História Storybrooke - Capítulo 70


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma, Regina, Romance
Visualizações 149
Palavras 8.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei meu povo lindo! E alegrando a segunda :)

Muito obrigada a todos que comentaram, favoritaram, que colocaram na lista de leitura e a quem acompanha dentro e fora da moita! Obrigada mesmo, me sinto muito feliz por vocês amarem a história ❤ 😍😍😍 Vocês moram no meu coração!

E sim, eu tenho os melhores leitores do mundo! Me divirto e muito com seus comentários 😍😍😍😍 Amo ler o comentários de vocês 😍😍

Boa leitura e segura que as emoções ainda estão soltas nesse capítulo!

Capítulo 70 - Capítulo 70


- Mamãe! – gritou Henry ao ver Regina descendo da pick-up vermelha assim que a mesma estacionou – Que bom que voltou. – disse ao se aproximar e se jogar nos braços da morena – Estava com saudades. Vocês demoraram para voltar.

A advogada abriu um imenso sorriso Eu sei, mas foi por uma boa causa! – Eu também, meu príncipe. – disse abraçando o filho fortemente - Muitas saudades de você, e de todos aqui na fazenda. Desculpa por demorar em voltar.

- Ah eu também quero um abraço do meu garoto. – disse Emma assim que se aproximou dos dois Porque eu também estava com saudades de você meu garoto!

- Vem aqui, mãe! – chamou do colo da morena. Com um sorriso aberto a loira se aproximou e no instante seguinte ele pulou no colo de Emma E nem um pouco sem vergonha! – Toma seu abraço bem forte. Também estava com saudades de você.

- Ah agora eu estou feliz. – falou a loira ao receber o filho nos braços – Saudades de você, meu filho.

- Eu também mãe! Muitas. – falou ao se soltar do abraço, mas ainda permanecer no colo da loira. E assim os três foram para a direção da casa, que na varanda já tinha uma Cora sorridente.

- Bem-vindas! – desejou a mulher mais velha dando um abraço em sua filha, e um beijo no rosto de Emma, uma vez que Henry não quis descer de seu colo – Vamos entrando que quero saber tudo sobre a consulta. – olhou em conspiração para sua filha – Tudo mesmo. Inclusive dos meus mais novos netos!

Emma sorriu e não via a hora de falar para Henry que ele logo teria mais irmãos Aposto que ele ficará muito feliz! – Não se preocupe Cora, você e todos saberão de tudo e todos os detalhes. – piscou para a mulher mais velha – Chegamos! – anunciou quando entraram na cozinha.

- Ah menina Emma! Menina Regina! Chegaram bem na hora, acabei de passar um café. – disse Eugenia colocando a segunda garrafa na mesa – Sentem-se que queremos saber de tudo. – falou voltando para pegar o pão caseiro que havia feito durante a manhã.

- Ah como eu estava com saudade desse seu café, Bah. – disse Emma dando um beijo na senhora – Por mais que em Boston tenha ótimos cafés, nenhum deles é tão bom quanto o seu.

- O meu café não é ruim, mas também não chegava ser tão bom quanto o seu. – fez uma pausa - Cadê o resto do pessoal? – quis saber Regina ao ver que apenas Eugenia e Cora estavam ali, assim que se sentou ao lado de Emma já enchendo uma caneca com o líquido preto.

Cora sentou-se de frente para as duas mulheres e também estava se servindo do líquido preto – George e John estão pela fazenda, eles estavam cansados de ficarem aqui sentados e resolveram dar uma volta pelo lugar... – olhou para o relógio na parede – Acho que devem estar de volta daqui a pouco... – tomou um gole do café - Ruby falou algo sobre exames, não entendi direito. – respondeu – Mas ela também não deve demorar. Kathryn está no escritório e falou que hoje voltará um pouco mais tarde que o normal devido a papelada do divórcio de Glinda já estar pronto, então ela ia trabalhar um pouco mais por isso.

- Entendo. – comentou a morena mais nova depois que tomou um grande gole de café enquanto escutava a explicação de sua mãe – Então deixarei para contar as novidades na hora do jantar. – falou Regina tomando um gole de seu café Assim faço mais um pouco de mistério! Quanta maldade Regina! Ai nem tanta, apenas estou esperando para contar tudo de uma vez!

- Quer dizer que meu irmão ou irmã já está na sua barriga? – quis saber Henry empolgado ainda sentado no colo da loira Ah meu príncipe, esse ainda vai demorar um pouquinho, mas espero que logo ele também estará na minha barriga! Quero a minha loira me paparicando e muito! Isso você nem precisa pedir que com certeza ela irá fazer isso!

Emma soltou uma risada – Ah meu garoto ainda não, isso vai demorar um pouquinho ainda, mas não se preocupe, você irá ter uma irmã e um irmão e não irá demorar muito. – piscou para ele Espere até saber dessa novidade! Você irá gostar e muito! Ele irá amar, Emma! Sim!

- Quando? Vai demorar muito? – quis saber – Eu vou poder brincar com ele ou ela?

Mais risadas foram ouvidas, mas agora das quatro mulheres – Calma que logo você saberá de tudo. – respondeu a loira e tomou um gole de café Como senti falta do café da Bah! Sem muita alternativa o menino começou a comer sua fatia de pão que sua mãe morena havia preparado para ele. Continuaram comendo quando finalmente George, John acompanhados de Ruby chegaram para se juntarem ao pessoal a mesa. A conversa leve preenchia o ambiente – E Lola? – quis saber a loira que ainda não havia visto sua fiel escudeira – Ela ainda está lá no quarto? Saudades dela.

- Ah Loirão, ela está ótima. – respondeu Ruby com um sorriso nos lábios – Está andando de um lado a outro agora, e o filhotes um mais sem vergonha que o outro, principalmente agora que descobriram o mundo fora do cesto. Logo estarão correndo pela casa e pela fazenda.

- Sério? – perguntou feliz e Ruby apenas confirmou com um aceno de cabeça – Me dão licença que preciso ver a minha princesa. – se levantou, ao colocar Henry no chão e segurando sua pequena mão – Preciso dar um pouco de atenção a ela. – piscou brincalhona.

- Achei que sua princesa fosse a Regina. – comentou John brincalhão.

Emma parou a porta, com Henry ao seu lado – Ah John, a minha morena não é a minha princesa... – fez uma pequena pausa dramática e continuou ao ver os olhos surpresos do homem – Ela é minha rainha. – terminou com mais um piscar de olhos e um sorriso de lado nos lábios, sumindo na direção do quarto que a cachorra ainda estava com seus filhotes.

Regina soltou uma risada – Tio, você achou que eu seria menos que uma rainha, para a minha loira? – perguntou travessa.

- Provavelmente não. – ele respondeu depois que tomou um gole de café.

