História Stole My Heart - Capítulo 68


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, Sabrina Carpenter
Tags Sabrina Carpenter
Visualizações 63
Palavras 4.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, gente, tudo bem? Desculpem o atraso, mas tive um fim de semana bem ocupado e não tive tempo de postar, só consegui terminar o capítulo hoje :(
MAS em compensação, ele ficou bem grandinho e eu realmente gostei do resultado, espero que vocês também gostem!
Boa leitura e até as notas finais!

Capítulo 68 - Christmas


“Out of all the times, all the universes, all the people, I happened to meet you.”

Anonymous

 

04/12, Sexta-Feira, 23:32 p.m.

— Não esquenta com isso, tenho certeza de que vai dar tudo certo. — Chandler fala do outro lado da linha. Caminho freneticamente pelo meu quarto, tensa. — Você vai dar um jeito, vai que a previsão muda e a neve para de cair?

— Não sei, não. — Respondo, receosa.

Eu planejei passar o natal com a minha família, no Brasil. Eu queria levar Daisy comigo porque ela gosta muito dos meus pais, e os meus pais dela. Sem contar com o fato de eu sentir falta de todos. Esse era o meu plano; ir para o Brasil por volta do dia 20 e voltar depois do ano novo. Mari e Theo iriam também. Estávamos realmente animados para isso, mas algo deu errado.

Está nevando muito, e todos os voos foram cancelados, a não ser que a neve pare. O que, com certeza, não vai rolar.

— E se a neve não parar de cair? Acredito que eu e Daisy teremos que ficar em casa sozinhas.

— Como assim sozinhas? E a Mari e o Theo?

— Antes de irem para o Brasil, eles ficariam uns dias em Miami... Lá não está nevando.

— Tá, então... — Ele faz uma pausa; aparentemente está pensando. Sento-me na cama e fico analisando os detalhes do meu cobertor enquanto ele não fala. — Já sei!

— Que foi?

— Eu vou passar o natal na casa dos meus pais. Seria legal se vocês fossem comigo. A minha mãe sente a sua falta. — Ele faz uma pausa, na qual eu sorrio. — Ela sempre diz que eu nunca deveria ter te “deixado ir”. — Ele ri.

— Bem, eu voltei, não é?

— É, e ela está feliz da vida. E louca pra te ver. — Quando ele fala isso, dou uma risada. É muito bom ouvir que Gina ainda gosta de mim depois de tanto tempo. Mesmo que eu saiba que ela sempre gostou muito de mim, sei lá né, vai que com o tempo ela começou a parar de gostar de mim.

— Que bom que ela quer me ver, também quero vê-la. Sinto a falta dos seus pais e do Gray; faz tanto tempo que não os vejo...

— É. Eles sentem a sua falta; todos eles. Espero que os seus pais se sintam da mesma maneira com relação a mim.

— Bem, sim. Meus pais sempre gostaram muito de você; óbvio, te conhecem há 24 anos. Até a minha avó veio me perguntar sobre você um dia desses. — Comento, rindo comigo mesma.

A minha avó teve o meu pai com 17 anos, e o meu pai me teve com 24, então a minha avó ainda é bem nova, só tem 67 anos.

— Ah, por que não me avisou? Eu tive a chance de fazer uma visita, passei pela rua dela essa semana. — Ele reclama.

— Bem... — Quando vou responder, Mari aparece de pijama com uma cara de sono assustadora.

— Lice, pode falar um pouquinho mais baixo? A Daisy não vai sossegar enquanto não se convencer de que você não está conversando com o Chandler no telefone há mais de duas horas. Poderia falar mais baixinho, só pra eu convence-la de que você já desligou? Assim ela dorme.

— Ah, não, tudo bem... Já estou desligando. Pode deixar que já vou lá dar boa noite. — Respondo e ela murmura um “ok” e sorri para mim.

“Bem, Chandler... Tenho que desligar, mas a gente se fala amanhã, ok?

— Okay, boa noite.... E dá boa noite para a Daisy por mim, tá bem?

