História Strange Love - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, Got7, K.A.R.D, TWICE
Visualizações 14
Palavras 2.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hellouuuu!!!
Voltei com mais um capítulo nessa bagaça.
Me desculpem o atraso, eu ía postar sexta passada mas eu saí e não deu tempo, aí no sábado eu fui revisar e meu lindo telefone travou e eu perdi o capítulo todo. (Detalhe: eu passei uma fucking semana escrevendo).
Aí eu fiquei possessa e desisti de escrever, então essa semana eu reescrevi e graças a Jinsus não deu merda.
Deve estar pequeno mas eu fiz com todo carinho.

Me desculpem se estiver meio pombo, mas eu tô sem muita criatividade.

Caraio esse ano tá acabando senhor. Graças a Gdeus. 2017 foi de longe o pior ano da minha life. Mas como diz a propaganda da Leader: "Já é Natal..."

Boa leitura ^^

Capítulo 16 - Lisa


•Lisa on•

Estava novamente andando pelas ruas de Seul, fazia uma semana que não voltava pra casa, não podia.

Andava olhando para os lados, verificando cada beco, passando longe de alguns estabelecimentos.

Ele não podia me encontrar, não enquanto eu estivesse de mãos atadas. Eu o pagaria, prometi.

Entrei em uma avenida e senti alguém me puxar, fui prensada na parede e reconheci a pessoa. Ele.

-Lalisa Manoban não é?-Perguntou com escárnio- Meu dinheiro? Cadê?-esbravejou.

-Suho eu vou arranjar já lhe disse.-tentei não demonstrar medo.

-Garota faz uma semana desde que você prometeu me pagar, te esperei no lugar combinado sexta e nada de você aparecer, nada da porra do dinheiro. Eu estou perdendo a paciência.

-Por favor.-Minha voz vacilou-Deixe eu arrumar o dinheiro, mais uma semana por favor.-supliquei.

-NÃO! Vou te dar duas opções, escolha uma e pronto, se não cumpri-la terá de cumprir a outra, queira ou não! Entendeu?-Perguntou segurando meu maxilar o apertando.

-S-sim, o que propõe?

-Ou me entrega o dinheiro até meia noite ou seja minha por uma noite.

-Não vou me entregar a você!

-Então me entregue o dinheiro Lalisa.

-Não vou consegui-lo, não dá tempo.

-Então é uma pena pra você Lalisa.-disse e me puxou para um local afastado.

-Me solta!-Gritei desesperada, mas o homem a minha frente me ignorou completamente.

-Eu lhe dei a chance de escolher cadela, agora não venha com lamentações.

-Não me chame de cadela, seu filho da puta!

-A cadelinha resolveu mostrar os dentes?-Perguntou em tom de ironia enquanto me jogava dentro de um galpão.

Pegou uma corda e começou a amarrar meus pulsos, eu me debatia e a este ponto já chorava rios.

-Shhh cadela, garanto que vai gostar.-disse enquanto começava a retirar o cinto de sua calça.

-Eu não sou igual a suas putas Suho.-cuspi em seu rosto e o mesmo depositou um tapa em meu rosto.

-CALADA!

Não sei quando ele começou a me penetrar, o que fez antes, pouco me importava, me sentia suja. Apenas sei que paralisei, não conseguia chorar, gritar ou me debater.

Depois de me usar, assim como se faz com um objeto ao qual não quer mais, ele me jogou pra fora do galpão e antes que eu conseguisse sair me puxou novamente.

-Não ouse contar a ninguém, caso o faça, suas amiguinhas vão sofrer. Eu sei o quanto elas são importantes pra você. Afinal você me contou um pouco sobre cada uma, se lembra?

-Do que adiantaria contar a alguém? Quem se importaria? Eu sou uma viciada que se meteu em encrenca. Ninguém vai querer resolver meu problema dessa vez. Bem que meu pai sempre disse, eu sou uma decepção.

