História Stupid Wife - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags 2yeon, Dahmo, Michaeng, Satzu
Visualizações 231
Palavras 3.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - One Chance.


Antes eu adorava acordar sozinha na cama, poder rolar de um lado para o outro livremente sem ninguém para impedir enquanto eu tomava coragem de levantar. Mas hoje eu tenho que dizer, odeio acordar sozinha. Acho que me acostumei com Jeongyeon grudada em mim todas as manhãs. E não sei dizer ao certo a razão, ou qual o milagre que a fez levantar da cama antes de mim.

No banheiro ela também não estava, mas era nítido que ela tinha passado por ali. A calcinha pendurada no registro do chuveiro a denunciou. Como sempre.

Já conversei com ela sobre isso, mas ela me ouve? Não.

Quando eu digo que ela consegue ser pior do que o Lu Han no quesito teimosia, eu não estou brincando. Porque ela é. Para falar a verdade nosso filho sempre é obediente, ao contrário dela. Que deveria ser um exemplo para ele. Mas aos poucos eu vou colocar essa mulher na linha. Ela que me aguarde.

Depois do banho, vesti-me com nada mais que uma calça de moletom e peguei uma das blusas de banda da minha esposa. Eu adoro usar as roupas dela. São tão cheirosas e ficam um pouco maior em mim, eu amo vestir roupas maiores do que eu. Além do mais, Jeongyeon diz que fico adorável e sexy com as roupas dela.

Talvez eu goste de agradar ela.

Chego na cozinha e paraliso na porta ao ver a cena na mesa. Um sorriso vai surgindo aos poucos em meus lábios ao ver Jeongyeon e Lu Han lado a lado, entretidos lendo jornal enquanto comem cereal. Os dois parecem concentrados, Jeongyeon principalmente.

— Esse cara novo que faz os quadrinhos é um mestre das piadas.

Jeongyeon comenta entre risadas, leva uma grande colher cheia de cereal com leite e enfia na boca. Cruzo os braços, eles ainda nem notaram minha presença. Vejo duas crianças, não uma mãe e um filho.

— Mãe, o que quer dizer essa palavra aqui?

Lu Han mostra o jornal em sua mão para Jeongyeon, ela segura a folha e lê com atenção o que está escrito.

— Peitos. – Ela diz naturalmente e ri, mas logo parece se dar conta e olha assustada para nosso filho. — São, é... Um dia você vai descobrir.

— A senhora sempre diz isso.

Ele resmunga indignado, um enorme bico em seus lábios. Tão fofo.

— Você ainda é muito novo para saber certas coisas.

— Sou novo para saber de onde vem os bebês também?

Jeongyeon engasga com o cereal em sua boca e começa a tossir. Não aguento e acabo rindo da reação dela. Só então os dois notam minha presença e olham para mim. Lu Han sorri e Jeongyeon parece que vai morrer de tanto tossir.

— Olha, sua mamãe acordou. Que tal perguntar a ela de onde vem os bebês?

Jeongyeon diz ao seu recuperar e dessa vez quem quase se engasga sou eu. Ela me olha debochada enquanto limpa sua boca com as costas da mão. Fuzilo-a com o olhar, maldita idiota. Fez isso de propósito.

— De onde vem os bebês, mommy?

Suspiro e vou até perto deles, puxo uma cadeira e me sento de frente para o meu curioso filho. Jeongyeon ostenta um brilhante sorriso em seus lábios. Tudo bem, Yoo. Isso aqui vai ter volta.

— Existem duas formas de se ter um bebê. – Inicio sem ter certeza da maneira que devo contar. Por que os professores não ensinam isso na escola? Seria menos constrangedor. — O método mais fácil é entre um homem e uma mulher. Geralmente quando um casal se gosta muito, eles resolvem namorar de uma forma... É, bem... Íntima. – Jeongyeon prende uma risada e abaixa a cabeça. — Eles fazem uma coisa sem o uso de roupas.

