História Stay away from me || JIKOOK - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Gay, Jikook, Kookmin, Lemon, Namjin, Vhope, Yaoi
Visualizações 435
Palavras 2.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello bolinhos, boa leitura ❤

Capítulo 7 - Uma péssima notícia


Fanfic / Fanfiction Stay away from me || JIKOOK - Capítulo 7 - Uma péssima notícia

— Nós fizemos como pediu! –  A loira falou me interrompendo toda sorridente. — Você vai cumprir o que prometeu, não é?

— Claro, vocês fizeram bem. – Jungkook continuou. —  Menos você Rosé.

A tal Rosé virou o rosto como se não estivesse ligando, e Jungkook se aproximou das outras duas que haviam se desculpado comigo e deu-as, em cada uma, um selinho rápido. A ruiva começou a gritar e a loira ficou toda tímida tentando esconder o seu rosto. Eu não estou entendendo mais nada, já basta a confusão em minha cabeça e agora o Jungkook simplesmente beija duas garotas na minha frente, mesmo sendo apenas um selinho, aquilo doeu, foi como se eu estivesse sido traído, mas de uma maneira diferente. Eu estou começando a acreditar nas palavras de Jungkook, eu sou um covarde fraco. Agora eu tenho mais um motivo para desgostar dele.

Comecei a encarar as duas, meu peito se apertava tanto que não fui capaz de controlar minhas emoções. Então eu corri, fugindo da cena, e enquanto eu corria senti minhas lágrimas sendo levadas pelo vento. Eu havia percorrido um grande pedaço de caminho, já ofegante tive a ideia de entrar em uma cafeteria afastada da minha casa. Pedi somente um chocolate quente, abaixei minha cabeça encostando minha bochecha em meu braço esticado na mesa e foi ali onde eu passei o resto da tarde.

Exatamente as seis horas da tarde, finalmente voltei para casa, até essa hora eu cheguei a perder as contas de quantos chocolates quente eu tomei, a minha sorte foi que a minha carteira estava comigo. Chegando em casa, tomei um banho quente e me joguei na cama, entrando em um sono pesado. Depois desse dia, automaticamente recebi esporro da minha omma, pois ao invés de fazer meus afazeres de casa eu dormi até ela chegar do trabalho.

Pelo resto da semana ignorei completamente a presença de Jungkook, percebi que ele se importou e tentou falar comigo, mas fingi que não o ouvia. E até mesmo aquelas garotas não pertubaram mais.

A festa na casa do Taehyung irá ser hoje, porém, estou muito atrasado, dormi a tarde toda e acabei me esquecendo dela, desculpa Taehyung. Claro, eu lhe enviei uma mensagem dizendo que iria me atrasar, o mesmo reagiu bem.

Tomei um banho rápido e vesti uma roupa qualquer; uma calça preta com os joelhos rasgados, uma regata branca junto a um casaco preto, um tênis preto fechado com poucos detalhes em branco e sem me esquecer dos meus anéis, dessa vez o meu cabelo está seco. Rapidamente saí de casa, me despedindo da minha omma ligeiramente.

Chegando na casa do Taehyung, estava totalmente diferente da última festa em que eu havia presenciado, a porta estava fechada e as janelas abertas com várias luzes saindo de lá, o som não estava tão alto, produzia um barulho abafado, deixando somente quem estava próximo demais ou dentro da casa ouvi-lo. Eu abri a porta e entrei junto a alguns adolescentes que estavam atrás de mim. Comecei a olhar em volta, observando cada detalhe do ambiente. Não havia drogas alguma, nem pessoas nuas ou seminuas. É o tipo de festa em que eu mais gosto.

Enquanto olhava em tudo, encontrei Taehyung que estava com um copo de bebida em sua mão observando todos que dançavam naquele grande espaço de sua sala de estar. Me dirigi até o mesmo e o futuquei com o dedo.

— Pensei que não viria. – Taehyung falou alto o suficiente para mim entende-lo.

