História Terapia de Casal - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Casal, Natasha Romanoff, Romance, Romanogers, Steve Rogers
Visualizações 55
Palavras 5.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei...

Borá lá seus pervertidos.

*Se encontrarem algum erro grotesco me avisem.

*Capítulo narrado por Natasha Romanoff

*Partes em itálico são flashbacks ok?

*Algumas frases/parágrafos foram retirados da história da NorthernLigths17, com sua permissão, a original está em inglês. Fazendo a devida citação a essa autora fenomenal!

Vamos que vamos.

Capítulo 3 - Bônus I


Detesto ficar em casa.

Detesto ainda mais quando não tenho nada para fazer. Bufo, irritada, desligando a TV e me levantando.

Maldito Fury.

Eu sou a Viúva Negra, não preciso de alguns dias de descanso. Paro em frente a porta do escritório que o apartamento possui. Meu marido lindo e totalmente apaixonante resolveu trabalhar em casa apenas para me fazer companhia, porém Steve passou a maior parte da manhã dentro desse maldito escritório revisando os relatórios dos Novos Vingadores.

Preciso me divertir. Um sorriso malicioso toma minha face. Hora de brincar querido Rogers.

Ouço Steve desligar o telefone e soltar um suspiro longo.

Não se preocupe, amor. Estou chegando. Assim como você estará chegando ao seu clímax em alguns minutos.

Bato na porta de leve.

—O quê? — Ele pergunta. -

Abro a porta e a carranca no rosto de meu marido automaticamente desaparece, não porque Steve não queria me dar um olhar tão horroroso, mas porque seus olhos imediatamente se grudaram nos meus seios.

Steve Rogers está me saindo um imenso tarado.

Caminho de maneira sedutora, aproximando-me da mesa, tendo toda a atenção de meu querido esposo voltada exclusivamente para mim, enquanto me observa andar.

—Então, Sr. Rogers. - Um sorriso malicioso toma meus lábios, dou a volta na mesa de Steve, me inclino ao lado de meu Capitão. - Como está sua manhã?

Ste levou um minuto para perceber que eu tinha falado algo, e alguns minutos a mais para processar minhas palavras, então, finalmente soltou:

—Longa.

—Oh, pobrezinho do meu Capitão. - Pronuncio com uma voz doce enquanto meus dedos massageiam a pele exposta, por causa das mangas enroladas até o cotovelo, de seu antebraço, apoiado no descanso lateral da cadeira. - E tem sido dura, também?

Steve está trêmulo, sob meu toque...isso me causa uma onda de felicidade ao perceber como tenho um efeito sobre ele. Seus olhos dançam entre meus dedos em seu braço e meus lábios, enquanto ele se inclina na minha direção em sua cadeira, parecendo que está prestes a dar o bote, lambendo seus próprios lábios.

—É. - Sua voz sai em um tom rouco. - Tem, hum, sido uma manhã muito dura.

—Bem, como sua esposa, Sr. Rogers, sinto que é meu dever aliviar um pouco desse seu estresse. Você gostaria que eu fizesse isso?

Me aproximo ainda mais dele, inclinando-me na direção de sua boca.

—E eu penso que é meu dever, sendo seu marido, lhe retribuir o favor, Senhora Rogers. - Steve me responde de prontidão, mais focado agora que um objetivo está claro em sua mente. Seus olhos permanecem fixos nos meus lábios e suas mãos tremem levemente. -

Me afasto abruptamente. Antes que Ste possa me distrair de meu real objetivo com um beijo, e isso não deixou-o muito feliz, já um biquinho surge em seus lábios como se alguém tivesse acabado de queimar a árvore de Natal iluminada e todos os seus brinquedos novinhos em folha debaixo dela, junto.

—Eu quero que você se sente na mesa. - Explico para ele, organizando a logística dos meus próximos movimentos mentalmente. -

Eu espero que ele me lance um olhar inexpressivo e um sermão dizendo que não o controlo e todo blá blá blá, mas, ao invés disso, Ste salta da cadeira, derrubando os relatórios no meio do caminho e se empoleira sobre a mesa, sentando de frente para mim. A perna dele balança para cima e para baixo, impaciente.