- Mesmo porque se eu fosse menos que uma rainha não teria noivado. – brincou a morena e John quase engasgou com o outro gole de café que estava tomando, pois não esperava aquela resposta. Aquilo tirou mais risadas dos ocupantes da mesa.

-SQ-

- Lola! – chamou Emma assim que abriu a porta e no instante seguinte estava no chão com a cachorra sobre si, a lambendo e abanando o rabo em felicidade – Hey, garota estava com saudades de você também... – fazia carinho na pelagem do animal - Desculpa por ter sumidos esses dias... – ia falando enquanto dava risada e fazia mais carinho na cachorra que continuava distribuindo lambidas na loira – Mas precisei me ausentar, mas agora estou de volta e viu cuidar de você direitinho por esses dias, mas já aviso que semana que vem terei que me ausentar novamente. – falou quando conseguiu se sentar. A cachorra a olhou e soltou um latido – Eu sei, mas é por uma boa causa, afinal logo você terá mais crianças para brincar... – fez uma pausa sorrindo e fazendo carinho na cabeça da cachorra – Porque minha morena e eu estamos aumentando a família, assim como você fez com seus filhotes. – sorriu.

Então escutou um riso infantil e olhou na direção de onde veio. Seus olhos se arregalaram surpresos, mas carinhosos, quando viu Henry fugindo dos três filhos que unidos estavam perseguindo o menino pelo quarto. O garoto ria e corria dos filhotes, que todos desajeitados seguiam o menino pelo espaço do quarto até que Henry se jogou ao chão em cima do tapete e no momento seguinte os três filhotes o cercaram e começaram a encherem o menino de lambidas. Henry tentava se proteger, mas ele mais dava risada que outra coisa durante o “ataque” do trio – Eu me rendo. – ele dizia entre risos. Henry conseguiu se sentar e brincalhão se levantou – Me rendo nada. – saiu correndo mais uma vez com os três filhotes em sua perseguição pelo quarto. Ele se escondia atrás dos móveis, mas logo saía correndo porque os cachorrinhos sempre se aproximavam. O riso do menino preenchia o ambiente Ah que eu não vejo a hora de Júlia e Thomaz estarem juntos ao meu garoto nessa bagunça gostosa!

Emma sorria diante da cena, enquanto Lola já havia se sentando entre as pernas da loira e se encostado na mesma. As mãos de Emma ainda fazendo carinho na pelagem marrom do animal que soltava alguns suspiros de pura felicidade Você realmente estava com saudades, não! E está cada vez mais folgada! Mas eu adoro isso! Henry conseguiu se levantar da segunda vez que tinha ido ao chão com os cachorrinhos o lambendo e brincando, correu na direção de sua mãe, e os três filhotes correram atrás dele mais uma vez. Muitos risos preenchiam o ambiente. Assim que se sentou ao lado da loira, o menino foi mais uma vez “atacado” pelo trio que não deram um segundo de sossego para ele que ria sem parar.

- Eles cresceram bastante, Lola. – disse Emma para a mãe que olhava toda orgulhosa de seus filhotes brincando com seu filho. A mão de Emma alcançou os três filhotes para fazer carinho neles também. Que finalmente voltaram sua atenção para a loira e foram recepcioná-la com pequena lambidas.

- Mamãe! – Henry exclamou assim que se deitou no chão para deixar os filhotes subirem nele quando voltaram para brincar com o ele, viu sua mãe morena parada a porta com um imenso sorriso nos lábios. Ela estava com os braços cruzados na altura do peito e encostada no batendo da porta.

- Oi morena, vem se juntar a família. – disse ao olhar para a porta assim que escutou seu filho chamar pela outra mãe. Regina assentiu com a cabeça e se juntou aos dois no chão, e imediatamente sua mão foi na pelagem da cachorra e começou a fazer carinho. Fez carinho nos filhotes que a lamberam e voltaram suas atenções para o menino mais uma vez. Olhou Henry brincando com os três filhotes e abriu mais um sorriso ­Será que Tom e Júlia gostam de cachorro? Mas não tem como não gostar de Lola e seus pequenos! Os olhos castanhos de Regina se encontraram com os vedes de Emma em uma silenciosa conversa, então a loira assentiu.

- Henry, meu príncipe... – chamou Regina e o menino a olhou – Sua mãe e temos uma coisa para conversar com você.

O garoto percebeu que era importante e se sentou, enquanto os filhotes concordando que era de matar a fome foram todos correndo para sua mãe, pois estava na hora deles mamarem – Sobre o que é? – quis saber.

Regina soltou um suspiro Não precisa de todo esse nervosismo Regina, ele sabe que vocês estão aumentando a família, inclusive ele estava pedindo por irmãos! – Henry, você sabe que estamos tendo ter mais um bebê, não sabe? – perguntou e ele respondeu com um aceno de cabeça Ótimo! Isso já facilita! Mas vamos fazer a pergunta principal! – E se dissermos que além do bebê você terá mais dois irmãos?

- Por que vocês duas vão ter bebês? – perguntou confuso Ah como gosto dessa inocência, mas ele e Júlia com certeza se darão muito bem nesse quesito! Ele e Thomaz se darão bem no quesito bagunça! Pode apostar que sim, Emma!

Emma riu com a imagem dela com um barrigão Pensou Emma, você com um barrigão e distribuindo ordens para todo lado aqui na fazenda, ia ser cômico! Com certeza mente! Quem ia levar a sério uma loira doida por causa dos hormônios? Ah pode apostar que todo mundo leva a sério uma grávida enlouquecida pelos hormônios! Nem vou discutir, pois logo terei uma em casa! – Ah meu garoto, nessa primeira vez será somente sua mamãe com barrigão. – respondeu, então o cenho do garoto franziu mais ainda – Se te falarmos que os outros dois irmão já são grandes e poderão brincar com você enquanto o bebê não nasce?

Henry ficou um tempinho pensando sobre o que sua mãe loira havia dito e então seus olhos brilharam – Eles já vão vir do meu tamanho? – um aceno de cabeça de Emma para responder – Eles vão poder brincar comigo? – agora foi Regina quem assentiu com a cabeça – São dois?

- Sim. – Regina verbalizou a resposta Ah meu príncipe, amo esse brilho de felicidade em seus olhos! – Um menino e uma menina.

- Quantos anos? – perguntou ansioso, não vendo a hora de poder brincar com eles.

- A menina tem oito e o menino tem quatro. – agora foi Emma quem respondeu, fez uma pausa então continuou Precisamos lembrá-lo que o amamos mesmo querendo ter mais filhos! Mas Emma, ele que pediu por irmãos! Eu sei mente, mas o ciúme acontece mesmo ele tendo pedido por irmãos! A vezes ele poderá achar que não o amamos o suficiente! Entendi! Você está certa! Nossa, agora me surpreendi com você mente! Ah mente uma vez a cada um milhão você está certa, é raro acontecer, mas acontece! Hey! Nem vou falar nada para você mente!  – Você sabe que amamos muito vocês, não?

