História The Clash 3 - The Acceptance, The Force and Goodbye - Capítulo 28


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abandono, Amor, Descoberta, Dor, Gay, Sexualiadade
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Palavras 5.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ola!!! Trazendo mais um capitulo... Iniciando a caçada contra a G.T em uma missão super arriscada, será que eles finalmente vão conseguir se livrar desse mal e ainda salvar uma vida inocente? Vamos lá...

Capitulo narrado pela Lucy

Boa Leitura

Capítulo 28 - Miller! Evans! Johnson! Green! Hudson!


 

— Negativo. Sem chance. Não... Não mesmo! — minha mãe nega alterada.

 

   Logo depois de anunciar que sabia a localização da Michelle, começamos a nos mover. — Anna foi até o Robert e o Jeff. — Sarah e eu estamos aqui no escritório da minha mãe, em seu restaurante. — Nós duas fizemos um acordo de nunca mais mentirmos uma para outra, estou cumprindo minha promessa, contei a ela o que Anna me contou, mas obviamente ela não se agradou coma ideia de eu ir confrontar a Michelle.

 

— É o único jeito. — insisto. — Sabe que a Michelle pode ser bem persuasiva, e sabe também que o alvo dela somos nós, só nós podemos acabar com isso.

— Não quero saber. — minha mãe protesta. — E você Sarah? Sempre foi uma garota sensata, coloca um pouco de juízo na cabeça da sua amiga.

— Desculpa Senhora Evans, mas eu sou obrigada a concordar com a Lucy dessa vez. — Sarah diz para o desgosto de minha mãe. — Somos os únicos capazes de parar a Michelle. Ano passado tentamos a ajuda da polícia e o que deu? O Robert foi preso, e todas as vezes que chegamos perto demais da verdade tentavam nos matar.

— Vocês já sabem da verdade, o que a impede de fazer isso agora? Ela tentou matar o próprio sobrinho e a filha da Jéssica no final do ano passado, ou já se esqueceram disso?

— Ela tentou me matar de diversas maneiras no tempo que estive desaparecida. — conto. — Tentou queimar a Sarah e a Jéssica vivas, fez o Max se tornar um viciado, e está matando o namorado do Jeff, e o que podemos fazer? Nada... De alguma forma ela controla a polícia local, e nós, apenas nós cinco podemos chegar até ela e acabar com tudo isso de uma vez por todas.

— Vocês são crianças, parem de querer agir como adultos.

— Não foi uma escolha nossa Sra. Evans. — Sarah fala. — Fomos forçados a isso, e a Lucy está certa. Se não pararmos a Michelle agora o que mais ela irá fazer? Até mesmo contra sua própria vida ela atentou, para impedir que revelasse algo sobre a Lily e o Spencer, lembra? Temos que agir agora enquanto ela ainda não sabe que todos nós sabemos da verdade.

— E o que garante que ela já não saiba?

— Eu. — falo. — Michelle sabe que sou fria o bastante para deixar todos de lado e agir por conta própria, e ela também ameaçou o Alex caso eu fizesse algo.

— Meu neto?

— Está vendo. — Sarah volta a falar. — Se não fizermos algo rápido, pode acontecer algo horrível.

 

   Minha mãe se senta no sofá com as mãos na cabeça. — Não era minha intenção deixa-la assim, esse é um dos motivos de eu não querer revelar ao meu pai e ao Tio Paul o que sabemos. Se minha mãe já está agindo assim, Tio Paul e meu pai nos trancariam em casa, e acabariam fazendo alguma besteira.

 

— Eu vou com vocês. — ela diz para nossa surpresa. — E não adianta protestarem. Eu nunca iria deixar você ir a algum lugar, sozinha, ainda mais com esse intuito.

— É perigoso. — alerto.

— Eu sou sua mãe.

 

   Ela então levanta e passa a mão em meu rosto. — Me sinto tão estranha.

 

— É meu dever te proteger. E como todos bem sabem, eu sou uma das causadoras disso tudo, então também é dever meu ajudar a acabar com isso.

 

   A abraço de repente. — Eu estou preocupada com minha mãe querendo ir com a gente, mas ao mesmo tempo me sinto um pouco aliviada. Eu estava com medo de enfrentar isso... E não voltar, não ser capaz de pedir perdão aos meus pais por tudo que fiz e faço.

 

— Certo... O que a Lily sabe? — minha mãe pergunta.

 

   Engulo em seco e Sarah também me encara curiosa. — Eu não disse a elas que foi a Anna que descobriu. Eu não tenho muita certeza se a Lily sabe sobre isso ou não. E acho melhor não revelar isso agora.

 

— A Anna vai liderar a missão. — conto.