— Por Deus, Nayeon. – Jeongyeon diz e começa a gargalhar. Minhas narinas inflam, sinto vontade de pular no pescoço dessa idiota. — Você é péssima em falar sobre sexo para uma criança.

— E-eu...

— Mommy. – Lu Han solta o jornal e olha para Jeongyeon, os dois trocam um olhar divertido. O que está acontecendo aqui? — A tia Jihyo já me contou como os bebês são feitos.

Jeongyeon joga a cabeça para trás e ri com mais vontade ainda. Meu queixo caí, ele já sabia, então isso tudo foi apenas para me constranger?

— Você sabia disso?

— Talvez.

Jeongyeon dá de ombros e pisca para mim. Reviro os olhos e me levanto da mesa, viu tomar meu café antes que perca a cabeça e faça Jeongyeon engolir aquele cereal com tigela e tudo.

(...)

As horas passaram voando, logo depois do almoço, Jeongyeon recebeu uma ligação de Sungjae. Meu cunhado chamou Jeongyeon e Lu Han para irem em uma quadra jogar vôlei, ela prontamente aceitou, porque segundo ela estava com saudades de jogar. Nem reclamei, apesar de que queria passar o dia deitada com ela assistindo algum filme idiota e recebendo seus carinhos, afinal, ela precisa se divertir. Jeongyeon até pediu que eu fosse, mas dei uma desculpa de que iria resolver algumas coisas com Jihyo. Não foi uma total mentira já que eu realmente vou passar o dia com minha melhor, porém, não posso contar para Jeongyeon o que eu pretendo fazer.

Tenho medo de estar me precipitando, sim. Mas eu sinto que posso conseguir, eu disse que faria de tudo para ter um filho dela. E eu farei, começo a agir de agora, espero convencê-la a tentar mais uma vez. E também, espero que ela não se chateie comigo. Eu apenas quero realizar seu sonho.

Estou no closet separando uma roupa para vestir, vou ligar para Jihyo e pedi-la para vir aqui em casa. Sei que ela não está com Sungjae e o pessoal na quadra, provavelmente deve estar dormindo. E com toda certeza vai querer me matar. Pego uma das blusas do Real Madrid de Jeongyeon, coloco uma calça de moletom preta e deixo os cabelos soltos para terminar de secar. Quando pego a toalha do chão para leva-la para o banheiro, algo na prateleira de cima na minha parte do closet chama minha atenção. Como eu nunca vi essa caixa ali?

Tinha certeza que já sabia de tudo que estava naquele closet, mas vejo que não. Coloco a toalha em meu ombro e fico na ponta dos pés para pegar a caixa. Wow! Pesada. É uma caixa de tamanho médio, parece uma caixa de sapato, porém mais fina. Não tem nada escrito nela, apenas um pequeno desenho de uma máscara. Será que é uma fantasia ou algo assim?

— Vamos ver. – Abro a caixa e retiro o papel preto de seda que estava por cima de... — Puta merda.

Parecia uma caixa de sapatos, mas nada ali dentro tinha a ver com calçados. Tenho certeza que minhas bochechas estão vermelhas, não somente pela surpresa, mas também pela timidez em saber que talvez Jeongyeon tenha usado aquelas coisas comigo ou vice versa. Quero dizer, óbvio que tínhamos usado. Com a mão um pouco trêmula, pego o cabo vermelho de um chicote. O retiro de lá de dentro, boquiaberta analiso o objeto.

Nós somos duas malditas pervertidas.

Abro minha mão esquerda e bato devagar as pontas do chicote na palma de minha mão. Não doeu. Arrisco bater um pouco mais forte.

— Puta que pariu. Quem apanhava com isso? Por Zeus, ninguém aguenta esse tipo de dor e acha excitante. – Minha mão latejava por causa da chicotada. Deixo o chicote de lado e pego um conjunto de bolinhas de silicone, parece um cordão ou algo assim. — Será que isso é algum tipo novo de chicote?

