História Suave - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren G!p, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 147
Palavras 1.789
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooooo eu aqui.

Qualquer erro ajeito depois!

Capítulo 2 - Bizu


Bizu: Conselho, dica, aviso, informação que lhe seja útil.



LAUREN SORRIU, passou a mão na nuca e umedeceu os lábios. Uau, você pode estacionar esse rebolado no meu quintal quando quiser . Ela inclinou a cabeça de lado e observou a cintura e os quadris curvilíneos de Camila.

Sentiu o pulso acelerar e o corpo enrijecer. Apesar da brisa fresca do oceano que soprava por entre as palmeiras, ela sentia o calor se espalhar pelo corpo. Ela respirou profundamente, tentando recuperar o equilíbrio. A verdade é que sentiria falta de Camila. Lauren gostava de discutir com ela. Camila era corajosa, impertinente e tinha ideias próprias.

A última pessoa que a desafiara daquela maneira tinha sido a ex-namorada dela, Lucy Vives. Entre as dezenas de namoradas que ela tivera, Lucy fora a única que lhe dera o fora. Isso fizera com que ela se sobressaísse na multidão. A única mulher que ela não conseguira enfeitiçar.

Quer dizer, até ela conhecer Camila. Infelizmente, embora tivessem chegado muito perto, não haviam se acertado.

Lauren sorriu ao se lembrar. Se quisesse, poderia tê-la levado para a cama. Quando se beijaram na praia, ao pôr do sol, alguns meses antes, as faíscas provocaram um incêndio de um jeito que ela nunca sentira, e isso significava algo. Camila a desejara tanto quanto ela a desejara, talvez até mais, mas Camila nunca iria admitir isso.

Mas, surpreendentemente, fora ela quem parara, antes de perderem o controle por completo.

Ela parara por dois motivos. Um: sabia que Camila se arrependeria na manhã seguinte. Camila era rígida em relação aos códigos de conduta e se mantinha presa a altos padrões de comportamento. Dois: Lauren estava tentando provar a Lucy que ela estava errada em relação a Lauren. Ela não era uma egocentrica, de pouco caráter. Conseguia se controlar.

E, sim, fora extremamente difícil parar de beijar Camila e mandá-la de volta para casa com os desejos frustrados. Não se podia ganhar todas, não é? Estava na hora de seguir em frente. O trabalho em St. Michael havia terminado. Ela executara sua proposta. Ajudara a reconstruir a ilha. Podia voltar para casa de cabeça erguida.

– Quanto à entrevista, sr. Whitcomb… – disse a repórter loura com um sorriso iluminado como um arco-íris.

Imitando o sorriso dela, Lauren se voltou e lhe indicou o caminho, mas não resistiu a dar mais uma olhada por sobre o ombro para ver Camila. Ela parou e se voltou. Os olhares das duas se encontraram.

 Peguei você! Pode negar o quanto quiser, querida. Você ne quer. Lauren teve a coragem de piscar o olho para ela.

Camila ficou vermelha e franziu os olhos, com desprezo. Abaixou a cabeça e se foi, deixando Lauren lamentando profundamente a noite que não tinham tido.


DEITADA NA cama do bangalô que dividia com Dinah, Camila comia biscoitos de chocolate e saboreava o recheio de creme raspando-o com os dentes da frente. Quando ela se sentia estressada, aquilo era um calmante. Sim, ela sabia as desvantagens de acalmar o estresse com açúcar, mas, quando se sentia daquele jeito, pouco se importava.

A habitação era simples e apertada, porém muito melhor do que a tenda onde morara depois da passagem do furacão Sylvia. Estava tentando não pensar em Lauren, mas ela não saía de sua cabeça, sempre aparecendo nos momentos mais indesejáveis. Por quê? Sim, Lauren era rica, bonita, autoconfiante, mas também era convencida e excessivamente liberal com os sentimentos. Imaginem! Lauren a chamara de baby e lhe tirara os grampos de cabelo, e ela ficara parada e deixara. De repente, ela se arrepiou e cruzou os braços.

Dinah estava diante do espelho da porta do closet, examinando a própria imagem depois de se preparar para a festa. 