— Ok, ok. Francamente, Chandler; daqui a pouco ela começa a te chamar de “dindo” de tanto que você puxa o saco dela. — Resmungo enquanto levanto da cama. — Não que eu não goste disso, tá?

— Tudo bem. Boa noite, dorme bem. Te amo.

 — Boa noite, dorme bem. Amanhã a gente se fala. — Depois disso, desligo o telefone. A cada “eu te amo” que ele pronuncia, eu fico mais arrepiada.

Bem, antes dele, eu tive outros “namorados”. Todos eles eram homens incríveis, das suas maneiras, mas nenhum deles quis assumir qualquer responsabilidade, e a grande maioria me deixou de lado quando descobriu que eu, aos 20 e poucos anos, tenho uma afilhada de menos de 10 anos. Nenhum deles teve maturidade para dar um passo à frente; nenhum deles sequer chegou a conhecer a Daisy, Chandler foi o primeiro.

Isso, de alguma maneira, fez com que todos que sabem disso criarem certo carinho pelo Chandler. O fato de ele ter aceitado a Daisy como se fosse responsabilidade dele fez com que muitos vissem o quanto ele vale a pena. Devo admitir que fez com que eu percebesse isso, também.

Quando entro no quarto de Daisy, vejo seus cabelos loiros e enroladinhos virados de costas para a porta. Dou um beijinho na sua testa e sinto que ela sorri de leve (obvio que sei que ela está acordada) e saio do quarto. Volto para o meu e caio no sono mais que rapidamente.

07/12, Segunda-Feira, 08:03 a.m.

Depois que deixo Daisy na escola e descanso os braços na mesa do escritório enquanto analiso a planta de um apartamento que estou projetando, uma mensagem chega; demoro um pouco para dar atenção a ela pelo fato da minha concentração na planta:

Chandler Riggs: E aí, alguma notícia sobre os voos? Me avisa!!

Não respondo na hora porque estou um pouco frustrada com o fato da neve não ter diminuído. Olho pela janela, esperançosa, mas não há mudança: o dia cinzento agora se ergue. O clima frio é visível aos olhos: muitas pessoas agasalhadas, a neve cobrindo boa parte do chão, e todos com xicaras de chá e café em mãos. Contudo, o ritmo da cidade não diminui.

Como estamos em época de natal, uma hora ou outra vejo pais apressados carregando sacolas com compras de natal andando pelas ruas, apressados com suas rotinas. Dá para ter uma visão bem ampla da rua pela janela do escritório, já que tenho uma porta de vidro bem grande.

Suspiro, um pouco incomodada. Gostaria muito de passar o natal na cidade ensolarada que é Florianópolis. Uma pena que não vá dar certo.

Alice Farley: Nada ainda :(

Alice Farley: Acho que não vai rolar, Chandler. Se a neve não diminuir até dia 15 eu terei de avisar os meus pais e dizer que não vou poder ir...

Volto a minha atenção para o meu trabalho até que Amanda, a secretária, me manda um recado, comunicando que o casal que tem uma reunião comigo chegou.

12:37 p.m.

Quando deixo o prédio, em que a empresa que trabalho fica, aperto a jaqueta de couro contra o corpo, com intensão de bloquear o frio. Obviamente, falho miseravelmente. Pelo fato de não querer caminhar até um restaurante, e porque não estou com fome também, atravesso a rua até a cafeteria na frente do escritório e entro no pequeno, porém muito aconchegante, local.

Depois de pedir um café, sento-me em uma mesa ao lado da janela e abro o laptop, observando as passagens de avião para o Brasil. Não que eu esperasse que fossem liberar, mas não consigo esconder o desanimo quando vejo um “CANCELADO” ao lado de cada voo Atlanta – São Paulo.

Bebo o meu café examinando o meu material e depois volto para a empresa, para trabalhar até as 18:30 p.m.

17/12, Quarta-Feira, 17:03 p.m.