Me divirto com isso.

—Você vai me beijar? Eu realmente acho que você deveria me beijar. E, vai ficar entre minhas pernas? Você se sentirá ótima se esfregando em mim assim. Talvez, devêssemos ir para o sofá, aí você pode deitar em cima de mim...

Enquanto meu marido não para de tagarelar, subo na cadeira e sento sobre meus calcanhares, deixando minha cabeça na mesma altura da cintura de Steve. Quando termino de me acomodar, estendo o braço e coloco um dedo sobre os lábios de Ste, parando seus devaneios. Também tenho que ignorar o modo como a língua dele deu uma escapadela para lamber meu dedo ali.

—Rogers...  - Falo em um tom de aviso, olhando diretamente naqueles olhos azuis exageradamente empolgados enquanto ele chupa meu dedo para dentro de sua boca. - Eu não vou fazer nenhuma dessas coisas.

A velocidade na qual a decepção se registra no rosto dele é incrivelmente cômica, mas tendo aborrecido o pobre homem, suficientemente por uma manhã inteira, rapidamente dou as boas notícias para ele.

—Eu não vou fazer nenhuma dessas coisas, mas eu irei te chupar bem gostoso assim que abrir esse zíper aqui.

Steve geme meu nome com a boca ao redor do meu dedo, fechando os olhos com força a medida que o som das minhas palavras o atingem, em seguida abrindo-os num estalo quando me sentiu colocando outro dedo dentro de sua boca.

—Sabe... - Falo para meu loiro, fascinada e ansiosa por prolongar a tortura.- Você sugando meus dedos assim é uma sensação surpreendentemente boa. Eu fico só imaginando a delícia que vai ser a minha boca ao redor de você.

Steve deve estar muito excitado já, porque seus quadris estocam o ar por puro instinto quando falei, embora, logicamente, ele deve saber que não há nenhum tipo de fricção possível ali.

—Não vai demorar muito agora, eu prometo. - Dou um sorriso benevolente para ele, e uso minha mão livre para acariciar-lhe o joelho, apesar de que isso só o deixou ainda mais desesperado. - Mas, antes de começarmos, eu realmente acho que você deve me mostrar como é essa sensação. Chupe meus dedos como você quer me sentir te chupando.

O gemido estrangulado de Ste soa como música para meus ouvidos além de proporcionar uma bela massagem em meu ego. Segurando minha mão, fechando sua boca ao redor de meus dedos e sugando com firmeza.

Meu marido sabe exatamente o que quer.

Enquanto ele faz isso, começo a deslizar minha outra mão do joelho dele, subindo delicadamente pela coxa. Steve continua a escorregar meus dedos para dentro e fora de sua boca, e seus quadris acompanham com pinotes ritmados no ar.

Finalmente chego ao cinto dele, com agilidade desfaço a fivela com apenas uma mão, meu marido permanece gemendo e enroscando sua língua em torno dos meus dedos. Eu sei o que ele quer falar, provavelmente dizer qualquer coisa combinando com a palavra foda-se, e eu compadeci da aflição dele ao abrir o botão de sua calça.

No segundo seguinte em que meus dedos escapam dos lábios de Steve, ele arfa.

—Amor, você está...isso é uma droga de tortura.

Sorrio torto para ele enquanto rapidamente desço o zíper.

—E eu nem comecei ainda.

Steve ergue os quadris de modo que eu possa abaixar suas calças, ofegando rapidamente quando puxo sua boxer de forma brusca sem tomar cuidado com a rigidez de seu membro. Me certifico de que Ste está observando quando levanto minhas duas mãos até a boca e lambo as duas palmas.

—Je-sus. - Os braços de meu esposo cedem, e ele apoia-se nos cotovelos, inclinando o corpo para trás sobre a mesa, com a cabeça jogada também para trás, para que não tivesse que passar pelo suplício de assistir tudo o que eu farei. Ele já está grosso e trepidando, tenho a impressão de que se meu Capitão tiver que assistir todo meu desempenho, a brincadeira acabará numa questão de três segundos. -

Sem perder tempo, me inclino sobre Steve e fecho uma mão ao redor da base de seu membro, massageando seus testículos com a outra.