— Relaxa, só houve imprevistos.

— Ah, você está bem?

—  Sim, estou e você?

— Estou ótimo. – Taehyung disse levantando o seu copo, em seguida pegou outro e serviu uma bebida vermelha para mim —  Não é muito forte, toma.

Peguei o copo e dei dois goles. A bebida desceu rasgando a minha garganta, porém, o gosto dela no começo era doce, a deixando menos desagradável. Após os dois goles, tentei virar o copo, – beber tudo de uma vez só, sem intervalo, –  mas Taehyung abaixou-o me impedindo de fazê-lo.

—  Vai com calma, porra –  Riu.

— Você disse que não era tão forte.

—  É...

—  Quanto mais forte melhor.

—  Tem razão. –  Taehyung riu.

Quando se fizeram duas horas em que eu havia chegado, perdi as contas do quanto eu havia bebido aquele líquido. A única coisa que eu sei é; eu estou bêbado. Tudo estava rodando, minha visão estava totalmente insana e turva. Da minha boca saía tudo em que eu conseguia pensar no momento. Eu estava falando muita besteira.

Hoseok também está aqui, porém não está bebendo, mas mesmo assim está alegrando a festa com as suas palhaçadas de costume.

De repente abro meus olhos, não fui capaz de pensar aonde eu estava deitado, simplesmente me levantei e percebi que eu estava no sofá, minha cabeça doía como nunca, minha boca estava seca e com um gosto horrível, eu precisava escovar os dentes imediatamente, além disso, eu também não tinha as minhas roupas de cima no corpo e meu cabelo, que ontem estava seco, está totalmente úmido. Na sala não havia ninguém além de mim, mas estava uma bagunça só; garrafas de bebidas espalhadas por todo canto e ao lado do sofá aonde me encontrava deitado havia uns quatro panos no chão.

Fui em direção á cozinha ainda tonto e molhei o meu rosto na pia. Suspirei pesadamente e escorei o meu rosto em minhas mãos, –  os meus cotovelos estavam escorados na pia. Havia um banheiro interligado á cozinha, de lá surgiu um barulho que era da porta sendo aberta lentamente, eu ignorei e continuei na mesma posição. Alguém que havia saído do banheiro se aproximava e quando próximo o bastante de mim, o mesmo me deu um tapa em minha bunda. Me virei assustado, era um garoto loiro e musculoso, eu nunca havia visto em toda a minha vida, ele estava olhando para mim mordendo o lábio inferior.

—  Me liga. –  Ele disse inclinando sua cabeça para frente e sorrindo, em seguida o mesmo continuou andando até a porta de entrada e foi embora.

—  Que merda é essa? –  Eu murmurei.

— Jimin! – Taehyung apareceu no corredor onde os quartos estão localizados, ele continuou: — Como você está?

— Como eu pareço estar? – Eu perguntei, abrindo a geladeira á procura de água ou qualquer líquido, para tirar essa sensação terrível da minha boca.

—  Mal. –  Taehyung respondeu.

—  Eu não me lembro de nada.

—  Sério?!

—  Aham.

Enquanto eu bebia a água, Taehyung estava a olhar o chão, perdido em seus próprios pensamentos.

— Que cara é essa? –  Eu perguntei estranhando.

—  Não é nada. –  Ele desviou o olhar.

—  Tem certeza? – Perguntei um pouco preocupado.

—  Não... Eu tenho uma péssima notícia.

—  Ah, Taehyung, lá vem... Diga.

— Ontem você beijou o Jungkook, na frente de todo mundo.

Eu não sabia se gritava por ódio ou alegria. É merda atrás de merda acontecendo, não adianta, quanto mais eu fuja, mais isso irá voltar e cada vez pior. Eu realmente estava pronto para esquece-lo e agora eu o beijo mais uma vez?

Eu devo ter algum problema psicológico, não é possível.

— O qu...?!