– O que você acha dessa saia? 

– Muito curta. 

– Ótimo – murmurou Dinah. 

– Você vai vestida assim mesmo? 

– Vou. Se você acha muito curta, quer dizer que ela está no comprimento ideal. 

Camila sentou na cama. 

– Está dizendo que eu sou puritana?

– Ahã, mais ou menos. – Dinah  passou os dedos por entre os cabelos brilhosos.

– Eu não sou puritana! – protestou Camila, tentando controlar o mal estar na boca do estômago. Seria mesmo? Não queria ser, mas tinha certos princípios, dos quais não pretendia abrir mão.

 – Então, prove. 

– O quê? 

– Prove que não é puritana. 

– Eu não tenho que provar nada.

 – Você não xinga. 

– E daí? 

– Pessoas puritanas não xingam. 

– Prefiro usar um bom vocabulário. Isso é errado? 

– Puritanismo. 

– O quê? – Camila ergueu os braços. – Eu deveria sair por aí com um palavreado da pesada só falando palavrão para provar que não sou puritana? Tudo bem. – Ela soltou alguns palavrões.

Dinah ficou surpresa. 

– Eu não sabia que você conhecia essas palavras. 

– Eu sou enfermeira. Já ouvi piores. Xingar me parece grosseria e falta de educação. 

– Algumas vezes – Dinah sorriu. – Mas é divertido ser mal-educada. 

– Se é o que você diz… 

– Puritana. 

– Vamos começar com isso outra vez? 

– É a sua maneira de ser. 

– Eu não acho que puritana seja a palavra correta. Se você quiser, sou prudente, mas não puritana.

– Hum… – Dinah calçou um par de sandálias com saltos quilométricos. – Prove. 

– Acabo de provar.

 – Não xingando, mas indo comigo à festa de Lauren. Eu preciso de companhia. 

– Você não precisa de companhia. 

– Todos precisam de companhia. 

– Chame Ally. Tenho certeza de que ela irá. 

– Ela está de plantão.

 – Eu não quero ir, Dinah.

– Mas você tem carro. 

– Fica a menos de um quilômetro. Você pode ir de bicicleta. 

– Vestida assim? – Dinah fez um gesto dramático, apresentando a roupa sexy. Ela tinha razão. Sandálias Jimmy Choo não eram feitas para pedalar. Dinah caiu de joelhos diante de Camila e juntou as mãos. – Por favor, por favor. Eu preparo o carrinho da enfermagem para você durante o mês inteiro. 

Camila suspirou.

 – Você sabe que eu não gosto de festas. 

– De fato, eu acho maravilhoso que você se dedique a causas altruístas, a salvar pessoas e tudo mais, mas você não pode trabalhar ou pensar em trabalho 24 horas por dia, a semana inteira. Você precisa se divertir, perder o juízo…

A observação fez com que Camila se lembrasse da maneira como Lauren puxara os grampos. Ela controlou um tremor. Lauren levara os grampos dela e iria tirar proveito deles se ela fosse à festa e os pedisse de volta.

– Você é a garota de 24 anos mais desanimada que eu conheço – Dinah resmungou, amuada. Aquilo doeu. 

Camila considerava a autodisciplina uma qualidade, não um defeito. Fora isso que a levara a cursar a escola de enfermagem, obtendo a média máxima da qual ela se orgulhava.

– Um pouco de diversão não vai matá-la. Todos estarão lá. Encare como uma oportunidade de expandir contatos. – Dinah bateu as longas pestanas– Arrume-se, por favor…? 

– Ah, está bem, mas eu só vou tomar uma bebida e dar o fora. 

– Você vai beber bem devagar, não vai? 

– Uma hora. Eu ficarei uma hora. Se você estiver disposta a vir embora depois de uma hora, poderá voltar comigo. Se não, vai precisar voltar sozinha.

O rosto de Dinah se iluminou com um sorriso de alegria, e ela estendeu a mão. 

– Fechado. 

Soltando um suspiro, Camila apertou a mão dela. 

– Agora precisamos encontrar algo sexy para você vestir – disse Dinab. 

– Não. Não precisamos. Um jeans e uma camiseta servirão. 

Dinah ficou chocada. 

