História Stranger Things - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Life Is Strange, Stranger Things
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Butterfly Effect, Hoseok, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Life Is Strange, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Stranger Things, Suga, Taehyung, Taemin, Vmin, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 25
Palavras 1.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo Dois: Voltando para trás


Fanfic / Fanfiction Stranger Things - Capítulo 2 - Capítulo Dois: Voltando para trás

''Está dizendo que seu amigo, que morreu anos atrás, voltou junto com uma tempestade que vai varrer nossa escola?'' - Jin questionou o óbvio, mas eu concordei.

''E isso se não acabar com a cidade...'' - Bufei, enquanto andava mais rápido para a sala de aula para pegar meu material. - ''Nós precisamos fazer alguma coisa, eu não sei se alguém já sabe da neve que caiu lá fora, mas eu imagino que sim.''

''E o que sugere que façamos?'' - Me parou antes que eu entrasse dentro da sala, e pelo o que vi, o professor de história ainda estava lá.

''Eu não faço a miníma ideia.'' - Disse, por fim, adentrando a sala. - ''Com licença, irei pegar meu material, chamei meus pais.''

''Tudo bem, seja rápido.'' - Assenti, indo até minha mesa e saindo após ter minha mochila nas costas.

''Para onde vamos?'' - Jin perguntou, e então, notei que ele ainda me seguia. Eu realmente não queria incluir alguém nisso, pois eu nem sei o que fazer, mas já que ele está aqui, uma ajuda iria ser muito bem-vinda. 

''Minha casa, preciso pegar algo lá dentro.'' - Dei uma olhada pelos corredores, estavam vazios.

''Ainda temos três aulas, como pretende sair daqui?'' - Bufei, revirando os olhos.

''Quer me ajudar?'' - Perguntei rude, e ele assentiu rapidamente, ele estava nervoso, dava para notar. - ''Então, fique quieto e faça o que eu disser.'' - Peguei sua mão e o puxei até o banheiro masculino, pois lá tinha a janela que dava para o outro lado da escola, onde poderíamos facilmente pular a cerca que dividia a escola e os demais prédios. Mentalmente, agradeci por estudar no primeiro andar, já que se eu estivesse no segundo ou no terceiro, a queda seria longa. - ''Empurra minha mochila quando eu estiver do outro lado, não é difícil atravessar aquela janela.'' - Lhe dei minha mochila sem mais nem menos, ignorando suas palavras e pulando para agarrar o vão da janela e me suspender nele, com um pouco de força, consegui passar pelo retângulo que era aquela janela, e depois de um tempo, vi minha mochila ser empurrada por ali. - ''É só você passar seus braços primeiro, você vai cair, mas pelo menos a queda não é tão grande.'' - Disse, e eu pude ouvir um resmungo do outro lado, mas ignorei.

Para Jin ter atravessado aquilo, foi um esforço bem maior. Tive que ajudá-lo, mas de qualquer forma, agora estávamos do lado de fora e em rumo à minha casa. Se eu tiver sorte, meu pai não estará em casa e eu irei conseguir chegar ao meu quarto sem ter que ouvir seus gritos histéricos - e se eu tiver mais sorte ainda, ele estará dormindo, já que com certeza ele vai estar bêbado.

Eu não ligava para meu pai já fazia muito tempo, eu apenas evito ele o máximo que consigo, e até mesmo, fujo de casa por uma semana ou duas. Prefiro dormir na rua do que na minha casa, um local hostil para mim, que agora me da ódio.

Mas claro, sorte era algo que me falta desde meus quinze anos, se é que me entende.

Assim que abri a porta de casa e entrei junto com Jin, notei que a escuridão habitual estava presente, mas junto com ela, o silêncio era uma das coisas que me deixavam cada vez mais apreensivo.

''Não se afaste de mim.'' - Disse, pegando a mão de Jin e lhe aproximando mais, grudando-o ao meu corpo. Tateei a mão pela parede até achar o interruptor, e então, suspirei aliviado quando notei que a sala estava vazia, e provavelmente, a casa também. - ''Tudo bem, vamos pegar o que eu quero e vamos dar um fora daqui.'' - O puxei escada em direção a escada, mas assim que fui pisar no primeiro degrau, olhei para cima, enxergando a silhueta de meu pai no começo dela.

