História Strangers - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Paola Carosella
Tags Pana
Visualizações 157
Palavras 1.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Leiam essas notas, por favor, é importante!
First of all: Mil desculpas pela demora, sério, não foi por mal e nem por querer. Espero que vocês ainda estejam dispostos a me acompanhar nessa história. Não estava postando porque tudo que eu escrevia/escrevo acho que tá um lixo e desisto de postar. Esse capítulo de hoje já estava escrito há um tempinho, mas queria fazer umas melhorias antes de postar e também quem sabe ter um surto de criatividade, mas nenhuma das duas coisas aconteceu. Eu não queria postar sem ter alguma ideia de como dar continuidade, mas é melhor isso aqui do que nada porque vocês já estavam me deixando louca querendo um capítulo novo. Então, meus amores, peço encarecidamente, de verdade, do fundo do meu coração, que vocês comentem me contando o rumo que vocês esperam/imaginam que a historia vá ou deva tomar. Eu tenho algumas ideias, mas não sei como junta-las e com a ajuda de vocês talvez eu consiga. E, por falar em comentário, queria agradecer muito, muito MESMO as mensagens de apoio que vocês me mandaram no último capítulo. Não respondi porque resolvi dar um salve e um agradecimento geral por aqui, mas prometo nos próximos capítulos responder um por um. Embora tenha amado todos as mensagens, teve um especial, d FahKitsune, que literalmente fez o meu dia, fiquei muito feliz mesmo de ler as suas palavras, não só as suas como as de todo mundo. Eu me apaixono quando fazem textão em comentário pra mim, embora não saiba como responder, então sempre que sentirem que devem, por favor me mandem, tanto aqui, quanto na dm do twitter ou no whatsapp, respondo todo mundo e sou um amor, acreditem. Salve pra Amanda e pra Sarah que tão sempre comigo me ajudando nisso aqui e me motivando mais do que ninguém. Obrigada por terem paciência e lido todo o meu textão melodramático. Boa leitura!

Capítulo 7 - The one that you want


Eu havia decidido dar uma nova chance a mim e à minha vida amorosa com Gustavo, estava disposta a apagar Paola e qualquer sinal de que ela esteve na minha vida por completo, deixando Mané como minha única e última lembrança da argentina, afinal não poderia me livrar daquele pequeno nem se eu quisesse.

Eu e Gustavo resolvemos começar como se nada tivesse acontecido entre nós antes, nos conhecendo de novo e seguindo todos as regras ditas pela sociedade, mantendo tudo na discrição por ambos sermos figuras públicas e gostarmos de manter nossas privacidades. O máximo que fazíamos era colocar foto de casal nos perfis das nossas contas pessoais que só amigos e família tinham acesso, o que eu achava extremamente brega, mas como, mesmo não admitindo, queria que Paola testemunhasse aquele namoro, acabava me rendendo aos clichês do romance heterossexual.

Tenho que confessar que eu e Gustavo nos demos bem por alguns meses sendo um casal exemplo, saindo para jantar, passando noites juntos, passeando em parques de mãos dadas e fazendo piqueniques. Confesso também, que, após o primeiro mês, já pensava bem menos em Paola; não a havia esquecido, lógico, mas estava no caminho, mesmo com suas ligações e mensagens, que ficavam cada vez menos insistentes a cada nova foto postada.

Perto do natal, num domingo, meu irmão e meu sobrinho vieram me visitar já que eu não poderia ir até Brasília comemorar a data junto da minha família, alegrando ainda mais a minha casa e os meus dias tão entediantes ao lado de Gustavo.

- Tia Ana! – Lucas entrou correndo no meu apartamento, jogando a mochila que carregava no chão e pulando nos meus braços, enquanto eu rodava com ele no ar, ouvindo sua gargalhada gostosa. – Que saudade!

- Saudade de você também meu amor! – O abracei forte e beijei sua testa. – Muita, muita, muita saudade!

- Cuidado com a coluna da tia Ana, Lucas. Desce. – Luiz chegou atrás, carregando uma mala pesada e Gustavo correu para ajudá-lo.

Coloquei Lucas no chão e ele correu atrás de Mané a fim de brincar com ele, enquanto eu abraçava e cumprimentava meu irmão que não via há um ano. Colocamos as malas no quarto em que ambos dormiriam e sentamos no sofá para conversarmos e decidirmos onde iriamos jantar, enquanto Lucas jogava um novo jogo no meu celular, sentado no chão e com Mané em seu colo.