— Então, vocês vão mesmo passar o natal comigo? — Chandler pergunta para mim, muito feliz. Dou um gole no meu chá e assinto. — Ótimo, minha mãe vai ficar muito feliz em saber disso! Ultimamente tem estado ansiosa para conhecer a Daisy, tendo em vista que eu falo dela tanto quanto falo de você. E, bem, — ele faz uma pausa para sorrir para mim — isso é muita coisa.

Sorrio, abobada. A cada dia me apaixono mais por Chandler Riggs. Não sei se isso é relaxante ou preocupante, mas pouco me importa. A sensação quente e agradável que ele me proporcionava quando tínhamos 17 anos está aqui, completamente presente, mais uma vez. É reconfortante sentir o que sinto por ele. Um amor de adolescente presente em duas almas adultas.

Digo isso porque, aos 26 anos, nós dois sentimos coisas que sentíamos quando éramos crianças. Crianças limitadas a preocupações muito diferentes das preocupações que temos agora. Antes, tínhamos um homem completamente maluco atrás de mim (o que é, sim, algo para se preocupar), deveres de casa, provas e loucuras da adolescência. Agora, anos depois, crio uma criança de 5 anos junto com a minha melhor amiga e tenho que assisti-la crescer sem uma figura paterna.

Agora, tenho como companhia uma menina de 5 anos que merece o mundo, mas que se agrada com o mínimo que pode ter. Tenho ao meu lado um verdadeiro anjo, alguém que desceu dos céus para me dar esperança, para me dar forças. Agora, tenho minhas contas a pagar, tenho uma casa para limpar, e o meu emprego.

Coisas do passado prevaleceram, como a Mari e o Theo, e Katelyn, e Lauren, Luiza e Josh, Emma e Thomas, e várias outras pessoas, mas... Quem eu esperava que não fosse ficar, simplesmente pelo fato de ter tido fim, na verdade, não acabou. Chandler Riggs está aqui, como esteve há anos e anos atrás... Chandler Riggs continua com o seu encantador sorriso; continua fazendo com que eu me apaixone por ele cada vez mais.

— Que foi? — Ele pergunta, provavelmente sem entender o motivo de eu estar sorrindo dessa maneira.

— Nada. — Respondo rapidamente. — Só estava pensando no passado...

— Hum, sei... — Ele murmura, risonho como sempre. — Posso passar para buscar Daisy na escola hoje? Preciso de ajuda para comprar o presente.... — Ele se interrompe, momentaneamente constrangido. Seus lábios se limitam a uma fina linha. — Da Mari! Sabe, tenho pensado em algumas coisas, e.... Se não fosse por ela, talvez não estaríamos juntos hoje, né? Devo demonstrar gratidão. — Quando ele termina a sua explicação, caio na gargalhada. Como se ele realmente precisasse de uma desculpa para dar presente para a Mari.

— Ora, é natal. Pode buscar ela, sim. Eu queria visitar Amy e David mesmo, não acho que Daisy ia gostar muito de nos ouvir falando sobre o bebê.

— Ok. E por falar em Amy, eles já sabem o sexo do bebe?

— Não. — Respondo, com um sorriso triste no rosto. — Só vão conseguir saber em janeiro. Amy tem esperado pelo sexto mês feito doida. — Suspiro, passando a mao pela minha xicara. — Eles queriam que eu fosse madrinha da criança, e eu acho que quero. Será que a Daisy ficaria com ciúmes?

— Não. Acho que não, Lice. Durante tanto tempo você tem cuidado dela... Acho que ela te ve mais como mãe dela do que como madrinha, mesmo que não saiba disso. Sem contar com o fato de ela ser muito receptiva, vai ficar tranquila com isso, não se preocupe. Além do mais, você faz um ótimo papel de madrinha, imagine ser madrinha de casamento deles e, então, madrinha do bebe! A emoção seria inimaginável. Não se limite por causa desse tipo de coisa.

17:54 p.m.

Quando Amy abre a porta, vejo a barriga de 5 meses aparente. Ela sorri imensamente para mim e me abraça calorosamente.

— Então, me conte, como vocês estão? — Ela pergunta depois de me servir um pouco de chá. — Você vai passar o natal na casa do Chandler, não vai?