Engoli seco. Ele estava com uma garrafa de whisky na mão, ela estava parcialmente vazia. Ele passou a descer a escada lentamente, cambaleando vez ou outra, mas nunca caindo, e seu semblante não deixava de ser aterrador. Eu não sabia identificar sua expressão, mas sabia que aquilo em seu rosto era um nojo por mim perfeitamente estampado, e também, o ódio que ele tem por mim que cresceu por anos - assim como o meu por ele.

Nos odiamos, isso é um fato. Desde que minha mãe morreu, meu pai se tornou um lixo de pessoa, e ainda mais por ter um filho como eu, e não é por qualquer besteira, e sim, porque ele me culpa por tudo de ruim em sua vida.

Eu odeio meu pai.

"Ora, ora, ora... Parece que voltou para casa depois de três dias, pelo menos não completou uma semana." - Meu pai disse irônico, se encostando sobre o batente da escada enquanto eu afastava Jin que se encontrava atrás de mim. Sua voz era embargada, ele estava louco, mas parecia tão sóbrio, mas não de ódio, assim como eu. Somos consumidos pelo ódio, isso é um fato. - "Seu namorado? Ou apenas mais um de seus amigos vagabundos?...'' - Fiquei em silêncio, aquilo já era constrangedor demais. - "Oh, esqueci, você não tem amigos. O único que você tinha morreu, por sua culpa." - Riu sarcástico, se aproximando.

Fechei os punhos, mantendo uma postura ereta e de cabeça erguida. Eu teria que enfrentar meu pai, eu com certeza não tinha outra escolha a não ser isso.

"Nos deixe passar." - Pedi, respirando fundo, e me arrependendo ao sentir o hálito amargo de álcool que sua boca emanava. Aquilo sim me dava nojo. 

"Para você e ele irem transar?" - Apontou para Jin enquanto segurava a garrafa, tomando mais um gole do líquido ali presente. - "Me diz, você da a bunda ou come ele? Com certeza da, uma mocinha dessas é um prato cheio para um cara daquele tamanho."

"S-senhor, e-eu já tenho namorado..." - Jin disse atrás de mim, engolindo em seco ao ver nossos olhares repreensivos em cima de si.

"Ahh é?" - Riu mais uma vez, me afastando para encarar Jin. - "E seu namorado sabe que você está traindo-o com outro?- Riu amargo, e logo, me coloquei na frente de Jin novamente, empurrando-o para longe. - "Gays, todos iguais...- Pigarreou, cambaleando para frente, me encarando com sarcasmo em seus olhos. - "Me diga: o que estava fazendo esse tempo todo fora de casa?"

"Não lhe devo satisfação, assim como você não deve satisfação de quantas putas você trás para dentro de casa." - Vi ele apertar a garrafa em seus dedos, mas mesmo assim, não recuei.

"Língua afiada, o que será que devo fazer com ela?" - Deixou a garrafa cair, me empurrando para trás, mas eu não recuei nada mais do que dois passos.

"Eu não vou brigar com você." - Respondi seco, encarando seus olhos.

"Claro que não, é menininha demais para isso. Vamos! Dê um soco em seu pai, mostre que você tem um pau no meio das pernas e honre-o." - Vi ele erguer seus punhos na altura de seu rosto, se aproximando.

"Não." - Recuou, virando de costas. Suspirei de alívio, mas seria fácil demais, e realmente foi; ele se virou novamente para mim, pronto para me dar um soco, mas por reflexo, consegui agarrar sua mão. - "Eu disse não.- Grunhi, apertando seu pulso e virando-o de costas para mim, imobilizando seu braço. - "Mais um movimento e eu o quebro." - Sussurrei, pois achava que ele estava totalmente imobilizado, mas notei que seu outro braço ainda estava livre.