- Tia Ana. – Lucas me chamou e se levantou. – A Francesca está te ligando. – Me entregou o celular e o peguei para confirmar que era Paola quem estava me chamando, a foto do seu contato era uma em que estávamos as três juntas; eu com Mané no colo, Fran ao nosso lado abraçando Mané e Paola atrás de nós. Eu adorava aquela foto porque parecíamos, de fato, uma família.

Recusei a ligação e devolvi o celular para o meu sobrinho, enquanto Gustavo relembrava do Arturito por conta da foto que acabara de ver, mas, depois de eu ter alegado várias vezes que a comida não havia me feito bem da última vez que havia estado lá e que não queria ir por conta disso, acabei convencendo-os a escolher outro lugar e optamos por ir no A Bela Sintra, um restaurante de frutos do mar que ficava no centro de São Paulo.

- Liga para a Francesca, tia Ana! – Lucas, atento a conversa, começou a pular animado. – Chama ela para jantar com a gente! Estou com saudades dela. – Lucas e Francesca haviam se conhecido nas férias de julho daquele ano, quando ele veio me visitar com sua mãe. Eu disse a ele que iria conversar com a mãe dela e lhe daria uma resposta mais tarde se elas iriam, mas era obvio que não iria ligar, na hora só diria que Paola tinha tido um compromisso.

Passamos a tarde mostrando alguns pontos turísticos à Luiz e quando a noite chegou, nos arrumamos e saímos. Lucas ficou muito triste quando eu lhe disse que Francesca não conseguiria ir, mas, mesmo ficando de coração partido ao vê-lo daquele jeito, eu sabia que logo ele esqueceria. Chegamos no local e, assim que soltei Lucas do cinto e ele pulou para fora do carro, o garoto soltou um grito, assustando a todos, e saiu correndo em direção a alguém e a abraçando.

- Você veio! – Lucas disse e vi a cabeleira loira daquela baixinha abraçando-o. Eu só podia estar pagando todos os meus pecados de todas as minhas vidas passadas. Paola logo apareceu também, elegantíssima como sempre, sorrindo para mim e me encarando. – Eu fiquei tão triste quando a tia Ana disse que você não viria.

- Oi Lucas! – Paola disse, agachando e abraçando o garoto. – Felizmente conseguimos vir. – A argentina sorriu e depois olhou para mim, deixando claro que eu iria ouvir por ter mentido para a criança.

- Que surpresa! – O Gustavo disse, ficando ao meu lado e colocando o braço ao redor da minha cintura. – A Ana não me disse nada que vocês viriam. Fiz uma reserva para quatro, mas tenho certeza que damos um jeito nisso com uma conversa. Estão só vocês duas? – Olhei para Paola assim que ouvi a pergunta, também querendo saber a resposta.

- Sim. – Ela se limitou a dizer, sem se explicar.

Entramos no restaurante e Gustavo se apresentou, explicando a situação e felizmente conseguimos uma mesa com o número de pessoas que tinha no grupo. Nos sentamos, na ordem, da esquerda para a direita: eu, Gustavo, Luiz, Lucas, Fran e Paola, ao meu lado. Durante todo o tempo Gustavo conversava com Luiz, de mãos dadas comigo, alheio aos olhares que eu e Paola trocávamos o tempo todo.

- Porque eu também não estava sabendo que iriamos nos encontrar aqui? – Paola sussurrou ao meu ouvido de repente, me assustando e arrepiando inteira, já que estava fazendo o máximo de esforço para não a olhar, mesmo que fosse obrigada a ficar prestando atenção meu irmão e namorado conversando sobre futebol. – Porque, também, não me responde ou me atende? Agora que está namorando esqueceu das amigas? – Ela sorriu e permaneci em silêncio, a ignorando, sem me virar para ela, como se ela nem estivesse ali.

Passei a observar as crianças brincando, conversando e rindo à minha frente e ela passou a roçar sua perna em mim, debaixo da mesa, me acariciando a coxa com a mão, se divertindo com minha relutância, até que ela subiu a mão demais, ficando extremamente perto da minha intimidade já pulsante por ela.

- Eu preciso ir ao banheiro. – Eu levantei subitamente.

- Eu também. – Paola disse, sorrindo e se levantando em seguida.

