História Stay With Me - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Governador, Kate Walsh, Personagem Original, Prisão, Rick Grimes
Visualizações 166
Palavras 3.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIEEE, PEOPLES!! Como vão indo, minhas fofuretes?

Eu vou indo bem, e sabem por quê? PORQUE ACABAMOS DE COMPLETAR QUARENTA FAVORITOS!! Gente, vocês não tem noção do quão feliz estou, então muitíssimo obrigada a todas vocês <333

E é claro, queria agradecer especialmente às comentaristas que vivem a me fazer sorrir com seus comentários hilários/divosos. Nunca irei me cansar de paparicar vocês ^3^

Bom, no último cap vimos um pouco do que se passa na cabeça da Clarice, mas e quanto ao Rick? Espero que aproveitem o cap :3 Ah, e já pra deixar no clima, queria lhes indicar a música que eu ouvi para me inspirar: Unstoppable do The Score. Se não conhecem...link nas notas finais, amores ;3

Agora...

Boa leitura,

Capítulo 13 - Com o dedo no gatilho


Fanfic / Fanfiction Stay With Me - Capítulo 13 - Com o dedo no gatilho

~ Rick Grimes ~

Estavam Glenn, Sasha e Tyreese em um carro, e eu e Clarice em outro, seguindo a caminho da tal despensa que poderia nos ajudar, e um silêncio tão grande imperava entre nós, que se uma agulha caísse seria possível ouvir o seu impacto.

Desde que havíamos entrado no carro, Clarice apenas se virou para a paisagem e passou a ignorar a minha presença, como se estivesse extremamente envergonhada.

Que palavra ela havia usado para a noite passada? Ah, a palavra "erro".

Erro? Isso era sério?

Okay, confesso que tudo havia se dado de forma muito rápida e sem nexo algum, mas chamar aquilo de erro era algo que mexia não só com a minha cabeça, por não ter julgado aquilo um erro, como também com um pouco do meu ego masculino. Afinal, quando as mulheres gostavam de uma noite, elas não as consideravam um erro, certo?

Realmente, aquele clima que estava existindo entre nós não era um dos melhores, e claramente estava só tendendo a piorar. Eu precisava tentar alguma coisa para aliviar aquela tensão toda.

- Nesta despensa que estamos indo, tem umas lojas nos arredores. Talvez possa ter algo que você goste.- soltei, tentando puxar assunto.

- É, talvez...- falou desanimada, encarando as árvores que passavam rapidamente pela janela.

Okay, não começamos aquela conversa muito bem, e admito que eu também não soube como começá-la. Então tentaria encontrar uma nova forma de descontrairmos, e eis que uma música me parece uma boa ideia.

- Estava pensando em colocar uma música, o que você acha?- perguntei, e ela murmurou uma afirmativa qualquer, ainda sem me olhar nos olhos.

Então peguei um cd qualquer que estava jogado no painel do carro, o pus no aparelho, e automaticamente começou a tocar "I don't feel like dance". Clarice, que agora olhava para mim, tinha as sobrancelhas franzidas e tentava prender o que deveria ser uma risada.

Até que enfim...

- Sério, isso?- sorriu, apontando a cabeça para o aparelho de dvd, que ainda tocava a música tão "adorada" por ela.- Não se cansa de zoar de mim.

- Não é minha culpa se adoro te ver cantando essa música...mesmo que cante muito mal.- disse, e ela automaticamente me deu um soco no ombro.

- Ridículo!- reclamou, apesar de estar rindo, e o silêncio voltou, só que dessa vez de modo mais agradável.

"É, parece que estávamos de volta, e aquela noite de ontem já não era mais uma barreira entre nós" pensei, e me peguei sorrindo.

- O que foi?- Clarice perguntou curiosa, e foi como um dejá vú da noite passada. Em resposta apenas neguei com a cabeça e ela deu de ombros, como se já não se importasse mais com a resposta.- Ah!- exclamou, procurando algo no pequeno bolso de sua blusa quadriculada, tirando de lá minha aliança.- Antes que eu me esqueça, acho que isso é seu.- deu em minha mão, e eu me surpreendi.

- Nem havia percebido que havia me esquecido dela.- ri comigo mesmo, a recolocando em meu dedo anelar, sem tirar uma mão do volante.- Aonde você a encontrou?

- Na minha cela, enquanto eu trocava de roupa.- deu de ombros.- Aliás, de nada!

