História Teenage Dream - Capítulo 7


Escrita por: ~

Visualizações 68
Palavras 2.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Será narrado por ambos e ainda teremos a participação do nosso querido Alex Dobrev, vulgo big brother da Nina.

O título em si é todo referente à ela.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Not everything is a mess


POV IAN SOMERHALDER:

 

 

Amanheci com um pouco de dor na cabeça por causa da festa ontem, mas valeu a pena; minha garota e eu nos beijamos, e pude sentir seus lábios macios e o gosto doce da sua boca que foi como açúcar no amargo. Eu precisava sentir esse tipo de doçura há tempos e ela me deu, assim, sem que ao menos eu pedisse.

I want that red velvet

I want that sugar sweet

Don't let nobody touch it

Unless that somebody is me 

- Sugar

Estou tão extasiado com todas as sensações que ela me proporcionou na noite anterior, que eu viveria cada momento mais e mais vezes. Seu cheiro, seu toque, suas carícias, sua ternura, é algo único; a forma como ela te trata, a sua sinceridade, a sua maneira de lidar com as coisas e o seu jeito de ser é algo que, também, ultimamente nas garotas de hoje em dia acaba sendo raro de encontrar. Alguém como a Nina faz com que a sua vida tenha um propósito, um sentido; faz o impossível se tornar possível e eu já tenho todas essas certezas absolutas apenas por esse mínimo pouco tempo de convivência.

Ela saiu tão tristinha da festa e quando chegamos na sua casa, veio com um papo de que não queria me perder e tal. Acabei me sentindo mal por não poder ficado com ela, por não tê-la comigo em meus braços. Eu quero cuidar, quero proteger, quero que ela saiba que nada e nem ninguém pode quebrar o que estamos construindo. Porque sim, essa pequena coisa que nós temos é apenas o início de algo. Não quero Nina ao meu lado apenas para beijos, carícias e diversão; não quero apenas usufruir de prazeres de com ela, de isso e aquilo que nos envolva sexualmente. A quero ao meu lado para que seja a minha amiga, minha parceira, a pessoa com quem posso contar absolutamente para tudo e que vai estar por mim não como namorada mas sim, como a doce e simples Nina: a menina pela qual estou me apaixonando perdidamente!

São exatamente 09H da manhã e eu acordei no intuito de querer checar a minha garota, de querer saber como ela está. Se dormiu bem, se descansou, e não por mensagem mas sim pessoalmente. Quero surpreendê-la!

— Para onde vai assim tão cedo da manhã, filho? - minha mãe perguntou ao me ver saindo banheiro enquanto "arrumava" a roupa.

— Estou bem? - girei.

— Está um gato! - ela beijou meu rosto. - Agora pode me dizer o meu galã vai?

— Seu galã está indo encontrar a donzela dele! - respondi sorridente.

— Eita, filho, parece que essa nova garota é realmente a diferença hein? - meu pai brincou enquanto lia o jornal.

— Pai, desde quando está aqui mesmo? - retruquei a brincadeira.

— Não está mais aqui quem falou! - riu.

— Mas Ian, me fala uma coisa meu filho: essa garota é o quê sua? Vocês estão ficando, namorando...

— Mãe, honestamente eu não tenho uma resposta concreta para te dar. Aconteceu que, assim que a conheci eu fiquei perdidamente a fim dela, sabe? Então já no primeiro dia de aula cheguei com o meu sorriso irresistível e um bom papo. - minha mãe balançou a cabeça. - Brincadeira, dona Edna! - ri pelo nariz. - Eu a chamei para conversar e decidi que iria conhecê-la melhor. A deixei em casa depois da aula, descobri que é búlgara e que seu nome é bem distinto do que já ouvimos. Mas são pequenas coisas que apenas somam e a tornam a garota autêntica por quem eu estou gostando.

— Você acabou de dizer que ficou a fim dela, como já gosta? - meu pai realmente decidiu interferir na conversa.

— Isso foi no primeiro dia, pai! Depois de ontem, esse sentimento começou a brotar dentro do meu peito.

— E o que houve ontem?

— Nos beijamos. - falei completamente bobo. Um gayzão mesmo, e daí? - Nossa pai, ela é tão linda, tão maravilhosa, tão ela. Meu Deus...

