História Stray Dogs (Soukoku) - Capítulo 17


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Akiko Yosano, Atsushi Nakajima, Edogawa Ranpo, Junichirou Tanizaki, Kenki Miyazawa, Kunikida Doppo, Naomi Tanizaki, Osamu Dazai, Personagens Originais, Ryuunosuke Akutagawa
Tags Álcool, Bsd, Chuuya, Dazai, Homosexualismo, Lemon, Nakahara, Osamu, Romance, Sexo, Soukoku, Yaoi
Visualizações 24
Palavras 2.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu gosto do Chuuya como Seme :3c

Capítulo 17 - Deleting old fears


- Me perdoe.

O sussurro ecoou pelos quatro cantos da casinha de madeira, alcançando novamente os ouvidos de Dazai. Seus olhos estavam fechados, sentindo os toques nas laterais do rosto e carícias no canto dos lábios secos. Parecia tão frágil e ingênuo quando mantinha-se a sós com Chuuya. Apenas um sorriso de canto, e as sobrancelhas seguindo a curvatura dos olhos apertados, quase completamente escondidos entre fios castanhos e em tons de avelã. Ainda havia tanto para discutir, tantas novas informações para argumentar e resumir, mudando o foco anterior para uma figura russa; Fyodor Dostoievsky. Depois de caminhar em círculos dias atrás entre os próprios devaneios, a luz clareou suas idéias e trouxe o foco real. As novas gangues, os métodos frios usados, mafiosos sem rastros. Tudo levando à um novo caminho que foi aberto, o russo Dostoievsky. Ah, o passado infame de Osamu e Dostoievsky não se limitava apenas em garrafas de vodka e provocações supostamente amigáveis, ia desde ameaças entre gangues, até competições de suicídio. Nakahara descobria isso cedo ou tarde, acompanhando seu parceiro na busca para cavar a própria sepultura.

- Não tem problema se não quiser me perdoar agora. - O ruivo o trouxe novamente para o clima da maresia, a cabana, rabiscando a trilha mental que o moreno encafifou-se anteriormente. Com a Gravidade, prendeu o cabelo com una fita, deixando fios soltos ao lado das bochechas rosadas. Se assemelhava muito com uma gueixa, ou uma kokeshi pronta para um desfile.

- Eu… - Os lábios e dentes se entreabriram, e ainda sim foi incapaz de continuar a frase, olhando baixo enquanto as mãos estavam trêmulas. Ele não entendia de onde vinha todo aquele medo e pavor que deixava até a espinha com calafrios.

- Posso te pedir algo? Você poderá pensar na resposta enquanto isso. - O ruivo começou a tocar seu rosto novamente, massageando sua cabeça e bagunçando seus cabelos.

- Claro. - O suicida pareceu indiferente, guiado por aqueles toques e carícias afetuosos que o derretiam como calda.

- Posso tocar você? Depois do ocorrido, você evitou o máximo que pode se aproximar de mim. Você se retraiu, ficando cada vez mais distante. Eu posso parecer um tanto frio, mas senti que faltava algo em você.

Osamu moveu as pálpebras, abrindo-as e fitando os olhos azuis de soslaio, sem muito contato direto. Nakahara tinha total razão, mesmo parecendo não dar a mínima a tudo isso, ele conhecia Dazai, conhecia quase todas das suas inúmeras e assustadoras facetas. As mãos desnudas das ataduras tremeram um pouco mais, refletindo sobre a resposta que daria.

- Posso?

- Eu não sei. Não acho que deveria, não há necessidade de mostrar-se prestativo ou amoroso agora, não será--

O mafioso se aproximou de seu rosto, calando suas desculpas furadas com um beijo casto, misturado por um desejo avassalador que o ruivo tentava conter. O outro respondeu com desespero, colando mais os lábios e agarrando sua nuca em um gesto erótico, tendo o corpo tombado na cama e o ruivo em seu colo. Os rostos acompanhavam o movimento, que logo foi substituído por uma disputa entre línguas, tirando o fôlego de ambos e enchendo seus corpos com eletricidade. Chuuya pressionou a ereção coberta pelas roupas de Dazai, apertando com os dedos.

- C-Chuuya não.

- Shhhhh quieto.

Novamente, passou a mão pelo volume, pressionando mais e mais e vendo o moreno arquear as costas, mordendo os próprios lábios. Ele seduzia o menor inconscientemente, com expressões pervertidos e gemidos abafados pelo beijo de língua. Zíper da calça aberto lentamente, cinto retirado e arremessado longe e a roupa íntima sendo baixada até os tornozelos, deixando em evidência o membro ereto e pulsante a sua frente. Tocou a glande, passeando os dedos pelas veias marcadas quando uma sinfonia de gemidos curtos ecoava como música aos ouvidos do ruivo. Conteve toda a excitação que Dazai tinha quando lhe entregou dois dedos para chupar, fazendo uma menção de silêncio enquanto os dedos tocavam as partes úmidas daquela grande extensão. O moreno fechou os olhos com sensualidade, deixando os dedos molhados pela saliva, e cada vez mais grudentos ao toque. Seu quadril e cintura respondiam com os toques to ruivo, sempre acompanhados de gemidos curtos e suspiros falhos.