- Obrigado.- agradeci, alternando vez ou outra minha atenção entre ela e a estrada.- Acho que devo ter a deixado lá sem querer durante alguma hora da noite.- comentei e de repente vi Clarice extremamente ruborizada, voltando à sua posição inicial, olhando a paisagem e tentando ignorar a minha presença. Fiquei alguns segundos sem entender o porquê de sua postura, mas assim que repeti a frase em minha cabeça, pude perceber o que tinha feito: Havia tocado no velho assunto da noite passada.

E lá haviam ido pros ares as risadas e piadas, e nós dois voltávamos à estaca zero, o silêncio desconfortável.

"Por quanto tempo mais permaneceríamos assim?" me questionava mentalmente, até avistar algo muito mais interessante na estrada. Eram três carros que estavam estacionados, com seus porta-malas aberto, na beira da estrada. Suas latarias estavam um pouco avariadas, mas se lhes colocassem gasolina, com certeza aqueles carros iriam andar. Mas o engraçado era que eu não me recordava daquele carro na última vez que Glenn e eu tomamos esse rumo, e isso me causava um certo mal estar.

Algo não estava certo...

- Rick, o que foi?- perguntou preocupada, e pude sentir sua mão em meu braço. Provavelmente eu deveria ter ficado meio aéreo e em silêncio por mais tempo que o permitido.

- Nada não.- neguei, mas pela sua cara, ela não parecia ter comprado as minhas palavras. Voltei novamente os meus olhos para frente e pude ver, a uma certa distância, o shopping que estávamos procurando.- Acho que chegamos.

Estacionamos os dois carros grande pátio, e nós cinco nos aglomeramos em frente a grande estátua deteriorada, para começar os planejamentos.

- Certo, então.- eu comecei, com a atenção de todos presas em mim.- Tyreese, Clarice e eu, entraremos para dar cabo dos mortos, e como lá embaixo é muito escuro, já tenham suas lanternas em mãos e se preparem para o pior. Glenn e Sasha, preciso que fiquem aqui em cima de olho, caso alguma horda ou qualquer coisa estranha surja, entendido?- terminei, e todos assentiram ao mesmo tempo, convictos.- Assim que tudo estiver acabado, carregamos os carros, e estaremos livres novamente.

Caminhava com minha colt em uma mão e a lanterna na outra, com os dois no meu encalço, até chegar no mesmo restaurante e adentrarmos sua cozinha. Porém, algo que não estava lá antes mas estava agora, eram tábuas de madeira bem pregadas sobre a porta do tal porão/despensa.

Algo estava errado...

- Deixa comigo.- Tyreese se ajoelhou e com o seu martelo foi tirando os pregos um por um, abrindo a pequena porta ao fim de seu serviço.

- Espere.- sussurrei, detendo-o assim que ele tentou descer.- Tem errantes aqui embaixo.- expliquei ao me ajoelhar e soltar um longo e agudo assobio, esperando que eles se aglomerassem que nem na primeira vez. Contudo, apesar de esperarmos por minutos, isso não acontecia de jeito nenhum.

Já sem paciência, fui o primeiro a descer rapidamente o porão, apesar de ouvir algumas contestações dos demais, que de qualquer forma, também acabaram por descer junto comigo.

Clarice apontou seu pequeno feixe de luz para as estantes ao redor, mas além da ausência dos pútridos, pude notar que havia menos comida do que quando chegamos ali da primeira vez.

- Alguma coisa não está batendo.- murmurei comigo mesmo, enquanto andava de um lado para o outro, tentando raciocinar.

- Ei, ei, ei!- Clarice se colocou na minha frente, me parando.- O que não estaria batendo?- perguntou-me, e como que por pura coincidência, um tiro foi-se escutado do andar de cima, mais precisamente aonde Glenn e Sasha estavam.

Tyreese, preocupado com a sua irmã, foi um dos primeiros a subir, mas assim que pusemos nossas cabeças para fora, notamos a presença de uma loira nos esperando. Vestia roupas escuras e em cada lado de sua cabeça haviam três tranças, que lhe davam um ar de roqueira, juntamente com a sujeira sobre os olhos que faziam papel de maquiagem em seu rosto. Claro que não teria medo dela, se a sujeita não estivesse apontando sua arma para a nossa cara e principalmente por estar acompanhada de mais dois brutamontes.