Coloco as bolas de volta no mesmo lugar, vejo alguns pequenos frascos de óleo. Deve ser para massagem, ou não sei. Tem um par de algemas, uma coisa que parece um cogumelo e não faço nem questão de saber para o que serve. E por último, e não menos chocante. Um dildo duplo, esse eu conheço, já tinha visto um uma vez em uma festa do pijama que eu fui. As meninas eram bem adiantas, e nem um pouco puritanas. Só que esse é diferente, não como o que eu vi, que parecia a letra U. Esse parece a letra L.

Nego com a cabeça e guardo as coisas que achei, empurro a caixa bem para trás no mesmo lugar onde ela estava. Depois perguntaria a Jeongyeon sobre aquilo. Depois de estender a toalha, volto para o quarto e pego meu celular. Disco o número de Jihyo e das primeiras duas vezes a ligação caí na caixa de mensagens. Tento de novo, no quinto toque ela atende.

— Me diz uma razão para eu não ir na sua casa agora e socar sua cara.

Ela é um amor de pessoa, não é?

— Você está grávida, eu sou sua madrinha de casamento e também, tenho um filho novo para criar. Ah, esqueci, você me ama muito para isso.

— Não me teste, Nayeon! Agora me diz, a que devo a honra da sua inútil ligação?

— Você consegue ser pior do que a Jeongyeon de mau humor. – Ela resmunga algo que nem me dou ao trabalho de entender. — Preciso da sua ajuda, tenho algo super importante para você.

— Vai encontrar a cura para o câncer?

— Não, Jih. Estou falando sério, poderia vir aqui em casa?

— Poder eu posso, mas não vou.

— Jihyo. – Apelo para minha voz de manha, sei que ela irá ceder. Ouço-a bufar do outro lado da linha, tenho certeza que revirou os olhos. — Eu preciso de ajuda.

— Tudo bem, tente me convencer. Por qual razão a senhorita quer que eu levante da cama, onde está uma delícia de tão quente, para ir até a sua casa te ajudar?

— Quero ter outro filho com a minha esposa.

Jihyo fica em silêncio, não sei dizer se ela está surpresa ou se está tentando absorver o que eu disse. Ouço ruídos do outro lado da linha, e logo sua respiração, que causa chiados.

— Como é que é? Está falando sério? Nayeon, não brinque com uma coisa dessas.

Quase gargalho de sua reação, ela parece um tanto confusa e realmente surpresa.

— Eu nunca falei tão sério na minha vida, Jih. – Suspiro. — Quero ter outro filho com ela, não existe outra coisa que eu queira mais nesse momento.

— Okay. Puta merda. Eu vou ganhar um sobrinho novo. – Começa a cantarolar uma música, acabo rindo de sua reação. — Tudo bem, chego aí em alguns minutos.

Antes que eu possa me despedir dela, ouço o som de bipe. Filha da mãe, desligou o maldito celular na minha cara. Bloqueio a tela do celular e o jogo em cima da cama, saio do quarto para ir até o escritório de Jeongyeon buscar o notebook dela. Um tempo depois ouço a campainha tocar, levanto-me do sofá e vou até a porta. Jihyo está parada, com um enorme sorriso em seu rosto e vestida com um enorme casaco branco.

— Veio rápido.

— Eu disse que viria. – Dou espaço para ela entrar, Jihyo me dá um beijo na testa antes de adentrar minha casa. — Como eu não posso beber, trouxe alguns cupcakes para comemorarmos.

Levanta uma sacola de papel que até então eu não tinha notado, sorrio para ela e fecho a porta. Convido-a para sentar no sofá, pergunto sobre o dia dela e como está sendo a gravidez. Enquanto ela conta, aproveito para ligar o notebook. Pesquiso o mesmo site que eu vi algo muito interessante, um método novo para engravidar.

— Você fez seu marido ir comprar bolo de cenoura no meio da madrugada? Coitado, estava muito frio noite passada.

— Não tenho culpa se a filha dele decidiu querer bolo de cenoura às três da manhã.

