História Stronger Together - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Dreams, Love, Mendes Army, Music, Shawn
Visualizações 35
Palavras 3.493
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaaaaaa oie, a música do capítulo é Angeles - Jensen Ackles e amo muito.
Hoje tem postagem pois estou super happy que o menino Shawn foi o dono da noite ontem no EMAs e meu bb Ed também ganhou uma categoria. Happineeeeess
Boa leitura!

Capítulo 4 - Angeles


Fanfic / Fanfiction Stronger Together - Capítulo 4 - Angeles

Nikki parou de correr quando sentiu os pulmões implorarem por ar. Ela apoiou ambas as mãos nos joelhos, respirando. Shawn ainda tinha pique mas parou para acompanhar a garota que estava suada e corada. Não é como se ela fosse sedentária, já que o balé exigia bastante preparo e resistência física, mas Shawn, ela sabia que aparentemente era um frequentador assíduo de academias, diferente dela. Nikki olhou a hora e verificou que já ia dar duas da madrugada. Também percebeu que havia corrido uns bons quarteirões usando a sua sapatilha de ponta, já que quando quase foram flagrados no Dolby, ela nem teve tempo de mudar.

– Nós definitivamente precisamos de um banho. – Ela garantiu. Shawn a olhou surpreso e corado. E Nikki riu ao perceber a ambiguidade das suas palavras. – Separados, Shawn. Se você preferir. – Ela sussurrou.

– Oh, sim. Você vai na sua casa? – Ele perguntou. Nikki fez uma expressão triste.

– Não. – Ela disse, rude. Shawn não compreendeu o tom e Nikki percebeu como havia sido grosseira, quando Shawn sequer sabia ou tinha culpa das merdas que aconteciam em sua casa. – Quero dizer, não quero voltar para casa hoje.

– Tudo bem. Podemos ir para o hotel onde estou hospedado. Você tem roupas para trocar? – Ele perguntou.

– Tenho sim, as que eu estava antes do ensaio. – Ela afirmou, batendo na sua bolsa.

– Estamos a dois quarteirões do hotel. – Shawn avisou. Nikki automaticamente reconheceu o hotel. Naquela região só havia um hotel que recebia gente famosa, e era o Good Hollywood. – Vamos apostar corrida.

– Vamos no três. – Nikki se preparou, já se sentindo apta. – Três!

Nikki gritou e saiu correndo em disparada, deixando Shawn para trás conseguindo alguns metros de vantagem. Ele esperava que ela fosse fazer uma contagem regressiva, afinal. Ele correu atrás dela e gritou:

– Você trapaceou! – Ele aumentou o ritmo mas não conseguiu alcançá-la quando ela virou na esquina.

Ela parou em frente ao hotel e se virou para Shawn, sorrindo vitoriosa e ofegante. Ela cruzou os braços e ele parou em frente a ela. Shawn queria parecer bravo pela trapaça, mas ele sorriu, traído pelo próprio corpo. Nikki espelhou aquele gesto.

– Então quer dizer que você é uma trapaceira... Eu esperava mais de você. – Shawn fingiu falsa decepção.

– Eu nunca disse que era correta. – Nikki deu ombros.

Eles andaram lado a lado ao entrarem no hotel. Shawn cumprimentou alguns funcionários quando Nikki viu uma plaquinha que indicava a área da piscina. Ela teve uma ideia genial. Na verdade, era o tipo de ideia inconsequente que geralmente acabava em confusão, mas na hora que ela ocorre, parece sensacional.

– Shawn, vamos na piscina! – Ela o puxou pelo braço. Shawn que planejava ir ao elevador, deu meia volta, a encarando, cético.

– Nós não temos roupa de banho! – Ele alertou, cortando o barato.

– Nossa, você tem uma capacidade admirável de transformar tudo em problema! – Nikki criticou. Ela puxou Shawn com mais força e ele bufou, se deixando levar pela garota mandona.

– Cala a boca e vem. – Nikki resmungou.

– São duas da manhã, Nikki. Isso deve estar gelado. – Shawn reclamou assim que chegaram perto da piscina.

– Óbvio que tem aquecedor. – Ela revirou os olhos, presunçosa.

Nikki se afastou dele e começou a tirar a roupa. Shawn arregalou os olhos nervoso. Nikki tirou primeiro a blusa, deixando seu sutiã com desenhos de pirulitos à mostra. Definitivamente, aquela era uma peça de roupa perigosamente fofa e sexy de um jeito que Shawn nunca havia visto antes.

– O que você está fazendo? – Shawn gaguejou.