- Sim, eu sei. – ele confirmou – Mas como vocês conseguiram dois irmãos para mim desse tamanho? Achei que eles vinham pequenos iguais os filhotes de Lola.

A loira sorriu com a confusão do menino Ah garoto! – Henry, lembra quando contei que eu fui adotada por George e Ingrid?

- Sim.

- Eu não vim pequena como um bebê, eu já tinha cinco anos. – respondeu a loira, então os olhos de Henry se abriram surpresos com a informação – E os dois meninos que serão seus irmãos serão adotados assim como eu fui.

- Ah! – foi tudo que Henry disse no momento ao encolher os ombros timidamente.

- Você ficou chateado? – quis saber Regina ao perceber a reação de seu filho. Henry instantaneamente negou com a cabeça – Então o que foi?

– Então cadê eles que não veio junto? – perguntou olhando curioso para suas mães Ah era isso? Provavelmente!

- Eles ainda estão no orfanato. – respondeu Regina levemente mais aliviada ao ver que seu filho apenas queria saber onde estavam seus novos irmãos.

- O pessoal do orfanato vai entregar eles como fazem com os cavalos? – quis saber o menino – Porque vocês chegaram e não veio ninguém junto.

Emma não aguentou e soltou uma risada gostosa – Ah meu garoto, não eles não serão entregue como os cavalos. Quando toda a papelada sair nós iremos buscá-los.

- Isso demora muito? – quis saber olhando intensamente para sua mãe morena.

- Alguns dias. – respondeu Regina Eu também queria que não demorasse tanto assim, mas infelizmente temos que esperar alguns dias. Prometo que a espera valerá a pena, meu príncipe, pois você amará a Júlia e o Thomaz! – Quer ver fotos deles?

- Quero! – respondeu alegre.

Regina tirou o celular do bolso, destravando a tela inicial e procurou pelas fotos que tirou – Aqui. – deu o celular para o filho ver.

- São eles? – perguntou surpreso ao ver a foto dos irmãos.

- Sim, são... – confirmou Regina – Essa é a Júlia, e esse é o Thomaz. – disse apontando quem era quem na foto. Assim foi passando mais algumas fotos dos dois, assim como fotos de Emma com eles e as duas mulheres com as duas crianças Esse dia fizemos muita bagunça e foi muito divertido! Não vejo a hora de repetirmos mais dessa bagunça, mas aqui em casa! Aposto que todos irão se juntar nas primeiras bagunças!

- Júlia e Thomaz... – murmurou Henry para si enquanto olhava atentamente para a foto no celular – Jú! Tom! – continuou seu murmuro então abriu um sorriso ainda olhando para a foto – Gostei! Jú e Tom! Posso chamá-los assim? – olhou para suas mães que assentiu com a cabeça – Quando eu vou conhecer eles?

Emma sorriu – Que tal semana que vem? – sugeriu – Temos que voltar para a consulta e vamos vê-los novamente lá no orfanato. Quer conhecê-los semana que vem junto conosco?

- Quero! – respondeu afoito – Quero muito. Falta muito para chegar semana que vem??

- Falta um pouquinho, mas vamos torcer para esses dias passarem rapidamente. – confirmou Regina sorrindo abertamente - Então está combinado, semana que vem nós te levamos para conhecer a Jú e o Tom.

Henry se levantou inesperadamente – Oba! – comemorou levantando os braços acima da cabeça - Eu vou ter mais irmãos! – disse pulando feliz, então parou toda a comemoração e seus olhos se arregalaram com a brilhante ideia que teve – Vou contar para a vovó que vou conhecer os meus novos irmãos. – falou e saiu correndo do quarto a procura da avó, levando consigo o celular da morena e não dando tempo para as duas mulheres reagirem e muito menos falar alguma coisa para ele, pois elas já estavam escutando os passos do menino na escada.

- Será que ele ficou feliz? – quis saber Emma olhando para sua morena Porque eu fiquei feliz que ele aceitou muito bem a ideia de ter muitos irmãos!

- Acho que ficou um pouquinho. – brincou Regina rindo para sua noiva Ele está extremamente feliz! Ela se levantou e viu sua loira fazer Lola voltar para o cesto juntamente com os filhotes – Eles estão ficando grandes. Logo precisamos mudar o cesto de lugar, porque esses pequenos não serão mais tão pequenos e irão seguir a mãe por toda essa fazenda.

- Sim. E a mãe voltará a seguir uma certa loira para cima e para baixo como sua fiel escudeira. Voltando em sua rotina diária de exercícios. – estendeu a mão para sua morena que em seguida entrelaçou seus dedos

- Eu não perco essa cena de jeito nenhum. – piscou para sua loira que sorriu em resposta e saíram do quarto a procura do filho que naquele momento já estava espelhando a notícia da adoção.

- Essa é a Jú e esse é o Tom. – elas escutaram Henry falando na cozinha – Eles vão ser meus irmãos. – terminou ele orgulhoso.

- Ai que coisa mais linda esses dois. – disse Kathryn com o celular da amiga em mãos – Junto com você, meu príncipe, não terá um que não resistirá aos encantos de vocês três.

- Nós sabemos disso. – disse Regina ao entrar na cozinha junto a Emma. Henry estava sentado no colo de sua avó e tinha um imenso sorriso.

- Aí estão vocês... Podem contar tudo e mais um pouco sobre eles. Queremos saber tudo sobre a Jú e o Tom. – pediu Kathryn. Ali estavam todos sentados a espera de Eugenia terminar o jantar.

Regina sentou na cadeira, assim como Emma – Bom, os nomes são Júlia e Thomaz... Ah na realidade foi tudo tão por acaso que aconteceu, que nem temos muito que explicar. – disse a morena – Fomos a consulta e como tínhamos que esperar por alguns resultados que ficavam prontos somente no dia seguinte.

- Estávamos no caminho de volta para o apartamento quando eu propus a Regina se ela queira ir comigo ao orfanato. – continuou Emma soltou um suspiro – Faz tempo que eu queria passar no orfanato, mas nunca tive coragem de ir... Até dois dias atrás. – soltou mais um suspiro e olhou apaixonadamente para sua morena - Ela aceitou e fomos. Lá encontramos seu Ezequiel.

- Ele ainda trabalha lá? – perguntou George surpreso.

- Sim, e Úrsula também. – acrescentou Emma, seu pai apenas sorriu com as lembranças daquele tempo – Então estávamos passeando pelo local e conversando com Úrsula quando avistamos Júlia sentada sozinha em um canto. Separada dos demais.

- Muito como você, não? – falou seu pai.

- Sim, muito como eu. – concordou a loira – Úrsula nos disse que aquele dia a única amiga que tinha ali havia sido adotada. – outra pausa e respirou fundo Mesmo depois anos ainda é emocionante falar sobre isso! – Então ouvimos Úrsula ficar brava e conhecemos o Thomaz.