Se defende e eu nego com a cabeça, sorrindo. Jihyo é realmente louca. Eu duvido muito que se fosse Jeongyeon ela iria levantar para comprar algo para mim durante a madrugada. Pensando bem, ela iria. Eu que não iria, nem se me pagassem um milhão de dólares.

— Aqui, essa semana eu fiquei pesquisando sobre tratamentos para engravidar. Eu achei lugares realmente bons fora do país, mas encontrei algo que me chamou bastante a atenção. – Jihyo chega mais perto para poder ver melhor. — Cientistas britânicos desenvolveram um projeto que permite criar um novo tipo de espermatozoide.

— Como assim?

— Aqui. – Aponto para a tela. — Eles afirmaram que conseguiram obter espermatozoides a partir de células-tronco da medula óssea feminina. Não é uma coisa totalmente certa de que vai dar certo, mas todos eles afirmaram que é cientificamente possível.

— Espera aí. – Olho para Jihyo, que está com o rosto torcido em confusão. A testa franzida e as sobrancelhas quase juntas. — Você está me dizendo que eles criaram um espermatozoide feminino?

— Sim! Não é incrível?

— Como eles conseguiram isso? Será que vai dar certo?

— Eu não sei, mas eles parecem bem confiantes. Jihyo, pensa comigo. Jeongyeon e eu podemos testar, é um chute no escuro, eu sei. Mas não seria incrível se desse certo?

Me sinto com a animação de uma criança e ansiedade de um adolescente que vai dirigir seu carro pela primeira vez. Não queria criar tantas expectativas em relação a isso, porém, seria tão incrível ter um filho meu e de Jeongyeon. Sem uma terceira pessoa, apenas nós duas. Com toda certeza, se der certo, a criança nascerá linda. Porque modesta parte, eu sou bonita, e Jeongyeon é praticamente uma Afrodite.

Posso até mesmo visualizar uma criança com os meus traços e os dela.

— Nayeon, você está mesmo disposta a arriscar fazer isso? Sabe que pode dar errado, não sabe?

— Eu sei. – Mordo o lábio, sentindo-me menos animada. É fato que a probabilidade de dar errado é bem maior do que de dar certo, porém, é sempre bom ter esperança. — Mas eu estou sentindo que isso pode dar certo. Algo me diz isso.

— As Naces de isso dar certo devem ser menos do que vinte por cento.

— Jih, se existir um por cento de Nace, já vai ser muito mais do que eu esperava ter. – Olho para ela, que me olha com um pequeno sorriso em seus lábios. — Eu quero isso, Jeongyeon e eu podemos tentar. Imagina ter um Im-Yoo legítimo.

— Mas vocês já tem um.

— Não totalmente, você sabe. O Lu Han nasceu de mim, embora isso não influencie em nada.

— Realmente não influencia em nada, ele é um Im-Yoo legítimo, Na.

— Jihyo... – Me calo ao ver a expressão esquisita dela. — Por que está me olhando assim?

— Jeongyeon e você não tiveram essa conversa?

— Qual conversa?

Okay, isso tudo está muito estranho.

— Nayeon. – Pega minhas mãos e segura, olha em meus olhos. Estou confusa, e um tanto receosa do que ela vai falar. — O doador de vocês não foi um cara anônimo.

— Como assim?

— O Sungjae doou o esperma para que vocês pudessem ter um filho. – Meu queixo caí e meus olhos se abrem, surpresos. Tudo bem que a semelhança entre Jeongyeon e Lu Han é realmente incrível, mas eu não fazia ideia que isso era pelo fato dele ter DNA Yoo. — Eu jurava que Jeongyeon já tinha contado isso para você.

— E-ela não falou. – Balanço a cabeça, me sinto um pouco desorientada. — Eu realmente não esperava por isso.

— Fica assim não, ele só doou um pouco de esperma. Vocês não transaram. – Sinto minhas bochechas esquentarem na hora. Por que ela gosta tanto de me deixar sem graça? — Eu tinha que ter gravado a sua cara.