– Indo mergulhar, duh. – Ela franziu a testa, irônica.

– De lingerie? – Shawn a observou enquanto ela desfazia o laço da sapatilha.

– É. Lingerie e roupa de banho são quase a mesma coisa. – Ela deu ombros. Tirou a calça e Shawn não pôde desviar o olhar, ainda era sensível e tinha olhos. A calcinha combinava com o sutiã. Nikki tinha um corpo muito bem modelado pelos anos de balé, ele supôs. Ela prendeu o cabelo de um jeito bagunçado e virou para Shawn. – Você não vem?

– De cueca? – Shawn não podia acreditar em como Nikki era livre e confortável com qualquer situação. Ela é praticamente adaptável à tudo.

– Shawn, só estamos nos dois aqui a essa hora. – Ela disse, olhando em volta, usando os braços para fazer um gesto amplo.

– É exatamente isso que me preocupa. – Ele sussurrou baixinho e esperou que Nikki não ouvisse.

Ele virou de costas e tirou o casaco pela cabeça. Nikki observou surpreendida os músculos dele, sua costa larga e os braços definidos. O moletom realmente escondera o melhor dele durante toda a noite, e Nikki tinha cada vez mais atração por ele. E, meu Deus do céu! Que bunda! Estava ficando difícil de aguentar. Se ele não fizesse nada, logo ela mesma tomaria a atitude.

Nikki sempre teve uma sexualidade bastante livre e desinibida. Perdeu a virgindade com o primeiro namorado e transou com vários outros depois disso. Sempre se permitindo experimentar coisas novas, sem medo de ser como era. Mas a verdade é que nem sempre era movida pelo desejo, o tesão. Muitas vezes, ela fazia aquilo para se sentir viva, para tentar preencher com sexo aquele buraco que sempre existiu. Aquele vazio que ela já tentou preencher com balé, com namorados, com séries, com falsos amigos, mas em geral, a sensação continuava lá. Fazia meses que estava sem sexo, desde que a depressão piorou. Não sentia mais nem vontade. Por isso estava gostando de como o seu corpo estava reagindo a Shawn. Como ela o queria.

Ela o observou tirar a calça e viu que ele realmente era muito gato. E muito alto. Ele virou de frente, agora usando apenas uma boxer preta e deu um sorriso envergonhado. Nikki precisou desviar o olhar dele se não ela o atacaria ali mesmo.

– Eu não sei por que concordo com as suas maluquices. – Shawn falou.

– Vamos lá, canadense. Um, dois, três! – Ambos pularam no chamado de Nikki.

Assim que estavam submersos, sentiram que a água não estava aquecida, e sim absurdamente gelada. Eles emergiram, em choque.

– Não tem aquecedor! – Nikki exclamou, nadando em direção à escada. Ela sentia todo o corpo arrepiado de frio e era como receber pequenas afilhadas na pele.

– Eu vou morrer! – Shawn reclamou, o queixo batendo enquanto seguia Nikki.

– Vamos embora, Shawn. – Ela falou, saindo da piscina, seguida por ele. – Agora mais do que nunca, um banho quente é muito bem vindo.

Eles juntaram suas roupas em um bolo e correram para dentro do hotel, passando por alguns funcionários que não entendiam por que tinha dois jovens correndo molhados e só de roupa íntima pelo hotel. Mas era cada tipo de loucura que tinham que lidar.

Eles pegaram o elevador e Shawn apertou o 4, andar onde era sua suíte. Sozinhos, naquele cubículo, colados braço com braço, se encararam. Nikki observou como ele estava sexy com o cabelo molhado caindo na testa e como ele segurava suas roupas para cobrir seus países baixos. Os lábios dele estavam ganhando um tom de roxo pelo frio e ele tremia levemente. Nikki riu.

– Somos loucos. – Constatou e Shawn também deu um sorriso.

– Não, você é louca. – Ele disse, mas de alguma forma, não foi uma crítica. Não tinha uma noite como aquela há anos.

– Se eu sou louca, você é mais louco ainda por concordar com as minhas loucuras. – Nikki falou se colocando desafiadoramente de frente para ele.

– Tem razão. Somos loucos. – Deu ombros, rindo.