— Edna, parece que nosso filho encontrou sua pessoa destinada. - lançou um sorriso meio que de orgulho para a minha mãe. - Espero que ela realmente seja única como fala, porque não quero que sofra novamente por causa de uma garota que não presta e que apenas quis brincar com os seus sentimentos; não disse "Lucy".

— Deixa pra lá, pai, a Lucy é passado. O que importa para mim é o presente e o meu presente é a Nina, somente ela! - fui até onde estava e apertei seu ombro de leve. - Agora preciso ir, tenho uma donzela para visitar! Tchau mãe, prometo que não vou demorar. - mandei um beijo no ar para ela e saí.

Fui caminhando tranquilamente até a casa da Nina, que por sinal só ficava a duas ruas da minha. Passei por umas crianças jogando bola no parquinho e só lembrei da minha infância em Vancouver, quanta nostalgia.

Ao chegar na porta da casa dela, apertei a campainha e esperei na expectativa de que fosse recebido pela mesma. Mas não foi bem assim!

— Oi Ni...- parei de falar quando uma figura feminina mais velha arqueou a sobrancelha e encostou a mão na parede da entrada. - Me desculpe, pensei que fosse a Nina. - sorri amarelo. - Sou o Ian.

— Eu sei! - ela disse. - O vi trazendo a minha filha um dia desses.

— Então a senhora é...

— Mãe dela? - riu pelo nariz. - Sim! - sorriu. - Eu vou na padaria comprar alguns pães de grãos porque a Nikolina ama, ela já deve estar acordada provavelmente porque ouvi um barulho no seu quarto. Pode esperar aqui embaixo se quiser! - deu espaço para que eu entrasse.

— Muito obrigado, mesmo. - adentrei. - Eu só queria ver como a Nina está, porque ela saiu tão tristinha da festa on...- a porta fechou. - Ok né! - dei de ombros e resolvi explorar alguns cômodos da casa.

[...]

 

(NINA DOBREV)

Se eu disser que dormi, estarei mentindo. Fiquei em claro pensando na minha conversa com o meu pai e repassando-a incansavelmente na minha mente enquanto, numa só noite, ouvi todas as músicas do meu celular. Também relembrei meus momentos com o Ian, nosso beijo, nossa dança, suas carícias, seu jeito protetor; ele realmente me faz sentir como a única garota do seu mundo.

Levantei da cama completamente destruída, calcei minhas pantufas, com os olhos manchados por causa da maquiagem e o rosto inchado pela choradeira constante da noite que se passou. Eu não havia dormido de pijama e tampouco havia tomado banho, apenas permaneci com as minhas roupas íntimas, minha meia calça e foi isso aí.

Ainda consegui ouvir minha mãe falar com Deus sabe-se lá quem antes de sair para comprar pães e o barulho da porta fechando.

Dei de ombros.

Deveria ser alguma vizinha dando um alô para a dona simpatia vulgo Michaela.

Meu celular tocou, era uma chamada de número desconhecido; mas não completamente desconhecido, porque eu conhecia muito bem aquele código de área. Hesitei por uns segundos e no quarto toque, atendi.

— Alô? - meu coração começou a palpitar rapidamente.

— Achei que não iria mais atender, French Kote. - a pessoa do outro lado da linha brincou. É Alex, o meu irmão.

— ALEX! - meus olhos automaticamente se encheram de lágrimas. - Oh, meu Deus, eu senti tanto a sua falta. - falei ao abrir a porta do quarto. - Por quê não me ligou antes? Quero dizer, por quê não me avisou que Papa viria para Toronto?

Ele está em Toronto? - senti surpresa em sua voz.

— Sim! Você não sabia?

— Claro que não, Nikolina, eu não sei do papai há meses. Estou morando no Brasil e a última vez que conversei com ele foi via facetime no dia em que consegui um emprego. O que ele está fazendo aí?