- Q-Quando vai chegar minha vez de ficar em cima?

O moreno contestou após ter os dedos retirados do interior da boca e levados até o topo de sua ereção, pressionando com movimentos circulares. O ruivo sorrir, calando-o em um beijo provocativo.

- Não sei, mas posso lhe assegurar de que não será hoje.

- Mesmo se você quisesse?

- Honestamente, eu gosto de ouvi-lo implorar meu nome quando eu te como você com vontade. - Novamente, um sorriso perverso pintou seus lábios, olhando o outro reagir com uma careta e um ruído prazeroso. O suicida se segurava ao máximo para não gozar nas mãos do outro tão infantilmente. - Eu vou tocar você agora. - Sussurrou o mafioso passando os dedos pelas pernas feridas do outro, tocando cada cicatriz enquanto o moreno se agarrava em seus cabelos.

- Já está me tocando. - Apenas balbuciou movendo os quadris e mordendo o próprio lábio inferior.

- Mas não no outro lugar. - Chuuya juntou os dois dedos molhados pelo desespero de Dazai e os colocou lentamente dentro de sua entrada, apenas preparando-o com gestos circulares e beijos depositados nas pernas.

- Aaahhh aaahh Chuuya… - Seu interior ainda guardava os machucados e marcas de abuso, sendo ainda mais sensível a qualquer simples toque. Moveu o corpo com impaciência enquanto calafrios eriçaram seus pelos. - I-Isso dói.

- É porque você está contraído, tente relaxar eu não vou machucar você. - O indicador escorregou, adentrando seu interior por quase completo e sentindo cada parte quente reagir sensivelmente.

- Isso dói… - O moreno enfatizava as mesmas palavras algumas vezes, apertando as pálpebras com força e movendo os quadris com a sensação dolorida. Ainda estava muito machucado, e em alguns pequenos lugares lhe causavam uma sensação de ardência. O mafioso iniciou uma sequência de movimentos de vai e vem, sendo gentil e tendo a total paciência possível para dar prazer ao seu parceiro. Os dedos estavam quentes e grudentos pelo próprio interior de Dazai.

- Sabe, enquanto você estava fora, eu percebi certas coisas que antes não fazia a mínima ideia. - Chuuya beijou o pescoço, logo os ombros e os ossos da clavícula enquanto despia qualquer coisa que ainda restava no corpo magro do suicida. Dazai apenas permaneceu gemendo baixo, deixando ser amado enquanto puxava os fios ruivos, sempre com uma intensidade diferente de acordo com o prazer que sentia. - Eu sempre pensei no quanto eu precisava de você. Para minha habilidade, com o trabalho na Máfia, sempre me encorajando e sorrindo, sendo nos piores ou melhores momentos. Você sempre estava lá.

- É, eu estava. - Um murmúrio e um gemido alto quando foi tocado em um ponto específico. Seu corpo estava relaxando lentamente e seu quadril se movia com leveza aos movimentos.

- E então eu simplesmente vi algo que para mim, não havia feito diferença ao longo dos anos. Eu finalmente vi o quanto você precisava de mim. As vezes que pulou no mar, as vezes em que tentou se drogar até morrer, nas noites frias nos becos das ruas que sempre terminavam com um ato quente. Até aquela vez que eu te ensinei a dar seu primeiro disparo e carregar um revólver de bolso. - O ruivo sorriu, parando os movimentos por alguns segundos para admirar o homem que tinha em sua frente. Corado, suando pouco e terrivelmente sexy com o cabelo bagunçado e com fios colados na testa pelo suor.

- Eu preciso de você. Eu sempre precisei. Você é meu vício que não pode ser curado, meu pecado que não pode ser perdoado. Você é meu. - Dazai completou com um selinho e olhos fechados, se preparando mentalmente para o próximo passo. Chuuya corou por completo, despindo a si mesmo com selvageria e impaciência, posicionando seu membro ereto e já rosado na entrada dilatada do outro. Ambos gemeram alto e o ruivo se sentou na cama, colocando o maior envergonhado no seu colo.

- Koishiteru. - Chuuya disse em japonês, deixando o sexo ainda mais romântico e de alguma forma, mais prazeroso já que o homem em seu colo parecia finalmente ter relaxado, se agarrando a suas costas e deixando marcas com as unhas.

- Ya tebya liubliu. - Dazai respondeu em russo, com lágrimas de dor e prazer no canto dos olhos e uma respiração eufórica. Dançavam com os corpos para cima e para baixo, corados e suados em uma cama com mais de anos e uma casinha de madeira que agora cheirava a sexo. Cruzaram os dedos de ambas as mãos, travando as línguas por uma necessidade de contato dentro dos lábios enquanto saliva pingava no colo e nos lençóis. O cabelo ruivo se soltou do laço, escondendo sua face ruborizada em mais tons de vermelho e alaranjado e deixando sua aparência audaciosa com maior evidência.