— Vou. — Respondo depressa. — Está ficando sério, Amy. Estou começando a me acostumar com a ideia de estar me apaixonando por ele de novo.

— É, Katelyn disse que você se apaixonaria rapidinho. — Ela comenta, rindo bem-humorada.

Ah, ela disse? — Dou risada. — E você concordou, não é mesmo?

— Bem, estávamos fazendo um “bolão” para apostar quanto tempo você levaria para assumir para si mesma de que está se apaixonando por ele de novo. — Quando ela revela isso, caio na gargalhada.

— Quem chegou mais perto? — Pergunto, ainda rindo desesperadamente.

— Mari. Já imaginávamos, ela te conhece tão bem quanto a sua mãe.

Não me diga que a minha mãe faz parte disso também. — Resmungo, ainda risonha, e Amy faz que não. — Ah, acabei de lembrar! — Faço uma pausa. — Hum... Vocês ainda querem que eu seja madrinha do bebe?

— Obvio que sim! — Amy exclama, esperançosa. Sorrio para ela. — Isso é um sim? — Ela pergunta ao ver o meu sorriso. Faço que sim com a cabeça e ela me abraça bem forte.

David me contou, um pouco depois de eu ter virado bem amiga de Amy, que ela nunca teve muitos amigos, e que eu fui uma das primeiras amigas verdadeiras que ela teve, então todos da família dela têm grande carinho por mim. Ele também me disse, quando me convidaram para ser madrinha do casamento, que foi graças a mim que Amy tem os amigos, os mesmos que eu, que tem hoje.

— Ah, obrigada, Lice! Obrigada, obrigada, obrigada! Eu sei que você já tem trabalho o suficiente com a Daisy, e que ser madrinha de mais uma criança pode ser algo penoso, mas... Ah, obrigada!

— Ei, é uma honra ser madrinha desse bebe adorável. E Daisy vai entender, se duvidar, vai ficar feliz da vida! Desculpe ter demorado tanto para te dizer isso...

— Ah, imagine! — Amy sorri de uma maneira inexplicavelmente verdadeira.

E eu trouxe um presentinho para o meu, ou minha, afilhado, ou afilhada! — Tiro da minha bolsa um embrulho pequeno, e muito flácido, e entrego para a ruiva na minha frente.

Ela abre o pacote e tira um macacão amarelo do Ursinho Pooh, uma touca e sapatinhos da mesma cor. A mulher leva as mãos a boca e lagrimas se acumulam nos seus olhos. Sim, ela está bem sensível. “Hormônios da gravidez”, segundo David (a teoria foi confirmada pela Mari e pela Andrea, colega dela, que é ginecologista).

— Ah, Alice! Essa é a coisa mais adorável que eu já vi! O bebe nem nasceu e você já é a melhor madrinha que ele pode ter, obrigada! Obrigada! — Ela sorri e me abraça mais uma vez.

Mal sabe ela que essa roupa foi só o começo. A minha avó ama (muito) a Amy e, desde que ficou sabendo que ela está gravida, tem usado o seu tempo para fazer roupinhas de crochê e tricô para o meu futuro afilhado. Ela só está esperando a notícia sobre o sexo para fazer roupinhas mais direcionadas. Ela fez a mesma coisa quando Ellie ficou gravida, eu me lembro de todas as roupinhas rosas e lilases que ela fazia.

— Bem, eu só vim ver como você estava, te entregar o presente e te dizer que quero ser madrinha do bebe, eu queria ficar mais, mas daqui a pouco o Chandler vai levar a Daisy lá para casa e eu preciso estar lá, já que a Mari vai trabalhar até mais tarde hoje...

— Tudo bem, — ela sorri — eu te levo até a porta.

E ela me acompanha até a saída e, antes de me dar tchau, me abraça e agradece mais uma vez por eu ter aceitado ser madrinha do filho dela e de David (“espera até o David ficar sabendo que você aceitou, vai ficar tão feliz!”).

