História Sweet Yume - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Hirako Shinji
Tags Hiyori, Shinji
Visualizações 5
Palavras 3.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Comédia, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo, Renard aqui de novo meus nekos queridos.
Não tenho muito o que falar aqui. Apenas que a one-shot é narrada pelo Hirako ♥
Até lá embaixo
Também postado no Nyah ~ ♥

Capítulo 1 - Sweet Yume


Pov Hirako

 

Estava em meu escritório terminando de preencher os relatórios da semana, apenas passava os olhos por cima das anotações - feitas a mão com tinta negra - e assinava, despachando-as para outra pilha. Aquele era um dia importante, mas antes precisava terminar o relatório. Era fim do mês e minha tenente teria de levar tudo ao Soutaichou, de qualquer forma os relatórios do quinto esquadrão não poderia atrasar.

Perdi muito tempo ao telefone. Aquele baixinha, macaco chata. O combinado era apenas uma hora. Não pude evitar de rir. Hiyori e eu tínhamos um horário do dia para conversarmos pelo telefone. Não era bem conversar, e sim discutir. Mas nenhum de nós conseguia viver sem aqueles momentos. Entenda que quando você passa mais de cem anos na companhia da mesma pessoa fica difícil tocar a vida sem ela. No meu caso é aquele lenhadora de bonsai que não consigo esquecer. Não é que eu seja masoquista, mas sinto falta das pancadas daquele baixinha nervosa.

Suspirei pesadamente ao perceber que havia parado de preencher os relatórios e olhava curioso para a telinha do aparelho celular vermelho, sorrindo bobamente ao ver as mais de cem notificações de mensagens que Hiyori mandava dizendo que estava atrasado e mais outros vários insultos.

Era assim todos os anos desde que voltei para a Soul Society e Hiyori ficou no Mundo humano, havíamos combinado de nos ver duas vezes apenas, dividindo o ano ao meio. Em um dia inteiro passaria com ela no mundo humano, se ela fizesse o mesmo, passando um dia comigo no seireitei. E nesse dia é claro eu deveria ir até ela, e já devia ter partido pelo Senkaimon a horas. Apertei a pena com tanta força que ela quebrou em minhas mãos, fui pegar outra na gaveta mas derrubei o tinteiro sobre o relatório preenchido manchado-o de preto.

— Mas que bagunça. - ouvi a voz de minha tenente quando esta voltou ao escritório. Hinamori Momo trazia uma nova pilha de documentos para serem avaliados, ver aquilo só me deixou mais desesperado. Ela riu de forma gentil. - Não se preocupe Hirako-taichou, eu tomo conta de tudo na sua ausência.

Aquela era minha deixa. Levantei alisando o haori que estava amarrotado e passei por ela indo até a porta.

— Obrigado Hinamori-fukutaichou. - acenei com um sorriso enquanto deixava o escritório. Ela apenas sorriu e levou os documentos até sua mesa para preenchê-los.

Mais um bip do celular vermelho, uma nova mensagem do macaco, uma extremamente ofensiva que não merece comentários. Obtive permissão para seguir ao mundo humano e sem perder tempo peguei meu gigai com Urahara. Segui o conhecido caminho que levava ao Armazém onde moramos por muito tempo, lá ouvi os habituais gritos de Hiyori, esta discutia algo interessante, ao meu ver, com Love.

— Por que tenho que usar isso? eu não quero. - ouvia-a rosnar agressiva provavelmente tentando golpeá-lo com a chinela.

— Ora, você não sabe? As mulheres nos mangás usam nos encontros. - explicou de forma teatral recebendo um sonoro soco no nariz.

— Eu não sou uma mulher de mangá. - continuava gritar zangada. - Vou tirar esse vestido.

Entrei no armazém no exato momento que ela descia do banquinho que teve de subir para os últimos ajustes do vestido. Arregalei meus olhos ao ver a cena. Love esparramado no chão com o nariz sangrando, Hachi segurando duas caixas de sapato, oferecendo-as a Hiyori que estava definitivamente parecendo uma mulher. O vestido era azul-turquesa, liso, acinturado e com alça fina, que lhe serviu perfeitamente, seu cabelo estava solto, como raramente ficava, porém as presilhas continuava segurando a franja loira. De pés descalços. Tirando a careta, Hiyori estaria uma mulher saxy.

