História Stranger Things - Stay Together - Capítulo 25


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Stranger Things
Visualizações 109
Palavras 1.793
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - O que está acontecendo em Hawkins?


Olhos abertos. Respiração rápida. Ela está na dimensão atalho, em algum lugar no infinito espaço-tempo do multiverso. Ela não está sozinha, tem alguém mais adiante dela, alguém que tem ao redor do seu coro, sob sua pele um intenso brilho laranja. Ela é da mesma altura que Onze, tem um cabelo mais arrumado, e ainda usa uma roupa preta de couro.

   Onze não consegue se aproximar daquela pessoa, Pois alguém a segura e esse alguém é o próprio Quatro.

- Não se aproxime dela. - Ele diz. Seu olhar entrega um medo incomum.
- Quem é? - Onze pergunta estranhada.

    Nesse momento a pessoa que está mais adiante começa a se voltar para os dois. Ela tem uma pele limpa e clara como a de Onze, tem um nariz fino e um queixo fino como o de Onze, porém seus olhos são brilhantes, de um castanho-alaranjado extremamente brilhante que serviriam como pequenos faróis em uma noite escura. Meu Deus, aquele pessoa é...

- É Você Onze. - Diz Quatro.

    Onze não entende, como pode ser ela? Como há uma outra Onze em uma dimensão atalho?

- Eu? - Ela olha de volta para Quatro e depois olha para a sua outra versão que agora sorri sarcástica.
- Eles injetaram em você também.
- O que?

    Quatro toca no pescoço de Onze, bem no local onde a agulha perfurou.

- O soro. Você foi infectada e naquilo que você vai se transformar.
- Não. - Onze não acredita. - Aquilo não é real.
- Aquilo é real. - Quatro diz em um expressão séria. - Eu fui infectado também, Mas o soro teve um efeito destrutivo em mim e por isso eu fui condenado, mas você, se você lutar, poderá resistir a transformação.
- No que eu vou me transformar?
- Em uma arma,uma assassina em massa, um trunfo do governo.

    Onze olhou de volta para sua outra  versão que parecia ser extremamente poderosa com aqueles olhos brilhantes e uma aura cintilante que lhe causava arrepios.

    Brenner foi levado para uma base secreta em algum local do Arizona, lá onde existia um complexo de laboratórios financiados pela indústria Rockefeller e o governo dos EUA, um local tão seguro quanto a área 51, com homens armados para todos os lados, patrulhando as áreas ao redor do complexo de laboratórios. Esses complexos abrigavam as mais diversas experiências com crianças e adolescentes que eram testados se tornando cobaias especiais com poderes especiais. Quem comandava? O poderosíssimo Senhor Rockefeller que não mostraria sua identidade nem para o seu funcionário mais próximo.

    Lá estava Brenner assentado a sala principal. Continha uma mesa grande com várias cadeiras cor de cinza, além de uma grande tela e uma janela que estava coberta por uma cortina espessa tornando a sala escura e assustadora. Rockefeller estava de pé diante a tela e Brenner só conseguia ver a sua silhueta elegante.

- Como vai o projeto Aurora Doutor Martin Brenner? - Perguntou Rockefeller.
- É um sucesso Senhor. - Responde Martin Brenner. - A cobaia Onze vai responder bem ao soro com células das criaturas.
- Então Onze e X serão nossos trunfos. Não entendo como um homem qualquer como Jim Hopper consegue invadir um complexo secreto dos meus laboratórios, matar metade dos meus soldados e resgatar a cobaia Onze.

    Brenner se sentiu em uma saia justa, o que ele iria responder?

- Eles estão com a cobaia 005 senhor.
- E porque ainda não a recuperamos? - Vociferou Rockefeller sem olhar para Brenner.
- Não é tão simples senhor, nós não podemos invadir Hawkins e levar as nossas cobaias de volta.
- ENTÃO TORNE MAIS SIMPLES! - Rockefeller se irritou.
- Eu entendo senhor, Mas... - Brenner parou.
- Mas?
- Mas, aqueles garotos, os garotos que andam com ela. Ela os defende.
- Está com medo de um bando de moleques? - Rockefeller se vira e se senta na mesa, a escuridão cobre seu rosto.
- Não senhor, Mas nós deveríamos esperar o soro agir e mudar a personalidade de Onze, assim ela viria até nós.
- E quanto a criatura?
- Podemos isolar Hawkins, sabemos que a criatura não gosta de calor, por isso, no dia da nevasca, nós estaremos em Hawkins e vamos iniciar uma quarentena dizendo que uma epidemia estranha começou em Hawkins, vamos retirar os moradores de lá as pressas e depois capturar a criatura.
- Muito bom Brenner, vejo que não foi um erro te escolher como líder dessa equipe.
- Eu estou lisonjeado senhor.
- Para agora, eu quero que você recapture a cobaia 005, ela é de extremo valor para mim.
- Sim senhor.

    Brenner se levantou e deixou a sala. Rockefeller permaneceu sozinho na sala escura. Que valor 005 tem para ele? Porque ela é tão especial?

   Lucas Sinclair teve de dar duzentas explicações seguidas do que aconteceu com seu rosto, Mas obviamente, Max o ajudava,o que convenceu seus pais acerca da história da ribanceira. Max ainda estava na casa de Lucas, Pois não tinha coragem de retornar a sua casa e encontrar o irmão psicopata assassino.

- O que foi? - Perguntou Lucas para Max que olhava muito pela janela de seu quarto.
- Sabe. - Max se volta para Lucas. Sua face está inquieta. - Eu tenho medo. Medo de que o Billy apareça, medo que ele me faça mal, medo que ele te faça mal.