Cerca de quinze minutos depois de eu chegar em casa, a campainha toca, anunciando a chegada de Chandler e Daisy. Depois deles chegarem, anuncio que vou tomar um banho e então, depois disso, me juntarei a eles.

[...]

— Então — ouço a voz de Chandler antes de atravessar a porta do quarto de Daisy. Os observo pela frestinha da porta, ele está de costas para mim, os dois sentados no chão. —, você acha que ela vai aceitar?

— Acho. — Ela responde. Não sei direito do que estão falando, mas consigo ver o sorriso no rosto da minha afilhada. Abro a porta e entro no quarto. Quando faço isso, os dois param de falar e rir imediatamente e se voltam para mim.

— Que é que vocês estão fazendo, hein? Cheios de segredinhos desse jeito... — Sento-me no chão ao lado de Chandler, que me dá um selinho.

— Nada, dinda. — Daisy ri, o que me parece suspeito, mesmo que não seja fora do costume ela estar rindo.

— É, Lice... Nada. — Chandler responde, e os dois dão risada (muito suspeitas, na minha opinião). Ergo a sobrancelha e então me volto para as várias coisas espalhadas pelo chão. Pelo jeito, Daisy estava mostrando algo para ele.

24/12, Quarta-Feira, 17:03 p.m.

Termino de arrumar os presentes que comprei em cima da bancada e paro para olhar o relógio.

— Daisy? — Chamo e ouço um “Quê?” como resposta, vindo do quarto da menina, no andar de cima. — Já está pronta? — Pergunto quando atravesso a porta e a encontro vestindo exatamente o que deixei separado. Ela faz que sim, e eu sorrio. — Ótimo, então... Vou me vestir, e então iremos para lá, ok?

— Okay. — Depois que ela responde, dou-lhe as costas e vou para o meu quarto. Tomo um banho, lavo o cabelo, visto-me e miro o espelho por um tempo.

Repasso todo o meu relacionamento com Chandler pela minha cabeça mais uma vez (tem se tornado um habito). Passamos por tantas coisas, tantas dificuldades, mudanças... Tantas e infinitas coisas passageiras, e o amor que sinto por ele ainda está aqui, firme e forte.

— Você acredita em almas gêmeas? — Ele me perguntou, certa vez, e esperou a minha resposta. Quando murmurei um “sim”, ele sorriu. — Bem, sabe... Dizem que... Mesmo depois de muito tempo, de muitas dificuldades, almas gêmeas sempre acabam juntas...

— Mesmo? — Perguntei, sem esconder o sorriso no meu rosto.

— Bem, eu acho que é possível ser verdade. — E depois disso, fez uma pausa. — E... Bem, não importa o que acontecer, eu sei... Sempre soube, na verdade, que você seria a minha.

Quando ele falou isso, sorri de maneira mais apaixonada por isso.

— Eu li uma coisa sobre lendas antigas que dizem que almas gêmeas reencarnam juntas por 7 vidas seguidas, pois é tempo suficiente para traçarem um “final feliz” em sua história... — Ele comentou e desviou o olhar, me deixando particularmente confusa. — As pessoas acreditam cegamente nessa lenda, mas o que elas não sabem, é que almas gêmeas não morrem. Nunca.

“Almas gêmeas são como as fênix; quando chegam no seu fim, ao invés de realmente acabarem, renascem outra vez com o dobro da força da vida anterior.” Seus olhos se voltaram para os meus naquele momento. “Elas não sabem, tampouco, que 7 vidas não são nada para duas almas com destinos traçados uma pela outra.

— Onde quer chegar? —Perguntei, sorrindo de maneira abobada.

— Independentemente do que acontecer, você é, e sempre foi; desde o dia em que eu te vi pela primeira vez – e, sim, estou falando de quando éramos pequenos – a minha alma gêmea. Se custarão 2, 3 ou 15 vidas para traçarmos o nosso final feliz, isso não me importa. Eu te encontrarei, — ele fez uma pausa para acariciar a minha bochecha — em cada uma delas.

Volto à realidade com Daisy batendo na minha porta.

[...]