- Aonde pensam que vão, ratinhos?- perguntou com uma voz rouca, abrindo um sorriso totalmente sádico ao final.- Que eu saiba, os gatos nem saíram pra vocês estarem fazendo essa festa toda.

***

Por meio de cutucões e empurrões nada delicados, os dois trogloditas foram nos guiando para o lado de fora, com a loira sempre a nossa frente vez ou outra se virando para nós, como se quisesse se certificar de que ainda permanecíamos submissos, por fim soltando um sorriso extremamente debochado. Ainda estava perdido em meus próprios pensamentos, tentando bolar algum plano que pudesse nos livrar daquela enrascada, quando ao voltarmos para o pátio, a imagem de Glenn agonizando no chão me tirou de meu subconsciente.

O asiático parecia ter levado um tiro no ombro, e tentava se controlar, estancando a ferida com uma de suas mãos, não conseguindo muito êxito, já que ele não parava de sangrar. Fiz menção de ir ao seu encontro, mas a mulher se pôs na minha frente, balançando o dedo indicador em negativa, ainda com aquele seu sorrisinho irritante.

- Me desculpe pelo seu amigo.- um homem que estava de costas, e que eu só havia notado a presença agora, se virou para nós. Alto, forte, de cabeça raspada, usando roupas de couro escuras e com um sorriso tão largo quanto o de sua parceira.- Eu havia pedido pra ele não se mover, mas ele não me obedeceu. Mas eu sei que como vocês são mais espertos e não cometerão a mesma estupidez, certo? De joelhos.- estalou os dedos, e antes que cumpríssemos com suas ordens, dos outros homens que estavam com eles se aproximaram, nos desarmando e nos fazendo ajoelhar.

- Isso fica comigo, gracinha.- a loira piscou para mim, guardando a minha colt em sua cintura.

Aos poucos mais e mais deles foram surgindo, totalizando no final cerca de vinte homens armados nos cercando. Olhava para o redor à procura de Sasha, mas nem sinal da morena.

"Estamos ferrados" eu pensei, enquanto observava a loira ir saltitante até o homem e os dois trocarem um beijo apaixonado.

- Agora, vamos ver...Querem começar se identificando, ou com os pedidos de misericórdia? Pra mim tanto faz, afinal de qualquer forma vocês vão pagar por nos roubarem.- deu de ombros, sorridente.

- Olha, a gente não tá querendo arrumar confusão com ninguém, cara. Da primeira vez que viemos pra cá não havia mais ninguém aqui.- Tyreese começou a desembuchar e o homem fez sinal de "T" com as mãos para ele parar.

- Tempo, tempo! Como assim os panacas já estiveram aqui? Digo, num mundo fodido como esse, vocês encontraram um "pote de ouro" e simplesmente não permaneceram para cuidar dele? Algo está errado.

- Senhor Ajax!- um de seus capangas gritou, vistoriando nossos carros.- Aqui só tem quatro garrafas d'água, dois pacotes de cereal e um pote com feijões.

- Diz isso contando com os dois carros, certo?- perguntou, e o outro assentiu com a cabeça.- Bem, vocês estão quase sem suprimentos, encontraram esse lugar antes, mas não o saquearam. Estariam à deriva em seus carros, mas estão limpos como se tivessem saído agorinha da droga de um lava-jato...- refletia, andando de um lado para o outro, por fim parando a minha frente e me encarando bem nos olhos.- Vocês estão escondidos em algum lugar, não é mesmo, cara?

- Eu não sei do que está falando.- praticamente rosnei, disposto a negar até o fim. Não iria por em risco a vida dos meus amigos ali presentes, nem dos que estavam na prisão, apesar de estarmos visualmente em maior número lá.

- Entendo, mas não se preocupa que logo você vai saber do que estou falando.- garantiu, pegando a sua arma, engatilhando-a e a apontando para a cabeça de Glenn, que continuava a agonizar.- Então...Vai desembuchar de uma vez, ou serei obrigado a estourar os miolos do japinha aqui?

- Você não ousaria!- gritei convicto, só não me levantando a tempo de socá-lo, pois sua namorada rapidamente correu para apontar a minha colt na minha cabeça.

Morrer pela minha própria arma. Quanta ironia nisso...

- Pro. Chão!- sibilou pausadamente, e sem muitas escolhas eu o fiz.- Ajax, esse carinha está com marra demais pro meu gosto. Acho que é porque erramos o alvo.