– Cale a boca. Vai ser uma festança. Você não vai parecendo uma caipira. 

– Eu vim para cá com a Cruz Vermelha e fiquei para trabalhar. Só tenho jalecos e jeans.

– Ah. – Os olhos de Dinah brilharam. – Mas eu tenho vários vestidos de festa. A minha irmã me mandou uma caixa cheia deles no mês passado. 

– Você é maior que eu

 – Aposto que podemos enfiá-la no meu vestido tubo azul. – Dinah procurou no guarda-roupa, encontrou o vestido e o jogou para Camila. – O vestido é meio sem graça para o meu gosto, mas deve satisfazer o seu.

– Eu não gosto muito de estampados florais. São muito juvenis.

– Não me venha com desculpas. Experimente. – Dinah colocou as mãos na cintura.

Com relutância, Camila despiu o jaleco e colocou o vestido. Ele acentuava as curvas dela, e a barra mal lhe chegava ao meio das coxas. Alô, onde fica o palco do teatro de revista? A vedete chegou. Camila repuxou a barra do vestido, tentando esticá-lo.

 – Está muito curto. 

– Você tem pernas sensacionais. Por que está com medo de mostrá-las?

 – Eu não estou com medo. Só não estou interessada em parecer uma periguete. 

– Você está dizendo que eu sou uma periguete? Orgulhe-se das suas curvas, Camila. Eu estou com inveja.

 – Está muito apertado. 

– Está perfeito. É assim que um vestido sexy deve ficar. 

– Preciso de um sutiã sem alças. 

Dinah olhou para ela com ar malicioso. 

– Vá sem sutiã.

 – Meus mamilos vão aparecer.

 – Se você quiser, eu tenho nippies. Chega de desculpas. 

– O que são nippies? 

– Nossa, você vive na idade da pedra? São protetores de mamilos. 

– Eu vivo numa ilha devastada por um furacão. As minhas preocupações se dirigem a necessidades mais básicas do que à moda. 

– Tem razão! Pode deixar de ser estraga-prazer pelo menos uma vez na vida? 

Camila ficou assustada. 

– Eu sou mesmo estraga-prazer? 

– Um pouco. Nem todo mundo vive de acordo com o seu credo: trabalho, trabalho e trabalho. Às vezes, as pessoas precisam de algo para distrair a cabeça das coisas ruins que acontecem. Lauren entende isso muito bem.

O comentário da amiga paralisou Camila. Não era a primeira vez que ela ouvia alguém dizer que ela se concentrava demais no trabalho e que fazia tudo de acordo com as regras. Será que todos a viam como intransigente? Sim, ela era cuidadosa por natureza, firme nas opiniões e nos princípios. Por que isso deveria ser visto como negativo? Por que ela se sentia sempre em descompasso com outras pessoas da idade dela?

– Se você não for perfeita a cada minuto do dia, Camila, o mundo não vai acabar – Dinah falou em tom amável. – Por favor, tente se divertir esta noite. Você promete? 

Camila realmente queria se encaixar. Queria que as pessoas gostassem dela. 

– Vou tentar, mas o motivo principal para eu não querer ir é que Lauren Jauregui vai estar lá. 

– Claro que vai estar. A festa é dela. 

– Ela é muito convencida. Acha que todas as mulheres querem se jogar aos pés dela. 

– A maioria quer.

 – Eu não.

 – Você quer fazê-la sofrer de verdade? 

Camila ficou curiosa. 

– Como eu faria isso? 

– Apareça maravilhosa. Deixe que ela veja o que nunca vai ter. Esfregue na cara dela. 

Hum… Ela gostou da ideia. Garota sádica. 

– Certo. É o que vou fazer. 

– Viva! – Dinah aplaudiu. – Agora você me deixa fazer a sua maquiagem? 

Camila tentou resistir, porque Dinah tinha a tendência de exagerar na maquiagem, mas logo mudou de ideia. Ela resolvera provar que poderia se divertir como todo mundo, ainda que isso lhe custasse.

Mas, acima de tudo, ela queria dar a Lauren Jauregui um adeus que ela nunca iria esquecer.


Notas Finais


Então, o que acharam?


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