História Uma Babá em Minha Vida. - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Alfonso Herrera, Anahí
Tags Aya, Babá, Ceo, Hot, Ponny, Romance
Visualizações 14
Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - 18 - Anahí


Eu acordei com uma puta dor de cabeça, fazia tempo que não bebia assim. Minha mente foi invadida com as imagens de ontem à noite e eu percebi que estava no meu quarto, somente com lingerie. Alfonso provavelmente deve ter tirado minha roupa assim que nós chegamos, acho que apaguei. Sorri pra mim mesma ao imaginar suas mãos me tocando e o quanto ele deve ter se segurado ao me ver só com esse conjunto mínimo de calcinha e sutiã.

Saio da cama e vou direto para o chuveiro, olho no celular a hora e vejo que são sete da manhã. Muitas mensagens de Dulce, que vão ter que esperar até que eu esteja melhor. Sei que minha amiga tem várias perguntas, mas eu não estou no meu melhor momento para responde-las. Lavo do meu corpo e meu cabelo todo cheiro de cigarro e bebidas, nunca teria coragem de chegar perto da Faith assim. Me troco rapidamente e sinto minha calça jeans um pouco apertada. Olho com pânico o meu reflexo no espelho. Eu estava engordando de novo, e isso não era nada legal. Era hora de medidas extremas. Percebi minhas coxas um pouco mais grossas que o normal e gemi. Penteei meu cabelo com vários pensamentos pela cabeça. Como eu encararia Alfonso novamente? Eu realmente queria que meu plano continuasse? Eu tinha sentimentos por Alfonso?

Deixando a escova em cima da pia do banheiro, eu respiro fundo. Bem lá no meu âmago eu sabia a resposta de todas as perguntas. Sim, eu encararia Alfonso novamente e vou agir como se não me lembrasse de nada da noite passada. Toco meus lábios com a ponta dos dedos, como se ainda pudesse sentir seu sabor neles. Isso me leva a segunda pergunta. Meu plano continuaria sim, eu tinha um objetivo e não iria fracassar. E pra isso, não poderia ter sentimentos por ele, só tornaria tudo mais difícil. Eu sou quebrada, danificada. Não poderia amá-lo, estragaria tudo, para ambos. As únicas pessoas que conseguiram conquistar esse espaço no meu coração de gelo eram a Dulce e agora, Faith.

Deixo meus pensamentos de lado e vou para o quarto de Faith, me perguntando como é possível ter ficado longe dela apenas algumas horas e já sentir tanta falta. Ela sorri quando me vê e solta seus sons habituais. Eu a pego no colo, cheirando seu cabelo e a enchendo de beijos.

- Bom dia meu amor, está com fome né? Vamos tomar banho primeiro e depois tomar café. – beijo sua testa e ganho uma bolha de baba em resposta.

Depois de limpa e alimentada, Faith e eu descemos até a sala. De canto de olho vejo Alfonso, meu corpo inteiro gela. Coloco minha menina no tapete cercada por brinquedos e me ajoelho a sua frente, tentando me distrair.

- Anahí. – ouço a voz suave de Alfonso me chamar e fecho os olhos, repetindo um mantra calmante internamente, antes de me virar.

Como sempre, está de roubar o fôlego. Ele está vestido com um terno de corte impecável, a imagem típica de um CEO. O cabelo ainda está molhado pelo banho, mas penteado no local certo. Hoje é sábado e geralmente ele fica em casa, mais que raios um homem não pode ficar em casa com sua única filha no sábado? Eu queria gritar com ele, dizendo que ele estava perdendo todos os melhores momentos com essa pessoinha maravilhosa, mas me contive. Realmente não era da minha conta.

- Sim, Sr Herrera. – eu o olho e ele franziu o cenho sem entender.

- Nós temos que conversar sobre ontem... – ele começa e eu tento com todas as forças não corar.

- Não sei do que o Sr está falando, mas agradeço pela carona e por ter me colocado na cama. Quero me desculpar e prometo que isso nunca mais irá acontecer. – desvio meu olhar e volto a brincar com a Faith, ignorando sua presença.

- Você...Você não se lembra de, uh, nada? – ele limpa a garganta e sinto seu olhar queimando minha nuca.

- Na verdade não, sou um pouco fraca pra bebidas. – lhe dou um sorriso forçado antes de me virar novamente. Mas consigo pegar em seu olhar algo diferente, decepção? Não sei dizer, pois desapareceu muito rápido.

- Eu não acredito.... – ele parece querer se aproximar, mas pensa duas vezes antes de completar a ação - Segunda iremos para Vancouver, quero que arrume suas coisas e as da Faith. – seu tom de voz não deixou espaço para perguntas, agora era duro como aço. Eu apenas assinto com a cabeça, sem olhá-lo e ouço seus passos até entrar no elevador.

Solto o ar que nem sabia que estava prendendo e rio com Faith tentando engatinhar pelo tapete. Eu me afasto uma certa distância e incentivo-a a vir pegar a pelúcia da minha mão.

- Vem princesa, vem pegar. – balanço o brinquedo e ela ri. Tiro meu celular do bolso e começo a gravar a primeira engatinhada dela. Sorrio orgulhosa, enquanto a pego no meu colo, cheirando seu cabelo. Oh Deus, eu a amava.