Nikki observou o sorriso de Shawn e seu rosto harmonioso. Ele parou de rir ao notar que estava sendo observado. Nikki olhou profundamente nos olhos dele, tentando descobrir se ele sentia aquilo. Se ele sentia como o ar mudava quando estavam tão perto. Se ele havia sentido as pernas bambas ou o coração bater rápido quando estavam escondidos atrás da cortina no Dolby. Por que ela sentia, tudo. Ela sentia vontade de provar o gosto dele e descobrir onde ele a seguraria se unissem os lábios. Se ele seria dominante ou dominado. Se ela poderia puxar o lábio inferior dele entre os dentes e afundar os dedos no cabelo da nuca dele. Shawn se sentiu despido com aquele olhar, por mais que ironicamente, faltasse apenas uma peça de roupa em seu corpo para ele estar devidamente nu.

Ele fechou os olhos quando sentiu as peças de roupa que Nikki segurava, cair em cima de seus pés. Não demorou nada para que as mãos dela lhe segurassem o pescoço, ficando na ponta dos pés para alcançá-lo. Mas ela não o beijou na boca. Queria dar a ele tempo de hesitar, se fosse o caso. Torcia que não. Nikki deu um beijo suave na mandíbula dele, se demorando naquele detalhe o qual ela considerava muito importante na composição daquele rosto anguloso magnífico. Seus lábios se prolongaram lentamente em um caminho tortuoso até o pescoço de Shawn. Sentiu quando ele largou as roupas que também segurava, e torceu que aquele ato precedesse um gesto de segurar a cintura dela e fazer daquele momento, um beijo real. Boca com boca.

Mas Shawn não fez isso.

– Nikki... – Ele pediu. Shawn segurou os ombros dela em um gesto que pedia para parar.

E Nikki se afastou, desconcertada. Era uma das poucas oportunidades que Shawn teve para vê-la com vergonha. Ele juntou suas roupas e as dela também.

– Me desculpa. – Ela pediu, voltando a encará-lo. – Eu achei que...

– Tudo bem. – Shawn sorriu, sem deixá-la terminar pois sabia que a garota estava desconfortável.

O elevador abriu as portas no oitavo andar. Shawn foi na frente. Nikki fechou os olhos, tentando engolir com força a vergonha. Não podia estragar o clima daquela noite maravilhosa por causa das sensações que ele causava entre as pernas dela. Como não havia pensado nisso? Shawn poderia ter namorada, ou estar apaixonado, ou pior, gostar da mesma fruta que ela! Precisou segurar a língua para não deixar escapar aquela pergunta, mas sentiu uma gargalhada presa na garganta.

Shawn abriu a porta número 404 e deixou Nikki entrar primeiro. Ela sorriu e observou que a suíte dele era bem mediana. Havia uma sala de estar pequena, o quarto e um banheiro. A decoração era bem básica, limitada a tons de branco com detalhes dourados.

– Shawn, foi mal. – Nikki pediu, virando repentinamente para ele. Estava tendo momentos muito bons com ele, e acima de qualquer coisa, não queria estragar aquela amizade que ainda estava no começo, mas se mostrava bastante promissora.

– Ta tudo bem mesmo, Nikki. – Ele disse, andando até um pequeno armário. Ele tirou uma toalha de lá e deu na mão de Nikki. – Você pode ir primeiro.

Shawn apontou para o banheiro e Nikki assentiu, ela pousou a sua bolsa na cama e retirou de lá as roupas limpas que usou mais cedo, antes do ensaio de balé, então seguiu até o banheiro. Ela parou quando viu o violão em cima do pequeno sofá.

– É claro que você toca violão... – Nikki murmurou, constatando o óbvio.

– O que você quer dizer com isso? – Ele indagou, sem entender o tom da garota.

– Você é um clichê ambulante, Shawn. – Ela disse, pegando o violão. – Vamos lá, garoto canadense. Toque algo para mim.

– Agora? – Ele estranhou o pedido.

– Não. Daqui a vinte anos. – Ela ironizou. – Anda logo. Toque.

Shawn segurou o violão enquanto pensava em uma música. Fechou os olhos ao lembrar de uma que conhecera há pouco tempo mas que havia gostado bastante.

Someone's always coming around here trailing some new kill (Sempre tem alguém vindo aqui, em busca de uma nova vítima)

Says I seen your picture on a hundred dollar bill (Diz, “eu vi sua foto em uma nota de cem dólares”)

And what's a game of chance to you, to him is one of real skill (E o que é um jogo de azar para você, para ele é uma verdadeira habilidade)

So glad to meet you (É um prazer te conhecer)

Angeles

Picking up the ticket shows there's money to be made (Pegando os ingressos, mostre que há dinheiro a ser feito)

Go on and lose the gamble that's the history of the trade (Vá e perca a aposta, é assim que isso funciona)

Did you add up all the cards left to play to zero (Você quis pegar todas as cartas restantes, jogar do zero?)