- Aaaah Chuuya… - Desfez a si mesmo no próprio colo, gemendo mais e mais e puxando uma das mãos de Chuuya para tocá-lo, agarrar seu pênis cheio de veias.

- Quer que eu te toque? Que fofo. - Chuuya sorriu, tentando ver Dazai através dos cabelos e agarrando seu membro que doía de tão excitado. Apertou a glande e toda a extensão, movimento o corpo como um ioiô sentindo a textura do líquido grosso que ousava escapar de dentro de si. o moreno jogou a cabeça para trás ao sentir ser masturbado e ter suas bolas acariciadas e apertadas por mãos quentes.

- E-Eu vou--

- Eu também vou, vamos juntos.

Três segundos e ambos gozaram, chegando ao ápice em meio a respirações cortadas e pulmões que pareciam faltar oxigênio. Não pararam com apenas um orgasmo, seus corpos queriam mais e mais, o moreno queria ser tocado novamente, marcado e dominado. Ah sim, era essa a nova sensação que amava, a de ser totalmente dominado. Gostava de comer Chuuya como um animal e gostava ainda mais de ser devorado como uma presa indefesa. Teve a testa apoiada no ombro do ruivo, em uma busca desenfreada por ar.

- Eu não quero parar, não agora. Se estiver muito cansado, pode chamar por mim e então paremos. - O ruivo fez um carinho em sua cabeça, sentindo o suor molhar e grudar alguns fios.

- N-Não estou cansado. - O moreno tinha o tom de voz alterado pela adrenalina e pelo coração que saltava do peito.

- Eu sei o quanto está excitado, mas demais pode ser ruim para você, pode ser que eu acabe te machucando.

- Eu só quero você. Sentir você dentro de mim. - Dazai puxou Chuuya para perto de si, cheirando seus cabelos e sua pele compulsivamente. Sempre o cheiro doce do sexo com a mistura do cheiro amadeirado e perfumado que o ruivo exalava entre tantos hormônios.

- E eu quero comer você de novo.  

Era como se ambos os corpos estivessem desligados da verdadeira e atual realidade, e estivessem focados apenas em todo aquele estro e aquela terrível saudade que parecia não ter fim. Coloram os lábios em outro beijo, em uma sequência de vários outros com toques indecentes e provocações adultas. Um gemido lascivo e um puxão de cabelo, jogando Dazai de volta para cama e ajudando a manter-se preso com as pernas laçadas em seu corpo.



- Você está cochilando? - Nakahara Chuuya sorriu com Dazai deitado em cima de seu corpo, piscando com lentidão e leveza. Estava cheio de suor e orgasmo, além de parecer impregnado com o cheiro do ruivo no corpo.

- Impossível, com você aqui eu temo fechar os olhos. - Dazai sorriu com seu sorriso, afundando o rosto nos cabelos ruivos e voltando a cheirá-los. O mafioso acendeu um cigarro, fumando enquanto acariciava os fios castanhos e o rosto fino do suicida. Beijou sua mão da maneira mais romântica o possível, segurando os dedos com força quando notou uma marca mais escura em um dos pulsos. Era uma cicatriz recente, talvez de poucos dias atrás. O ruivo não soube identificar se havia sido feita pelo próprio Dazai, ou por Hyde. Ainda sim, tocou com a ponta do polegar eo indicador.

- Isso é novo.

- Não dói, não se preocupe tanto com isso. - O moreno se encolheu entre seus braços, voltando a cruzar os dedos fortemente. Fingia não se importar, preferia não se importar. O ruivo continuou a olhar a ferida profundamente, movendo os lábios de maneira confusa e pensativa.

- Eu me preocupo. Você me prometeu que pararia.

- Eu sei. - Flexionou a boca, quase balbuciando e franzindo o cenho de modo pensativo. Seus pensamentos estavam bagunçados em meio a tantas loucuras sobre Fyodor, Ango e às vezes, Oda.

- Sabe, mas o fez. Por quê? O que te faz a fazer isso? - Sua outra mão foi passada em torno das costas, a procura de novas marcas e hematomas. Tateou e encontrou algumas coisas mais que fez irritar-se por um segundo.

- Eu não estava pensando com clareza. - Continuou a retrucar, esperando ouvir um “tsk” e nada mais do menor a sua frente. Enganou-se, Chuuya o fitou e beijou seus lábios algumas vezes, mordendo a parte inferior.

- Todas as vezes que tentar se machucar sem minha presença por perto, eu irei cuidar de suas feridas, e vou puni-lo com o sexo mais intenso que existir. Sabe o que isso quer dizer? Você não vai mais poder ficar em cima por um longo tempo. - Sorriu perversamente, beijando sua testa enquanto Dazai corava da maneira mais infantil e ingênua que um suicida como ele era capaz. - E sabe de outra coisa? Eu não o deixarei sozinho nem por um minuto a partir de agora. 




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