— É o que quero saber! - suspirei. - Ele disse que veio por mim, que queria me ver, e falou uma porrada de outras coisas. - desci alguns degraus e a minha voz já estava completamente chorosa. Encostei meu corpo no corrimão. - Alex, foi um tapa tão grande no meu rosto vê-lo cara a cara 14 anos depois e ainda por cima trouxe uma mulher! Já não basta aparecer sem avisar, depois de uma década, e ainda vem com uma vadia ao seu lado. Se ele realmente quisesse me ver, teria feito isso antes. Por quê esperar todo esse tempo? Eu sofri tanto na sua ausência, encharquei o travesseiro inúmeras vezes com as minhas lágrimas e ainda sim, no fundo, tinha uma ponta de esperança no coração de que ele voltaria logo. Que apenas tinha que resolver algo em sua vida e depois logo estaria em casa. Mas aparentemente sua vida todo esse tempo esteve melhor sem mim, sem a mamãe e sem você! - coloquei a mão no rosto. - Ah, Alex, queria tanto que estivesse comigo aqui...

Minha Kote, eu juro que também queria estar ao seu lado nesse momento. Me perdoe se eu não tenho sido mais presente na sua vida como eu era antes, prometo que farei o possível para mudar a situação! Tentarei inclusive dar uma forma de me mudar para Toronto e voltar a morar com você e a mamãe, ok?

— Ok...- sussurrei.

Agora eu preciso ir, o fuso horário aqui é diferente. Se cuida! Eu te amo!

Obrigada por ligar, meu biscoitinho. - o chamei pelo nosso apelido de infância. - Vê se não some, tá? Eu também te amo! - desliguei o telefone e tentei me recompor ali. Respirei e fundo e terminei de descer os degraus que faltavam. Quando desci e virei para ir ao banheiro do térreo, acabei dando de cara com um alguém totalmente inesperado. - Ian?

[...]

 

(IAN SOMERHALDER)

Enquanto a minha garota não aparecia, havia decidido que iria conhecer um pouco mais de seu lar. A casa em si era linda, com tom de cores bem vivas, um jardim lindo tanto na frente como atrás; sua mãe e ela tinham um ótimo gosto para decoração. As janelas eram grandes e de vidro, nos dando a vista de uma ótima paisagem natural que havia ali na rua. É época de primavera, então as árvores estavam completamente floridas.

Após explorar a casa, pelo menos uma parte dela, resolvi me acomodar no sofá e esperar sentado; não queria dar impressão de ser bisbilhoteiro. Mas quando eu estava voltando, já no corredor próximo a escada, ouvi sua voz. Ela estava chorando enquanto falava com alguém pelo telefone, e seus suspiros invadiam os meus ouvidos me despertando a vontade de aparecer naquele exato momento e somente abraçá-la. Porém, eu hesitei. Esperei. Dei um tempo. Pelo que entendi, ela estava falando sobre ter sofrido por muito tempo com a ausência de uma pessoa e essa, depois de muito tempo, voltou. Por um momento, pensei que fosse alguma relação passada sua; mas logo descartei essa possibilidade quando ela disse "sua vida todo esse tempo esteve melhor sem mim, sem a mamãe e sem você." E foi aí que me toquei: Nina estava falando do pai.

Céus, seu coraçãozinho deve estar em pedaços agora.

Quando ela finalizou a ligação, caminhei devagar ao ouvir seus passos sobre a escada. Assim que ela virou, acabou esbarrando em mim e então percebi que ela não estava com roupas e sim, apenas, com lingerie e a meia calça que usou na festa ontem. Também usava uma pantufa de unicórnio, ou seja, Nina conseguia ser um mulherão da porra e ao mesmo tempo, um bebê.

— Ian? - ela disse assustada e quando percebeu que eu a admirava, logo ficou vermelha. - AI MEU DEUS! - correu indo em direção ao que deduzi ser o banheiro. Segundos depois, ela voltou com um roupão por cima mas sem a meia calça. - O que faz aqui?

— Eu...- limpei a voz. - Eu quis saber como você está! - sorri fraco. - Tinha que vir pessoalmente checar se tudo estava bem, porque me preocupou a forma como saiu da festa ontem e aquilo que disse sobre ter medo de me perder. O que aconteceu de fato, Nina? - me aproximei e notei que ela prendia as lágrimas. - Por que está dessa maneira? - seus olhos estavam manchados por causa da maquiagem que ela sequer havia tirado, seu rosto estava inchado dando a entender que passou a noite inteira chorando e que tampouco dormiu. - Nina...- ela queria chorar então a abracei.