— Por quê? — Sarah pergunta intrigada. — Eu achei que a Lily tinha dito que ela era muito instável para ir atrás da Michelle sozinha.

— A Anna salvou minha vida. — falo. — Eu confio nela.

— E eu confio em você. — minha mãe diz.

 

   Okay! Primeira parte resolvida.

 

   O que eu preciso agora cabe ao Patrick. — De acordo com Anna, Michelle está em algum lugar do Texas. Quando conversei com a Jéssica, pelo telefone, ela ficou um pouco preocupada, pois dois dos antigos membros da Gangue dos Trilhos estão lá. — O que me lembra de uma coisa, e talvez faça sentido a Michelle ter ido para lá. — Jéssica me disse no ano passado que Samantha, a antiga amante do antigo líder da Gangue dos Trilhos, era uma das que sabia a verdadeira identidade da G.T. — Eu não sei se ela estava se referindo ao Spencer, mas uma coisa é certa, quando Samantha viu o Spencer ela ficou tão surpresa quanto à gente. O que pode significar que ela sabe quem de fato é a G.T. E talvez seja esse o motivo da Michelle ter ido ao Texas. — Jenny viu quando Michelle matou a sangue frio o médico que a ajudou a envenenar o Nicholas. Talvez ela esteja querendo limpar toda sujeira que deixou pelo caminho até agora. Talvez ela esteja se livrando daqueles que não tem mais utilidade para ela. — E Samantha é um risco, pois ela está do nosso lado agora, e Michelle sabendo que ela sabe sua identidade, pode estar querendo se livrar dela... Querendo mata-la. — Patrick está usando todo seu conhecimento para encontrar o lugar onde Samantha e J.K estão se escondendo no Texas.

 

..........

 

   Sarah e eu chegamos à praça, que não fica longe do restaurante. — Marcamos de nos encontrar aqui com a Jéssica.

 

— Demoraram demais. — ela reclama.

 

   Jéssica está irreconhecível. Está usando uma peruca preta, curta, roupas de frio, muito pesadas. — Jéssica ainda é uma foragida da justiça, ainda está sendo procurada por envolvimento com o crime, o rombo que deixou na empresa.

 

— Anna me explicou o que querem fazer. — Jéssica fala. — Você tem certeza que quer reunir todos vocês para confrontar a Michelle? Isso não seria fazer justamente o que ela quer? Juntar todos vocês em um só lugar?

— Ainda falta o Max. — Sarah fala.

— Mas o Max não é uma opção. — descarto. — Podemos contar com a sua ajuda?

— Não se esqueça de que fui eu que te trouxe de volta para casa. — Jéssica afirma.

 

   Jéssica cobre parte do rosto com o casaco no exato momento em que uma viatura de polícia para na entrada da praça.

 

— Uma emboscada?

— Não. — digo tão assustada quanto.  — Deve ser só ronda padrão.

 

   Vejo uma mulher sair da viatura. Ela é alta, branca, quase tão branca quanto à neve. Está usando a farda policial com um casaco pesado por cima, seus cabelos loiros estão esmagados embaixo da boina do uniforme. — Essa mulher... Ela me é familiar, mas eu não consigo lembrar, de onde a conheço.

 

— É a Kristin. — Sarah diz. — Ela é... Alguma coisa da Anna.

 

   Ah sim! Agora me lembro. — Ela vem andando em passos pesados até a gente.

 

— Lucy Evans. — Kristin, a policial, fala. — O que faz andando por ai?

— Não posso mais andar pela cidade? — pergunto confusa.

— É só que... Com seu sequestrador ainda desaparecido, todo cuidado é pouco.

— Não é como se eu fosse ser atacada em plena luz do dia, não é?

 

   Percebo seu olhar desviar do meu, e quando percebo a vejo encarando Jéssica.

 

— Eu te conheço de algum lugar. — Kristin observa. — Pode abaixar um pouco o casaco, por favor?

— Estou doente. — Jéssica força a voz. — Não posso pegar muita friagem.

— É só por um instante. — Kristin a pressiona.

 

   Repentinamente Jéssica dá uma rasteira em Kristin, fazendo-a cair. Ela se vira de costas e corre, porém a policial pula contra suas pernas, derrubando-a na neve fofa. — O que diabos foi isso?

 

— Quem é você? — Kristin questiona puxando seu casaco.

 

   Jéssica se debate o que faz a peruca se soltar.

 

— Jéssica Johnson! — ela grita. — Por que está com a Jéssica John...

 

   Jéssica simplesmente a empurra, se levanta com certa dificuldade e começa a correr. — Sinto que vou me arrepender disso. — Avanço indo em direção a Kristin, porém Sarah me impede.