Apontou para mim com o indicador, arregalando os olhos e abrindo a boca. As primeiras três palavras foram obscenidades.

— Está atrasado Shinji careca! - gritou abanando a mão enquanto apontava descaradamente em minha direção.

— Bom dia para você também, macaco. - devolvi erguendo a mão em um aceno. Ela chegou, “gentilmente”, na voadora derrubando-me no chão.

— Quem está chamando de macaco? - rosnou puxando-me pela gravata listrada que usava, pronta para me dar outra paulada no meio da cara, e como eu sentia falta disso.

Ambos caímos na gargalhada aos olhos arregalados de Hachi e Love que simplesmente não conseguiam entender a repentina troca de humor em nossa discussão.

— Você até que está bonita... Para um macaco. - disse com sarcasmo, mostrando a língua. Ela puxou meu cabelo, como gostava de fazer isso, e me deu uma cabeçada.

— Oh, Hiyori-san, isso é jeito de receber seu noivo? - perguntou Hachi indignado.

Era verdade a parte do noivo, Hiyori e eu pretendemos nos casar, um dia desses quem sabe… Aquilo me fez lembrar de quando consegui arrancar algum sentimento que não fosse raiva daquela baixinha.

Hiyori veio se despedir de mim, estava voltando para a Soul Society e ela não viria junto, por opção própria, era doloroso para ela, podia ver em seus olhos. Como eu disse antes, é difícil dizer adeus a uma pessoa que passou tanto tempo ao seu lado. Urahara estava lá também, de braços cruzados próximo ao portal. Kensei, Mashiro, Lisa e Rose já havia partido, deixando-me apenas com Hiyori. A baixinha me encarava com aqueles olhos cor de mel extremamente expressivos que mostravam o que ela verdadeiramente sentia, por mais que falasse o contrário.

— Ne carequinha… - resmungou baixando a cabeça. Fiquei estático em minha forma Shinigami, com o Shihakusho negro tremulando ao vento. Ela parecia melancólica, por mais que não quisesse demonstrar. - Quero que venha me visitar. - murmurou baixinho, com a voz rouca. Sabia que ela estava segurando as lágrimas por que era uma valentona. Pensei em fazer uma piada, mas ela me mataria. Apenas assenti abrindo aquele sorriso lindo.

— Pode deixar macaco. Eu vou voltar sempre por você. - disse dando tapinhas no topo de sua cabeça. Pensei que ela fosse afastar minha mão ou me dar um soco no nariz, mas ela apenas avançou passos e me envolveu em um abraço muito forte. - Hiyori?

— Urusai. Não ouse falar nada. - rosnou em meio a um soluço. Admito que fiquei bastante confuso com aquela reação, nunca esperei que a pintora de rodapé fosse baixar as barreiras que tinha erguido durante anos para mim. - Eu vou sentir sua falta. Quero que saiba disso. - ela escondeu o rosto entre o tecido negro do meu quimono. - Por que, de alguma forma, eu descobri que esse tal amor não é algo ruim ou assustador. - ela soltou um grito abafado de frustração agarrando meu quimono com mais força. - A culpa é toda sua cabeção. Olha só, conseguiu me deixar envergonhada.

— Mas ainda não consegui isso… - afastei-a do abraço fitando seu olhar confuso e algumas lágrimas que ainda manchava sua face, segurei-a por debaixo dos braços e ergui para que pudesse vê-la diretamente, aproximei meu rosto do dela, extinguindo a distância entre nós, preenchendo seus lábios com os meus. Foi um beijo rápido, mas consegui perceber a surpresa e a ânsia que aquela anã sentia por tal ato. Soltei-a rapidamente e me afastei indo para o portal. Olhei-a uma última vez por cima do ombro sorrindo de modo vitorioso. - A Partir de hoje você é minha noiva. Não é o que você queria, macaco?

— Maldito Shinji careta! - rugiu ela no momento que cruzei o portal rindo travesso.