And sign up with evil (E se juntar com o mal?)

Angeles

Don't start me trying now (Não comece a me testar agora)

Cos I'm all over it (Pois eu superei tudo isso)

Angeles

I could make you satisfied in everything you do (Eu podia satisfazê-la em tudo o que faz)

All your secret wishes could right now be coming true (Todos os seus desejos secretos, se tornando realidade)

And be forever with my poison arms around you (E ficar para sempre com meus braços venenosos em volta de você)

No one's gonna fool around with us (Ninguém vai nos fazer de bobos)

No one's gonna fool around with us (Ninguém vai nos fazer de bobos)

So glad to meet you (É um prazer te conhecer)

Angeles

Nikki o observou durante toda a música e como ele fechava os olhos nas notas mais altas, ou como os dedos dele se moviam rapidamente para baixo e para cima, desenhando as notas do violão. Ele a encarou poucas vezes durante a música, parecia bastante concentrado. Ela o aplaudiu, empolgada quando a música chegou ao fim. Depois de muitos elogios, ela levantou, entrando no banheiro.

Lá, ela trancou a porta e respirou fundo. Tirou a lingerie que ainda cobria o seu corpo e entrou debaixo da ducha, após se certificar que a água estava morna para aliviar o frio da água da piscina. Sentiu a água lhe cobrir como um abraço, mas não ficou lá tanto quanto gostaria, afinal sabia que Shawn esperava para usar o banheiro e ele estava com tanto frio quanto ela.

Nikki se vestiu apressadamente, com lingeries secas e um vestido rodado. Quando saiu, viu que Shawn estava sentado na cama, folheando sua agenda. Ela não soube dizer o que sentiu com aquilo, mas não era bom. Ela marchou como uma tempestade em direção à Shawn, tirando das mãos dele sua agenda com mais força do que o necessário. Shawn a encarou em choque, vendo no rosto dela uma expressão que ainda não tinha visto antes. Era como se ela estivesse se sentindo exposta, todas as anotações do caderninho eram seus sentimentos mais profundos e devastados. Ninguém tinha acesso a ele. E no fim das contas, ele seria a única coisa que restaria, o mais parecido possível com uma carta de despedida suicida. Isto é, horas antes, quando a morte era tudo o que rondava na cabeça dela.

– Você... Eu não... Você não tinha o direito! – Ela exclamou, dando passos para trás, abraçando a agenda contra o próprio peito. Shawn estava desnorteado, tanto com as palavras que lera dentro do caderno, quanto com a reação de Nikki.

– Eu sinto muito. Eu só vi ele através da bolsa aberta, e quando percebi... Eu não pude conter a curiosidade. – Shawn tentou se desculpar, mas estava gaguejando tanto que suas palavras saíam entrecortadas. Nikki tinha um nó na garganta, lhe forçando a respirar com mais pressa.

– O que você leu? – Ela indagou, os olhos cheio de lágrimas. Shawn observou os olhos dela ganharem aquele brilho específico de lágrimas e se sentiu o pior ser humano do mundo. Como havia sido tão estúpido? Odiava que vissem suas composições antes de estarem totalmente prontas, como fez exatamente a mesma coisa com Nikki?

– “Eu não sou multicolor como os outros. Eu sou azul. Em alguns dias, posso ser azul celeste mas na maioria deles, eu sou azul escuro. Como o céu precedente a uma tempestade.” – Shawn recitou. Havia memorizado as palavras pois havia sido o único texto que lera, e passou todo o tempo imerso naquelas palavras, tentando entender o que elas significavam, absorvendo-as.

Nikki virou de costas e apoiou as mãos na mesinha de decoração. Ela respirou fundo para não chorar.

– Vai para o seu banho. – Ela sussurrou. Shawn obedeceu pois sabia que aquilo significava que ela queria ficar só.

Sua agenda não era um diário. Mas era tão importante quanto. É onde ela anota frases que refletem seu humor e seus sentimentos, é o mais próximo que alguém poderia chegar a sua mente confusa. Por isso, ver aquele objeto tão pessoal sendo lido por Shawn, lhe fizera sentir invadida, como se agora ele pudesse saber de todas as suas fraquezas. Nikki não era uma pessoa volátil. Na verdade, ela só sabia esconder muito bem seu vazio existencial, há anos ela colocava seu melhor sorriso sobre sua tristeza e deixava seguir. Ninguém se importara o suficiente para perguntar se ela estava mesmo bem, e os que perguntavam, bem, esses não estavam realmente interessados em saber ou entender. Era mais simples trancar tudo dentro de si e fingir. Mas o que ela não sabia, é que essa solução é também a mais danosa.