 

— Não. — ela diz em sussurros. — Você ajuda a Jéssica, eu ganho um tempo com essa aqui.

— Tem certeza?

— Anda logo.

 

   Sarah corre e agarra a policial pelos braços, que força tentando se soltar.

 

— Eu sou Sarah. — ela fala. — Sou amiga da Anna.

 

   Kristin a encara intrigada.

 

— Você é a garota que quase morreu queimada dentro de casa. — Kristin observa. — Quais as chances de uma garota sequestrada, de uma que teve a vida tentada, e uma foragida estarem no mesmo lugar?

— Okay, eu não queria começar nossa conversa assim.

 

   Corro no exato momento em que Sarah empurra Kristin, que cambaleia para trás. — Essa era a ideia da Sarah? — Kristin se vê confusa, Jéssica já sumiu de seu campo de visão, e tudo que ela tem agora somos nós, que estávamos acompanhando uma foragida, e agora Sarah simplesmente atacou uma policial. — Me afasto das duas e me escondo próximo à entrada da praça. — Onde elas estão? — Vejo então Sarah correndo com dificuldades... Ela está correndo de salto... Na neve. — Eu preciso fazer alguma coisa, a última coisa que precisamos é da Sarah presa.

 

— Menina eu só quero conversar! — Kristin grita tentando alcança-la.

— Para de me seguir!

 

   Meu coração gela quando sinto alguém tocar em meu ombro, olho para trás e vejo Jéssica segurando um pedaço de madeira.

 

— Vai atacar uma policial? Enlouqueceu?

— Não. — ela fala. — Precisamos criar uma distração para aquela retardada conseguir sair dali.

— Não fale assim da Sarah! — protesto. — Só eu posso xingar meus amigos.

— Que seja.

 

   Jéssica pega a madeira, se aproxima da viatura e começa a bater, e bater, até que finalmente o alarme soa. — Consigo ver Kristin parar de correr, e vejo Sarah saindo pela outra entrada da praça. — Corro junto a Jéssica no exato momento em que a policial volta para perto da viatura.

 

— Você é louca! — grito.

— Agora mais do que nunca precisamos da Anna. — Jéssica observa. — Se essa policial ficar nos perseguindo, nosso plano vai por água abaixo.

— Isso não. — digo.

— Gente vem... Rápido!

 

   Vemos Sarah parada em frente a um táxi. Entramos as três nele, que logo acelera. — Já não consigo mais ver a viatura, e a praça tomou uma certa distância.

 

— E agora? — Sarah pergunta assustada.

— Lucy você precisa ver se o Patrick conseguiu alguma coisa. — Jéssica fala. — Sarah, você vem comigo, preciso de algumas coisas antes de sairmos da cidade.

 

   Encaro o taxista. — Isso é loucura, acabamos de atacar uma policial apenas para proteger a Jéssica. Realmente tomamos um caminho sem volta. — Se não pararmos a Michelle nessa viagem, certamente estaremos em grandes problemas quando voltarmos.

 

 

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POV NARRADOR

 

— Você me ouviu? — Anna pergunta.

— Eu não sou surdo. — Robert grita irritado.

 

   Jeff, Robert e Anna estão na casa dos Green. — Anna e Jeff finalmente revelaram ao Robert a verdadeira identidade da G.T. O que o deixou transtornado. Anna também contou o plano que tiveram para impedir a Michelle de seguir adiante.

 

— Ir pro Texas pra impedir uma Psicopata que por sinal é a mulher que criou o meu irmão. — Robert diz alterado. — Isso é loucura.

— Mas tem que ser feito. — Jeff diz friamente. — Michelle tem que pagar por tudo que fez de uma forma lenta e dolorosa.

— Olha você está de pé. — Anna diz confusa. — Quando foi que o milagre aconteceu na sua vida? Encontrou Jesus queridinho? Brincadeira ele não existe. Espera você é religioso? Talvez ele possa existir, mas você é gay... Deus gosta dos gays? Estou confusa.

— Anna! — Robert e Jeff gritam juntos.

— Que foi?

— Podemos nos concentrar no que é importante? — Jeff pede.

— Claro, falaremos do seu milagre outra hora. — ela diz. — Mas enfim... Já está tudo preparado, nós precisamos dos cinco juntos para acabar com a Michelle.

— Mas o Max ainda está na reabilitação. — Robert observa.

— Sabemos disso. Mas precisamos de vocês. — ela insiste. — Você sabe que de todos agora a Michelle vai concentrar o ódio dela em você.

— Oh! Por quê? — Robert questiona confuso.

