História Tensión - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Masterchef, Romance
Visualizações 176
Palavras 1.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Que bom que vocês gostaram do primeiro capítulo, fiquei muito feliz com os comentários! <3
Espero que gostem desse aqui, que eu nem sei de onde me veio a inspiração...

Capítulo 2 - Touché


 Paola contemplou fechar a porta com força na cara dele, mas achou melhor evitar mais fofocas no estúdio. Com um suspiro contrariado, virou-se para sentar no sofá, deixando-o entrar.

 

- Sobre o que você quer conversar?

 

Fogaça fechou a porta e caminhou para frente do sofá. De braços cruzados, ali parou e a encarou. Paola podia ver toda a raiva dele, evidente na cara fechada e vermelha. Se fosse um desenho animado, fumaça sairia de suas orelhas.

 

- Você sabe muito bem sobre o que eu quero falar.

- No, no sé. Me explica, por favor – ela não queria ser assim, mas a ironia corria em seu sangue. Além do mais, era sempre divertido provocar Henrique.

- Você... - ele passou uma mão pelo resto e respirou fundo, tentando se controlar – Não basta dar em cima daquele moleque lá, ainda tem que me humilhar pra ele?

- Humilhar? Onde exatamente eu te humilhei?

- “É o melhor aligot que eu já comi” – ele imitou a voz dela, as mãos fazendo aspas no ar, e voltou para sua voz normal – Não acha que isso é me humilhar?

- En serio? Eu não posso mais ter minha opinião sobre comida ahora? Achei que era esse meu trabalho.

 

Ele respirou fundo, coisa que parecia estar fazendo o tempo todo, e respondeu:

 

- Você sabe tão bem quanto eu que aquele prato não estava perfeito. Muito menos chega aos pés do que eu faço.

 

- Então é esse o problema? O seu ego? Por que você não foi reclamar com o Jacquin também? Ele também aprovou.

- O Jacquin não ficou dando mole pro cara falando que ele era mais bonito que eu só porque tem cabelo.

 

Paola jogou a cabeça para trás, gargalhando alto. Sabia que ia conseguir irritar Fogaça, mas nunca imaginaria que ele teria a coragem de reclamar sobre isso com ela. Ele devia estar mesmo muito incomodado para não perceber que soava como uma criança enciumada.

 

- Você no pode estar falando sério. Primeiro que eu não – ela levantou as mãos, imitando as aspas dele - “dei mole” pra ninguém. Segundo que eu não tô entendendo esse ciúme seu.

- Que ciúme? Eu não to com ciúme nenhum. Só quero entender esse seu comportamento louco de repente. Tá sem falar comigo desde que a gente chegou, porra.

 

Ela se levantou e parou em pé na frente dele. Com os saltos – que ainda não havia conseguido tirar – se viam quase na mesma altura, ela um pouco mais alta. Na maioria das vezes, odiava os saltos. Nas outras, gostava dessa situação de se sentir superior. Cruzou os braços, combinando a postura dele, e respondeu, irritada:

- Desde que você começou a xingar meu marido?

 

- Que marido, Paola? Eu não me lembro de ter sido convidado pra casamento nenhum. - ele tentou se controlar, mas escapou de sua boca. Fechou os olhos para se preparar para o impacto, mas só a ouviu puxando o ar. Quando os abriu de novo, podia ver toda a irritação dela. As sobrancelhas franzidas, as narinas infladas, os lábios comprimidos. Sabia que devia ter medo, mas o aperto que sentia era nas calças, não no peito.

 

- Yo só queria que você me dissesse por quê é tão contra o meu relacionamento.

 

- Você fala como se não fosse contra o MEU relacionamento - ele rebateu.

 

Paola deu um passo para trás, confusa. Quando que o jogo virou pra cima dela? Ela estava ganhando e foi pega de surpresa pela pergunta.

 

- O que que eu tenho com o seu relacionamento?

 

- Admite que você nunca gostou da Carine.

 

- Ella no gosta de mim.

 

- E você nunca se esforçou pra gostar dela também – Fogaça pressionou, tentando arrancar uma resposta dela.

- Claro que não! - ela respondeu, sincera e ácida – Ciumenta daquele jeito, desagradável. Não dá nem pra chamar o que vocês têm de relacionamento. Pra que eu vou me esforçar se vocês terminam todo dia?

 

Fogaça levantou uma mão e coçou a barba, fingindo despreocupação.

 

- Pelo menos eu não estou com alguém que parece o meu pai.

 

- No – ela rebateu, áspera – Porque o pai é você, que paga todas as contas dela. 

 

Estavam em pé de guerra, uma que parecia não ter fim. Os dois de braços cruzados, se encarando. O clima no camarim estava pesado e qualquer um que entrasse agora conseguiria sentir a tensão entre eles. Fogaça estava irritado, queria entender quando que uma discussão que tinha a ver com o programa se virou contra ele e se tornou sobre os dois. Paola queria voar em cima dele por ter começado tudo. Nunca dava certo quando tentavam falar de seus relacionamentos. Nunca daria. Ele provavelmente nunca aceitaria Jason e ela já sabia que Carine apenas não descia. Era um assunto delicado demais e nenhum dos dois sabia o porquê – ou fingia não saber.

Ficaram parados, tentando decidir qual dos dois falaria primeiro, pelo que pareceram horas. Na verdade foram alguns segundos. Logo uma batida na porta os trouxe à realidade, era um dos assistentes de direção avisando que já era hora de voltar a filmar. Paola foi a primeira a se encaminhar para a porta, frustrada por não ter tido seu descanso.

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As gravações pelo resto de dia se arrastaram lentamente. Paola e Fogaça continuavam sem se falar, na mesma tensão mal resolvida. Com alguns gritos do diretor, por algumas vezes tiveram que interagir, mas se recusaram a fazer qualquer coisa mais do que o necessário. Foi um dia cansativo para todos, ninguém aguentava quando os dois brigavam – o ar ficava pesado no estúdio inteiro.

Agora, porém, já era noite e Paola tentava o seu máximo para relaxar em casa. Estava recostada na cama de pijama de mangas compridas, com um chá, um livro e Jason roncando ao seu lado – nada poderia ser mais confortável que isso. Chegava na melhor parte do livro – seu clímax – quando foi interrompida por um bip de seu celular. Esticou a mão para o aparelho na mesa de cabeceira e viu que era uma mensagem do WhatsApp – 1 mensagem não lida de Henrique Fogaça. Olhou o horário – 00:20 – e sorriu. Não podia ser nada de importante a essa hora, provavelmente era ele pedindo desculpas por hoje. Marcou a página de seu livro, o colocou na cabeceira e abriu a mensagem.

 

“desnecessária essa melação – Henrique Fogaça”

 

Acima da mensagem estava um print da foto que Paola tinha postado no instagram quando chegou em casa: o irlandês olhando para o nada atrás de um prato de salada e a legenda “my love and my best friend”.

Paola franziu os olhos e entrou no instagram de Fogaça, procurando a última foto que ele havia postado. Tinha sido publicada uma hora antes da foto dela e era uma imagem dele com Carine com a legenda “eu e a minha gata”. Paola tirou um print e enviou para ele como resposta, sem dizer nada. Um minuto depois, seu celular vibrou, uma única notificação apareceu na tela.

 

“touché – Henrique Fogaça”


Notas Finais


eu to com sono demais pra reler de novo e decidir se ficou bom ou não
desculpa
me digam vcs
bj no coração


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