- Na verdade ele se apresentou ao abraçar as pernas dela. – disse Regina sorrindo com a lembrança – Ele tem esse costume. Quando se mesmo espera ele aparece do nada e abraça fortemente suas pernas. – abriu mais ainda o sorriso Ah no começou foi um susto, mas as outras vezes adorei quando ele fazia isso!

- Continuamos conversando com ela até que precisou se ausentar e pedi se poderia conversar com eles. – continuou Emma – Ah pessoal, o que posso dizer... Júlia quer se mostrar durona, mas no fundo é doce. – fez uma pausa – Thomaz é a criança arteira que quando você percebe, ele já roubou seu coração. – outra pausa – Úrsula nos disse que a mãe das crianças antes de morrer fez um documento dizendo que um só poderia ser adotado se o outro fosse também.

- Então vocês estão adotando os dois só por causa desse documento? – perguntou John confuso.

Emma negou com a cabeça – Independente desse documento, nós queremos adotar os dois porque não se tem como querer adotar apenas um. – respondeu – Sem falar que seria uma crueldade sem tamanho separar os dois.

- Nós conversamos no mesmo dia a noite no apartamento e decidimos que iremos adotá-los. – explicou Regina – Bem, Emma entrou com os papéis da adoção, uma vez que ainda não somos casadas. Mas quando formos eu entrarei com o pedido de adoção, assim como Emma entrará com o pedido de adoção de Henry.

Os olhos de Cora brilharam com a solução para aquele pequeno problema – Então porque vocês não se casam apenas no civil e entram conjuntas na adoção? Assim Emma poderá entrar com os papéis de adoção de Henry, e vocês duas entram juntas com o pedido de adoção dos dois irmãos. Simples! – explicou a mulher - Quando meus netos estiverem todos juntos aqui com a conosco, então poderemos fazer uma grande festa pra comemorar a chegada deles e o casamento. O que acham?

Emma e Regina se olharam pensativas Ah por que não pensamos nisso, mente? É a solução perfeita! Ah Emma é que foram tantas emoções esses dias que não conseguimos ter clareza para pensar nisso! Fato! – É de se pensar sobre isso. – comentou a loira olhando seriamente para sua noiva Depois converso direito com minha morena sobre isso! – De se pensar e muito sobre isso.

- É uma ótima ideia na realidade. – concordou Regina já pensando alguns passos a frente Sim Regina, já vamos colocando as engrenagens para funcionar! Vamos arquitetar tudo primeiro! É por isso que eu gosto de você mente má! Por isso e muitas outras coisas! Não vamos desviar do assunto! Sim, foco no casamento no civil e na adoção em conjunto dos irmãos! – Podemos fazer toda essa parte do civil em Boston, uma vez que estaremos sempre indo para lá muitas vezes por causa do procedimento para engravidar. Então faremos uma grande festa quando tivermos nossa família unida aqui.

- Eu conheço um ótimo juiz de paz e cartório que vocês podem se casar. – adicionou Kathryn, então abriu um sorriso travesso – Claro que só forneço tal informação mediante a posição de testemunha no casamento de vocês. Ou madrinha. Escolham como querem chamar. – brincou com um piscar – Mas eu quero essa posição.

Regina olhou incrédula para sua amiga Só Katy para fazer suborno em uma hora dessas! Sua amiga, vocês que se entendam! Obrigada pelo apoio mente má! Estamos aqui para ajudar! – Bom, vamos deixar esse pensamento de lado por um momento, mas vamos amadurecendo a ideia sobre o casamento no civil Quem você quer enganar Regina, já está decidido! Casamento no civil! Só estou pedindo um pouco de calma, mente, nada mais que isso! Tudo bem, irei esperar!

- Conte mais sobre eles. – pediu Cora ávida em saber sobre os dois novos netos. No exato momento que Eugenia terminou de colocar a comida na mesa para jantarem. As duas mulheres sorriram então começaram o relato dos acontecimentos.

- Ah que história mais linda. – disse Kathryn risonha – Mas agora eu quero saber como foi a consulta com o doutor Josh. Temos alguma coisa a temer?

- Nada a temer. – disse Emma – Apesar de que eu não sou muita referência quanto a isso. – riu – Pensem em uma pessoa nervosa e com certo temor? – fez uma pausa e logo respondeu - Sim, essa sou eu.

- Muito exagero da sua parte, minha loira. – disse Regina depositando um beijo na bochecha da loira Você foi maravilhosa, assim como sei que será em todo esse processo e na gravidez! Já adianto que não sou uma pessoa muito fácil sem estar grávida, e com os hormônios todos bagunçados eu sou complicada de se lidar! – Mas como eu disse, no final irá dar tudo certo.

- Sim. – concordou a loira dando um leve selinho nos lábios de Regina Com certeza irá dar certo!

- É tudo muito lindo o amor de vocês, mas contem como foi na consulta. – falou Ruby brincalhona como sempre. Regina sorriu Claro que Ruby tinha que fazer suas piadinhas! Mas tudo bem, estou muito feliz para deixar essas piadinhas me afetarem! começou a contar como fora a consulta, o retorno e a próxima consulta semana que vem. Acabaram descobrindo que Ruby e Kathryn tem a primeira consulta no mesmo dia.

- Ainda teve aquela descarada da enfermeira secando a minha loira na cada dura. – disse a morena irritada com aquilo Oh mulher afrontosa! – Mas eu a coloquei em seu devido lugar.

- Imagino como você deva ter colocado a moça no lugar dela. – brincou Cora rindo do ciúme da filha. Aquele comentário fez todos soltarem risadas e assim continuou a conversa mesmo depois de terminarem de jantar.

- Vocês irão levar Henry para conhecer Júlia e Thomaz? – perguntou George curioso, mas voltando ao assunto da adoção, pois ele, assim como Cora, não via a hora de ter os novos netos ali com eles.

- Sim, iremos. – Emma sorriu ao ver o filho dormindo no colo de Regina – Ele ficou todo feliz com isso, e acho que será bom para Júlia e Thomaz... – fez uma pequena pausa – Claro que antes deles se conhecerem, precisamos conversar com Jú e Tom... Sobre tudo.

- Sim. – concordou Regina fazendo carinho nos cabelos castanhos do menino – Júlia está se abrindo aos poucos com a gente, mas precisamos ter essa conversar com eles primeiro.

- Não se preocupem, tudo dará certo. – disse Eugenia sorrindo feliz pelas duas mulheres – Bom, se agora vocês me dão licença, irei me retirar, afinal amanhã cedo estou de volta, hoje o dia foi longo.

- Nós também vamos. – disse Cora se levantando e juntamente com George foram embora depois de se despedirem.

Os dois casais estavam caminhando na direção dos quartos – Rê, se você quiser, nós podemos ficar com Henry enquanto vocês vão ao orfanato para conversar com os dois irmãos. – ofereceu.