—CARALHO! PORRA!

Steve grita alto, deixando-me particularmente feliz por fazê—lo perder o controle a ponto de xingar todos os palavrões possíveis.

Começo a acariciar as bolas dele com a minha mão, puxando levemente. A mão que está envolvida na ereção de Steve não fez qualquer movimento, e eu posso sentir um gemido rosnado através do peito dele, enquanto resiste a necessidade urgente de ou rebolar contra o meu punho fechado ou gritar imprecações para mim.

Chegando ao ponto da verdadeira tortura, uso o aperto mantido na base do membro dele para deixá-lo firme no mesmo ponto enquanto tomo sua cabeça sensível com minha boca. Ela já está umedecida por um liquido esbranquiçado e eu sugo tudo, estalando a língua bem alto e de forma pomposa, pressionando-a na aberturinha da extremidade dele para tirar um pouco mais do leite de Steve Rogers.

Em seguida, começo a lamber a ponta uma vez após a outra, ocasionalmente revirando a língua em volta daquela pele sensível. Sei que isso deixa meu marido louco.

—Mmm... você tem um sabor tão bom. - Gemo, descaradamente, com a minha boca ocupada em torno da ereção quase explodindo de Ste, falando nada mais do que a verdade, mas principalmente, porque eu sei que isso acrescentará um toque a mais à tortura. -

A essa altura, Steve já está a beira da insanidade, com a cabeça caída para trás, ofegando num ritmo alucinante. Quando dou uma passada particularmente caprichada com a língua, meu marido engasga com a própria saliva.

—Por favor, por favor... - Sua voz mal sussurra. - Por favor, Nat... por favor...

Liberto a ponta do membro duro dele, tirando-o do calor úmido da minha boca e tirando minhas mãos dele também. Steve geme em total protesto com a perda de nosso contato, como se tivesse acabado de perder uma parte do próprio corpo ou algo igualmente vital.

—Diga-me o que você quer. - Falo para ele, usando minha voz adocicada e sedutora. -

Considerando o marido que tenho, Ste pode ficar incrivelmente hesitante ou inacreditavelmente apressado com esse meu pedido, porém ele acaba me deixando muito satisfeita ao escolher a segunda opção.

Com a cabeça ainda para trás e de peito arfante, ele ordena claramente:

—Me.Chupe.Agora. - Meu loiro rosna impaciente e logo depois acrescenta em um tom mais quieto.-  Por favor.

—Sim, Sr. Rogers.

Dou um sorriso de lado, antes de mergulhá-lo novamente entre meus lábios, até senti-lo tocando o final da minha língua. Sei que meu loiro ama a sensação de ter o fundo da minha garganta tampando a cabeça da sua extensão, engulo ao redor de seu membro e relaxo minha garganta para levá-lo um pouco mais além.

—Porra-porra-PORRA!

Steve geme alto e claro, me fazendo perceber que ele não estava esperando que eu o engolisse por completo daquela maneira. O deixo aproveitar a sensação de ter seu membro todo envolvido pela minha boca, e quando sinto a saliva aumentar excessivamente, movimento minha cabeça para cima e para baixo. Mantenho um nível consistente de sucção enquanto me movo, revirando minha língua ao redor da extensão de Rogers, particularmente na extremidade.

Os cotovelos de Steve cedem, entrando em colapso sobre a mesa, mas ele não parece perceber quando a sua nuca fez um contato bruto com o tampão da mesa. Me inclino mais para frente para conseguir manter meus esforços enquanto meu marido geme, resmunga e arfa, sob um fôlego acelerado.

—A porra da sua boca... molhada... tão quente... Nat... preciso tanto de você.

Eu posso sentir que ele está perto, então adiciono meus dentes a receita, arranhando toda a extensão a cada passada. Foi a gota d'água. Antes que eu possa pensar, as mãos de meu lindo marido se tornam punhos fechados nos meus cabelos enquanto ele estoca dentro da minha boca, sinto seu membro grande atravessando meus lábios para dentro e para fora enquanto eu chupo o mais forte que posso.

Steve começa a uivar, fazendo-me desejar ter espaço suficiente para tocar meu clitóris agora, porque este som desesperado, combinado com o modo que ele empurra minha cabeça, me deixa com mais tesão ainda.