— Você é um Green. Michelle odeia os Green, ela odeia o Max por ter sangue dos Green, odeia você e a Melissa... E agora, nasceu uma criança que nas veias dela corre o sangue...

— Não termina. — a voz do Robert soa firme. — Eu não vou deixar que nada aconteça com meu filho.

— Eu vou falar com o Nicholas. — Jeff diz pegando o celular.

 

   Anna repentinamente da um tapa na mão do Jeff, fazendo seu celular voar longe. — Jeff fica de boca aberta sem entender nada.

 

— É uma missão secreta, sabe o que significa secreta?

— Cara! Eu juro se tiver quebrado eu afundo os restos dele na sua cara. — Jeff grita irritado.

— Credo, eu sou uma dama.

— Dama meu ovo.

— Delicado. — ela murmura sarcástica.

 

   Robert suspira fortemente e se senta no sofá.

 

— Tudo bem? — Anna pergunta.

— Não. — ele responde. — Mas vai ficar. Eu vou ajudar, vamos parar a G.T de uma vez, eu não posso deixar meu filho correndo perigo.

 

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POV LUCY

 

   Chego à mansão Miller apressada. — Ainda estou um pouco agitada pelo ocorrido ainda a pouco com a policial. — Sou recebida por Juan. Entro apressada sem nem mesmo cumprimenta-lo, mas mesmo com a pressa pude ver de relance o Tio Paul na sala de estar com alguns homens, entre eles o pai da Penélope, a noiva do Max.

 

— Está acontecendo alguma coisa? — pergunto a Patrick assim que entro em seu quarto. — Por que o pai daquela garota está aqui?

— Olá pra você também. — ele diz encarando seu notebook. — De quem está falando? Eu estou trancado aqui dentro desde que saímos escondido da escola.

— O pai da Penélope está lá em baixo com o pai do Max e outros homens.

— Ah! — ele finalmente me encara. — O Max resolveu seguir adiante com o casamento, mesmo a Penélope tendo afirmado que a parceria não seria desfeita caso eles rompessem.

 

   O que? — Por que diabos o Max faria algo assim? — Mas isso não é o importante agora, foco Lucy!

 

— Alguma coisa? — pergunto. — Da Michelle.

— Ela realmente está no Texas. — Patrick conta. — Em uma cidadezinha chamada Fredericksburg. Bom na verdade ela ainda não está lá, quem estão lá são aqueles dois que eram da Gangue dos Trilhos.

— Samantha e o J.K. — falo. — Okay... Nós temos que encontra-los antes que a Michelle os encontre, e lá preparamos uma emboscada.

— Parece simples demais.

— Não temos tempo e nem condições de agir de outra forma. — afirmo. — Michelle matou pessoas apenas para nos atingir, matou a pessoa que estava ajudando ela a envenenar o Nicholas, e agora vai matar a Samantha que mal se lembra que a Michelle é a G.T.

 

   Um barulho estranho me assusta, e a face de Patrick me assusta ainda mais.

 

— O que disse?

 

   Olho para trás receosa e vejo Paul com a as mãos no peito, ofegante. — Merda! Ele me ouviu?

 

— Tio Paul? — Patrick o chama assustado.

— Repete o que disse Lucy! — ele agora se altera. — Você disse que a Michelle é a G.T, minha Michelle?

 

   Meu coração está batendo forte. — O que eu faço? — Olho para Patrick, que me lança um olhar de confusão. — Eu não tenho escapatória, uma hora ou outra o Paul teria que descobrir a verdade, e sabendo agora sobre a Michelle, ele será capaz de proteger o Max.

 

— Desculpa. — peço. — Mas é verdade. Foi a Michelle que me sequestrou e tentou me matar, foi ela que tem feito de nossas vidas um inferno todo esse tempo.

 

   O pai do Max aperta o peito e cai de joelhos no chão.

 

— Paul?

 

   Patrick e eu corremos até ele. — Ele está tendo um ataque do coração?

 

— O remédio dele. — grito para Patrick. — Anda... Rápido!

 

   Patrick sai correndo do quarto. — O que eu fui fazer?

 

— Por favor, não morre. — peço assustada. — Por favor.

 

   O ajudo a levantar e o coloco sentado na cama. Logo em seguida Patrick volta correndo com uma garrafa de água e seus remédios. — Começo a me tranquilizar assim que o vejo respirar mais calmamente após tomar o remédio.

 

— Você tem certeza do que está falando? — ele pergunta ainda ofegante.

— Eu queria estar errada.

— Mas... Por quê?

— Por causa da filha dela. — conto. — A filha que vocês dois tiveram, mas que nasceu morta, e vocês trocaram pelo filho que teve com a Lily. Michelle sempre soube que estava gravida de uma menina, ela me disse... Ela me contou que tentou amar o Max, mas foi impossível pra ela.