— Desculpa Jimin, eu juro que tentei separar vocês, mas Jungkook fez uma expressão assustadora quando me viu. – Taehyung disse cabisbaixo.

Eu suspirei pesadamente e passei a minha mão em meu rosto, ainda não acreditando no que havia ouvido.

— Sério, eu... –  Gaguejei e respirei fundo. — Vou para a minha casa.

— Jimin...

— Está tudo bem, Tae. Aonde está a minha blusa?

— Você derrubou bebida nela, se eu não me engano deve estar dentro do quarto de hóspedes, porque quando você saiu de lá estava sem ela.

— Vou procurar. –  Enquanto andava lentamente até o quarto, perguntei: — Além do beijo eu fiz alguma coisa á mais?

—  Não que eu saiba... Mas, quando você entrou no quarto tinha um loiro junto contigo.

— Meu Deus... Eu fiz alguma coisa com ele?! –  Parei de andar.

—  ... Não.

—  Eu fiz, não é? Diga Tae!

—  Não, não fez eu juro!

Suspirei mais uma vez, fui até o quarto de hóspedes á procura da minha vestimenta. Havia uma cama de casal perto de uma grande janela com cortinas longas, fazendo com que o local inteiro se torne mal iluminado, e o lençóis que se encontrava em cima da cama, estavam entre caídos na ponta dela.

Eu entrei lentamente no quarto, observando cada coisa do local. Quando percebi que não havia alguma camisinha ou algo do tipo, suspirei de alívio. Abri as cortinas e as janelas, deixando o clarão natural da manhã iluminar o quarto por completo e fui á procura da minha blusa. Olhei no guarda-roupa, de baixo da cama e no instante em que fui olhar entre os lençóis, tive um pequeno flashback.

Eu entrei no quarto reclamando de que queria continuar dançando, no instante a minha cabeça rodava e eu estava completamente inquieto, o loiro me impediu de voltar para a sala, repetindo inúmeras vezes de que eu não estava bem. Ele não parecia querer fazer malícias de primeira vista, sua atitude permanecia calma, cuidadosamente o mesmo tirou minha camisa regata e torceu-o tirando aquele líquido avermelhado do tecido, porém ao invés de limpar, fez com que a mancha se espalhasse em um grande pedaço do tecido. Em seguida, o loiro parecia ter entrado em desespero, seus olhos se arregalaram e seu peito se estufou de ar, após ele ter puxado uma grande quantidade de oxigênio para o seus pulmões ele se desculpou comigo que estava sentado na cama respirando profundamente. Ele saiu correndo para fora do quarto com minha camisa em suas mãos. Após isso, não me lembro o que aconteceu depois, há um grande branco em minha mente, me impedindo de lembrar pelo menos um mínimo detalhe, mas o resto de minhas lembranças até o momento foi em que, eu e o loiro começamos a nos agarrar desesperadamente, suas mãos apertavam minha cintura, com elas subindo até meu ombro, o mesmo me empurrou na cama com agressividade. Ele queria dormir comigo, mas eu simplesmente corri do quarto deixando-o para trás. Pelo meu estado eu dormiria com ele, mas meu orgulho, –  ou algo do tipo, – me impediu de fazer isso. Saí de lá imediatamente, fui para a sala onde ainda se encontrava várias pessoas dançando. Cambaleando, eu entrei no meio da multidão e acabei caindo em cima de Jungkook, que estava conversando com alguns garotos, cambaleei novamente para trás fazendo o loiro de antes, que aparentemente havia vindo atrás de mim, segurar em meus braços com firmeza. Jungkook se virou para nós e nos olhou confuso. A partir deste acontecimento não me lembro de mais nada.

— Merda! – Eu gritei chutando a cabeceira da cama.

Eu havia jurado a mim mesmo que iria parar de falar com ou sobre Jungkook e acabei falhando. Todo meu esforço para não entrar em contato com ele, no mínimo pelo resto da semana foi completamente inútil. Eu até mesmo me sinto mal por ter ficado com o loiro, realmente pensei de que adiantaria de algo, mas as coisas em minha cabeça só pioraram. Não tenho como fugir dos meus sentimentos.

