o segurou sem jeito. Olhou para o rosto de seu filho pela primeira vez tentando memorizar cada detalhe, o nariz meio achatado, o queixo delicado, a bochechas avermelhadas, Josh abriu os olhinhos, o tom era o mesmo que o de Barry, a íris era idêntica. Caitlin envolveu a mãozinha dele beijando com delicadeza.

-Acho melhor deixa-los a sós. – o dr. Fisher disse empurrando a enfermeira para fora. – Vamos Raiben, ainda temos alguns pacientes para tratar.

Caitlin não conseguia tirar os olhos de Josh, ele finalmente estava ali em seus braços, depois de tudo o que haviam passado ele estava ali. Mas não podia deixar de sentir o incomodo dentro de si, havia perdido sua chegada, Barry não estava ali, ele não deveria fazer a mínima ideia de onde ela estaria. Olhou para seu filho.

-Eu prometo, Josh, nós vamos encontrar o papai.



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