— Meu Papa voltou, Ian. Ele voltou e está aqui em Toronto! - disse dentro do abraço com a voz abafada. - Ainda teve a coragem de aparecer ontem aqui, acredita? - se afastou um pouco e levantou a cabeça, me fazendo encarar aquele olhar marejado.

— Ontem? Em que momento?

— Assim que cheguei da festa! - desviou o olhar. - Tive um susto ao vê-lo após 14 anos e ao mesmo tempo, tive raiva, tive ódio, tive rancor. Todos os sentimentos que eu havia por ele guardados dentro de mim foram liberados de uma vez, como uma avalanche. E meu coração que demorei muito tempo para colar os caquinhos, se despedaçou novamente. Para ser sincera, eu desisti de querer juntá-lo mais uma vez. Cansei sabe? Simplesmente não tenho mais forças para continuar nesse ritmo.

— Ei, não quero te ver assim por alguém que não merece seus sentimentos e não merece sequer uma lágrima sua, ouviu? - acariciei sua bochecha e ela assentiu. - Nina, você é preciosa demais para sofrer demasiadamente. As pessoas se aproveitam da sua bondade e da sua doçura, mas por favor não deixe que isso nunca mais aconteça.

— Vou tentar...- falou baixinho. - Obrigada por ter se preocupado comigo a ponto de vir até minha casa!

— Não agradeça, sabe que eu me importo com qualquer coisa que te envolva.

— Sabe, eu tenho que te confessar uma coisa...- disse já melhor, mudando sua expressão para uma de menina tímida, sorrindo da maneira que eu sou completamente apaixonado.

— O quê? - perguntei enquanto mergulhava no seu chocolate.

— Passei também, a noite inteira, pensando em nós dois ontem.

— Foi mesmo? - ela balançou a cabeça positivamente. - E se eu te disser que aconteceu o mesmo comigo?

— Vai ser impossível de acreditar, porquê aquela outra menina que você ficou também estava lá e poderia ter tido muito bem um flashback mental com ela. - não aguentei e ri pela baixinho pela forma como falou. - Do que está rindo? - franziu a testa.

— Ai Nina, por quê não acredita que eu estou gostando de você? Ou melhor, que gosto de você?

— Porquê você é Ian Somerhalder, o cara mais bonito da escola e eu sou Nikolina Konstantinova Dobreva, apenas uma menina búlgara com um nome sem sal que...- a interrompi.

— Que tomou para si o meu coração! - ela ficou envergonhada. - Que tem me feito bem desde o exato momento em que coloquei meus olhos em você, que tem me dado inúmeros motivos para ir em frente com o que venho sentindo aqui dentro do meu peito.

— E o que seria? - questionou mas logo ouvimos o barulho de porta abrindo. Era Michaela!

— Logo saberá. - falei baixinho e depositei um beijo em sua testa.

— Bom dia, Mama! - correu até os braços da mãe. - Você sabia que é a melhor mãe do mundo? - parecia uma criancinha linda falando.

— Eu trouxe seus pães, Nikolina! - Nina me olhou com uma cara de "viu?" - Ian, quer se juntar a nós no café da manhã?

— Será um prazer! - ambos sorrimos.

— Mama, você não vai adivinhar quem me ligou hoje de manhã. - observei Nina de longe com sua mãe e a relação incrível que elas tinham uma com a outra.

— Quem? - respondeu enquanto ia para a cozinha e eu alguns centímetros atrás, apenas ouvindo a conversa.

— ALEX! - quase gritou e a mãe compartilhou conosco um sorriso esplêndido. Agora sei por quem Nina conseguiu esse sorriso lindo que ela tem.

Enquanto a mãe prepara o café, me sentei na mesa e fiquei calado apreciando uma Nina completamente amável, caseira e maluquinha ao mesmo tempo.

     

 

 


Notas Finais


IAN TODO FOFINHO ADMIRANDO ELA, AI!!!!!

Vocês querem um pouco do passado do Ian com essa Lucy, pelo menos com flahsback, para entender o motivo do término deles?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...