*

O final de semana passou voando e a todo custo tentei evitar Alfonso. Ele parecia não se importar, afinal, não se esforçou muito pra manter uma conversa descente comigo. Mas as vezes pegava um olhar em seu rosto que não sabia como descrever. Agora estávamos dentro do seu avião particular rumo ao Canadá e eu estava boquiaberta com tanto luxo. Sim, eu sai com vários homens ricos e poderosos – me dá calafrios até hoje pensar no meu último trabalho – mas nenhum deles tinha tanto dinheiro quanto Alfonso.

Afivelo o cinto na poltrona quando soa o anúncio do piloto e vejo Alfonso já preparado, com Faith em seu colo. A mantive acordada e agitada o máximo que eu pude, pra quando chegasse esse momento, ela pudesse dormir tranquilamente. Graças a Deus por isso. Quando o avião começa a andar na pista, minha respiração acelerou e ficou cada vez mais difícil puxar o ar pra dentro dos meus pulmões. Me agarrei no assento até as juntas dos meus dedos ficarem brancas. Com o corpo rígido, fecho meus olhos, querendo que essa parte acabasse logo. O avião toma velocidade e de repente sinto um calor sobre minha coxa.

Olho para a mão de Alfonso apoiada na minha perna e ele tinha um olhar de encorajamento no rosto. Quando ele vira a palma da mão pra cima, agarro como se minha vida dependesse disso.

- Ei, não precisa ficar nervosa. Esse piloto é realmente muito bom, nunca colocaria a sua vida e de Faith em risco. – ele sorri tranquilizador. Eu nunca vou entender essa mudança de humor dele, só mexe cada vez mais com a minha cabeça. Ele tem uma vagina no lugar do pênis, por acaso?

- Eu sei, só... odeio essa parte. E pousar também. – rio sem graça.

- Ai, você é forte! – ele brinca e eu tento tirar minha mão da sua, quando percebo que estava apertando mais do que o normal. – Eu estava brincando Anahí, não está nem fazendo cosquinha. – diz com um fantasma de um sorriso no rosto. – Eu tenho uma fórmula maravilhosa pra fazer o nervosismo passar, vem aqui... – ele pede e eu me aproximo do seu rosto.

Nossos olhares se conectam e eu poderia cair de amores naquele momento, só de mirar aqueles olhos verdes maravilhosos. Respiro fundo e ele passa seu nariz de leve no meu.

- Er...Qual é, essa fórmula? – digo com esforço, engolindo o bolo na garganta. Em nenhum momento deixei de ter consciência da sua mão enorme e quente envolvendo a minha. O calor parecia atravessar todo meu corpo e atingir o ponto bem no meio das minhas pernas. Seus lábios encostam no meu e eu fecho meus olhos novamente, mas dessa vez, querendo que esse momento não terminasse.

Solto minha mão da sua e seguro seu rosto, enquanto aprofundo nosso beijo. Cedo demais, Alfonso se separa de mim e vejo Faith acordada. Eu mordo meus lábios envergonhada e viro o rosto pra janela, enquanto ele cuida da filha. Percebo que já estamos no céu e seguro um sorriso. Bela distração, quem não gostaria né?

- Isso ainda não acabou Anahí. – ele diz e logo se levanta, andando com Faith pelo avião, tentando distraí-la.

Solto um suspiro e pelo canto de olho, vejo ele brincando com a filha no colo. Eles eram tão perfeitos juntos. Apesar do tempo que Alfonso passava longe da filha, quando ele estava com ela, é como se essa distância nunca tivesse acontecido. Tenho que admitir, ele é um ótimo pai e não mede esforços para cuidar dela. Quisera eu ter tido um pai assim, me dando amor, atenção e cuidando de mim em todos os momentos. Alguém pra me ensinar a andar de bicicleta e beijar meu joelho ralado quando eu caísse. Faith só tem um pai, mas que a amava tanto, mais tanto, que talvez ela não sinta falta nunca de uma mãe de verdade. Eu, pelo contrário, tive ambos, mas a soma dos dois juntos não dava um.

Recuso a comida quando a comissária de bordo oferece um almoço. Vejo Alfonso fechar a cara pra mim e dou um sorriso forçado.

- Eu comi antes de sai de casa, estou cheia. – minto descaradamente e ele parece aceitar. Se eu comer aqui, não há chance nenhuma que ele não vá me escutar no banheiro depois. – Por favor, me deixe pegá-la pra que você possa comer. – diante da possibilidade de recusa por parte dele, pego rapidamente Faith do seu colo e ela agarra as mãos em um dos meus cachos, eu rio e sinto o olhar de Alfonso queimando minha pele, mas me recuso a olhá-lo. Cara, essa vai ser uma longa viagem.

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Quem estava com saudade levanta a mao! kkkkk Voltei meninas, agora devidamente instalada e a inspiraçao também está voltando. Me desculpem por ficarem TANTO TEMPO sem post, mas no grupo do whats eu avisei para as meninas da "saga da instalaçao da internet" aqui no meu ape novo. Ô sufoco, viu? Mas agora está tudo de volta no lugar e espero que voces desfrutem dessa semana, pois pretendo escrever o máximo de post que eu puder ok? Agora, o que será que pode rolar nessa viagem heinnnnnn??? 

Com amor, Fran.

 



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