- Perdi a vontade. – Sentei novamente e Paola segurou meu braço.

- Mas eu não, vamos comigo. – Ela disse, me puxando para cima e me arrastando junto com ela.

Quando chegamos ao banheiro, Paola nem ao menos me deixou respirar, apenas me jogou dentro de uma das cabines, trancou a porta e puxou meu pescoço para me beijar, mas, assim que nosso lábios estavam a milímetros de distância, virei o rosto e desviei dela.

- O que é isso agora? – Paola perguntou, transtornada. – Desde quando rejeita meus beijos?

- Desde que agora tenho um namorado. – Eu disse. – Não sou como você. – Cuspi todo o meu rancor e vi que aquilo a incomodou, mas não se deixou abalar.

- Não mesmo, você é pior. – Paola passeava sua mão pelo meu corpo conforme falava, me provocando. – Está com uma pessoa, pensando em outra, amando outra. Que coisa feia!

- Como sou pior que você nisso? – Coloquei as mãos ao redor do seu pescoço, aproximando nossos rostos e falando ainda mais baixo que antes. – Se não ficava comigo pensando no outro, então ficava com o outro pensando em mim, e tenho quase certeza que era e ainda é a última opção. Você só está se comprometendo com esse discurso, Carosella. – Colei o rosto ao lado do seu e mordi sua orelha. – Nós somos iguais, goste você ou não. – Desci minhas mãos até encontrarem as dela e as retirei de mim. – Eu sei o que você está fazendo. Você está tentando consertar as coisas agora que viu que me perdeu, mas não é assim que funciona Paola, não é só chegar e assoviar que eu volto para você, não mais. Eu te amei tanto e por tanto tempo, porque demorou tanto para ver isso? Para me querer também?

- Eu sempre te quis, Ana, eu já te falei. – Paola tentou me tocar de novo, mas a impedi.

- Não. Não quis não! – Comecei a me irritar e a querer chorar. – Me querer e querer outro ao mesmo tempo não me basta, nunca me bastou, você sabe bem disso. Eu queria que você quisesse só a mim, ser só minha, sem ter que te dividir com qualquer outra pessoa.

- Ana...

- A única coisa que eu queria era que você sentisse a minha falta tanto quanto eu sentia a sua, queria que você quisesse meu coração tanto quanto eu queria o seu. Eu queria, desejava, sonhava pelo dia em que você olharia nos meus olhos e diria que eu era quem você queria, mas esse dia nunca chegou, pelo contrário, você só pisou no meu coração e nos meus sentimentos e agora que não nutro nada mais por você, é agora que vem atrás.

- Eu não pisei no seu coração, Ana Paula. Eu nunca te dei esperança. Você sempre foi...

- A amante! – A cortei e completei. – Eu sei! Sempre fui e sempre serei a amante. Mas não venha me dizer que nunca me deu esperanças Paola, não seja cínica a esse ponto. Você sabe bem que sempre fui apaixonada por você, desde o primeiro dia, desde o primeiro momento em que eu te vi. Sabia que cada passo que você dava, cada ato que fazia, me dava esperança. Se não queria que isso fosse longe demais, nem ao menos teria começado com essa história.

- Ana, por favor, me deixa falar. – Paola disse seria.

- Não. Eu estou cansada de te ouvir e você nunca dizer nada, nunca fazer nada. Por favor Paola, me deixa em paz, não me liga mais, se possível, esquece que um dia eu passei pela sua vida, porque eu quero esquecer que você passou pela minha.

- Seu desejo é uma ordem, Ana Paula Padrão.

Paola abriu a cabine e saiu batendo a porta, com raiva, indo em direção à mesa, sendo seguida a passos firmes e irritados, como os dela, por mim, ambas em um silêncio que se pudesse mataria uma a outra. O ar ficou pesado e todos se calaram quando nós nos aproximamos. Paola pegou Francesca pela mão com raiva e saiu puxando a menina para fora do restaurante sem se despedir de ninguém e sem dar tempo para a menina fazê-lo. Gustavo me perguntou o que havia acontecido, mas eu apenas disse que precisava ir embora, então pagamos e meu namorado deixou a mim, meu irmão e sobrinho no meu apartamento, indo para a sua própria casa em respeito ao meu mal humor. 


Notas Finais


gente o grupo do wpp ta de pé ainda, ngn quis, mas sou brasileira e não desisto


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