— Então... Durante todos esses anos, quem vem nos torturando... Não! Eu não posso acreditar nisso.

— Onde a Tia está agora? — Patrick pergunta.

— Foi visitar meus pais em Los Angeles. — ele responde.

 

   Patrick pega seu notebook e mostra para Paul o que está na tela.

 

— Michelle desembarcou em algum lugar do Texas há alguns dias. — ele fala.

— Por que ela iria ao Texas?

— Porque ela está indo matar uma pessoa. — revelo.

 

   Não tenho alternativa, eu preciso contar a ele toda a verdade. — Conto tudo o que Michelle me contou no navio, sobre seus motivos, o passado, o abuso contra o Max, o fazendo acreditar que era o Paul. Conto também das ameaças, das tentativas de nos matar... E de seu último ataque, que resultou na morte de um médico.

 

— Isso é demais pra mim. — ele se recusa a aceitar. — Ela ama o Maximilian, ela jamais o machucaria.

— Eu pensei a mesma coisa. — grito. — Até o momento em que ela me arrastou pelos cabelos e mandou que seus homens atirassem em mim.

 

   Lágrimas caem dos meus olhos. — Eu não queria lembrar... Não queria.

 

— Ela tentou me matar, tentou matar a Sarah e a Jéssica, tentou matar o Patrick e a Jenny, está envenenando o namorado do Jeff, fez o Max se tornar um viciado... A Michelle é a G.T! — grito.

— Já chega! — ele também aumenta o tom.

 

   Paul começa a bagunçar os cabelos e a andar de um lado para o outro. — Não faço ideia do que está se passando em sua cabeça agora, mas ele finalmente está abrindo os olhos, ou pelo menos agora está pensando sobre isso.

 

— Tio. — Patrick tenta ir até ele.

— Você sabia disso desde que voltou. — Paul fala. — E não disse nada, por quê?

— Eu tive medo. — falo. — Eu não sabia o que ela seria capaz de fazer se eu falasse alguma coisa, ela ameaçou o Max, você... Meu filho, todo mundo. Eu não podia arriscar.

— E resolveu mais uma vez agir por conta própria.

— Não é como se eu tivesse escolhido isso. Eu não tive escolha.

— Tio, nós temos um plano, nós podemos fazer isso acabar, confia na gente. — Patrick pede.

— Confiar no garoto que entregou meu filho a um psicopata, e uma garota que foi capaz de esconder algo tão grave.

— Por favor. — peço indo até ele. — Não me culpe.

— Eu não estou te culpando por nada, Lucy, só estou decepcionado por não confiar em mim.

— Desculpa, mas você não é a pessoa mais confiável do mundo, fora que você odiando o Max poderia achar que era coisa da minha cabeça.

 

   Paul começa a andar na direção da porta.

 

— O que vai fazer? — pergunto.

— Eu acabei de descobrir que minha esposa é uma louca psicopata. — ele fala. — Acho que eu tenho todo o direito de digerir isso um pouco, não é?

 

   Ele sai do quarto batendo a porta. — Isso foi muito mais intenso do que eu achei que seria. Não é para menos, ele se deita na mesma cama da pessoa que vem o torturando há anos. — Sento-me na cama junto a Patrick.

 

— Está bem? — ele pergunta.

— Sei lá. Eu só queria que as coisas pudessem voltar a ser como antes.

— E vão. Assim que a gente pegar a Michelle, eu prometo Lucy.

 

   Patrick vira meu rosto para o dele.

 

— Eu prometo. Nós vamos acabar com isso... Juntos.

 

   Eu então o beijo. — Eu não estou mais sozinha, não é como se eu estivesse de volta ao Brasil lutando para sobreviver sozinha... Meus amigos estão aqui comigo, minha família... Nós vamos fazer isso, juntos, e dessa vez, a Michelle não tem escapatória.

 

..........

 

   Já é tarde da noite, estamos todos na minha casa. Sarah, Anna, Jasper, Jeff, Patrick, Robert, Jenny, Matthew, Jéssica... Meus pais. — Contamos a todos tudo o que sabíamos. Meus pais contaram suas versões de tudo, assim como Jéssica. — Por uma decisão da Lily, não podemos comentar que ela está viva, ou seja, as únicas pessoas que sabem que a mãe do Max e do Robert está viva somos, Patrick, Sarah, Jasper, Jenny, Jéssica, Anna, minha mãe e eu. — Meu pai e Matthew ficaram em choque quando revelamos a verdade. — Matthew simplesmente enlouqueceu com a Jenny quando descobriu que ela também vem nos ajudando há um tempo. Meu pai pareceu ficar chateado por eu não ter confiado nele antes.

