História Solangelo para sempre - Capítulo 29


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Tags Solangelo
Visualizações 118
Palavras 1.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia beberes 😉

Capítulo 29 - Profecia


Fanfic / Fanfiction Solangelo para sempre - Capítulo 29 - Profecia

Pov. Nico


Estava tudo indo muito bem. Os papeis chegaram e Will os preencheu enviando-os de volta. Ele iniciou uma maratona de estudos e eu tentava ajudar elaborando perguntas e até que nós nos divertimos ao longo dessa semana de estudos, hoje era o grande dia, o vestibular. Quiron deixou Will usar o computador do escritório dele na Casa Grande e Will foi, eu preferi deixá-lo ir sozinho e fiquei no andar de baixo o esperando. Quiron estava comigo e bebi seu chá tranquilamente e me encarava com certa tristeza nos olhos.

– Tudo bem Quiron? – Perguntei um pouco incerto.

– Meu caro senhor Di Ângelo eu espero muito que ame o garoto Will, ele é bom e fez muito por você. Sei o quanto está se dedicando para fazê-lo feliz e fico muito contente por vocês.

– Obrigado Quiron e sim, eu o amo. – Falei sentindo o rubor esquentar meu rosto.

A porta da casa grande foi aberta com certa violência e Rachel, mais conhecida como Oraculo de Delfos entrou envolta por uma névoa verde e pairou a nossa frente a centímetros do chão. No mesmo instante Will vinha descendo as escadas quase correndo com um sorriso no rosto que se desfez quando ele viu a cena na sala.


O filho do sol doente está

Sua áurea de vida oscilante ficará

As sombras do amor curá-lo poderá

Mas para isso dor e sofrimento virá...

A luz envolta de Rachel se dissipou e ela desmaiou, porém no exato momento da queda eu a segurei e a coloquei confortavelmente no sofá ao meu lado. Will secou algumas lágrimas e me abraçou em busca de consolo.

– Você sabia Quiron? – Perguntei com raiva.

– Há muitas coisas que eu sei senhor Di Ângelo, mas nem por isso posso falar. Will sabe o que tem e sabe que néctar e ambrosia não podem curá-lo.

– Você sabe? – Perguntei me voltando para Will que ainda chorava.

– Minha mãe teve e eu sempre soube que as minhas chances de ter também seriam altas, mas sempre me alimentei bem e fiz tudo que estava ao meu alcance para me manter saudável, mas na minha família é sempre nessa idade em que acontece e nem mesmo a natureza do meu pai pode me proteger da genética. – Will explicou chorando.

– Mas o que você tem? E por que não me falou antes? – Perguntei exasperado.

– Porque eu não queria preocupá-lo e havia chances de isso não acontecer! – Ela respondeu soluçando. E-eu tenho câncer no fígado. Minha mãe teve também e foi assim que ela e meu pai se conheceram, Apolo cuidou dela e a quando viu que ela merecia ser salva ele a curou.

– Então vamos atrás de Apolo, ele é seu pai! Ele precisa...

Fui interrompido pelo grito de dor de Will, segurei ele nos meus braços e Rachel, que havia despertado, chamou Argos para me ajudar.

– Quiron o que eu faço? Ele não pode morrer... Sua áurea de vida está fraca, me ajuda por favor! – Implorei.

– Argos leve Will para o carro, precisamos ir a um hospital mortal, Rachel avise Naomi e Nico vamos acompanhar Will. – Ele ordenou.

Já dentro da van com Will deitado nas minhas pernas eu chorei baixinho pedindo a Hades que não levasse ele de mim e implorando a Apolo para curá-lo. Chegamos ao hospital e Naomi que já nos esperava me abraçou chorando também e dizendo que a culpa era toda dela. Tentei consolá-la, mas eu mesmo precisei de consolo.

– Naomi eu vou salvá-lo, eu preciso falar com meu pai, preciso encontrar Apolo... Quiron cuide dos dois por mim, eu volto o mais rápido possível.

Sai desesperado daquele lugar e aproveitando a noite eu mergulhei na primeira sombra que vi. O Mundo Inferior estava movimentado como sempre, multidões de pessoas caminhavam pelos campos de punição e me obriguei a continuar caminhando e não pensar em Will no hospital. Passei por Cérbero acariciando um pouco sua cabeça e entrei para outro nível do submundo. Corri a plenos pulmões e parei em frente ao palácio do meu pai respirando fundo e acelerado.