Joga a cabeça para trás e gargalha, puxo minhas mãos e solto as mãos dela. Bufo e reviro os olhos, a idiota continua rindo da minha cara. Volto a olhar para o notebook, melhor continuar minha pesquisa do que aturar o que essa imbecil tem para me dizer.

— Mas voltando ao assunto... Qual das duas vai passar por esse procedimento.

— Então... É justamente sobre isso que eu vou precisar da sua ajuda.

Dou um sorriso amarelo para ela e Jihyo me olha desconfiada.

A parte mais difícil nem era ir para Londres e passar por todo o processo. O pior mesmo seria convencer Jeongyeon a tentar engravidar outra vez.

Mas eu sinto que vai dar certo... Tem que dar certo.

Domingo, dia 3 de Janeiro de 2015

Estou sentada na cama esperando Jeongyeon voltar do banheiro. Decidimos fazer uma coisa diferente, aproveitar que Lu Han está dormindo. Por alguma razão, depois do almoço ele simplesmente ficou cansado demais para nos acompanhar em uma sessão de filmes. Minha esposa e eu ficamos sem decidir ao certo o que fazer, portanto decidimos, ou melhor, ela decidiu que deveríamos assistir alguns vídeos nossos que estão na caixa de memórias.

Eu sei muito bem os vídeos que ela quer assistir.

— Amor, eu esqueci de te avisar. Essa semana vai vir um pessoal aqui medir o banheiro, a reforma deve começar no fim de semana que vem.

Jeongyeon diz ao sair do banheiro, seu cheiro toma conta de todo o quarto. Ela está vestindo apenas uma camisa do Real Madrid de mangas longas, os cabelos bagunçados dão a ela um charme incrível. Sorrio para a bela mulher subindo na cama, mesmo sem entender ela também sorri.

O sorriso dela é tão lindo, a forma que os olhos fecham e as bochechas incham. Tudo em Jeongyeon é encantador, do mínimo ao maior detalhe. Não existe uma forma de olhar para ela bem de perto e não se perder.

— Eu não estou com fome.

— O que? – Ela me olha intrigada, depois solta uma risada. — Lua, tudo bem? Ou?

Pisco algumas vezes quando ela estala os dedos em frente ao meu rosto. Que sensação de hipnose esquisita. Foco o olhar em Jeongyeon, que me olha como se estivesse tentando entender o que tem de errado comigo.

— Me distrai um pouco. Do que estava falando?

— Sobre a reforma do nosso banheiro. – Repete e só então percebo que ela já tinha pegado a caixa de vídeos. — Começa final de semana que vem.

— Ah, okay... Espero que eles não façam muita bagunça, porque eu não vou arrumar nada. – Resmungo e Jeongyeon apenas dá uma risadinha. — Qual vídeos nós vamos assistir?

Pergunto curioso ao vê-la revirar os CDs, ela pega um em especial e abre a capa. Sento na cama em forma de índio, espero ela colocar o DVD para matar minha curiosidade. Jeongyeon ajusta algumas coisas no aparelho e pega o controle, logo em seguida levanta e volta para a cama.

— Esse é um vídeo muito especial, um dos poucos que temos no nosso início de namoro. – Ela comenta ao parar o meu lado, faço ela separar as pernas e sento entre elas. Jeongyeon me puxa para trás e coloca as pernas sobre as minhas. Me aconchego em seus peitos, logo sinto ela acariciar meus cabelos. — Começamos a querer vídeos mesmo quando ficamos noivas. Você queria registrar os momentos importantes da nossa vida. Mas esse aqui é muito importante, é um dos meus preferidos.

— Alguma data importante?

— Estávamos comemorando nosso primeiro ano de namoro.

