História Só mais um trago - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Running in the dark


 

Estava deitada no chão, era frio e áspero. Me levantei nem meio ao breu, não enxergava nada. 
Estava cega... 
Olhava para todos os lados procurando qualquer coisa.
Nada.
Comecei a correr sem rumo, sem tem ideia dos obstáculos a minha frente. Vez ou outra meu corpo se batia com algo que não conseguia identificar , apenas ignorava  continuava a correr desesperada. 
Até que vou contra algo que me derruba no chão, senti minhas costas ralarem com o impacto. 
Com a respiração ofegante sentei em meus tornozelos. 
Tremendo devido ao efeito da adrenalina, apalpei devagar o chão. Ele tinha uma textura  diferente daquele que estava deitada antes, era macio e quente.
 Continuei apalpando até chegar ao que me choquei, uma superfície lisa e gélida. Presumi que era uma parede, me tranquilizei.
Respirei fundo algumas vezes tentando normalizar meus batimentos, apoiei na suposta parede. 
Já de pé procurei o final do obstáculo, mas ele pareceu ser infinito.
O desespero tomou conta de mim, comecei a socar a parede incessantemente. A cada soco que dava uma lágrima escorria, pingava no chão  fazendo um barulho similar a uma garoa. 
Senti algo escorrer dos meus punho.
Sangue... parei de socar, deixei meu corpo cair para o chão. 
O som do sangue pingando, era similar ao som de impacto das minhas lágrimas no chão, eles se complementavam perfeitamente. 
De alguma forma aquilo me acalmou, aos poucos  me levantei.

Sem aviso mãos grandes e quentes tocaram meus rosto, foram direto para  meus olhos, os abrindo com força. 
Uma luz branca cegante me atingiu, aos poucos me acostumei com a claridade. Por mas que minha visão estivesse embaçada, pude reconhecer o teto pintado com estrelas, as frases sarcásticas escritas nas paredes e claro um indivíduo de grande estatura, cabelos castanhos espetados e bagunçados que se encontrava no pé da minha cama. 
Estava em casa.
Fitei o indivíduo ainda borrado, até que minha visão ganhasse foco novamente me permitindo ver a face de Jackson. 
Ele me olhava com um sorriso transbordando falsidade, com uma leve ponta de nojo.
Ergui as sobrancelhas, em sinal de dúvida. Ele desfez o sorriso, direcionando suas orbes castanhas para a porta. Segui seu olhar até dar de encontro com um par de olhos verdes  me fitando com preocupação, apenas suspirei de desgosto ao ver o ser parado em minha porta. 
Seu cabelo ruivo vibrante fazia contraste com sua pele pálida, seus olhos esverdeados miravam cada centímetro do meu corpo, em suas mãos rosas de coloração semelhante a seu cabelo. Ele sorria maroto, mas havia uma ponta de constrangimento camuflado. 
Ele se aproximou lentamente, sentado sem permissão em minha cama.
Senti um misto de desgosto e  breve ansiedade, só ele conseguia causar tal sentimento confuso.
Max.
A personificação do caos, que me seguia como um cão sem dono.
Mantive minha expressão neutra, mesmo sentindo uma náusea esmagadora ao olhá-lo
Seu sorriso maroto aumentava a cada segundo que meus olhos azuis o fitavam, não sabia quanto tempo conseguiria segurar o vomito, então acabei com sua estranha diversão.

"Já acabou de invadir meu espaço pessoal? Por que seria de extremo agrado se explicasse sua miserável e nauseante presença." Disse com o típico veneno presente nas palavras.

Seu sorriso desmoronou em questão de segundos, dando espaço para um carranca que me arrancou um sorriso de canto sarcástico.

"Soube que foi internada ontem. Pensei que estava frágil e precisasse de ajuda.... mas pelo o que vejo, você está bem....muito bem." Disse passando a língua nos lábios com um piercing que julguei ser novo.

"Por isso veio aqui? Para me ver vomitar? Você está quase atingindo seu objetivo." Disse  revirando os olhos em direção a Jackson, que tinha os punhos fechados contendo sua raiva.

"Ai! Assim você vai me magoar querida Eli." Disse dando envases no meu apelido, fazendo o vomito chegar a minha boca.

Revirei os olhos um par de vezes para conter uma resposta ácida.

"Anda, eu sei que você não veio só por isso." ele ficou sério pela primeira vez dês de que chegará. 

"O cão de guarda pode dar uma volta?" Disse se referindo a Jackson, que estava a ponto de soca-lo.

Deixei que ele se aproximasse de Max para intimida-lo um pouco, mas logo lancei um olhar de reprovação parando de antes que ele o massacrasse.
Jackson era consideravelmente mais forte que Max.
Tinha um porte físico invejável entre os meninos, com ombros largos, músculos definidos e uma altura absurda de 1.87. 
Já Max possuía um corpo magro e ossudo, com ombro quase como femininos, sem músculos desenvolvidos e uma altura de 1.70.
Com apenas um sopro Jackson o derrubaria.

"Jackson não tô precisando de um príncipe encantado..." disse e ele suspirou. "Se eu estiver em perigo eu grito." Falei arrancando um pequeno sorriso do mesmo, e ferindo de leve meu orgulho.

Acompanhei com o olhar Jackson sair contrariado do quarto. Mas parecia mais tranquilo por saber que eu aceitei sua proteção. 
Assim que os passos de Jackson ficaram distantes, foquei no palito de fósforo sentado ao meu lado. 

"Estou ouvindo, não faça me arrepender ." Falei fuzilando o fundo de seus olhos verdes.


Notas Finais


Obrigada por ler.


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