- E no que estaria pensando, minha deusa?- os dois trocaram olhares e compartilharam de um sorriso sádico.

- Um homem de verdade, quando está desesperado, não reage dessa maneira. Um homem ficaria com medo. Deixa o japinha, afinal ele já vai morrer sangrando.- esclareceu, logo parando seus olhos sobre a Clarice.- Tente...nela.

- Vocês não ousariam.- murmurei, e o mesmo apontou sua arma para a morena, que se encontrava de olhos arregalados, totalmente perplexa.

- Eu não estou fazendo nada, brother. Quem está me obrigando a fazer isso é você. Vai me contar ou não aonde você estão?- perguntou, e eu apenas me mantive calado.- Okay, tudo bem. Hasta la vista ba...- ele sorriu cínico, porém ele não chegou a terminar de completar e jamais poderia. Ele havia levado um tiro na testa.

Todos nós ficamos perplexos e até chocados por alguns segundos, todos fissurados na imagem do tal de Ajax que aos poucos foi caindo no chão. Corri meus olhos para o suposto lugar de onde teria vindo o disparo e pude ver Sasha segurando a sua arma, gesticulando algo com seus lábios que eu reconheci como um "Corram", muito distante.

- Ajax!- o grito agonizante da loira a nossa frente me tirou do estado de letargia e eu rapidamente peguei a minha colt em sua cintura.

- Corram!- gritei para os meus amigos, e instantaneamente Tyreese pegou Glenn no colo e seguiu em direção à Sasha, enquanto eu fui obrigado a arrastar Clarice para o lado oposto, já que os demais capangas começaram a atirar contra nós.

Haviam dois homens no nosso caminho, então rapidamente atirei neles e nos escondemos atrás de uma das mesas do pátio, ficando parcialmente expostos aos demais inimigos. Tentava atirar contra eles, mas era uma tarefa difícil, já que a cada tiro que disparava eu recebia uma saraivada em troca.

- Estamos ferrados. Estamos extremamente ferrados.- Clarice hiperventilava com as duas mãos no cabelo, entrando em choque.

- Clarice, atira!- gritei, afinal não duraríamos muito só comigo e uma colt.

- Não dá!

- Como assim "não dá"?- questionei, parando de atirar por alguns segundos para lhe dar atenção.

- Eu não sei atirar!- gritou, e eu automaticamente congelei. Como assim ela não sabia atirar?

Olhei para o lado e pude ver Sasha atirando contra os inimigos, com muita dificuldade, apesar de sua luta perfeita, enquanto Tyreese tentava amparar o Glenn, mas era visível que não tinha experiência alguma, e por isso o asiático não parava de sangrar. Ele iria morrer, e ocasionalmente todo o restante de nós, se eu não pensava em alguma coisa e rápido.

Mas no que eu poderia pensar?

"Vamos, Rick. Foco" falava comigo mesmo, até ter a ideia que poderia nos salvar.

- Clarice, se junte aos outros.- falei, e a mesma me encarou incrédula.

- Você quer me matar no meio desse tiroteio?!- gritou histérica, e eu tive que juntar toda a minha paciência para encará-la.

- Vá. Pra. Porcaria. Do. Outro. Lado!- mandei pausadamente, visivelmente irritado.- Pode deixar que eu te dou cobertura daqui.- falei, lhe mostrando a arma na minha mão.

- Eu vou morrer, com certeza.- resmungou para si mesma, levantando-se e correndo em sentido dos nossos amigos.

Automaticamente me levantei e comecei a disparar contra os caras que estavam do outro lado, mas algo de repente me chamou a atenção. Sabia que era uma alucinação, mas pude ver claramente Lori a me encarar com os dois olhos vazios e um sorriso macabro no rosto.

- Rick!- pude ouvir Clarice gritar, virando-me a tempo de ver um tiro quase lhe acertar as pernas.- É isso que você chama de dar cobertura?!- indignou-se, e eu voltei a disparar contra os inimigos, já não vendo mais a Lori entre eles.

Assim que Clarice chegou ao outro lado, pude vê-la tirando sua camisa quadriculada, ficando apenas com a sua regata já não tão branco graças ao sangue, fazendo um torniquete rápido e prático no Glenn, que agora parecia se encontrar fora de perigo.

"Agora era a minha vez" pensei, antes de gritar para Sasha me dar cobertura, e partir correndo em direção a eles, antes mesmo da morena me responder. Num ato desesperado para não levar um tiro, acabei me jogando se última hora, acabando por cair em cima de Clarice, que me dava tapas irritados.