Não demora muito até que Steve enfim empurra minha cabeça totalmente para baixo, fazendo meus lábios tocarem exatamente a base de seu membro enquanto sua extremidade entra parcialmente na minha garganta. Ele me segura daquele jeito enquanto goza, soluçando meu nome alto com seu corpo enrijecendo os músculos a cada espasmo.

Enquanto Ste arfa, tentando tragar oxigênio suficiente para seus pulmões, ele liberta o aperto doloroso que manteve nos meus cabelos, acariciando minha nuca suavemente, provavelmente pronto para dar um piti sobre ter me machucada, ele faz muito isso depois de momentos quentes como esse, antes de suas mãos caírem debilmente nas laterais de seu corpo. Eu passo minha língua por ele, limpando-o completamente de qualquer resíduo do seu gozo e o retiro da minha boca com um estalo, inclinando-me para trás na cadeira para admirar meu trabalho bem realizado.

Meu marido tem um verdadeiro lençol de suor na testa, suas bochechas estão coradas e ele encara o teto da sala com os olhos vazios e o rosto inexpressivo.

Sorrio a constatar que eu acabei de, neste momento, chupar verdadeiros absurdos, até o cérebro de Steve Rogers. Uma lobotomia através de um boquete.

—Então... - Dou um sorriso de lado quando Ste finalmente volta a se apoiar sobre os cotovelos. - Acho que você mencionou algo a respeito de retribuir o favor?

***-***-***-***

Terça de manhã

Acordo sobressaltada, e um pouco dolorida admito, ao ouvir Steve gemendo e murmurando enquanto dorme ao meu lado. Primeiro, penso que ele está tendo algum tipo de pesadelo, mas então ao encará-lo melhor noto que se trata de um sonho bem diferente. Antes que eu possa tomar alguma atitude, meu marido começa a balançar seus quadris enquanto dorme, e embora sua virilha não estivesse tocando diretamente meu corpo, eu posso sentir a extremidade de sua ereção me dando um "olá, bom-dia" pelas costas. Sinto o já conhecido formigamento úmido crescendo entre minhas coxas, nesse exato momento decido que não estou tão dolorida assim.

Somente para provocar, rebolo de volta para Steve, subindo pelo seu corpo levemente até deixá-lo acomodado entre minhas nádegas. Os gemidos dele aumentam enquanto me movo e inconsciente, ou não, meu Capitão passa a se movimentar contra meu corpo também. Pelo jeito, meu marido pode literalmente comer alguém dormindo.

Teoria comprovada.

—Nat...

A voz de Ste não passa de um murmúrio estrangulado e aflito, embora ele permaneça adormecido. O bíceps sobre o qual eu estou apoiando minha cabeça flexiona instintivamente sob mim enquanto eu me esfrego contra o corpo de Steve Super Dotado Rogers, e este braço abruptamente se desdobra envolvendo meus ombros.

Sou puxada para trás, ao encontro do corpo de meu esposo enquanto continuo rebolando, já podendo ouvir sua respiração falhar assim que finalmente ele desperta e percebe nossas posições. Rapidamente cessei meus movimentos.

Sim, Capitão. Eu também sei jogar esse jogo.

—Natasha? — Ele murmura baixo, indagando se eu estou acordada mesmo. —

—O que houve, glória da manhã? — Provoco, para que ele saiba que eu estou completamente ciente do problema...pulsante que ele está tendo. -

Tento rolar para ficar de frente para Steve, inutilmente já que sua mão livre serpenteia pelo meu corpo até me apalpar entre as pernas, sentindo meu sexo.

—Não se mexa, por favor. - Sua voz soa no tom de estou-falando-serenamente-porque-estou-prestes-a-fazer-algo-que-crianças-não-devem-ver. -

Era um pedido duvidoso, de qualquer forma, porque um segundo depois a mão que me apalpa intimamente começa a desenhar uma linha vertical de forma rude, sem se focar em uma parte específica do meu corpo, apenas espalhando aquele líquido por toda a região do meu clitóris. E, agora, claro, nem mil inimigos atacando conseguira me afastar dos poderes da mão mágica de meu marido...eu só espero que os dedos mágicos apareçam pra brincar no play, também.