- Quero sim. – disse a morena parando na porta do quarto do menino – Realmente eu ficarei muito grata se vocês fizerem isso.

- Então não se preocupe, Ruby e eu iremos passear com nosso afilhado pela cidade enquanto vocês conversam com os dois mais novos membros da família Swan Mills. Os quais irei ser madrinha também, sem sombra de dúvidas.  – confirmou – Até amanhã! – continuaram a caminhada até o quarto que a loira e Ruby dividiam.

- Até. – Regina se despediu de sua amiga com um sorriso no rosto, entrou no quarto para colocar o filho na cama. Uma vez que Emma foi dar uma última olhada em Lola e nos filhotes.

-SQ-

- Damon, que cara é essa meu amigo? – perguntou Matt assim que entrou na delegacia e avistou seu amigo cabisbaixo.

O rapaz levantou sua cabeça que olhava fixamente a pasta que continha as digitais que o perito, o qual estava falando com ele, havia conseguido – Ah quando eu achei que tinha uma luz nas minhas investigações, eis que ela é apagada novamente, me deixando no escuro mais uma vez.

- Como assim? – perguntou confuso ao se sentar a cadeira a frente da mesa do policial.

Damon soltou uma longa respiração – As digitais ou parte delas, que você achou... Os resultados foram inconclusivos. – esclareceu – Eu tentei de todas as formas, e o resultado sempre o mesmo. Inconclusivo. – soltou uma longa respiração.

- Ah que pena... – comentou o perito – Bom, eu disse que havia conseguido algo, mas que elas não estavam em perfeito estado, fora apenas partes delas. – falou e se aproximou da mesa ao se inclinar – E sobre os nomes que Swan lhe passou? Conseguiu alguma coisa?

Mais uma longa respiração – Nada... Procurei no sistema e em tudo que podia, no máximo que eu consegui foram algumas multas de trânsitos dos três nomes que Swan me passou... – passou a mão sobre o rosto em um claro gesto de desespero – Até a senhorita Page, eu andei observando nesses dias, mas até agora nada de diferente do habitual dela. – fez uma pausa e se encostou a cadeira, jogando sua cabeça para trás, fechando seus olhos – As vezes penso em desistir desse caso, ainda mais agora que ele está cada vez mais esfriando... – fez uma pausa – Mas eu sinto que tem algo nisso tudo.

- Entendo. – comentou Matt – Bom, voltarei para o laboratório, se precisar de alguma coisa é só chamar. – se levantou assim que recebeu um breve aceno de cabeça do amigo – Mas se você acha que vale a pena continuar investigando, sabe que pode contar comigo. – disse e saiu assim que recebeu outro aceno positivo de cabeça do amigo.

- Vamos Damon, pense... – murmurou para sim sem sair da posição em que estava – Só pense...  – abriu os olhos – Bom, vamos fazer a ronda e quem sabe eu consiga investigar mais alguma coisa. – se levantou pegou a chave de sua viatura e saiu do prédio.

-SQ-

A semana passou correndo para a alegria de Emma e Regina, assim como dos irmãos. Quando perceberam os cinco já estavam na estrada a caminho de Boston. Uma vez que tinham consultas marcadas para a manhã do dia seguinte. Como havia prometido Emma e Regina ligaram todos os dias para conversarem com Júlia e Thomaz até finalmente chegar o dia que se veriam novamente. Regina havia conversado com Henry e explicado que ele ficaria com a Katy enquanto ela e Emma iriam para o orfanato para conversarem com Júlia e Thomaz. O menino não queria, mas depois acabou aceitando e entendendo que precisava esperar mais um pouco para conhecer os novos irmãos.

- Nos vemos a noite. – disse Regina dando um beijo em Henry que assentiu com a cabeça, fez um tchau com a mão e foi com Kathryn e Ruby, enquanto a morena entrou na pick-up. Emma já havia se despedido dele. Elas assim que chegaram na cidade, foram para o apartamento deixar as coisas e agora Emma e Regina estavam indo para a direção do orfanato.

Alguns minutos depois a pick-up vermelha parou em frente ao prédio. Emma acionou o alarme uma vez que Regina estava ao seu lado – Sério Emma? O chapéu! – disse Regina vendo que sua noiva ainda estava usando o chapéu.

- Ah morena, é costume e você sabe disso. – se defendeu Sem falar que você adora esse meu chapéu! – Ainda mais que precisei resolver algumas coisas na fazenda hoje de manhã antes de virmos para cá, acabei esquecendo de tirá-lo. – sorriu travessa, e sua noiva apenas negou com a cabeça, mas tinha um sorriso em seus lábios Você reclama Regina, mas tem adora aquele chapéu! Ah mente má, como adoro! Eu apenas reclamo por reclamar e sempre vou fazer isso! A morena usava calça jeans e camiseta e suas botas de cano curto. Enquanto Emma estava com suas habituais roupas.

- Boa tarde seu Ezequiel. – disse Emma ao pararem a porta.

- Boa tarde Emma! Regina! – ele cumprimentou e abriu a porta para elas – E esse chapéu? – quis saber o homem sorrindo.

- Ah faz parte da minha pessoa. – brincou a loira – Por causa da fazenda, seu Ezequiel.

- Então a menina virou domadora de cavalos? – perguntou curioso.

Regina sorriu e respondeu por sua noiva – Sim, virou, além de ser uma ótima administradora de fazenda também. Mas confesso que vê-la tentar domar um cavalo bravo é mágico.

- Fico muito feliz com isso Emma. – disse o homem sem desfazer seu sorriso – Agora vão que tem duas crianças loucas para vê-las. Que de meia em meia hora desde que vocês ligaram que estavam vindo para cá, vem aqui na porta saber se vocês já haviam chegado.

- Vamos agora! Até mais. – elas disseram assim que entraram e ele fechou a porta atrás delas. Elas caminhavam pelo corredor. Apenas o barulho da sola das botas batendo contra o piso. Olhavam ao redor para ver se encontravam os dois irmãos que estavam procurando com tanta saudade.

- Ginaaa! – veio um grito e pela primeira vez a morena conseguiu ser mais rápida e se virar para ver que Thomaz vinha correndo a toda velocidade em sua direção Meu lindo! Com um imenso sorriso no rosto a advogada se abaixou e abriu os braços para recepcionar o menino que instantes estava se jogando dentro de seu abraço – Senti tanta a falta de vocês! – murmurou contra o ouvido da morena.

- Eu também, meu lindo. – disse a morena abraçando forte o menino e o enchendo de beijos Muitas saudades de vocês! Thomaz soltou um riso infantil enquanto Regina o atacava com beijos Igual ao meu príncipe quando eu o ataco com muitos beijos!