Passei pelos portões e quando cheguei a sala vi os três tronos, dois ocupados e um vazio, caminhei lentamente me lancei aos pés do meu pai.

– Nico o que faz aqui? – Perséfone perguntou intrigada com a minha chegada repentina.

– Levante-se meu filho. – Hades ordenou provavelmente sabendo o motivo da minha chegada.

– Desculpe vir sem avisar, mas – eu chorei – Will está doente. Um doença trazida pela genética da mãe dele, a cura pode ser lenta e nem sempre eficaz. Não o tire de mim, por favor, se for preciso leve a mim e deixe-o viver. Eu me ofereço pai. – Falei sério encarando as orbes negras sem brilho diante de mim e Hades ficou sem expressão.

– Seu pai não pode fazer isso... – Perséfone tentou mas Hades a interrompeu levantando a mão em sinal de silêncio.

– Nico, eu não posso curá-lo, não faz parte da minha área você precisa encontrar Apolo. Desde o fim da guerra contra Gaia ele está desaparecido por conta da fúria de Zeus e, sinceramente não sei se ele se arriscaria em aparecer e correr o risco de receber a punição do meu irmão.

– Eu não posso perdê-lo! – Gritei indignado. – Em anos, ele foi o único que realmente conseguiu se aproximar de mim – choraminguei – , prefiro morrer a perdê-lo.

– Acalme-se eu não quero tirá-lo de você, são as parcas, elas escrevem tudo. Mude a sua atitude e rebele-se contra o destino, livre-se do ódio e chame por Apolo. Quem sabe, nós dois trabalhando juntos não possamos curar Will.

– Como posso encontrá-lo? O que eu preciso fazer? – Perguntei mais calmo.

– Ele ainda tem guiar aquela carruagem todos os dias – Hades começou – , com certeza não está longe.Vamos para o hospital, lá você pode invocar Apolo na presença de Will, ficará mais fácil para ele encontrar-nos.

Meu pai me abraçou e eu me senti mergulhar na mais profunda escuridão, primeiro pensei que fosse apenas uma viagem nas sombras, mas então me dei conta que Hades estava procurando os sonhos de Apolo. De repente caímos num campo de margaridas, onde dois jovens brincavam de um jogo grego e eles pareciam felizes. Demorei um pouco para reconhecer, mas o garoto loiro era Apolo e se parecia muito com Will, o outro...

– É Jacinto – Hades disse interrompendo meus pensamentos – um dos dois maiores amores da vida de Apolo, ele nunca o esqueceu.

Caminhamos até estar a poucos metros dos dois e Apolo se virou nos encarando assustados.

– O que fazem aqui e como me encontraram? – Ele tentou se esconder atrás de Jacinto.

– Não o façam mal, por favor. – O outro homem pediu.

– Apolo preciso da sua ajuda – comecei – Will, seu filho e de Naomi, está doente. Está morrendo... – Minha voz sumiu.

– Foi assim que eu conheci Naomi, ela era um mortal muito forte mesmo a beira da morte. – Apolo pareceu nostálgico – Então a doença se manisfestou?

– Sim e agora Will está prestes a morrer... Por favor Apolo, volte e cure-o. – Apolo me encarou e fez uma cara de desgosto.

– Se eu voltar Zeus não irá me perdoar, pelo contrário, eu vou sofrer sua punição.

– Mas Will pode morrer se você não se apressar! – Gritei e o lugar não parecia mais tão brilhante. – Ele é seu filho! E é também o amor da minha vida – cai de joelhos e me humilhei diante de Apolo –, eu não quero uma vida sem ele. Salve-o por favor. Uma vez você disse a ele que a cura estava dentro dele e ele me curou com o seu amor, agora ele tá morrendo e eu não posso fazer nada! – Apolo se ajoelhou ficando cara a cara comigo e sorriu.

– Will amou você por isso ele o curou, e sabe foi uma boa escolha a dele. – Ele sorriu para meu pai e quem eu nunca mais pensei que fosse ver apareceu do nada.

Continuava magro e alto, os cabelos negros cumpridos iam até o meio das suas costas que tinham assas brancas e grandes, seus olhos estavam tão vermelhos quanto eu me lembrava.

– Cupido. – rosnei. – O que você está fazendo aqui?


Notas Finais


Não me matem!


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