Despertei da lembrança ao receber um puxão de cabelo extremamente incômodo. Hiyori tinha a típica expressão zangada, cenho franzido e os olhos brilhando de raiva. Seu rosto estava próximo do meu, mas apenas para me dar uma cabeçada.

— Itai, você gosta mesmo de me esmurrar. - reclamei levando as mãos a testa. Ela continuava sentada em cima de mim.

— Okaeri… - murmurou ela baixando a cabeça para que os fios loiros de seu cabelo ocultasse a expressão envergonhada que tinha no rosto. Abri um largo sorriso apertando sua cintura.

— Tadaima! - respondi puxando-a para mais perto e me levantando em um salto, segurando-a nos braços.

Finalmente encarei Love, que estava de pé segurando o nariz inchado, e Hachi que desistira de oferecer os sapatos para a baixinha.

— Há quanto tempo. - acenei com a cabeça enquanto Hiyori lutava para se soltar do meu abraço. Love apenas ergueu a mão em um cumprimento e Hachi curvou-se sorridente.

— Me solta carequinha. - a baixinha reclamava me empurrando e dando alguns tapas, se ela quisesse mesmo que eu a soltasse já teria me nocauteado com um único golpe.

— A gente vai dar uma volta, então coloca este sapato de uma vez! - resmunguei fazendo uma careta enquanto indicava a caixa que guardava uma sandália amarela.

— Se você me soltar, quem sabe… - rebateu feroz, voltando a puxar meu cabelo. Coloquei-a no chão novamente, e esta prontamente me deu o chute na canela, indo após pegar as sandálias e calça-las nos pés.

E o dia que havia começado tão monótono no escritório tomou um rumo totalmente diferente.

Fomos em um parque e a Hiyori fez várias crianças chorarem, implicou com alguns molequinhos que corriam em nossa volta e quase agrediu o funcionário da montanha russa que falou de sua altura. No fim da tarde, enquanto voltávamos para o armazém, uma horda de Hollows apareceu no céu de Karakura, e Hiyori empolgada foi lutar com eles. Começamos o jogo de “quem mata mais”, e é claro que deixei-a vencer. Já havia anoitecido quando voltamos. Ela segurava minha mão displicente enquanto observava, distraída, o horizonte. Aquele olhar melancólico voltou a sua face.

— Você tem que voltar. - iniciou ela séria, com o cenho franzido e a boca em uma linha cortando o rosto.

— Essa noite não. - respondi sorrindo, surpreendendo-a. - Amanhã eu volto, mas agora não.

Ela abriu um sorriso malvado e soltou um riso debochado.

— O Shinji-taichou certinho que eu conheci nunca faria isso. - disse com os lábios entreabertos, em um sorriso presunçoso de puro sarcasmo, os olhos estreitos e uma sobrancelha erguida de forma cômica. Ri.

— Não sou mais aquele taichou a muito tempo. - respondi me curvando em sua direção e lhe tocando os lábios em um beijo. Não pretendia ir embora nem que ela quisesse me expulsar.

Envolvi-a com meus braços puxando-a mais para perto e senti seu corpo tremer. Ela agarrou minha gravata ficando na ponta dos pés, e passou o outro braço envolta do meu pescoço, entreabrindo os lábios, permitindo que aprofunda-se o beijo. Quando o ar faltou, nos afastamos minimamente, ofegantes. Ela me encarou com aqueles olhos cor de mel brilhantes e um sorriso maldoso.

— Pensei que só eu desrespeitasse as regras da Soul Society! - falou com o canino exposto no canto esquerdo da boca.

— E só você desrespeita! - respondi pegando-a nos braços e a levando para dentro em direção de um dos quartos.

— O que você vai fazer, hein careca? - perguntava esperneando infantilmente, dando-me vários socos no peito.

— Eu vou ficar com você essa noite, macaco irritante! - resmunguei bufando com um olhar apático. Aquela baixinha tirava qualquer um do sério.

 

∞∞∞

 

Abri os olhos quando a luz do sol invadiu o quarto pela janela acertando-me no rosto. Pisquei várias vezes para acostumar-me com a luminosidade. Senti o peso sobre meu peito, Hiyori ainda dormia como um bebê malvado, ressonando. As sardas em seu rosto lhe davam um ar infantil, por mais que esta tivesse um quê agressivo até mesmo enquanto dormia. Ela envolvia meu torso com os braços curtos enquanto babava. Que nojo, ela estava babando em mim.