Emma sorriu diante da cena, então ergueu o olhar e viu Júlia parada ao longe. Seu sorriso se alargou mais ainda, ela se abaixou e abriu os braços e no momento seguinte a menina saiu em disparada para dentro daquele abraço que ela sentiu muita falta nesses dias. A loira sentiu o pequeno corpo em seus braços começar a tremer e lágrimas molharem sua camisa xadrez, uma vez que tinha seus braços ao redor da menina Ah minha pequena morena, também estávamos com muitas saudades de vocês! – Está tudo bem, Jú! Estou aqui! Estamos aqui! – disse afetuosamente para tentar acalmar a menina que se agarrava a mulher como se sua vida dependesse daquele abraço saudoso. As mãos da loira faziam carinhos enquanto em seu abraço Emma embalava a menina durante seu choro escondido em seu peito.

Regina abraçada a Thomaz apenas limpou uma lágrima que desceu por sua bochecha sem seu consentimento Como não se apaixonar por esses dois? E quem nesse mundo queria fazer a maldade de separá-los? Ainda bem que tomamos a decisão certa de adotá-los! Úrsula que estava acompanhando de longe também limpou uma lágrima de seus olhos, mas em seus lábios tinha um imenso sorriso. Lentamente ela se aproximou dos quatro ali, que estavam imersos no mundo particular deles – Boa tarde Emma! Regina! – cumprimentou.

- Oi Úrsula. – respondeu Regina de volta. Emma fez com que Júlia colocasse suas pernas em volta de sua cintura enquanto se levantou com a menina abraçada a ela, parecendo um coala. Ela ainda chorava, não mais compulsivamente como alguns minutos atrás, mas vez ou outra seu corpo tremia devido ao mesmo quando dava algumas fungadas.

- Oi! – disse Emma sorrindo para a agente social. Aproximou-se de Thomaz e depositou um beijo demorado em sua bochecha fazendo menino soltar mais uma risada infantil, quando Emma brincou passando a ponta de seu nariz no pescoço do menino Ah ele é uma versão loira de Henry nessa parte!

- Bom, fiquem a vontade. – quebrou o silêncio vendo a interação dos quatros – Se precisarem de um lugar mais calmo, a sala de música está desocupada agora a tarde. – disse e as duas mulheres apenas assentiram. Emma e Regina conversaram silenciosamente através de olhares e acabaram caminhando na direção da sala de música.

Entraram e o silêncio reinava no ambiente. Regina se sentou no grande do sofá que tinha no canto da sala. Thomaz não se fez de rogado e deitou sua cabeça no colo da morena Só não é mais folgado por ser uma criança pequena! Ah Regina, confessa que você adora essa folga do menino! Confesso, eu adoro! Emma se sentou com Júlia ainda em seu colo Ah minha pequena morena! Sua mão ainda fazia carinho nas costas da menina – Está melhor, Jú? – perguntou quando percebeu que a menina havia parado de chorar e seu corpo não tremia mais. A menina apenas confirmou com a cabeça Muito bem! Emma depositou um beijo nas madeixas castanhas da menina Minha pequena e doce menina!

Depois de uma longa respiração Júlia levantou sua cabeça do peito de Emma – Me desculpe. – sussurrou limpando grosseiramente os vestígios de lágrimas em seu rosto com suas pequenas mãos.

- Ah minha pequena morena, você não precisa se desculpar de nada. – disse Emma limpando melhor os vestígios de lágrimas no rosto da menina – Também estávamos com saudades de vocês. – falou abrindo um sorriso emocionado.

Júlia finalmente levantou seu olhar e viu a loira de chapéu, inclinou a cabeça para o lado confusa – Por que o chapéu? – quis saber.

- Ah! É por causa do meu trabalho. – respondeu a loira tirando seu chapéu e o colocando na cabeça da menina.

Júlia sorriu – No que vocês trabalham? – quis saber olhando para as duas mulheres. Ela aproveitou para se inclinar e dar um beijo na bochecha de Regina que sorriu e retribuiu o beijo e fez um afago carinhoso nos cabelos que estavam fora do chapéu.

- Eu sou advogada. – respondeu Regina olhando para a menina que sorriu pela profissão da morena Vejo pelo brilho em seus olhos que você tem sonhos para quando crescer! Quero saber de todos!

- Você defende bandido ou o mocinho? - quis saber Thomaz erguendo seus olhos para olhar para a morena com certeza preocupação na voz.

Regina soltou uma risada Ai que fofo! – Nem um e nem outro, eu sou advogada empresarial. – disse e viu a dúvida na expressão dos dois meninos – Eu trabalho com as leis dentro da empresa.

- Ah. – foi tudo que Thomaz respondeu – Então não tem perigo de você levar um tiro de um cara mau no tribunal?

A morena não se aguentou e soltou uma gargalhada Muito fofo! – Nenhum perigo quanto a isso, eu te garanto.

- Ufa! – ele disse aliviado Quero te abraçar bem forte, posso? É muita fofura para uma criança só!

Júlia sorriu também – E você? – olhou para a loira.

- Eu sou domadora de cavalos. – respondeu a loira e aquilo fez os olhos de Júlia se arregalarem surpresa Rá! Acho que te deixei surpresa!

- O que é isso? – quis saber Thomaz curioso.

A loira sorriu – Domadora é a pessoa que fica amiga do cavalo que é bravo e o ajuda a deixar manso para mais pessoas poderem montá-lo. – explicou – Entendeu?

O menino acenou com a cabeça sorrindo assim como Júlia sorriu – Era o seu sonho quando criança não? – perguntou se lembrando da conversa que tiveram semana passada.

- Sim, era e hoje ele é realidade. – sorriu enquanto respondia – E você, o que quer ser quando crescer?

- Eu quero ser jogador de baseball. – respondeu Thomaz já se levantando imitando o movimento de uma rebatida – Mas quero ser jogador do time de Boston.

Emma abriu mais ainda o sorriso – Que legal. – disse feliz – Vou te contar um segredo... – se abaixou para ficar mais perto do menino que até se inclinou a frente para escutar o que a loira iria dizer – Eu sou torcedora do Boston Red Sox.

- Yeah! – ele e a loira fizeram um high five – Quando Úrsula deixa eu sempre assisto o jogo do time do Red Sox.

- E você, minha doce menina, o que quer ser quando crescer? – quis saber Regina vendo a menina pensativa O que tanto pensa para te levara para longe nesse momento?

Júlia ergueu o olhar para encarar a morena – Eu quero ser médica... – respondeu fazendo Regina abrir um sorriso assim como Emma – Ou médica que cuida do coração, ou médica que cuida da cabeça.

- Ah você quer ser cardiologista ou neurologista? É isso? – disse Regina surpresa com a escolha da profissão Era de se esperar alguma profissão nobre, afinal ela tem tudo para ser uma profissional dedicada em qualquer área que seguir.

- Sim. – os olhos da menina brilharam.