 

   Jéssica e Anna contaram a todos o plano que tivemos. — Óbvio que meu pai ficou tentado a ligar para polícia, porém foi convencido pela minha mãe a não o fazer.  — Juntos, Sarah, Robert, Jeff e eu conseguimos convence-los de que somos os únicos capazes de pegar a Michelle, pois nós somos suas vitimas, assim como nossos pais foram um dia. — Agora convencê-los de nos deixar ir ao Texas sozinho para enfrentar alguém capaz de matar, foi a tarefa mais difícil. — Anna afirmou que a todo o momento, agentes estarão nos protegendo, assim como ela mesma. — Ela acabou tendo que revelar fazer parte de uma organização secreta do governo. — Mas não foi o bastante para deixar nossos pais despreocupados. — Se é que dá para ficar despreocupado com algo assim. — Meu pai ao ouvir que minha mãe também iria se manifestou dizendo que iria, Matthew também, porém foi logo cortado pela Jéssica e pelo Jeff, que afirmaram que Jenny também corre perigo, e que se ela for será pior. — Então foi decidido, juntos a Sarah, Robert, Jeff e eu; irão Patrick, Jasper, Anna, Jéssica, e meus pais. Enquanto daqui, Jenny usara um programa criado pelo Patrick para nos auxiliar. — Eu até agora não consigo entender como o Patrick teve paciência de ensinar algo a Jenny, sendo que a mim ele não ensina nada.

 

   Estou agora no meu quarto, terminando de arrumar minhas coisas.

 

— Podemos entrar?

 

   Olho para a porta e vejo Jeff, Sarah e o Robert. — Corro até o Jeff e o abraço.

 

— Com tanta coisa acontecendo eu não pude dizer o quão feliz estou por está em pé novamente. — falo.

— Ainda não estou cem por cento. — ele conta. — Mas não é como se eu fosse ficar por causa disso.

 

   Noto Robert um pouco desconcertado.

 

— Tem certeza que vai? E o Alex?

— Agora se preocupa com ele. — ele bufa. — A Melissa está com ele, e contratamos uma enfermeira para ficar com ela enquanto estamos fora, ele vai ficar bem.

 

   Me sinto mal por ele.

 

— Alguém conseguiu falar com o Max? — Sarah pergunta. — Não acham que ele devia saber que a mãe dele é a G.T, já que todos já sabem mesmo?

— Ele está em uma casa reabilitação. — Jeff a ironiza. — Se contar alguma coisa ai mesmo que ele não vai ficar bom.

— É Jeff, mas também não é como se nunca fossemos contar a ele. Sabe que ele vai ficar irritado de estarmos fazendo isso sem ele, não é? — Robert fala. — Sabe o quão sentimental ele é.

— Não temos alternativa. — afirmo fechando a bolsa. — Tudo o que podemos fazer agora é parar a G.T, parar a Michelle, e voltarmos a ter nossas vidas como era antes.

— Seria loucura eu falar que estou um pouco excitado com isso tudo? — Robbie pergunta.

— Robert. — Sarah diz espantada.

— Não do modo sexual.

— Pervertida. — Jeff sussurra entre sorrisos. — Vamos descer... Nós vamos partir ao amanhecer, é melhor repassarmos esse bendito plano mais uma vez.

— Claro.

 

   Assim que chegamos à escada somos surpreendidos por Jéssica subindo apressada.

 

— O que foi? — Sarah pergunta.

— Aquela policial está aqui. — Jéssica fala. — A da praça.

— Oh...

 

   Sarah e eu trocamos olhares. — Era só o que faltava.

 

— Jeff, Robert, Sarah, fiquem com a Jéssica. — peço. — Eu vou descer e ajudar a Anna a tirar essa mulher daqui.

— Quem é essa mulher? — Jeff questiona.

— A namorada da Anna. — Sarah conta.

— Como assim namorada? Espera... Ela é lésbica de verdade, sempre achei que ela estava brincando. — Jeff diz confuso.

 

   Sarah tem que ter cuidado com o que fala. Robert e o Jeff não sabem que Anna é a Tia dela.

 

   Chego à sala de estar e vejo meus pais conversando com a policial, enquanto Anna a está encarando. — Onde estão os outros?

 

— Lucy, que história essa? — meu pai me questiona assim que chego à sala.

— O que?

— Essa policial está dizendo que você e sua amiga a atacaram, para ajudar a Jéssica a fugir.

— Ah mentirosa! — digo colocando as mãos na cintura. — Não foi isso que aconteceu.