— Oh, macaco. - cutuquei sua cabeça fazendo a melhor careta de nojo. - Acorda ai.

— Nham… - ela ergueu a cabeça ainda de olhos fechados, abrindo e fechando a boca, exercitando o maxilar, e limpando o resquício de baba do rosto. Depois esfregou os olhos com o dorso da mão e me encarou com cara de poucos amigos. - Oe, Shinji careca. Que cara é essa?

— Você tava babando em mim, sua baixinha irritante. - gritei com uma raiva teatral. Ela apenas meteu a mão no meio da minha cara em um fabuloso tapa estalado. - itai. Eu quem dormi com a macaca e você que está de mau humor? - outro tabefe, mas esse eu merecia mesmo. - Se é assim eu vou embora.

— Pode ir. Eu não tô nem aí. - resmungou levantando-se enrolada nos lençóis e indo ao banheiro tomar banho. - Shinji careca.

— Macaco! - devolvi mostrando a língua. Ela bateu a porta do banheiro com força. Levantei-me colocando as roupas novamente e bati na porta, mas ela não respondeu. - Oe. Deixa de ser criança.

— Vai embora imbecil. - gritou do outro lado. - Vai se atrasar.

— Agora você tá me mandando embora? - perguntei enrugando a testa e fazendo careta. Ela abriu a porta bruscamente. Estava com os braços cruzados abaixo do peito, enrolada em uma toalha felpuda branca. Apenas ergui uma sobrancelha.

— Eu te mandei embora ontem, mas você quis ficar. - retrucou em um sorriso, com o canino amostra.

— Você venceu. - soltei um sopro de ar erguendo as mãos em rendição. - Da próxima vez, você irá me ver. - e lhe roubei um beijo, recebendo um cascudo.

 

∞∞∞

 

De Volta ao Seireitei fui recebido na quinta divisão por uma tenente agitada.

— Taichou. - chamou ela ao chegar correndo, o cabelo um tanto desalinhado. - taichou, que bom que voltou. - estava nervosa e apreensiva.

— Oe, o que aconteceu? Quem morreu? - perguntei coçando a cabeça. Ela empertigou-se tomando fôlego.

— Kyouraku-soutaichou havia dado o alerta sobre Hollows, disse que toda nossa divisão deveria ficar alerta ao ataque de alguns Menos. - explicou. Ela parecia cansada, tinha algumas olheiras profundas abaixo dos olhos. - Pensei que o senhor voltaria a noite. Todos ficamos preocupados.

— Poxa. A primeira vez que desobedeço as regras e é isso que acontece? - falei para mim mesmo coçando a cabeça.

— Desculpe Hirako-taichou, se soubesse que o senhor ficaria fora… - começou ela desculpando-se. Apenas toquei em seu ombro gentilmente.

— Não se preocupe. Apenas vamos atrás dos Menos.

— Hai. - assentiu prestando continência.

 

∞∞∞

 

E os dias se passaram de forma monótona, algumas vezes alguns Hollows ultrapassaram a barreira e era preciso monitorar tudo, mas nada que envolvesse a supervisão do taichou. Após alguns meses as ligações de Hiyori se tornavam mais curtas, menos frequentes, até o dia em que deixou de me ligar.

Estava enlouquecido. Quem aquele macaco pensa que é? Não ligava nem para me ofender. Já havia passado da data estipulada para nosso segundo encontro e ela nem deu as caras por aqui. Decepcionante, porque ela era pontual para me espancar ou dizer alguma obscenidade.

Estava no campo de treinamento tentando relaxar enquanto observava os novatos treinando, em minha companhia estava Rose, Kensei e Mashiro que não parava de tagarelar. Mais a frente encontravam-se duas shinigamis recém formadas da Academia, estavam treinando luta com espada mas pareciam estar se divertido. Até o momento em que a mais baixa curvou-se agradecendo a companheira pelo treino e olhou em nossa direção, a garota corou e acenou para a amiga andando em passos vagarosos na minha direção. Rose me cutucou e recebeu uma careta em resposta.