—Assssim. - Steve sibilou ferozmente, enquanto o braço que está sob meu pescoço e envolvido nos meus ombros desce para que aquela mão tenha acesso aos meus seios. Não sou capaz de segurar o gemido que escapa de meus lábios ao sentir meu esposo girar e puxar meus mamilos. -

Estou em chamas.

Sem aviso prévio, e com uma virada de punho, dois dedos de Steve me penetram e começam a bombear para dentro e para fora imediatamente, enquanto meus músculos já se contraem com a crescente tensão. Não consigo me segurar, começo a puxar o ar em lufadas pesadas e trancadas enquanto Ste trabalha em meus seios e na minha entrada, ainda ínfima, igualando seus gemidos e grunhidos aos meus.

Conheço meu marido, sei que ele está preparando meu corpo para sua grande tomada e eu preciso urgentemente que isso aconteça.

Com outra virada ágil de seu punho, Steve opera sua mão mágica infalível no meu sexo, e eu? Bom, eu grito alto um sonoro: "Caraaaaalho" enquanto mordo seus dedos lá embaixo. Sinto cada vibração de um orgasmo ofertado por Steve Rogers, o próprio Capitão América em pessoa.

Mal consigo abrandar as sensações do meu gozo quando sinto Steve pressionar seu rosto no meu cabelo espalhado por meu pescoço. Seus dedos recuam de minha entrada, totalmente molhada, enquanto seu outro braço se fecha num aperto firme ao redor da minha cintura.

—Erga os braços e segure-se na cabeceira da cama, por favor. Com as duas mãos.

Sinto um arrepio passar por todo meu corpo. Steve usou o tom! Aquele tom! O tom: estou no comando e vou te foder até que não tenha mais uma gota de esperma dentro de minhas bolas.

Subo as duas mãos, agarrando com força as barras de metal que compunham a cabeceira de nossa luxuosa cama.

—Muito bem, Natasha. - Ste ronrona sua aprovação para mim. -

Seu rosto havia atravessado a cortina que meu cabelo forma sobre o pescoço para que ele possa grudar a boca aberta num ponto sensível na base da nuca, e eu sinto seu hálito quente perto do meu ouvido enquanto ele fala em um sussurro rouco.

—Deitada desse jeito, completamente entregue, indefesa, sem poder algum...Nem ao menos parece a temida Viúva Negra. Você me pertence, Romanoff.

Gemo alto, concordando mesmo sem usar palavras, para não deixar dúvidas. Sou dele. Só dele. Apenas ele é capaz de me satisfazer completamente.

No segundo seguinte, segurando minhas coxas afastadas uma da outra, Ste se enterrou em mim, preenchendo-me até o limite máximo com apenas uma única estocada, deixando escapar um resfolego que sinto no meu pescoço. Mal tenho tempo de apreciar a perfeição que é ter Steve Rogers encaixado da forma mais exata em mim, pois logo sinto seus movimentos sobre a cama. Steve usa o braço em volta da minha cintura e a mão que mantém meus quadris abertos para manipular meu corpo e me invadir com seu membro, martelando sua pélvis num ritmo de ida e vinda de igual compasso, como se suas ações não fossem suficientes para a rapidez que deseja ou como se ainda não fosse forte o bastante, profundo o bastante.

—Caralh... - Arfo, como uma verdadeira garota de propaganda da articulação de palavras inúteis, começo a chocar meus quadris em respostas, usando minha mão grudada em torno da cabeceira da cama como apoio. Meu marido começa a gemer sem parar, em tom crescente, enquanto nossos corpos colidem, em seguida Steve traz sua mão que agarra meus quadris para sentir meu clitóris. -

Contrariando totalmente o que penso e mostrando que pode sempre me surpreender mais e mais, Ste usa seus dedos para separa meus lábios íntimos e começa a rudemente esfregar seus dígitos no meu centro pulsante a cada estocada de seu membro selvagem e descontrolado.

—Goza para mim...