Fiquei alguns minutos sentado na cama, tentando recuperar a minha serenidade que havia perdido. Minha cabeça doía muito, uma dor insuportável e minha boca estava de novo completamente seca.

Eu não deveria ter bebido tanto.

Quando pus meus pensamentos em ordem e me acalmei, Taehyung apareceu na porta do quarto e começou a me encarar com uma expressão preocupada.

— Achou sua camisa? –  Taehyung perguntou, se sentando ao meu lado em seguida.

—  Não. –  O respondi enquanto jogava minhas costas para trás me fazendo deitar-se na cama.

— Você está bem?

— Eu não sei. –  Eu o respondi novamente com sinceridade, dessa vez tampando meus olhos com meu braço. — Você já me perguntou isso. –  Ri fraco.

— ... As vezes eu fico pensando se é recíproco. –  Taehyung falou pensativo.

—  O quê?

— Sobre você e Jungkook. Já pensou nessa possibilidade?

— Não, e nem quero. Para que alguém que é super popular entre as garotas iria querer alguém do seu próprio sexo?

—  Gostando de homens, simples. Pensa comigo, se ele tem várias opções, por que ainda não escolheu alguma delas?

— Ele deve ser o tipo que brinca com todas quando tem vontade.

— Ele seria capaz disso? –  Taehyung perguntou.

— Não sei, você acha? – Perguntei, finalmente me levantando da cama.

— Ele não parece o tipo que faria isso. Mas para falar a verdade, eu acho que sim.

—  As aparências enganam.

— Por isso mesmo. Eu me pergunto o porquê que um hétero beijaria um homem.

— Curiosidade, talvez. Mas enfim, eu queria te perguntar uma coisa.

—  Pergunte.

— Por que você continua sendo meu amigo?

Essa pergunta, havia bastante tempo em que queria fazer para Taehyung. Ele descobriu sobre meus sentimentos por Jungkook não faz muito tempo, eu sempre estive escondendo o máximo que pude e mesmo assim, por fim ele acabou descobrindo tudo. Desde então, estive tendo esses tipo de assunto abertamente com o Taehyung, mas essa pergunta não quis se calar. Um garoto tendo uma amizade com um gay, para a sociedade, automaticamente faz com que Taehyung seja gay também, só pelo fato dele andar comigo. Talvez eu esteja louco, mas até hoje não entendo isso, desde o começo tive vergonha sobre ser gay e hoje, estou conversando sobre isso como se essa minha vergonha tivesse desaparecido por completo. Por mais que Taehyung seja meu amigo de longa data, tive uma grande necessidade de lhe perguntar o que estava preso em minha garganta desde o início.

—  Hãn? Como assim?

—  Eu sou g-gay e... você ainda assim continua falando comigo.

— Qual o problema de ser gay? –  Taehyung perguntou sério.

—  É que... –  Eu comecei a falar, mas Taehyung me interrompeu, tocando o seu indicador levemente em meus lábios, para  assim, me calar.

— Só por causa que você não está encaixado nesse padrão da sociedade, não quer dizer que você deixa de ser humano e meu... amigo. –  Taehyung disse dando ênfase a palavra padrão e continuou: — Você só está amando, o que tem de errado em amar? O amor não tem orientação sexual, Jimin. Se quiser desabafar eu estarei aqui sempre que precisar. –  Taehyung falou, como se estivesse essa resposta já formada, se levantou e pôs sua mão em meu ombro. — Não me assuste assim, porra.

— Desse jeito eu me apaixono. – Falei rindo, segurando uma lágrima que ameaçou cair.

— Idiota. –  Taehyung falou ainda sério. —  Vem eu encontrei o seu casaco na sala.


Notas Finais


Desculpe os erros de português ~


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