- Saí de cima de mim!- pediu, apesar de notar um certo rubor em suas bochechas.

- Saiam os dois de cima de mim, ouvimos uma voz abafada e nos assustamos ao perceber que se tratava de Glenn, que estava embaixo de Clarice.

Instantaneamente lhe pedimos desculpas, e o mesmo sorriu, dizendo que estava tudo bem.

- Qual é o plano agora?- Sasha perguntou, dando mais dois tiros contra os inimigos.- Pois, sem querer apressar vocês, minha munição já está acabando.

- Tudo bem. Continue aqui observando o Glenn, e Clarice e Tyreese, venham comigo. Iremos por trás para pegá-los desprevenidos.- falei recarregando a minha colt python.- Eles vão se achar tão estúpidos quando perceberem que se meteram com as pessoas erradas...

Então nós três nos levantamos e dêmos a volta por trás das lojas, até chegarmos perto de uns três caras que estavam disparando contra Sasha e Glenn. Tyreese pulou em cima de um, Clarice nocauteou outro, e eu apenas ia passando e dando um tiro na cabeça de cada um deles. Um dos sujeitos estava com uma metralhadora, a qual eu tratei de dar nas mãos de Tyreese e lhe dar uma aula prática.

- Aqui destrava e aqui carrega.- o instruía a medida que ia apontando certa parte da arma.- apenas puxe o gatilho apontando para a direção de onde você ver saindo os tiros, okay?- perguntei e ele assentiu.- Eu e Clarice iremos mais para a frente, então se cuide.- pedi, correndo de lá com a morena no meu encalço. Com essa mesma estratégia íamos seguindo, e já estávamos próximos da tal "loirinha psicopata", quando pude ouvir Clarice dizer:

- Por que nós não podemos apenas agir como pessoas normais, e não nos metermos em tiroteios apenas por comida?- resmungou como uma criança, e eu apenas ri, balançando a cabeça em negativa.

- Porque não somos normais.- respondi, a olhando nos olhos, vendo uma cara de espantada surgir em seu rosto.

- Rick, cuidado!- gritou, antes de eu ver um homem pular em cima de mim. O cara era praticamente um armário, com seus quase dois metros de altura, e me esganava com toda a sua força, rindo de mim.

Desci minhas mãos para a minha cintura, mas não sentia minha arma, o que me deixava indefeso em suas mãos.

- Larga ele, seu brutamontes!- a morena gritava, tentando puxar um de seus braços, mas o cara apenas se deteve em lhe dar um tapa ma cara, fazendo-a cair no chão. Aquilo me ativou um ódio fora do normal, mas eu simplesmente não conseguia fazer nada além de ir aos poucos perdendo a consciência. Eu iria morrer.

- Suas últimas palavras?- perguntou debochado, e antes que eu pudesse falar alguma coisa, nós dois ouvimos o som de uma arma sendo engatilhada.

- Eu ia fazer a mesma pergunta para você, ô babaca.- Clarice falou, apontando a minha colt python para ele. Suas mãos tremiam tanto quanto as suas pernas, mas havia algo em seu rosto parcialmente roxo, que me causava calafrios. Determinação era a palavra certa.

- E por acaso a vadia sabe atirar?- riu-se, andando dois passos comigo, enquanto Clarice retrocedeu dois também.- Ah, duvido muito disso.

- Se eu fosse você, eu não pagava pra ver.- rosnou, com o dedo tremendo no gatilho.

- Então veremos.- sorriu, estendendo uma de suas mãos de forma bem teatral.- Atire!

E como se fosse programado, Clarice puxou o gatilho e o som ensurdecedor do tiro foi-se ouvido. Seus olhos se encontravam arregalados, a medida que corria até a mim, que caía no chão.

- Eu o matei.- falou atônita, segurando em minhas mãos.

 


Notas Finais


Link da música: https://m.youtube.com/watch?v=Xydf351l-gw

Gente, talvez tenham algumas pessoas pulando de alegria pela Clarice ter defendido o Rick, mas não se esqueçam: Ela acaba de matar pela primeira vez e isso terá consequências.

O próximo cap falará muito sobre isso, mas até lá, um beijão e um ótimo final de semana pra vocês, lindonas!

BJUS & MORDIDAS DE WALKERS


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