História Sobre as Asas de um Anjo - Capítulo 6


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Palavras 1.016
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 5


Enquanto ela sentia Levi passando os dedos por seu rosto, em momento algum, ela deixou de olhar para ele. Além de lindo, o homem era estranhamente familiar. Quando estava com ele, sentia-se mais segura do que o normal. E conforme ele ia a tocando suavemente, ela se sentia reconfortada, ainda mais quando sentiu que ele fazia carinho em sua bochecha. Naquele momento sentiu um frio na barriga, mas era uma sensação boa, de algum modo.

Quando a pequena sentiu seu rosto se aproximar do dele, prendeu a respiração não acreditando no que estava para acontecer. E quando seus lábios se tocaram, primeiro ela ficou receosa, mas conforme ele foi aprofundando tão delicadamente o toque, ela se entregou completamente. Nunca tinha sentido aquela sensação, parecia tão certo. Quando eles se afastaram, parecia que ela já não era mais a mesma, não sem ele. O que a fez se aconchegar no peito dele, onde ela sentiu o coração do mesmo bem acelerado.

— Desculpa Naomi — Levi se soltou e pegou as mãos frágeis da mulher. — Eu tinha dito que não ia tentar nada, e olha o que aconteceu.

Quando ele sorriu com certa malícia, ela não aguentou e começou a dar risada. Mas num baque, a porta do quarto se abriu revelando os cabelos louros de Carmem, que sorria de orelha a orelha quando começou a dizer:

— Eu sabia, na hora que olhei pra vocês dois, que algo...

Mas no momento o cego se levantou parecendo um furacão, e falou com a voz neutra:

— Não é como se tivesse acontecido algo importante. NÃO FOI NADA.

Ao ouvir aquilo, Naomi baixou a cabeça envergonhada, sentindo-se totalmente usada. Ela colocou a mão na boca e fechou os olhos, não acreditava que tinha sido tão tola a ponto de beijar o homem à sua frente.

— Bem, já está tarde — disse ela o mais friamente possível, enquanto se levantava. — Tenho que ir, foi um prazer te conhecer Carmem, e obrigada pela ajuda Levi.

E antes que a impedissem, Naomi foi embora deixando o homem e a senhora sozinhos com seus pensamentos.

Quando Levi foi atrás dela ao ouvir os passos da mesma se distanciando, já era tarde demais, a baixinha já tinha ido embora. Havia sido um idiota, e reconhecia isso, não devia ter dito que o beijo não tinha significado nada para ele. Havia significado muito, nunca esqueceria aquela sensação maravilhosa. Sentia-se enriquecido ao lembrar do sabor dos lábios dela.

E não era só isso, havia achado maravilhoso o modo como Naomi era curiosa, inteligente e querida. E sabia que conhecia ela de algum lugar, tinha total certeza disso, mas não conseguia lembrar de onde poderiam ter se encontrado. Ele achava capaz de estar gostando dela, aliás gostando muito. Estar com a morena, foi algo incrível, e Levi desejava que eles se encontrassem mais vezes.

Mas ele sabia que tinha feito coisa que não devia. Precisava fazer algo, precisava falar com Naomi, e pedir perdão. Mesmo que não se conhecessem muito bem, ele não conseguia mais imaginar um futuro sem a presença dela.

Quando ele voltou para o quarto, sentiu a tia o abraçar enquanto pedia desculpas, e ele retribuiu o abraço.

— Não é sua culpa — ele colocou as mãos nos ombros finos da mesma. — Usei as palavras erradas, eu que causei isso.

Ao falar isso em voz alta, a culpa que ele sentiu se multiplicou inúmeras vezes, e só se sentiu reconfortado quando Carmem falou que tudo ficaria bem, mesmo que ele não tivesse tanta certeza disso.

...

No dia seguinte, Naomi só queria ficar em casa, comendo pipoca e assistindo Netflix, mas tinha faculdade...e como ela amava medicina, não faltaria de jeito nenhum. Enquanto caminhava, ao longe avistou seu melhor amigo, a amizade deles já tinha mais de 10 anos, e mesmo depois de todo esse tempo, a relação deles continuava firme e forte.

Kodai era alto e forte. Sua pele era morena, seu cabelo possuía um tom de preto azulado, o seu olhar era tingido de verde e dependendo do dia, ficava mais puxado para o azul. Sempre andava bem arrumado, tirando o cabelo que era uma bagunça. Até poderia se dizer que ele tinha a beleza de outro mundo, já que era extremamente bonito. Desde pequeno ele sempre fez muito sucesso com as mulheres, mas nunca se interessou por nenhuma, o que sempre deixava Naomi cheia de dúvidas.

Quando o moreno avistou a pequena na rua, foi correndo em direção a ela. Enquanto ele corria, ela sorriu animada.

— Oi tampinha — Kodai se abaixou para olhá-la, já que a diferença de altura era enorme. — Por que está tão desanimada?

Naomi ficou vermelha na hora, ele sempre sabia como a mesma estava, por mais que ela tentasse, o homem a conhecia melhor que todo mundo, não valeria a pena mentir para ele. Mas mesmo assim ela tentou, mas o que ganhou foi um olhar firme. Diferente de Levi que era caloroso e sorridente, o moreno era frio e sério, mas sempre foi muito protetor em relação a melhor amiga, e volte e meia demonstrava gestos de carinho somente a ela.

— Está sim, não minta para mim. O que te tirou o sorriso do rosto?

— Kodai... — os olhos dela se encheram de lágrimas, e o amigo ao ver aquilo, a abraçou meio sem jeito — eu fiz besteira.

Comovida, ela retribuiu o abraço, feliz por tê-lo em sua vida. Ela sempre o viu como um irmão mais velho, seu herói, que sempre a defendia das pessoas e do mundo.

— Quer falar sobre isso?

Ele a olhou novamente, a fazendo se perder no olhar esverdeado do mesmo. E quando ela sentiu uma lágrima descer pelo seu rosto, sentiu Kodai limpar sua face com o polegar.

— Sabe que pode chorar na minha frente — ele continuou —, estou aqui por você, e para você. Só por precaução, vou te acompanhar hoje até a faculdade. Sempre estarei aqui quando você precisar, tampinha.

Ela sorriu ao ouvir seu apelido novamente.

— Eu não sou baixa, você que é um gigante.

Ele sorriu de canto vitorioso. O maior desejo no coração de Kodai, era ver a melhor amiga feliz.



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