É Gina quem atende a porta quando bato, e a reconheço na hora. Ela abre um sorriso enorme para mim e joga os braços ao meu redor. Retribuo o abraço calorosamente; por muitos anos ela foi praticamente uma mãe para mim, e eu sentia a sua falta.

— Ah, Lice! Quanto tempo, você está tão linda e tão grande... — Ela exclama ao se afastar. Sorrio para ela, retribuindo o caminho.

— Senti a sua falta, Gina. Faz tanto tempo... — Sorrio para ela. Seus olhos, tão azuis quanto os de Chandler, se voltam para Daisy, que segura a minha mao, e o seu rosto se ilumina.

— E você deve ser a Daisy! Nossa, é tão linda quanto eu imaginava! — Ela se abaixa para ficar na altura da menina, que sorri tão alegremente quanto a mulher. — Chandler me falou muito de você. Sou Gina, como vai?

— Olá. — Daisy cumprimenta, com um pouco de vergonha. Gina nos leva para dentro, onde Will e Gray conversam animadamente e, abruptamente, se voltam para nós.

— Lice! — Gray exclama e me abraça. Ele está enorme, com certeza uns bons 15 centímetros mais alto que eu (não que seja difícil), e quando me abraça, eu tenho a sensação de estar abraçando um jogador de basquete.

Ele também está mais bonito que antes, seus ombros estão mais largos, e está com a aparência mais adulta.

— Quanto tempo! — Exclamo quando ele me solta, e ele se volta para Daisy e começa a falar com ela animadamente enquanto Will se aproxima.

— Ah, Lice! Como você está grande... Sentimos a sua falta nos últimos anos. — Ele fala, descansando a mao no meu ombro.

— Também senti a falta de vocês, queria muito tê-los visitado, mas não tive oportunidade, desculpem... — Quando nos sentamos no sofá – Daisy no meu colo –, estranho o fato de Chandler não estar aqui. — Então, cadê o Chandler? Ele me mandou mensagem hoje mais cedo dizendo que chegaria cedo para te ajudar com o jantar, Gina.

— Ah, sim! O jantar já está pronto, Chandler esteve aqui e saiu para trocar de roupa, deve estar chegando daqui a pouco... — Ela sorri, e eu assinto.

20:05 p.m.

— Minha nossa, onde será que esse homem se meteu? — Gina se pergunta, consultando o relógio. Chandler ainda não chegou, o que é estranho, porque ele normalmente não se atrasa. — Já era para ele estar aqui.

E então o telefone toca. Ela levanta do sofá num salto e todos interrompem a conversa para prestar atenção no telefonema.

— Ah, oi, querido. E aí? Vai demorar muito ainda? ... Ah, tudo bem, mas já estão chegando? — Ela escuta o que a pessoa do outro lado da linha. — Ah, já estão aq.... Ok, só espere um momento.

Ela afasta o telefone e desliga.

— Eu já volto. Will, cinco minutos, sim? — Ela ergue uma sobrancelha e caminha para o quintal. Escuto ruídos vindos do lugar para onde Gina foi, e Will tenta fazer com que paremos de prestar atenção nisso, puxando um assunto improvisado, mas falha. Exatos cinco minutos depois, ouço um assobio vindo da parte de trás da casa e Will sugere irmos até lá.

Pego a mao de Daisy e a guio pela casa, tão conhecida quanto a palma da minha mao, até o quintal. Quando atravessamos a porta, vejo que reformaram o quintal. Onde havia grama e uma pequena casa na arvore, agora há um belo jardim, com flores formando um tapete colorido. Há uma estradinha feita de tijolos até a área da piscina, e eles penduraram lanternas do telhado da casa até o muro que separa o terreno deles do terreno do vizinho.

Quando olho em volta, sorrindo, vejo Chandler parado, perto de onde ficava a piscina. Sorrio para ele, que sorri de volta.

— Que está acontecendo? — Pergunto para Gina ao ver um sorriso muito feliz no seu rosto. — Hein?