Ele enfiou sua mão livre dentro de seu bolso, tirando algo retangular e metálico de dentro, mas eu não consegui ver direito o que era, pois Jin me empurrou para o lado, me fazendo cair no chão.

"T-Tae..." - Sussurrou, e então, olhei para trás de si, enxergando meu pai com um canivete pronto para perfurar seu pescoço.

Eu vi exatamente tudo em câmera lenta, ao mesmo tempo em que eu gritei alto a palavra "não" uma segunda vez naquela noite. O tempo praticamente parou quando levantei minha mão, e tudo começou a andar lentamente para frente, e depois, para trás; a lâmina perfurando a pele de Jin, ele caindo no chão, o sangue escorrendo, tudo isso passou a correr lentamente, até que começou a andar para trás. O sangue voltando para a ferida, a faca saindo de sua pele, meu pai andando para trás, Jin voltando a ficar de pé.

Pareceu que o tempo realmente voltou para trás, e foi isso o que aconteceu. Eu estava novamente segurando o braço esquerdo de meu pai, no momento antes de ele pegar o canivete, e bem, a cena ocorreu novamente, como antes.

"Eu disse que quebraria o seu braço." - Sussurrei, fazendo força contra seu braço e ouvindo o estralo vindo seu ombro recém rompido. O grito que ele deu foi alto, e então, joguei-o no chão depois de ter pegado o canivete de seu bolso, guardando-o comigo  - "Vamos, rápido!- Puxei Jin pela mão, subindo as escadas em passos longos. - "Ele está bêbado, provavelmente não está sentindo tanta dor assim, e tem uma arma no andar debaixo." - Tranquei a porta assim que Jin entrou, indo para minha escrivaninha e procurando meu álbum de fotos, pegando uma bem específica. - "Jin, você acredita em mim?" - Me olhou confuso. - "Eu posso nos tirar dessa, eu acho que sei como." - Ouvi os passos do lado de fora de meu quarto, meu pai estava vindo, com uma arma. - "Segura minha mão, por favor." - E assim ele fez, e então, nos sentamos juntos na cama. 

Eu não sabia bem o que estava fazendo, era apenas um instinto. De verdade, meu plano era pegar aquela foto e sair daqui, a única foto que tenho de Jimin, mas meus planos mudaram. Se eu consigo voltar no tempo, eu posso concertar o dia em que Jimin morreu, eu posso resolver tudo, eu posso...

Eu posso salvar todo mundo.

Olhei fixamente para foto, me concentrando. A foto começou a ficar embaçada, e aos poucos, com mais concentração, eu conseguia visualizar uma outra realidade, o meu passado. Eu conseguia ouvir as risadas que vinham do dia em que tirei aquela foto, conseguia sentir a felicidade que emanava daquele momento.

Eu estava quase lá, eu sentia que estava prestes a voltar, até que me desconcentrei por uma fração de segundos com o grito que Jin deu, mas ainda sim, tentei me manter focado.

"Tae, rápido, faz alguma coisa!" - Gritou, e então, respirei fundo. A porta de meu quarto foi aberta, mas naquele momento, senti tudo começar a mudar em minha volta.

- "Até nunca mais, papai."

[...] - De volta no tempo

- "TaeTae, o que acha de uma foto?" - Minha cabeça estava doendo, parecia que eu tinha tomado uma martelada nela, mas mesmo assim, eu olhei para Jimin e sorri abertamente.

- "Claro, eu amo fotos!" - Exclamei, e ele me olhou confuso. - "O que foi?"

- "Kim Taehyung dizendo que ama tirar fotos? Essa é nova." - Me empurrou de leve, mostrando seu eye smile que eu não via a muito tempo.

- "As pessoas mudam, e também, acho que está na hora de mudar um pouco." - Me aproximei, e então, sorrimos para a câmera polaroid para tirar aquela foto que ficaria de recordação para nós dois.

- "Realmente, as pessoas mudam." - Me beijou a bochecha, sorrindo doce enquanto corava. - "Obrigado por muda por mim."


Notas Finais


Sim, Taehyung volta no tempo

Easter egg -q

Enfim, até o próximo capítulo szszszszsz


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