Steve ordena numa voz possessiva. Cada comando que Rogers me dá parece multiplicar meu tesão, e eu faço uma nota mental de dizer isso para ele. Já estou no limite do limite, mas quando meu marido inesperadamente morde a minha nuca, me fazendo sentir seus dentes cravados na minha pele enquanto sua boca suga com avidez, me jogo do precipício.

Espremo meus músculos, gozando em torno da dureza gloriosa de Steve Roger, meu gostoso marido, enquanto ele rosna meu nome em alívio, se contorcendo logo em seguida para despejar seu liquido quente dentro de mim, tendo segurado seu orgasmo até que eu tivesse tido o meu primeiro.

Após alguns instantes, meu esposo gentilmente se retira de dentro de meu corpo, fazendo o mesmo som de protesto de ontem a noite. Eu não posso culpá-lo por isso -realmente adoro senti-lo me preenchendo tanto quanto ele. Embora, acho que agora eu entenda melhor o significado de esfolada até o osso. Acabei de ser totalmente deflorada e esfolada, e permaneço ansiosa por uma nova oportunidade para sentir tudo de novo.

—Não sinto minhas pernas. - Sussurro. -

—Não sinto qualquer parte do meu corpo. - Sua voz sai arrastada. -

Forço meu corpo a se mover, jogando-me em cima de meu marido.

—Sexo matinal deveria ser considerado uma da sete maravilhas do mundo. - Meu loiro ri, não resisto em lhe dar um selinho. -

Eu até quero algo mais, mas um choro vindo da babá eletrônica indica que Fredrerico acordou.

—Pelo menos conseguimos brincar um pouco.

—Oh, sim. - Me jogo para o lado. - Sentirei o efeito dessa brincadeira por pelo menos três dias.

Enquanto observo meu loiro se levantar e vestir sua calça de moletom, chego a uma grande conclusão: Sexo definitivamente não é um problema em meu casamento.

Sou retirada de minhas lembranças daquela manhã de segunda e terça feira, ao notar que Ste caminha em minha direção. Me seguro para não revirar os olhos.

—E este?

—Não.

—Este?

—Não.

—Este daqui?

—Não.

Meu marido respira fundo, irritado

—E este?

—Steve, o menino já tem um nome ridículo você ainda quer colocá-lo em um macacão verde musgo? - Arqueio a sobrancelha. - O que você quer? Que nosso filho sofra bullying antes mesmo de completar um ano?

Apesar de tentar não consigo ignorar o sorriso que meu loiro me lança.

Nosso.

Nosso filho.

Quando me tornei tão sentimental?

Volto a observar Steve andar de um lado para o outro na grande loja de roupas infantis. Encaro meu relógio, duas horas e meia que me encontro sentada enquanto meu marido corre para lá e para cá e detalhe: com um bando de ninfetas, vulgo atendentes, atrás de si.

—E este aqui? - Dou de ombros para o macacão azul que Rogers me mostra. -

—E este aqui, Natasha?  Uma das ninfetas questiona. -

—Cancela essa intimidade que você acha que tem comigo.

A atendente morena sorri, sem graça

—Desculpe...hã..gostou desse, Senhora Rogers?

—Detestei. Assim como detestei essa sua cara de vadia que caiu da mudança.

—Natasha!

Ignoro Rogers e foco meu olhar no projeto de ser humano a minha frente.

—Desculpe, Senhora Rogers. - Seu rosto demonstra constrangimento, mas seus olhos...

—Olha de novo para o meu marido e eu coloco sua cabeça em exposição naquela vitrine.

—Nat!

—Calado, Rogers. Até parece que não está vendo esse monte de galinhas correndo atrás de você, que inferno! - Brado, irada. - Você virou o quê? Milho? Só isso explica esse bando de ave ciscando em volta.

—Elas estão trabalhando. - O loiro me responde, entre dentes.-

—Sei bem o trabalho que elas querem fazer... pois saiba, queridinha, que esse - Aponto para um lugar específico da calça de Steve. - É todinho meu. São dezoi...

—NATASHA!

Viro-me para Steve.

Um Steve vermelho como pimentão.

—Quero ir embora. Estou cansada, Fred está cansado... - Olho para o garotinho de seis meses que permanece quietinho em seu carrinho de bebê. -

—Vamos. - Grunhiu. - Vou apenas pagar essa peça.

