História Strangers - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Rachel Duncan, Sarah Manning
Tags Cophine, Ira Duncan, Orphan Black, Propunk, Rachel Duncan, Sarah Manning
Visualizações 157
Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Imaginação


Fanfic / Fanfiction Strangers - Capítulo 6 - Imaginação

— ... e o que você acha? Sarah? Sarah!

— Ah, oi... Perdão. O que disse?

Desde que seus pedidos chegaram, Sarah nem sequer tomou um gole de café. Ela olhava diretamente para Cosima, mas seus pensamentos voavam para longe. Seu cérebro processava um turbilhão de pensamentos a cada minuto. Pensava em algo, logo em outro. Sarah balançou negativamente a cabeça, espantando seus devaneios. Suas mãos apertaram levemente a têmpora, na tentativa de amenizar a dor de cabeça, que começou a incomodar. As pálpebras pesadas, deram um sinal de cansaço.

— Eu perguntei se você não quer sair comigo, e com a Delphine.

— Ahn...Você e a Delphine não fazem muito o meu tipo.

— O que?

— Nada! Prossiga.

— Como eu ia dizendo... Um amigo nosso tem interesse em você — Cosima repetiu, tomando um gole do descafeinado.

— É? — Sarah não ligava para o encontro e esse tal amigo, que queria conhecê-la. — Acho que preciso de um emprego. Será se eles estão contratando aqui?

Cosima bufou. Seria difícil conversar com Sarah.

— Você ainda não me respondeu — tentou soar calma. — Vamos?

— Eu não estou afim de conhecer ninguém. — Sarah mordeu o lábio inferior, posteriormente dando um sorriso sem graça, sem mostrar os dentes. — Diga para seu amigo que sinto muito.

— Qual é? O que você tem a perder? — insistiu Cosima. — Você é uma das mulheres mais bonita que já vi. Não custa nada tentar.

— Rá! Você só disse isso porque somos idênticas. — Cosima riu. — Além do mais, não acho que seja uma boa ideia.

— Acho que Cal ficará triste...

— Cal? Cal Morrison? — Cosima balançou a cabeça, com um enorme sorriso nos lábios. — O pai da Kira?

— Você conhece outro? — Sarah somente não revirou os olhos, porque a surpresa ainda lhe consumia. — Bom, é ele mesmo! Eu falava sobre como nos encontramos, enquando você me ignorava. Mudou de ideia sobre o encontro, agora?

Sarah ponderou antes de responder.

— Como amigos! Eu vou, mas somente como amiga!

— Já é um começo.

Antes de deixarem o Graham's, Sarah perguntou ao próprio Graham, se eles contratavam. O homem de mais ao menos sua idade, e um ar galanteador, respondeu que precisavam de um garçonete para o turno da madrugada, e Sarah prontamente mostrou seu interesse. Ele pediu para ela retornar no dia seguinte, no mesmo horário, para uma breve entrevista, coisa básica, porém necessária. Agradecendo, ela retirou-se do estabelecimento.

Cosima e Sarah, retornaram para o loft de Felix. Assim que chegaram, um homem de aparência jovial passou por elas, fazendo as duas trocarem uma risada abafada. Felix usava somente um avental cor lama, deixando a mostra, sua bunda delineada. Em mãos, umas molduras utilizada nos grafites, para melhor precisão dos desenhos.

— Estão rindo de quê?

“Nada” foi a resposta em uníssono, de Sarah e Cosima.

Cosima pegou o notebook, que havia guardado no armário, conectou o modem, e desligou-se do mundo em sua volta.

— Adivinha quem voltou — disse Felix, tirando o avental, e pondo uma calça e uma camisa colada.

— Sei lá, quem?

— Ferdinand Chevalier. O ex namorado da pro-clone.

— Como você sabe? — franziu o cenho.

Felix deu de ombros.

— Me diz uma coisa que eu não sei.

Eles se sentaram no sofá, ao lado de Cosima, que digitava tão rápido, que chegava a causar vertigem a quem olhava. Sarah encostou a cabeça no sofá, suas pernas pousaram sobre a mesa de centro.

— Pega um comprimido para mim, Fee... Eu tô com uma puta dor de cabeça — resmungou. Sarah levou uma das palmas da mão ao rosto, e a deixou lá, tampando parcialmente a face.

— Pega. — Felix lhe ofereceu um copo d'água e uma dipirona. Sarah nem ao menos percebeu quando ele se levantou.

Tomando em um único gole toda a água, Sarah seguiu em direção a cama, e jogou-se lá. Em segundos, apagou.

Me solta! Não! Para! Nããoo — Sarah gritava entre gargalhadas.

Ela estava deitada na grama recém cortada, do parque. Suas mãos se debatiam, juntamente de seus pés, tentando afastar um corpo de cima de si. O céu naquele tarde, era tão azul quanta a imensidão marítima, sem sol e nuvens ao longe. Os sons dos diversos pássaros componhavam a bela cena, digna de filmes Hollywoodiano.

Rachel, por favor! Tá doendo.... Minhas bochechas. — Rachel estava por cima de Sarah, distribuindo beijos por seu rosto, na medida, em que suas mãos faziam cócegas na mulher.

Elas sorriam muito. Gargalhavam em demasia. Brincavam como crianças, sem medo do depois.

Rachel jogou seu corpo para o lado de Sarah. Suas risadas acalmavam-se aos poucos. Ela deitou-se de lado, apoiando a cabeça na palma da mão, fitando diretamente Sarah.

— Eu não conhecia esse seu lado... — Sarah disse, contente.

— Eu também não. — Rachel esboçava um leve sorriso.

— Como não? — Sarah aproximou-se mais. Seus dedos brincavam com os cabelos louros simétricos. — Eu amo seus mistérios.

— Não possuo mistérios.

Sarah empurrou de leve, Rachel, fazendo-a deitar na grama. Seu corpo por cima dela.

— Por que não pode ser assim sempre?

 

“Porque ninguém entenderia as nossas escolhas.”

Sarah abriu os olhos, aos poucos. Remexeu o corpo, e viu, nada mais nada menos, que Duncan. Seu sustou chegou a ser tão intenso, que caiu ao chão. Levantando e esfregando os olhos, ela teve certeza que não era alucinação.

— O que você faz aqui? Cadê o Fee? Cadê a Cosima? Como você entrou aqui? 

— Acho que ninguém nunca entenderia as nossas escolhas.

— O que? — Sarah não entendeu as palavras de Rachel. Ela retornou para a cama, sentando de frente à mulher loura. — Quer saber, não precisa responder. Você realmente está aqui! Eu sabia que não estava ficando louca.

— Eu não estou aqui, Sarah.

— Como não? Eu estou vendo você! Não pode ser coisa da minha cabeça!

Rachel ficou de joelhos na cama. Seus dedos tocaram o rosto de Sarah, fazendo um delicado carinho. Ela juntou seus lábios lentamente. Movimentando-os sem pressa.

— Não é real? — perguntou, decepcionada, interrompendo o beijo.

— Não é, porque é coisa da sua cabeça, que significa que não é real. 

— Eu nunca entendo bem o que você diz.

Rachel sorriu.

— Não é para entender, e sim, sentir.

— Que profundo — brincou Sarah, roubando um beijo de sua “imaginação” personificada de Rachel.

— Temos uma noite inteira pela frente. O que quer fazer?

Sarah sussurrou algo no ouvido de Rachel, que gargalhou.

— Você é impossível. — Rachel deu um tapinha nos braços de Sarah.

A morena deu de ombros, sorrindo também.



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