— Hirako-taichou… - chamou a menina sem jeito. Lhe lancei um sorriso largo e ela enrubesceu ainda mais, o que fez o taichou loiro ao meu lado rir. - E-eu estou apaixonada pelo senhor, por favor, aceite meus sentimentos. - disse ela rápido de mais, forçando os olhos fechados.

Kensei, Rose e Mashiro ficarem me encarando, curiosos para saber a resposta. Deu até pena daquela garota que não sabia oque estava fazendo, se declarar para mim era se condenar à morte pelo demônio macaco.

— Desculpe. Não posso aceitar. - respondi tentando soar o mais gentil possível, sem desfazer o sorriso.

— T-tudo bem. T-tudo bem. - os cantos dos olhos da menina estavam cheios de água e ela piscava várias vezes para afastar as lágrimas. Ela então se afastou correndo.

— Que malvado Shinjiii! - resmungou Mashiro fazendo biquinho.

— Hirako-senpai conquistando o coração das calouras. - caçoou Rose com um riso aberto.

— Pelo menos esta não era Tsundere. - comentou Kensei indiferente.

— Ah não. Uma Tsundere só na minha vida está bom. - disse erguendo as mãos em rendição.

— Hiyorin! - cantarolou Mashiro daquele jeito infantil.

— Falando nisso, a Hiyori não veio te ver. Por quê? - perguntou Rose impertinente.

— Vai saber. Aquela baixinha idiota parou de me ligar. - resmunguei decepcionado. Não estava com raiva, muito pelo contrário, estava magoado.

Continuei com aquela expressão decepcionada no rosto até ver Hinamori-fukutaichou correndo em minha direção com apreensão e nervosismo visível no olhar.

— Taichou, Hirako-taichou! - chamou ela ofegante, parando e curvando-se para frente, apoiando as palmas nos joelhos tomando fôlego.

— O que foi Momo-chan? - perguntei com a voz brincalhona de sempre.

— Ela, ela está esperando o senhor. - tomou fôlego e empertigou-se. - Sarugaki-san está no senkaimon esperando o senhor. Disse que não sairia de lá até que fosse buscá-la.

— Aquele macaco impertinente! - resmunguei coçando a cabeça. Mas na verdade estava muito feliz. Ela não me esqueçeu a final.

Sem responder nada usei o shunpo até os portões do senkaimon onde aquela baixinha estaria a me esperar.

E ela estava lá, de pé trajando o shihakusho preto desleixadamente, o cabelo loiro preso em duas chiquinhas altas e espetadas. As sardas acentuadas no rosto, mas uma visível expressão cansada também.

— Yo! - chamei aparecendo em sua frente.

— Shinji careca! - chamou ela com um sorriso debochado.

— Por que demorou? - perguntei fazendo uma careta de zangado.

Ela riu de forma seca e virou-se de lado indicando algo que carregava nas costas. Prestando mais atenção pude ver que dentro, do que parecia um saco, dormia uma criança pequena de ralo cabelo louro e sardas espalhadas pela face. Fiz uma careta incrédula e ela assentiu.

— Esse foi o resultado daquela noite de rebeldia! - disse autoritária com as mãos no quadril. - agora não podemos mais adiar o casamento. - e gargalhou abertamente acordando a menina.

— Hã!? - não tive reação alguma, meus olhos fugiam dela para o bebê. - qual o nome?

— Ikari! - rugiu raivosa.

Aquele nome combinava tanto com Hiyori. Descrevia tudo que ela sempre sentiu. Já que Ikari ao contrário de Hikari, significava “raiva”.

Não consegui segurar o riso. Aquele realmente era um doce sonho, meu doce sonho com a minha pequena favorita.



 

Owari


Notas Finais


Yo.
O que acharam queridos? O fim ficou meio "que isso tia?" mas é assim mesmo hahaha Eu precisava fechar a história desta forma. Espero que tenha gostado. A menina que veio se declarar para o Hirako-taichou era a Renard-chan. Meus sentimentos não foram aceitos, o senpai não me nota ;-;
Espero que tenham gostado. Comentários são bem vindos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...