— Achei que seria mais apropriado te dar o seu presente de natal aqui fora. — Chandler fala e então pede para mim e para Daisy nos aproximarmos. Obedeço, e a menina que segura a minha mao me segue.

Vejo que ele segura um porta-retratos quando me aproximo. Pergunto o que está acontecendo e onde ele quer chegar, mas não obtenho resposta, apenas um sorriso. O homem na minha frente me entrega o porta-retratos e, quando olho para o presente, vejo a foto de uma casa. Uma casa simples, porém muito bonita. As paredes são amarelas, e há um jardim bem grande a rodeando. Olho para ele, sem entender.

— Você sempre disse que queria traze-los para cá, mas nunca chegou a conseguir. Eu meio que fiz isso para você. — Ele explica, mas não me ajuda a entender. Então, para a minha surpresa, ele tapa os meus olhos e assobia. Ouço passos atravessando o gramado e, quando ele tira as mãos da frente dos meus olhos, meus joelhos cedem um pouco com a minha emoção: estão todos aqui.

Literalmente todos. Mari e Theo – que supostamente estavam em Miami –, Amy e David, Emma e Thomas, Luiza e Josh, Katelyn, Lauren, a minha avó, os nossos amigos do elenco de The Walking Dead e, junto deles, os meus pais. Meus olhos se enchem de lagrimas. Ainda assim, não compreendo.

— Co... Como? — Gaguejo um pouco. — Onde quer chegar?

O meu corpo todo treme, e eu choro. Choro de felicidade. Estou tão nervosa e tão confusa, não consigo assimilar o que está acontecendo. Quero correr até o aglomerado de pessoas e abraçar os meus pais até não conseguir mais, mas algo me mantem aqui, na frente dele.

— Bem, eu já te disse que te amo mais que tudo nesse mundo, você é o ser humano mais importante do mundo para mim, não que não saiba disso... — Ele faz uma pausa para afastar um fio de cabelo do meu rosto. — Você já sabe que eu darei um jeito de encontrar, independentemente de onde for....

— Chandler.... — Chamo, nervosa. Não compreendo o que ele quer dizer.

— E... Eu sei que os outros caras que você saiu se recusaram a assumir responsabilidade por conta de você criar uma criança aos 20 e poucos anos, mas eu não sou como os outros caras, nem de longe. — Ele olha para Daisy e sorri. A menina sorri também e, pela primeira vez, não vejo uma Ellie ali, e sim uma Alice. Não uma cópia de uma Alice mais nova, mas uma Alice.

“Porque, Alice Farley, eu amo a sua afilhada.” Ele se volta para mim. “E eu estou apaixonado por você.” E então, busca algo no bolso da jaqueta e se ajoelha.

Nesse momento, se é que é possível, começo a tremer mais ainda.

— Alice Ramos Farley, você.... Você quer casar comigo? — Ele pede, e eu levo as mãos a boca. Sempre com esses atos de heroísmo, não é mesmo, Riggs? — Me faça o homem mais feliz do mundo, eu lhe imploro...

— Eu.... — Não consigo buscar as palavras, mesmo que ele obviamente saiba a resposta. Olho para Daisy, que chora de felicidade. — Eu aceito! Claro que sim, Chandler! Eu aceito! Um milhão de vezes e em todas as línguas possíveis, sim!


Notas Finais


GENTE DO CÉU QUE CAPÍTULO LINDO VCS NÃO ACHAM?
Eu to particularmente feliz com ele, e acredito que vocês também estejam, mesmo que eu tenha atrasado um pouco!!
Tivemos muitos acontecimentos, não é? O que acharam??
Meninas do grupo do Whatsapp, eu to sem celular por tempo indeterminado, mas to no tt se precisarem de alguma coisa (isso vale pra quem não tá no grupo do Whatsapp também tá, gente?)
Roupa da Alice: https://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_624/set?id=230860540
Roupa da Alice (Natal): https://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=230983487
Foi isso, bebês, espero que tenham gistado, comentem PLEASE porque eu fiz e tudo pra ficar bom!
Beijocas e até semana que vem!


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