- Mas Emma está escondendo uma coisa. – disse Regina com um sorriso sapeca – Ela também cuida de uma imensa fazenda cheia de cavalos.

- Sério? – os dois irmãos perguntaram juntos Adoro essa reação quando falamos sobre cavalos!

- Sim. – afirmou a loira – Vocês gostam de cavalos? – quis saber.

- Eu acho eles lindos. – disse a menina.

Thomaz apenas encolheu os ombros – Eu nunca viu, mas gosto deles.

- E cachorro? – quis saber Regina novamente.

- Ai eu amo cachorro! – disse Júlia com um amor incondicional nos olhos.

- Eu queria ter um cachorro. – disse Thomaz em um tom mais baixo.

- O que vocês achariam de morar em uma fazenda cheia cavalos e com cachorros? – perguntou Emma depois de trocar um olhar significativo com Regina Hora de começar a conversa!

- Tem bastante espaço para correr? – quis saber o menino – Porque eu amo correr.

- Sim, com muito espaço. – confirmou Regina sorrindo Se você não falasse nem imaginaria que gostasse de correr! Regina! Ah mente, apenas brincando!

- Mas eu poderia correr lá? Porque aqui eu não posso ficar correndo, tia Úrsula sempre fica no meu pé por causa disso. – falou meio triste por não poder ficar correndo de um lado a outro.

- Sim, lá você poderia correr sem problema. – mais uma vez Regina confirmou – Mas claro que dentro de casa, não é lugar para correr.

Regina olhou para Júlia – E você Jú? – quis saber.

Ela encolheu os ombros – Eu gostaria de morar em um lugar assim... – murmurou – Na verdade eu gostaria de ter um lugar para morar, sem ser aqui no orfanato. – fez uma pausa – Onde vocês moram? – mudou o foco da conversa.

Emma tirou seu celular do bolso e buscou a pasta com fotos da fazenda, assim que achou entregou seu celular para a menina e ela percorreu algumas fotos. A cada foto os olhos da menina brilhavam com a beleza do local, dos cavalos, e de Lola com seus filhotes.

- Muito bonita essa fazenda. – ela disse entregando o celular para Regina que havia pedido para mostrar para Thomaz que ficou curioso em ver as fotos – Mas vocês não responderam a pergunta que fiz.

- Respondi sim. – a loira sorriu dando a resposta Esperta essa menina! – Nós moramos nessa fazenda. Com todos esses cavalos e esses cachorros.

Aquela resposta fez os olhos de Júlia se abrirem surpresos – Sério?

- Sim. – confirmou a morena Muito sério e queremos levá-los para morar conosco!

Thomaz olhou para a morena – Deve ser muito legal morar nessa grande fazenda. Dá para correr bastante.

- Sim, é bastante legal lá. – concordou Emma sorrindo para o menino – Sim, com muita certeza dá para correr bastante. - então olhou para Regina em uma conversa silenciosa e um breve aceno em concordância.

- E além de morar nessa fazenda o que acham de ainda ganhar mais um irmão? – quis saber Regina soltando aos poucos as informações Apenas falem que querem mais irmãos, pois Henry não vê a hora de vocês todos brincarem juntos!

- Um irmão? Eu poderei brincar com ele? – perguntou Thomaz empolgado – Poderia correr com ele pela fazenda?

Emma sorriu – Sim, você poderá brincar muito com ele. Ah é o que mais vocês iriam fazer na fazenda.

- Você gostaria de ter mais um irmão? – Regina perguntou para Júlia.

A menina ficou calada por alguns segundos pensativa – Ah eu acharia legal ter mais irmãos... – respondeu depois então olhou para as duas mulheres – Mas por que vocês estão fazendo tantas perguntas sobre isso?

- Posso te mostrar mais uma foto? – perguntou Regina tirando seu celular do bolso Difícil contornar a situação e falar com jeito quando ela está sendo direta! Mas Regina vamos devagar na abordagem! É o que estamos fazendo mente! já procurando uma foto em específica de Henry. Júlia apenas acenou com a cabeça – Se eu te falasse que esse seria seu irmão? – achou uma foto de seu filho sorrindo abertamente, mas faltando os dois dentes da frente. Mostrou a foto para Thomaz e depois para Júlia, que ficou olhando a foto demoradamente.

- Quem é esse menino? – quis saber a menina Direta! Não tem mais como ter uma abordagem devagar, vamos ser diretas!

- Esse é Henry, e ele tem seis anos. – respondeu a morena Agora é o momento!  – Ele é nosso filho. – soltou a morena junto com uma longa respiração.

Aquela informação pesou no silêncio que pairou no ambiente que foi quebrado com a pergunta de Júlia – Por que vocês estão fazendo todas essas perguntas?

- Pelo simples fato de que queremos saber a opiniões de vocês. – respondeu Emma cautelosamente.

- Ainda não entendo. – comentou a menina querendo voltar a subir os muros de defesa, mas não conseguindo Dura na queda! Mas ela está certa Emma, se deixasse se levar toda vez que alguém aparecesse e fizesse essas perguntas dando esperanças de adoção e depois fosse embora e nunca mais aparecesse imagina o quanto ela estaria despedaçada! Você sabe muito bem disso, passou por isso muitas vezes! Sim, mente, concordo com você!

- Porque a opiniões de vocês importam para a gente. – acrescentou Regina vendo que sua noiva embargou para responder.

- Por que? – mais uma vez ela perguntou tentando entender.

Emma soltou uma respiração Chega! Vamos falar tudo! – Por que queremos que vocês façam parte da nossa família, por isso que a opiniões de vocês importam para nós.

Os olhos de Júlia se arregalaram surpresos – Oba! – Thomaz se levantou e ergueu os braços acima da cabeça em comemoração – Vamos morar com a Gina e Emma!

- Você ficaria feliz em ir morar com a gente? – perguntou Regina olhando para a felicidade do menino.

- Sim. – o menino respondeu imediatamente.

- Já disse que só o Thomaz vocês não podem adotar. – disse Júlia na defensiva, se levantando do sofá e olhando desafiadora para as duas mulheres. Nesse movimento ela deixou cair o chapéu de sua cabeça, não se importando que ele estava no chão.

Emma sorriu ­Mas não queremos se não forem os dois! – Não queremos apenas o Thomaz, queremos adotar vocês dois. – disse Se não for para adotar vocês dois não queremos! Quero vocês dois como meus filhos!

Os olhos da menina arregalaram surpresos – Querem?

- Queremos... – confirmou Regina limpando uma pequena lágrima que se formou no canto de seu olho – Queremos você e seu irmão como nossos filhos juntos com Henry. Queremos que vocês dois façam parte da nossa família.

Os olhos da menina começaram a marejarem – Vocês não estão dizendo isso para depois que conseguirem nos adotar ficarem apenas com o Tom, não é? – perguntou levemente triste.