-Que bom que sabe.-virou as costas e saiu andando.-Está avisada.

Saí andando, já era tarde, o movimento na rua era pouco.

Me sentei em um banco de praça e comecei a chorar, meu corpo doía, Suho havia deixado várias marcas em minhas pernas, braços e provavelmente em meu pescoço.

Uma chuva fina começou a cair, eu poderia voltar pra casa, mas por algum motivo sentia que não devia, que eu ainda tinha coisas a resolver antes de voltar, só não sabia o quê.

Não sei quanto tempo se passou, as pessoas que passavam me olhavam torto, mas ninguém ousou sentar ao meu lado ou apenas perguntar se eu estava bem. A chuva já estava mais intensa, minha roupa ensopada, meus olhos transbordando lágrimas e mais lágrimas, soluçava e cada vez mais me sentia suja.

Senti alguém se aproximar e me encolhi ainda mais, estava com medo, muito medo. Era tarde, qualquer coisa poderia acontecer.

-Lisa?-Ouvi uma voz, certamente já sabia de quem se tratava. Apenas ignorei.

-Lisa, o que faz na chuva?

-Me deixa Jungkook.

-Não, vem comigo.-me puxou pelo pulso.

-Não.-Disse firme olhando para o mesmo.

Jungkook era o típico galã, seus cabelos pretos o deixavam ainda mais charmoso, suas orbes escuras eram enigmáticas e me faziam querer descobrir mais sobre ele. E sua boca... Tão convidativa, mas não, não vou me submeter a amá-lo outra vez.

-Lisa, vem comigo.

-Jungkook me deixa em paz, por favor.

-O que aconteceu?

Imediatamente comecei a chorar e o garoto me abraçou, tentei me separar mas foi em vão.

-Por favor. Vem comigo.

-Promete me deixar em paz se eu for?

-Sim.

-Tudo bem.

Saímos dali e o garoto abriu a porta de um Mustang vermelho.

-Seu?-Perguntei desconfiada.

-Do meu pai.-deu de ombros.

-Eu vou molhar o banco todo.

-Sem problemas, esse banco já passou por coisas piores.

-Como assim?-ri.

-Você não vai querer saber, eu garanto.

-Ah.Okay.

Entrei no carro e Jungkook fechou a porta, adentrou o banco de motorista e ao pôr o cinto de segurança ligou o carro.

O caminho foi silêncioso, durante o trajeto olhei algumas vezes para ele e o mesmo retribuiu os olhares, pude perceber preocupação em sua feição.

-Bem vinda a minha humilde casa.-exclamou ao passar pela grande porta de madeira escura que dava para um hall majestoso.

-Tem coragem de chamar isso de humilde?

-Sim.-deu de ombros.-Em relação a outras casas é bem básica.

-Ah me poupe Jeon!

-Senhor Jeon.-Uma moça de aparentemente 40 anos adentrou o cômodo.-O jantar será servido daqui à 30 minutos. Seus pais ligaram e disseram que chegam de manhã.

-Obrigado Hyun.

-Quem é a moça?-Perguntou delicadamente.

-Lalisa, uma colega de sala.

-Prazer.-Cumprimentei-a.

-O prazer é meu.

A moça saiu e Jungkook começou a me puxar pela casa, subimos uma escada e a cada degrau eu soltava um grunhido de dor.

-Vou pegar roupas limpas pra você, o banheiro é nessa porta.-Apontou para a mesma.

-Ok.

-A torneira da direita tem água quente, a da esquerda fria. Tem escovas reservas e pasta de dente na primeira gaveta do armário, toalhas na prateleira e pode por suas roupas no cesto, Hyun lavará e secará ainda hoje.

-Jungkook.

-Oi? Alguma dúvida?

-Obrigada.-o abracei novamente.

-Não precisa agradecer.

Dei lhe um sorriso e adentrei o banheiro, assim como a casa toda, este era todo detalhado, tudo tinha sido decorado em tons de branco e Rose Gold.

