História The Demon Herat Secrets - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Visualizações 7
Palavras 1.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - On more feelings


O jantar ficou pronto as 7 e depois de arrumar a mesa as meninas colocaram a comida. Sentei no meu lugar de sempre, Clara sentou ao meu lado, minha tia e meu tio a nossa frente. A mesa retangular não era longa.

 

-- prima, achei isso no seu quarto. -- Clara sorriu mostrando um antigo par de sapatilhas, reconheci como um dos mais recentes. -- não sabia que ainda dançava.

 

-- não danço mais. -- disse começando a comer.

 

-- mas você até que não era tão horrível.

 

Suspirei. Ela estava me enchendo já. Mas a ignorei o resto do jantar, fiquei perdida em meus próprios pensamentos. Iria mandar mensagem pro Nathan. Terminei de comer e agradeci ao Tadeo pela comida deliciosa. Subi ao meu quarto pegando meu notebook e vendo que Nathan já estava online. Mandei um convite de chamada de vídeo e ele aceitou.

 

--o que minha anjinha deseja?

 

-- conversar Nathy. Aconteceu tanta coisa hoje. Sei lá, às vezes sinto que não sou humana.

 

-- me conta pequena, o que te aflige?

 

-- Tia Clarisse vai ficar até o fim do ano. Daniel e Sophia estão postando duas mil fotos e eu ainda tenho meus sonhos estranhos. Eu só… queria que meus pais estivessem aqui.

 

-- Eu entendo pequena. Sabe que entendo, mas a sua tia vai ficar aí? Que chato. Mas o fato de não se sentir humana, eu também não me sinto humano às vezes.

 

-- Só queria que esse vazio sumisse, ter sentimentos de novo. Talvez voltar a dançar e…

 

-- você TEM que voltar a dançar. Era o que te acalmava.

 

-- eu sei… Só é difícil ter que lembrar dela. Entende?

 

-- compreendo. Vou aí amanhã, a gente assiste uns filmes de terror que amamos, comemos pipoca, chocolate, sorvete e todas as besteiras que uma bailarina não deve comer e ainda tenho um presente pra você. Se isso nao te animar eu desisto.

 

-- só você mesmo. Tá bom, combinado. Mas por que não chamamos “os excluídos”? Aposto que será divertido.

 

-- ta espera aí.

 

Os excluídos era o nosso grupo de amigos. Nos chamamos assim porque todos sofremos bullying e éramos excluídos da turma. Acabamos por conversar e a amizade surgiu aí. Conhecia todos a mais de 3 anos. Jane tinha problemas com os pais, ela possuía cabelos negros com mechas roxas, olhos castanhos escuros, pele clara. Taylor e Theo, os gêmeos, ambos ruivos de olhos castanhos mel, pele clara, foram expulsos quando Taylor se assumiu gay e Theo apoiou o irmão, agora moram juntos com a tia que os acolheu. Nick tinha cabelos cacheados e a pele bem morena com falhas por causa do vitiligo, olhos castanhos dourados. Meu melhor amigo, Nathan, tem problemas de raiva, mas agora lutava e praticava esportes para ajudar com isso. Por fim eu, a garota parcialmente albina, com olhos azuis, com Depressão e ansiedade, TDAH e alguns problemas de saúde. Conheci Sophia a um ano e agora descobri que ela nunca foi minha amiga de verdade, ela é lider de torcida e Daniel era jogador de futebol, eu devia saber que eles ficariam juntos. Mas eu ja não ligo mais. Quando Nathan voltou a tela ja estava com quatro janelas de vídeo e todos os “excluídos” apareceram. Jane estava comendo pizza em seu quarto bagunçado, os gêmeos riam sobre alguma piada e a tia deles apareceu la trás sorrindo, Nick comia algo que julguei ser macarrão e se deliciava com a boca cheia.

 

--oiiii seres.- Jane perguntou rindo. Todos comprimentaram.

 

-- então -- Nathy chamou atenção -- nossa amiguinha meiga ali, foi traída pela vaca oxigenada e o babaca sem cérebro, Então eu na minha cabeça maluca decidi que amanhã iremos todos na casa dela, ver filmes e passar a tarde naquela piscina deliciosa.

 

Todos riram e concordaram. As conversas continuaram ate tarde, sobre besteiras aleatória e quando todos ja estavam bocejando e caindo de sono decidimos ir dormir.

 

“ queria poder dormir, dormir normalmente.”

 

Dormir, acabou sendo uma batalha travada todo noite, pesadelos na maior parte do tempo e no outro apenas insônia. Dr: Harrinson diz que tenho problemas com sentimentos depois da morte da minha mãe. Simplesmente eles começaram a sumir, eu virei uma criança fria e sem expressão, mas fingia a maior parte do tempo. Sei lá eu só... não sinto nada além de dor.

Meu pai sumiu alguns anos depois, quando eu tinha 10 na verdade, acharam um corpo que não podia ser identificado junto a cripta da minha mãe com uma carta dedicada a ela e a letra do meu pai, então julga-se que ele morreu. Depois de um banho quente vesti um baby doll, que tinha um short curto preto e uma blusa branca de bolinhas pretas e um panda no meio, calcei minhas pantufas. Ao pentear meus cabelos vi minha caixinha de música. Uma linda caixinha circular preta com pequeno detalhes em branco, abri e a música de ninar que meu pai cantava pra mim começou a tocar e a pequena bailarina com vestido preto rodopiava lentamente. Levei ate o quarto lembrando da voz dele.

Antes de me tocar estava cantando e dançando.

 

“ princesa, minha doce princesa

com as sombras não deve se preocupar

eu estarei aqui

para te guiar

 

minha doce princesa

a noite já caiu

é hora de dormir

não se preocupe

eu estarei aqui

 

dance na pontinha dos pés

pule tão alto e vá ao céus

queira o arco-íris colorir

e o mundo inteiro descobrir

 

sonhe com o mundo la fora

sonhe com a vida que terá

sonhe comigo e a mamãe

em um belo lugar pra brincar

 

dance na pontinha dos pés

pule tão alto e vá ao céus

queira o arco-íris colorir

e o mundo inteiro descobrir

 

o azul de teus olhos brilha como o mar

teu cabelos causam inveja ao luar

a pele tão macia

e o toque delicado

os passinhos tão meigos

e a voz tão doce como um canto encantado

tão linda a princesa que tenho aqui

meu anjo ja era de dormir.”

 

Lembrar dele era doloroso. Meu pai sempre foi meigo e doce comigo, depois da morte da mamãe ele foi o que mais me incentivou a dançar. Lembro de ficar tão feliz ao estar perto dele, mas depois, fiquei tão sozinha.

Tomei um remédio que Dr Harrison passou para mim conseguir dormir. Foi um sono sem sonhos, ao menos dessa vez, estranhamente me sentia bem ao sonhar estar naquele lugar e torturar pessoas, sei que não é saudável, mas como posso evitar?

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...