Emma negou com a cabeça Nunca! – Não! – afirmou mais uma vez – Não. Nunca que iremos fazer isso com vocês. – disse a loira Queremos os dois! – Nós nos apaixonamos por vocês dois e queremos adotá-los. Queremos que vocês façam parte da nossa família. Queremos vocês dois como nossos filhos.

- Vocês querem ser nossos filhos? – quis saber Regina visivelmente emocionada Apenas diga sim, que eu terei o maior prazer desse mundo em ser a mãe de vocês!

- Eu quero! – Thomaz respondeu imediatamente – Quero Henwy como meu irmão. – acrescentou – Quero vocês como minhas mães. Quero morar naquela fazenda e correr bastante. – expressou sua opinião com um imenso sorriso nos lábios.

- Júlia? – perguntou Regina olhando para a menina Ah minha doce menina, acredite em nós quando dizemos que queremos vocês dois! – Jú? – então os olhos da menina se encheram de lágrimas mais uma vez no dia e ela desabou em um choro. Tanto Regina quanto Emma foram ao seu encontro e as duas mulheres envolveram a menina em um abraço amoroso.

- Hey, está tudo bem. – sussurrou a loira salpicando beijos nos cabelos da menina – Tudo ficará bem. – disse amorosamente. Thomaz se levantou e também foi se juntar no abraço em Júlia.

- Jú, nós vamos ter uma família de verdade agora. – ele disse abraçando a menina pela cintura, que deixou cair mais lágrimas depois das palavras de seu irmão. Seu pedido a estrela cadente que havia feito logo que chegaram ao orfanato três anos atrás estava sendo realizado. Ela finalmente seria adotada juntamente com seu irmão, pelas duas mulheres que ela queria gostou logo na primeira visita, e que com o tempo chamar de mãe. Queria fazer parte daquela família que Regina e Emma estavam oferecendo a ela.

Regina limpou as lágrimas da menina – Então Jú, você aceita ser nossa filha? – perguntou olhando fixamente para a criança Só diga sim que assim que chegarmos a fazenda, Emma e eu iremos começar a arrumar quarto para você e seu irmão em sua nova casa!

A garota olhou para Regina então olhou para Emma e sem dizer uma palavra respondeu em um aceno vigoroso de cabeça aceitando em ser filha daquelas duas mulheres. Não contendo mais as lágrimas Regina e Emma deixaram as emoções daquele momento saírem, e mais uma vez se abraçaram aos dois irmãos. Úrsula que estava a porta apenas observava a cena, também tinha lágrimas nos olhos, mas agora que sabia que ali estava tudo em ordem saiu e deixou a recém família no momento somente deles.

- Quando vamos conhecer o Henwy? – quis saber Thomaz quando se soltaram do abraço.

Regina sorriu – Podemos trazê-lo amanhã?

- Ele sabe que vocês querem adotar a gente? – quis saber Júlia pegando o chapéu que estava no chão e entregando a Emma.

A loira pegou o chapéu e colocou de volta na cabeça da menina – Sim, ele sabe e não vê a hora de conhecer vocês... – respondeu com um sorriso aberto Ele queria ter vindo hoje, mas precisávamos conversar com vocês primeiro! – Inclusive ele pedia para nós para ter irmãos.

- Com isso nós fomos atrás do pedido dele... – começou a morena Agora a última parte da nossa conversa! – Fomos ao médico para também podermos ter um bebê.

- Então vocês poderão ter não um, mas dois irmãos. – terminou Emma e esperou pela reação dos irmãos Espero que isso não jogue água fria na nossa conversa!

Júlia digeriu a informação que acabou de receber, enquanto o silêncio pairava no ar – Eu sempre quis uma família grande. – a menina disse por fim quebrando aquele incômodo silêncio e abrindo um sorriso Ah você pode ter certeza que terá uma imensa família que irá amar!

- Ah Jú, isso você pode ter certeza, a sua família será muito grande e toda doida. – brincou Emma abrindo um sorriso diante da resposta da menina, e envolvendo em um abraço apertado.

- Oba, mais irmãos. – comemorou Thomaz se jogando nos braços da morena.

- Sim, mais irmãos e uma família muito grande. – concordou Regina sorrindo também Muito grande!

Júlia abriu um sorriso sapeca – Quer comer um pouco de poeira agora? – perguntou olhando para a loira.

- Só nos seus sonhos. – respondeu a Emma sorrindo também – Rá! Aposto que eu e Tom ganhamos de você na corrida até a sala de recreação. – a loira pegou o menino e o colocou sobre seu ombro e saiu correndo – Valendo! - Thomaz virado para trás sobre o ombro da loira, apenas dava risada olhando sua irmã que pega de surpresa tentou sair correndo, mas o seu chapéu caiu e ela estava logo atrás dos dois.

- Isso é trapaça! – gritou correndo atrás dos dois loiros.

Sorrindo Regina pegou o chapéu de sua amada e portando um imenso sorriso nos lábios caminhou lentamente na direção da sala que suas três crianças estavam indo Minhas crianças, ainda está faltando uma no momento! Mas logo todas estarão juntas e se divertindo em nossa casa!

-SQ-

 - Chegamos! – disse Emma abrindo a porta da pick-up para Henry descer. O menino segurou a mão de sua mãe morena e os três caminharam na direção do orfanato. Cumprimentaram Ezequiel na porta. Henry encantou o homem com seu jeito todo curioso. Úrsula os recepcionou mais uma vez e também se encantou com o filho de Emma e Regina. Concordou quando Emma disse que as três crianças juntas seriam a perdição dos adultos na fazenda. Os três caminhavam pelo local quando avistaram Júlia e Thomaz sentados no mesmo lugar que Emma os havia visto pela primeira vez. A menina contava uma história para seu irmão. A loira apontou para os dois, fazendo Henry voltar sua atenção aos seus dois novos irmãos. Um imenso sorriso surgiu em seus lábios.

Júlia foi fazer um movimento para incrementar sua história parou imediatamente de contar assim que avistou os três parados perto dali os olhando com imensos sorrisos nos lábios, instintivamente ela abriu sorriso de volta. Thomaz que prestava atenção na história percebeu sua irmã ficando calada e olhou para onde ela estava com o olhar fixo e um sorriso no rosto. Ele imediatamente abriu um sorriso e se levantou em um pulo. Saiu correndo na direção dos três – Henwyyy! – gritou.


Notas Finais


Ok, achei melhor parar aqui. Talvez um pouco de maldade da minha parte, talvez... Mas vamos deixar um pouco de emoções para o próximo capítulo também. Afinal esse capítulo foi pura emoção. Capítulo praticamente todo dedicado a família Swan Mills e seus futuros membros. Aahh sim teve um pequena parte, sobre a investigação e não foi dessa vez que Lilith irá pagar por seus crimes, mas o policial está na cola dela!

Bom, me digam o que acharam! Façam a autora feliz e conversem comigo 😍😍

Até a próxima!!


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