Sorrio, já sentindo uma ansiedade crescer dentro de mim. Em alguns segundos surge a imagem de Jeongyeon e eu correndo na areia da praia. O sol estava bem brilhante, deveria ser cedo. No vídeo eu corro na direção de Jeongyeon e pulo em seu colo, ela me segura pela bunda e roda comigo. Estou com a cabeça jogada para trás, provavelmente gargalhando. Jeongyeon para de me rodar e eu encosto minha testa na sua, vejo nossas bocas se moverem, mas como estamos longe não sei dizer o que estávamos dizendo.

Ela me coloca no chão e de mãos dadas voltamos correndo para perto da câmera. Ela pega a câmera, enquanto eu tento arruma meu cabelo. Jeongyeon surge atrás de mim e coloca seu queixo em meu ombro. Ela sorrio e depois vira a cabeça para beijar minha bochecha.

— Agora nós vamos nadar um pouco. E pegar sol também, minha namorada precisa de um pouco de cor.

Prendo a língua entre os dentes e olho para Jeongyeon pelo canto do olho. Ela fecha a cara e devolve meu olhar. Ficamos um tempo nisso, até que ela desfaz a expressão emburrada e revira os olhos.

— Se eu ficar igual um camarão a culpa vai ser sua.

— Dramática.

Resmungo baixo e depois o vídeo para. A tela fica alguns segundos toda preta. Depois volta a aparecer imagens, sou eu outra vez. Dessa vez pareço estar dentro de um carro, meus cabelos ainda estão um pouco molhados. No vídeo eu estou balançando a cabeça de um lado para o outro, cantando uma animada música que toca no rádio.

— Eu amo essa música, eu amo essa música! – Exclamo animada quando começa a tocar uma música com uma batida calma, um tanto sexy. — It's amazing how you knock me off my feet, hmm... Everytime you come around me I get weak, oh yeah – Olho para o lado e faço minha mão de microfone. — Nobody ever made me feel this way, oh... You kiss my lips and then you take my breath away

— Essa música me dá vontade de transar.

Jeongyeon comenta e eu paro de cantar, fico um tempo apenas a olhando e então começo a rir. Nego com a cabeça e desligo o rádio do carro.

— Você é uma pervertida. – Ela continua rindo, reviro os olhos. — Jeongyeon e eu fomos a praia, porque é nosso aniversário de namoro. O primeiro aniversário! – Grito animada e abro bem a boca, com os olhos fechados. O som da risada de Jeongyeon ressoa no vídeo. — Amor, onde nós vamos agora? Pare de rir de mim.

— É uma surpresa, Bunny.

Olho para a câmera com cara de tédio, depois faço bico. Jeongyeon volta a rir, bufo e reviro os olhos. Olho para ela e depois volto a olhar a câmera.

— Eu odeio surpresas. – Suspiro teatralmente. — Mas eu estou tão animada! – Grito e levanto as mãos, me inclino para ligar o som e volto a dançar. — Feliz um ano de namoro.

Mando um beijo para a câmera e então o vídeo acaba. A tela volta a ficar preta, suspiro. Me viro nos braços de Jeongyeon para olha-la. Um enorme sorriso enfeita seus belos lábios, sorrio por consequência ao sorriso dela.

— O que aconteceu nessa surpresa?

— Bem, nós fomos jantar. – Ela segura em minha cintura e faz eu sentar em seu colo de frente para ela. — Depois eu te levei para o nosso cantinho, nós dançamos na beira do lago. Ficamos contando histórias, e depois...

— Depois?

— Fizemos amor pela primeira vez.

— Sério? E foi bom?

Jeongyeon olha para o teto, abre um enorme sorriso. Parece estar lembrando daquele dia, é impossível não sorrir ao vê-la sorrir dessa forma tão verdadeira.

— Foi a melhor noite de toda a minha vida.


Notas Finais


BOA NOTI

Alguém lembra da minha existência? ~pensando~
QUE COMEBACK FOI ESSE. ME RECUPERANDO AINDA
VOTEM NO MAMA, ASS LIKEY E AMEM TWICE

HJ AINDA IREI POSTAR UMA FIC NOVA DE SATZU E COM OUTRA FIC 2YEON

Como estamos?


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