Afirmo. Minutos depois saímos da loja.

—Quanto essa roupa custou? - Indago. -

—Cem dólares.

Engasgo com minha própria saliva.

—O quê? - Controlo-me para não matar meu querido esposo. -

—É uma roupa de marca.

—Marca? Fred vai usar isso uma vez e pronto. Crianças crescem em um piscar de olhos.

—O dinheiro é meu.

—Desculpa, Senhor Sou Rico...- Uso um tom sarcástico. - Achei que fôssemos casados.

Steve respira fundo.

—O que está havendo, Natasha? Você está toda estranha desde quarta feira.

Reviro os olhos

—Vamos comer Rogers.

Empurro o carrinho com Fred em direção a praça de alimentação. Enquanto Steve enfrenta uma das grandes filas dos fast foods para fazer nossos pedidos, procuro um lugar tranquilo para me sentar, uma tarefa quase impossível já que o shopping está lotado. Por fim, acho uma mesa um pouco afastada de toda essa loucura.

—Seu pai é um idiota Fedrerico. - Noto a movimentação de pessoas a minha frente. - Ele está agindo como se não soubesse o que fez. - Volto meu olhar para duas orbes azuis. Fedrerico me lança um sorriso banguela. - Mas você não tem culpa disso, não é, meu bem? - Pego-o no colo, cheiro o pescocinho de Fred o fazendo abrir um amplo sorriso. -

—Hey, como vai a mais nova mamãe do pedaço?

Paro de andar e encaro Barton.

—Clint, você gosta de ter um pênis? — Meu amigo engole em seco.- Foi o que pensei.

Volto a caminhar, assim que passo pela grande porta da sala de reuniões da S.H.I.E.L.D, tenho o desprazer de dar de cara com Stark.

—Olha a mamãe aranha ai gente. - Tony gira a cadeira que está sentado. - Me diga, Natasha, como é acordar as duas da manhã para trocar fralda suja? — Apoia o queixo sobre as mãos. -

—Stark, você gosta de ter um pênis?

—Você não ousaria. — Arregala os olhos em total descrença. -

—Oh sim, e eu mandaria ele embrulhado em uma pequena caixa de presentes para a Pepper.

Tony revira os olhos, se recostando na cadeira.

—Parece que o Cap não está comparecendo. - Resmunga. Finjo que não ouvi, mas para o meu desespero Thor parece bem interessado na última frase de Tony. -

—Comparecendo? — Questiona o loiro de maneira confusa. -

—É..sabe..— Tony faz um gesto obsceno para Thor que imediatamente entende. -

—Não acho que seja isso. - O Asgardiano pronuncia, firme. -

Por fora continuo séria, porém, por dentro, sinto meu coração disparar enquanto lembro-me de segunda e terça.

Steve estava insaciável.

—O quê?

Saio de meus devaneios ao notar a incredulidade presente na voz de Clint. Stark ri de maneira exagerada, Clint me encara de olhos arregalados e Thor...bom o filho de Odin parece não entender nada.

—Sim. O Capitão Rogers nos disse que está fazendo terapia para resolver alguns problemas do casamento.

—Thor...

Porém o Asgardiano não ligou para o tom repreensivo na voz de Clint.

—Nós? — Indago. -

—Barnes e eu.

—E o que mais ele disse? — Indago, ácida. -

—Que vocês precisam se entender melhor, Lady Romanoff...O Capitão disse que você é muito mandona e ambos divergem em como educar o pequeno Rogers. E também...

Me levanto, furiosa, derrubo a cadeira e saio da sala. Ao passar por um dos corredores faço questão de ignorar os gritos de Fury e o olhar incrédulo de Hill. Tudo que eu preciso no momento é de Steve Rogers.

Sendo o meu saco de pancadas.

—Um bebê!

Uma monstrinha, entendam por criança, para ao meu lado.

—Um bebê! - Repete. -

Não...é um Alien.

—É... - Afirmo, meio incerta. Patético Natasha. -

—Posso pegar?

A monstrinha, que não deve ter mais de sete anos, me questiona.

—Não.

—Por quê?

—Ele é muito pequeno, você pode derrubá-lo.

—Não vou.