Me despi e liguei o chuveiro, a água quente relaxava todo meu corpo e me trazia uma sensação de paz. Assim que desliguei o chuveiro, Jungkook bateu na porta.

Abri uma pequena fresta pela qual passou uma blusa de manga comprida e uma outra peça que não identifiquei de primeira.

-Bom eu não tenho calcinhas como deve imaginar.-riu.-Mas acho que essa boxer vai quebrar o galho.

-Ok.

Me sequei e vesti as peças, a blusa ficou no meio de minhas coxas o que me incomodou devido aos roxos que ficaram expostos. Escovei os dentes e penteei o cabelo.

Ao sair encontrei Jungkook sentado em uma poltrona me aproximei timidamente e o mesmo desviou o olhar para as minhas coxas.

-Jungkook, você teria uma pomada por aí?

-Pra esses roxos?

-Uhum.

-Primeiro me diga o que ou quem fez isso em você.

-Por favor, não me faça falar sobre isso, pelo menos não agora.

-Depois do jantar vai me contar, promete?

-Sim.

...

Depois do jantar , que estava divino, seguimos para o quarto de Jungkook.

-Comece a falar. Estou aqui pra ouvir.

-Aigoo, eu não consigo.

-Tente, sei que você precisa conversar.

-Virou psicológico?

-Talvez.

-Promete que não vai me interromper e que não vai me tratar de forma estranha?

-Prometo.

-Tudo bem.

Me sentei ao seu lado, cocei a nuca e pensei por onde começava.

-Bom, depois que as meninas descobriram a aposta de vocês, eu fiquei muito triste. E essa tristeza que eu sentia todos os dias íam me mudando, eu fiquei mais rebelde. Passei a sair todos os dias, não falava mais com as meninas, eu me isolei.

-Lisa...*Interrompido*

-Você prometeu que não ía me interromper.-suspirei.-Algumas semanas atrás, eu fui em uma festa, lá me ofereceram uma droga, não me lembro qual e nem quem me ofereceu. Eu acabei viciando nela, ela me fazia esquecer que você existia.-percebi que ele ficou incomodado, apenas prossegui.-Procurei alguém que pudesse me vender a tal droga e outras, então eu encontrei um cara. Conversamos e ele virou uma espécie de confidente pra mim. Eu lhe contei meus problemas e ele me ajudou. Mas com o passar do tempo, eu criei uma dívida com ele, eu não tinha o dinheiro para pagá-lo, não tinha como arrumar. Então hoje ele me encontrou e me cobrou, eu não tinha como conseguir. Então como forma de pagamento ele me usou.-neste momento as lágrimas caíam e eu soluçava. Jungkook me olhava preocupado e aparentemente tentava assimilar todos os fatos.

-Quanto você o devia?

-10 000 wons.

-Mas e seus pais? Você não tem esse dinheiro?

-Não.

-Mas você não é filha de empresários? Deve ter uma conta bancária, sei lá!

-Jungkook, presta atenção, eu não sou rica como as meninas, estou longe de ser. Mesmo que meus pais fossem ricos, ou melhor, mesmo que eu tivesse pais eles não me dariam esse dinheiro.

-Como assim, você é órfã?

-Mais ou menos. Minha mãe trabalhava para a mãe da Jisoo, meu pai a engravidou e sumiu, nunca o vi. Minha mãe me teve e voltou pra Tailândia para cuidar de mim com a ajuda da família. Ela faleceu em um acidente de carro e minha avó me mandou de volta pra cá, a mãe de Jisoo passou a cuidar de mim, mas não era a mesma coisa, eu não me sentia bem vinda ali, apesar de Jisoo afirmar gostar muito de mim, seus pais pareciam me considerar um fardo.

-Lisa, eu sinto muito. Por tudo.

-Não sinta. Precisamos passar por dificuldades às vezes não é?