    Ela se aproxima de Lucas e pega suas mãos, ele desvencilha as mãos e a abraça. Depois ele olha em seus olhos e diz:

- Vai ficar tudo bem, a Onze está aí, tem essas novas pessoas para ajudar, o Billy não vai fazer nada, nem comigo, nem com você.

    Max concorda e continua a olhar nos olhos de Lucas, Ela sente que deve beija-lo e o beija devagar, com mais calma, mais tranquila.

- Hmmmm o Lucas tem namorada. - Diz Ericka, sua irmã.
- Ericka. - Lucas se irrita enquanto sua irmã sai cantarolando pelo corredor dizendo "O Lucas tem namorada, Ele beija na boca".

    Antes que Lucas pudesse correr atrás de sua irmãzinha xereta, Max o agarrou pelo braço e sorrindo disse:

- Está tudo bem.
- A minha irmã é irritante, sério as vezes eu odeio ela.
- Lucas, está tudo bem, eu não me importo se ela sair gritando pela cidade que o irmão dela namora.

    Lucas entendeu o que Max queria dizer, não importava quem Lucas era, não importava para ela se falassem mal ou bem, o que Max queria era estar ao lado de Lucas que no momento mais difícil a acolheu.
 
    Mas enquanto a calmaria chegava de um lado, do outro lado, Mike e Will se deparavam com a desagradável surpresa em sua casa. Billy Hargrove estava sentado na sala de estar conversando educadamente com Karen Wheeler e Ted Wheeler. Will e Mike sentiram um frio horrendo na espinha quando viram-no sentado com uma xícara de café em mãos.

    Billy Hargrove bebe café?

- Mike, Billy Hargrove está perguntando sobre o paradeiro de sua irmãzinha, Max. - Diz Karen. - Vocês sabem onde ela está?

    Mike olha para Karen que está em pé, olha para Billy que tem um estranho olhar cínico enquanto bebe café. Até Parece que Billy Hargrove não "traçou"  Karen Wheeler bem na cozinha na noite passada.

- Mike?  Está tudo bem?
- Hã? O que? - Mike volta a si. Ele sabia que Billy era um assassino graças ao que os meninos lhe disseram.
- Max. A irmã do Billy?
- E-E-Eu não sei, nunca vi.

    Mike sai juntamente com Will e corre para seu quarto trancando a porta atrás de si.

- O QUE-ELE-ESTÁ-FAZENDO-AQUI? - Pergunta Will perplexo.
- Eu não sei. - Mike parece mais assustado. - Coisa boa que não é.
- A gente vai chamar o Hopper?
- Não.
- Porque não? - Will questiona.
- Seria em vão, ninguém tem provas concretas de que o Billy é um assassino, seria em vão chamar ele aqui.
- E o que a gente faz?

    Toc...Toc...Toc.

- Mike, aqui é o Billy, pode abrir a porta?

     Mike se volta para a porta sobre os nervosos protestos silenciosos de Will que balança a cabeça sem parar.

- Mike. - Billy chama gentilmente.

    Mike abre a porta. Billy está apoiado no batente. Ele entra sem que Mike diga para ele entrar. Ele olha o quarto envolta, mexe nos brinquedos e depois se volta para os meninos.

- Tá legal, cadê a Max?
- Eu... Eu não sei. - Responde Will.

    Billy se aproxima mais intimidante de Mike e solta um bafo de café em seu rosto.

- Tá legal garoto, Eu vou ser bonzinho e se você me disser onde está a Max, eu não vou matar você e sua família. A sua mãe é uma delícia a parte, Mas você é descartável.
- Eu já disse que não sei. - Mike tem um súbito de coragem e vocifera na cara de Billy.
- Eu vou matar você e todos aqueles amiguinhos idiotas que você tem.

    Karen Wheeler aparece na porta e Billy muda da água para o vinho de repente, mudando sua expressão de psicopata para visitante dócil.

- Se vocês virem a Max, diga que o irmão dela está muito preocupado e que quer ela de volta. - Billy sai do quarto. - Até mais Senhorita Wheeler. - Billy beija a mão de Karen que o olha com indecência.

    Jim Hopper mal chegou a delegacia e Marta, sua secretária já veio lhe trazer um problemão daqueles.

- Hopper. - Ela chama enquanto Hopper passa por ela sem ouvir. - Hopper temos um problema.
- Novidades Marta, eu quero novidades. - Hopper retira o seu casaco e o pendura no gancho da parede.
- Novidades? Metade da população de Hawkins está ligando como loucos dizendo que a água está saindo de uma coloração estranha, as vezes preta, as vezes verde.
- E o que a polícia tem a ver com isso?

    Marta aponta para o telefone fora do gancho indicando que alguém estava na linha. Hopper apanha o telefone e diz:

- Alô.
- Xerife Hopper, aqui é o Dennie, trabalho na estação de tratamento de água de Hawkins...
- Adiante o processo, Eu tenho um dia cheio hoje. - Disse Hopper.
- Tudo bem, mas o que vou lhe dizer é que você precisa vir olhar os esgotos comigo. Agora!
- O que há de tão importante nos esgotos?
- Raízes, muitas raízes.

     Hopper desligou o telefone na hora, se Levantou e apanhou seu casaco no gancho da parede, Ele passou por Marta que voltou a caminhar atrás dele.

- E então? - Marta pergunta.

    Hopper se vira para ela e diz:

- Marta, se alguém perguntar por Jim Hopper, diga que ele desistiu da carreira de Xerife e foi pescar no rio Kenduskeagg.



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