Nikki andou até a sacada e observou a noite em LA. Pensou em como algumas coisas haviam mudado em poucas horas. De nove da noite até três da manhã, tantas coisas haviam acontecido que parecia que essas horas foram dias. Los Angeles, não dormia, pelo contrário, as luzes faziam da cidade das estrelas, uma cidade de estrelas. À distância via-se as luzes acesas, piscando, sendo ligadas e desligadas no ritmo frenético que regia a cidade, seus habitantes e os visitantes. Muitas vezes, Nikki não se sentia parte desse ritmo de vida acelerado, negando a si mesma deixar a vida passar num piscar de olhos. Queria poder viver mais tranquilamente. Era uma LA Lady, mas não se sentia nos padrões daquelas garotas. Ano passado, quando concluiu o Ensino Médio, ela era muito diferente das garotas da sua escola, e talvez por isso não tivesse criado laços com nenhuma delas. Não se achava melhor, nem nada, até tentou ser como elas às vezes. Nunca deu certo. As garotas da sua idade gostavam de música pop, estavam antenadas nas principais tendências de moda e sabiam tudo sobre os principais e mais gatos atores e atrizes de Hollywood. Enquanto isso, Nikki se dedicava ao balé e geralmente ouvia música clássica por isso, além de dedicar um importante tempo a memória do seu irmão.

Los Angeles é a cidade que acolhe todo mundo, recebe a diversidade e fervilha pessoas de todos os gêneros, gostos e estilos de vida. Mas, ironicamente, era o lugar de onde Nikki não fazia parte.

Sabia que alguma hora ela teria que agir, não pelo seus pais. Aqueles dois não davam a mínima para o que Nikki fazia ou deixava de fazer. E tudo o que ela ouvira no dia anterior era a prova concreta de que Los Angeles e a sua casa não eram o seu lar. Ela queria muito achar esse lugar, e cada dia mais ela tinha certeza que estava perdida.

– Você vai dormir aqui? – A voz de Shawn se fez presente e Nikki se virou para vê-lo. Assim como ela, Shawn tinha os cabelos molhados e havia mudado para uma calça jeans e uma t-shirt cinza. Ela sabia que não ficaria com raiva dele, afinal, ela também fazia o tipo curiosa e se a situação fosse contrária, ela teria feito o mesmo.

– Quem disse que vamos dormir? – Nikki sorriu. Shawn ficou corado e ela percebeu como havia soado maliciosamente. – Quero dizer, ainda vamos sair. Ver a Calçada da Fama. Já esteve lá?

– Não, só passei por lá de carro. – Ele deu ombros. Nikki pegou uma jaqueta jeans que estava na cabeceira da cama de Shawn e a vestiu, o garoto não se importando com fato da peça ser dele.

– Então vamos.

...

Quando chegaram à Hollywood Boulevard, Shawn tomou a iniciativa de segurar a mão de Nikki. Ela o encarou, mas não se afastou do toque dele. Aquilo já era familiar.

Shawn observou todas as placas e Nikki até tirou algumas fotos engraçadas dele. Tinha na estrela da Britney Spears, da Madonna, do Charlie Sheen, e tantos outros.

– Você acha que daqui a dez anos seu nome pode estar aqui? – Nikki perguntou, ambos sentando no chão.

– Eu não sei. Espero que sim. – Ele respondeu, fazendo com a ponta do dedo o tracejado da estrela cor de rosa.

– Vamos fazer um trato... Quando colocarem seu nome aqui, você vai lembrar de mim. Ok? – Nikki riu. Shawn a encarou, um sorriso nascendo devagar no rosto dele.

– Claro.

Shawn e Nikki continuaram conversando como dois adolescentes. Mas ele falava bem mais, afinal, entre os dois, ele era o único que tinha sonhos e objetivos a serem alcançados. Já que, se tudo tivesse corrido como o planejado, Nikki nem estaria viva agora. Ela não tinha uma perspectiva diante da própria vida. Para ela, tudo deveria ter acabado, mas Shawn estava mostrando a ela que nem tudo precisa ter um fim definitivo, que às vezes, mudar radicalmente pode ser uma opção. Que novos hobbies, novos sonhos podem ser a esperança. Nikki sabia que ele nem percebia quando fazia aquilo, mas para ela, era de extrema importância.


Notas Finais


Na traaaaaaaaave Nikitinha!
Comentem sobre o nosso baby boy e recém nascido OTP!
Beijos no core!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...