Senhor, dai-me paciência.

—Hum..olá.

Graças a Deus, Steve chega trazendo uma bandeja repleta de coisas. Ao sentir o cheiro percebo o quanto estou faminta.

—Oi.

Reviro os olhos, coloco Fedrerico no carrinho e lhe dou um mordedor.

—Você demorou.

—A fila estava grande.

—Entendi. Onde está...?

—A menininha? - Questiona, enquanto se senta a minha frente. - Já foi embora.

Bufo

Crianças

—Espero que Fred não seja assim. -Coloco ketchup em minhas batatas fritas. -

—Assim como? - Me pergunta enquanto abre a embalagem de seu lanche. -

—Sem noção.

—Inocente você quer dizer.

—Que seja. - Dou de ombros. - Mas nunca vou deixa-lo sozinho em uma praça de alimentação lotada como esta.

—São crianças, amor, não dá para controlá-las o tempo todo.

—Rum..

Depois disso trocamos poucas palavras, Steve me encara de forma inquisidora, mas acho que minha cara de poucos amigos é o bastante para mantê-lo em silêncio.

Isso até entrarmos no carro.

—Okay, Natasha, não aguento mais essa sua indiferença. Segunda e terça estava tudo maravilhoso, quarta, depois que cheguei da S.H.I.E.L.D, parece que você me olha como se fosse me matar a qualquer momento.

—Não quero papo, Ste. - Resmungo. -

—Então, por que veio ao shopping comigo?

—Para proteger o que é meu. Um homem bonito com um bebê mais bonito ainda, é como um ímã para vadias.

Meu inocente marido parece não notar isso.

—Lembra o que Dr. Charles disse sobre comunicação?

—Ah sim, me lembro também que era para nos comunicarmos - Indico nós dois. - E não sairmos falando da nossa vida pessoal para os outros. - Rosno.-

—Bucky te contou! - Afirma. -

—Bucky, Thor, como você pode?

—Nós estávamos apenas conversando.

—E falar tudo sobre nossa vida pessoal é super normal em uma conversa, não é?

—Eu não falei da nossa vida pessoal.

—Eu tenho cara de idiota, Rogers? Thor me contou tudo.

Meu marido respira fundo.

—Tudo bem, eu pisei na bola...apenas queria uma opinião de fora. Aposto que você falou com o Clint também.

—Posso ter comentado algo bem por cima.

—Está vendo, então quem é você para me dar lição de moral?

—Eu sou sua esposa, seu cretino filho da puta. - Minha voz sobe algumas oitavas o que faz Fred resmungar. - É comigo que você deve conversar quando tiver alguma dúvida sobre nosso relacionamento. Primeiro comigo depois com seus amigos.

—Isso tudo porque falei com eles primeiro?

—Vamos embora, Steve, cansei de discutir sobre isso.

—Não estamos discutindo, apenas conversando.

—Converse com seus amigos.

—Atitude muito madura essa a sua. - Ele liga o carro. - Amor... me desculpe, okay? Eu deveria ter conversado com você.

—Deveria mesmo.

—Não vai acontecer novamente. - Desliga o carro. - Eu prometo. - Inclina-se, beijando meu pescoço. -

Droga de homem gentil.

—Você não vai conseguir me seduzir, Rogers. - Digo, tentando evitar que um sorriso apareça em meus lábios. -

—Por quê?

—Porque estou dolorida de segunda feira e terça de manhã.

—Gosto disso..

—Gosta é?

—Humrum...mostra o quão bom eu sou.

—Eu sou melhor.

—É mesmo?

—Claro. - Viro-me, encarando-o olho no olho. - E mal vejo a hora de te algemar...abusar desse seu corpo sexy novamente...- Sussurro de maneira sedutora. -

—Natasha. - Sua voz sai falha. -

Dou uma pequena risada

—Vamos embora, Ste.

—Não mereço sequer um beijo? - Faz um biquinho. -

—Só um. - Lhe dou um selinho. -

E vamos para mais uma sessão de terapia!


Notas Finais


Mais quatro capítulos e chegamos ao fim. (duas sessões e dois bônus).

Deixe um comentário e faça uma autora feliz :)

Grande Beijo

Tia J sz


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