— Então o que aconteceu? — minha mãe agora pergunta.

— Errr... Eu e a Sarah estávamos na praça, tinha uma mulher pedindo informação, como íamos saber que era a Jéssica?

— Vocês me impediram de ir atrás dela. — a policial fala.

— Quanta audácia! — digo agora me sentando no sofá. — Pai eu me sinto ofendida, processe essa mulher, ela está abusando do poder dela.

— Com todo prazer. — meu pai diz pegando o celular.

— Espera! — Anna nos interrompe. — Isso não é necessário.

— Como não? Essa policial está acusando minha filha de algo grave.

— Talvez a Leoa... A Kris... A senhora policial tenha cometido um engano. — Anna diz em sua defesa.

— Senhorita. — a policial fala.

— Não você é senhora e aceite isso, eu em... Que abuso.

— O que está acontecendo aqui? — minha mãe pergunta. — Minha filha está em apuros?

 

   Anna e a policial se encaram. — Qual é a graça de duas mulheres juntas? Para Lucy... Você já superou essa fase de julgar a sexualidade das pessoas.

 

— Talvez eu tenha me excedido. — ela fala. — Me perdoem pelo transtorno.

— Eu te acompanho até lá fora. — Anna fala.

 

   Meu pai e minha mãe se sentam cada um em um lado no sofá.

 

— Por que sentamos? — meu pai pergunta.

— Só espera.

 

   Anna e a policial saem da minha casa.

 

— Como pode falar comigo assim na frente das pessoas? — a policial grita do lado de fora.

— Por que veio aqui?

— Estava fazendo meu trabalho, por que me fez mentir?

— Leoa Albina, falamos sobre isso outra hora.

 

   Minha mãe começa a gargalhar.

 

— Não é feio ouvir a conversa dos outros? — meu pai fala.

— E que papo foi aquele de senhorita? — Anna pergunta aumentando ainda mais o tom de voz. — O que foi? Tá com vergonha da poderosa aqui? Não sou de frescura não, se for fala na cara logo... Eu em...

— Eu não tenho tempo pra isso, você disse que ia viajar não é? Boa viagem.

 

   E então o ronco de um motor, e logo em seguida Anna volta para dentro, e nos encara com um sorriso falso.

 

— Está tudo bem, convenci essa linda Policial de descendência alemã, completamente desconhecida, mas acho que já é comprometida caso alguém perguntem a vocês, e a pessoa que está com ela é muito ciumenta e dorme com um canivete debaixo do travesseiro. Beijos de luz, eu estou com sede, vou à cozinha, já volto.

 

   Me seguro para não rir. — Anna sai da sala nos deixando sozinhos.

 

— Essa mulher é normal? — meu pai pergunta assustado. — É ela que vai proteger vocês?

— Ela é surpreendente pai, acredite sem ela eu já estaria morta.

 

   Sim... Está tudo certo agora, nós iremos fazer isso. Unidos... Sem mentiras, sem segredos... Iremos todos juntos parar a Michelle.

 

   E assim os minutos vão passando, assim como as horas. — O dia doze de janeiro veio com algumas surpresas. Uma delas foi súbito desaparecimento do Paul. De acordo com Juan e Guadalupe ele disse que faria uma viajem. — Tenho medo que ele faça alguma besteira agora que sabe a verdade sobre a esposa. — A outra surpresa, não tão surpresa assim, foi a despedida do Nicholas e do Jeff. — Okay, ninguém viu, na verdade eu vi escondida porque eu fiquei curiosa... Não gostei... Tá eles são fofos juntos, mas o Jeff é do Max, e acabou!

 

..........

 

   Hoje é dia treze de janeiro de dois mil e dezesseis, quarta-feira. — Finalmente chegamos ao aeroporto desse fim de mundo chamado Fredericksburg, Texas. — Um belo lugar para se esconderem, espero que tenhamos chegado aqui antes da G.T.

 

— E agora? — Jasper pergunta. — Como vamos encontrar eles nesse lugar?

— Eu os ajudei a escaparem da outra vez. — meu pai fala. — Liguei para umas pessoas e me deram a localização de alguns possíveis lugares.

— Ai querido. — minha mãe se agarra a ele. — Que sexy.

— Mãe. — a repreendo. — Para com isso.

 

   Saímos todos do aeroporto. — Jéssica está aqui com documentos falsos que a Anna conseguiu para ela. — Assim que saímos meu pai e Jasper foram alugar carros. E assim que voltaram nos dividimos. No carro do meu pai, estão minha mãe, Patrick, Anna e eu. No carro do Jasper está Sarah, Robert, Jeff e Jéssica.

 

— Está apertado aqui. — Anna reclama.