-Sim.

-Então, prefiro acreditar que tudo o que eu passei foi um teste. Que uma hora eu vou ser realmente feliz.

Jungkook me olhava intensamente. Parecia querer guardar com detalhes meu rosto em sua mente. Percebi que seu olhar pousou em meus lábios. O garoto se aproximou e quando dei por mim, estávamos nos beijando.

O beijo foi delicado e eu senti que algum sentimento estava envolvido, não era um simples beijo. O ósculo teve seu fim quando a maldita falta de ar se fez presente.

-Jungkook, eu não quero me machucar novamente.

-Eu não quero, eu não vou te machucar novamente.

-Promete?

-Sim.

-De dedinho?-mostrei o mindinho para o mesmo e fiz um biquinho.

-De dedinho.-enlaçou nossos dedos e me beijou novamente.

-O que acha de assistirmos um filme?-Perguntou.

-Ya! Pode ser.

-Que tal este?-me mostrou um aparentemente de terror.

-Terror não!

-Eu estou aqui pra te proteger.

-Okay.

Assistimos o filme e fomos deitar, Jungkook acariciava meu rosto enquanto conversávamos até que caímos no sono.

Talvez essa noite tenha significado algo para nós. Eu realmente não quero me machucar, talvez só o tempo possa resolver as coisas entre nós, talvez só o tempo possa nos unir realmente, o que resta é esperar. Quem sabe eu não possa ter meu final feliz.

No dia seguinte tomamos café com os pais de Jungkook, a senhora Jeon era muito simpática e passou a manhã inteira perguntando sobre mim, o que eu queria ser, onde nasci, como conheci seu filho. Depois do café Jungkook me levou pra casa e me fez conversar com as garotas. Elas me fizeram prometer que nunca mais me envolveria com as pessoas erradas e queriam que eu fosse até a polícia. Disse que não ía, não queria por a vida delas em risco por um erro meu.

Passamos o dia em casa, Jungkook me fez companhia, Jisoo chamou Jin e Rosé convidou Taehyung.

Jennie estava distante e aparentemente incomodada por estar de vela. Subiu para seu quarto depois do almoço e se trancou lá. Eu sabia que havia algo errado, ela estava muito pensativa e destraida enquanto almoçávamos.

Pensei em conversar com ela, mas ela se recusou a falar qualquer coisa.

Mas agora o que importava era Jungkook, precisávamos nos resolver antes de eu resolver os problemas alheios.

-Kook.- Estávamos no quarto deitados na cama.

-Oi?

-A noite passada, você realmente disse a verdade?

-Sobre?

-Que não iria mais me machucar.

-Sim.Eu te amo Lisa, não sabia disso até te perder, quando você passou a me tratar diferente eu senti algo, doía ver você me ignorando.

-Dizem que só damos valor a algo quando o perdemos.-Suspirei.-Eu não quero ser como um objeto ao qual você jogará fora quando cansar.

-Quanto vezes vou precisar repetir que eu te amo?

-Muitas.

-Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo...*Interrompido*

-Tá bom eu acredito em você.-sorri.-Mas se você pisar na bola eu corto seu amiguinho aí.

-Que agressiva ela.

-Sou mesmo.

-Eu não vou dar mancada dessa vez, eu vou te fazer feliz, cada dia mais até que a morte nos separe.

-Ya! Isso não é casamento não Jeon.-Ri.

-Mas quem sabe um dia seja.-deu de ombros.

-Primeiro precisamos namorar, nos formar, conseguirmos um emprego, termos uma casa só nossa e aí sim podemos nos casar.

-Sem problemas, eu espero o tempo que for necessário.

-Mesmo?

-Sim.

-Eu te amo Kook.

-Eu também te amo.

•Lisa off•


Notas Finais


Eaí? Tá uma bosta né?!
Sorry please...
Desculpem qualquer erro, e não desistam de mim.
Bye 😘


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