— Conseguiu falar com ela? — pergunto.

— Sim. — Patrick responde. — Coloquei localizadores em todos nós, a Jenny e o Matthew estão rastreando nossos passos caso alguma coisa nos aconteça.

— Esse garoto me assusta. — meu pai murmura acelerando.

 

   Nosso carro é o primeiro a sair do aeroporto, seguido pelo carro do Jasper.

 

— Tem certeza que não consegue achar eles com seus métodos? — pergunto.

— Lucy eu era um espião, não um mágico.

— Não fale assim com meu, bebê. — minha mãe se vira para o banco de trás e dá um tapa na cabeça de Patrick.

— Bebê que faz bebê não é mais bebê. — Anna murmura.

— E você também. — agora minha mãe dá um tapa na cabeça de Anna.

 

   Meu pai lança um ronco estranho e fica encarando o retrovisor.

 

— O que aconteceu? — minha mãe pergunta. — Algum problema?

— O carro deles está acelerando. — meu pai observa.

 

   Abro a janela e coloco minha cabeça para fora, então vejo duas motos seguindo o carro dirigido pelo Jasper, e vejo homens armados na garupa. — É a G.T.

 

— Michelle sabe que estamos aqui. — falo. — É a G.T.

— O que a gente faz? — meu pai pergunta assustado.

— Deixa comigo. — Anna diz mexendo na bolsa.

 

   Ela tira duas pistolas e as arruma.

 

— Por Deus! — minha mãe grita. — Ela está armada.

— Como passou com isso pelo aeroporto? — Patrick questiona.

— Eu tenho meus métodos.

 

   Anna abre a janela e coloca parte do corpo para fora, sendo segurada por Patrick. Logo ela começa a atirar, o que faz as motos recuar, porém logo em seguida os homens das garupas começam a atirar em resposta e uma das balas atinge o retrovisor direito do carro do Jasper.

 

— Merda. — Anna pragueja. — Acelera esse troço homem, dirige pior que uma velha com osteoporose.

— Não posso acelerar a placa disse...

— Leonard Monteith Evans! — minha mãe berra. — Acelera esse carro!

 

   E assim ele o faz. — Assim que nosso carro acelera o carro de Jasper também pega mais velocidade.

 

— Não adianta, temos que despistá-los. — Patrick fala.

— Como?

— Tive uma ideia. — Anna diz voltando para a janela.

 

   O carro de Jasper está andando em zigue-zague, e a todo o momento o carona de uma das motos atira contra o carro. — Anna de repente atira na moto que o homem está atirando, e ele acaba perdendo o controle e cai.

 

— Boa! — minha mãe grita empolgada.

 

   O carro de Jasper de repente arranca em nossa frente, e a outra moto continua a segui-los.

 

— Droga! Temos que fazer alguma coisa.

— Eu vou atrás deles. — meu pai afirma.

 

   De repente um estouro, o carro começa a derrapar na pista, até que finalmente para.

 

— O que foi isso? — Patrick pergunta assustado.

— Pneu furou. — meu pai fala saindo do carro.

 

   Era só o que me faltava. — Descemos todos do carro. — Está bastante frio aqui, mas não neva. — A outra moto que caiu ainda não deu sinal, espero que tenham nos perdido de vista, porém a outra ainda está perseguindo o carro do Jasper.

 

   Meu celular começa a tocar.

 

— Lucy? — Sarah chama do outro lado da linha. — Eu vou morrer! Me tira daqui, eu quero ir pra casa...

— Cala a boca Sarah. — ouço a voz do Jeff. — Me dá isso aqui. Lucy, o que aconteceu vocês estão bem?

— O pneu do nosso carro furou. Mas e vocês, ainda estão sendo perseguidos?

— Tem um cara na moto seguindo a gente. — ele fala. — Mas não se preocupe, nós vamos escapar, não precisam vir atrás da gente.

— Como não?

— Lucy, foca no que viemos fazer. — ele insiste. — Quando derem um jeito no carro, vão procurar a Samantha, antes que a Michelle a encontre primeiro. Nós nos encontramos depois, se cuida.

 

   Como ele pode simplesmente me pedir uma coisa dessas? Eu não vou conseguir pensar em salvar alguém sabendo que eles estão em perigo. — Mas eu preciso, se a Michelle chegar antes até a Samantha será o fim do nosso plano. — Por favor, Jeff... Robert, Sarah... Pessoal... Não morram.


Notas Finais


As coisas estão começando a ficar intensas para o lado deles. O grupo se separou, e agora uma parte está sendo perseguida pelos capangas da G.T... E ai o que será que vem em seguida? Logo logo estarei de volta!


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