História The ex Nerd and Me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Bts, Kim Taehyung
Visualizações 36
Palavras 1.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Solitária.


O tempo passou rápido e anoiteceu. Pedi a ele que ficasse comigo, já que morava sozinha e o mesmo concordou, apenas ligando para casa, pra avisar o irmão Seokjin que era pouco mais velho que ele.

 Nesses últimos anos, acabou se tornando super comum ter a companhia de V em minha casa e os pais já nem se importavam, por estarem habituados. Além disso, eu ia pra lá com frequência e nos dávamos muito bem; eles eram como uma segunda família e me tratavam como parte dela.

 Tae avisou que iria tomar banho e concordei, ele já tinha até algumas roupas guardadas em casa e por isso, não seria um problema.

 Minha tia vinha quando podia, havia o visto poucas vezes mas aprovava a nossa amizade e até quem sabe um namoro. o que infelizmente não aconteceria, já que o mesmo é apaixonado por outra. 

 Permaneci na sala assistindo um filme qualquer, esperando-o retornar.

— (S/N)! — gritou do segundo andar.
— O quê? — Não obtive resposta alguma e me levantei, subindo as escadas. — Aish, em vez de responder logo... O que foi, Taehy... — parei na porta de meu quarto, vendo-o apenas com uma toalha enrolada em sua cintura, secando os cabelos com outra.
— Você sabe onde tá a roupa que ficou aqui da última vez? Eu não posso ficar de toalha pra sempre. — riu. “Por mim, poderia sim. Hehe.“ — (S/N)?
— Espera, eu... Vou pegar. — Peguei a entregando e saí.

 Ele nem se incomodava em estar assim em minha frente, já que pra ele, eu não era nada além de uma irmã e isso era natural. Porém eu nunca tive a mesma liberdade de ficar de roupas íntimas em sua frente, nem nada muito além disso justamente por gostar dele e ser constrangedor.

 Após um tempo acabei retornando para o quarto, vendo que já estava trocado. Agora tinha a toalha em volta de seu pescoço e mexia no celular despreocupado. Me aproximei, me ajoelhando na cama atrás do mesmo e passei a secar os seus cabelos.

— Eu... Estava pensando em... Agora que estou mais apresentável, aproveitar e me confessar para a Hana. Acha que eu teria alguma chance? — paralisei.
— Chance? Claro que sim. — me lembrei do que ela disse no banheiro — Agora que mudou, eu duvido que ela, assim como as outras... Não estejam caidinhas por você. — Continuei secando os fios, mas parei ao sentir suas mãos sobre as minhas. 
— O que eu faria sem você? — riu nasalado — Você é com certeza, a melhor amiga de todas! — “É... Amiga.
— Vamos dormir, seu alien esquisito.
— Ei! Você também não é nada normal. — fingiu estar emburrado, cruzando os braços e joguei um travesseiro em sua cara. — Eu começaria uma guerra agora, se não estivesse com sono. — Abraçou o travesseiro, se jogando na cama. Me deitei do outro lado, apagando as luzes e me cobrindo em seguida. Nos desejamos uma boa noite e dormimos. Na verdade, ele antes do que eu, que passei mais um tempo acordada pensando na vida. 

[...]

 Acordei mais cedo e me arrumei para a escola, esperando o dorminhoco levantar, o que não aconteceu. Já vestida com o uniforme, me aproximei dele, o chamando e me jogando em cima do mesmo que com muito custo abriu os olhos. Me levantei, ajeitando a roupa novamente. 

 V se levantou com muito custo. Seus cabelos estavam desgrenhados e seus olhos semicerrados, o deixando parecido com uma criança fofa.

 Me sentei na cama, esperando ele que logo saía do banheiro revigorado. Confesso que fiquei no cômodo para aproveitar a oportunidade de vê-lo se trocar, porque não sou boba nem nada. Ainda que ele fosse magro, seu corpo esbelto era muito bonito, digno de um adolescente popular. Tal popularidade que acabava de chegar.

 Assim que terminou, fomos até sua casa para que pudesse pegar sua bolsa. 

 Chegamos na escola minutos depois e os burburinhos e olhares direcionados a ele iniciavam novamente, já que ainda era tudo muito recente. As pessoas passaram a cumprimentá-lo e o mesmo retribuía. Sua felicidade podia ser notada por qualquer um, já que um sorriso vez ou outra escapava de seus lábios.

 Entramos na classe e várias garotas vieram falar com ele, juntamente de uma certa garota boazinha e na minha opinião, hipócrita. Revirei os olhos, me sentando em meu lugar enquanto ele continuava sendo paparicado. Vi Bae se aproximar e fingi estar mexendo no celular. Ele era sim muito bonito e eu não tinha nada contra ele, mas a sua personalidade deixava a desejar.

— Hey, (S/N). — sentou-se na cadeira de Tae, me olhando. — Agora que ele se tornou um ex nerd, vai estar rodeado de garotas... Você não se sente um pouco solitária?
— Em que exatamente isso lhe diz respeito? — arqueei uma sobrancelha, o encarando. 
— Eu apenas quis ser prestativo. Não poderia deixar uma colega de classe sozinha, principalmente sendo ela tão bonita quanto você.
— Por que não guarda os elogios para Hana Kwon? Não é ela que todos veneram?
— É. — apoiou a cabeça em uma das mãos, entediado. — Mas... Sinceramente? Acho ela meio... Como posso dizer? Falsa? Não acredito que ela seja o que demonstra. No fundo, não é nada além de um rostinho bonito. — logo um amigo o chamava e ele se despedia, saindo. “Realmente, nesse aspecto, tenho que concordar.

 O sinal tocou e o professor entrou na sala. Depois de todas aquelas formalidades casuais, nos sentamos em nossas cadeiras e iniciamos uma tediosa aula de Geografia. Passei a copiar o conteúdo da lousa, mas vez ou outra notava que Hana e Taehyung trocavam olhares. Ela parecia gesticular algo pra ele que apenas assentiu. Não entendia exatamente o que era, mas com certeza eu descobriria.

[...]

 Já no intervalo, chamei Kim que se desculpou, dizendo ter um compromisso. Estranhei tal ato vindo dele que sempre passava os intervalos comigo. Disse que tudo bem e esperei que se afastasse, indo atrás do mesmo.

 Parecia apreensivo e andava a passos largos. Entrou em uma sala vazia e fechou a porta. Espiei pela pequena janela que havia na porta e a vi, senhorita Kwon. Me abaixei, me inclinando na porta para que ouvisse o que diziam.

— Eu...  — iniciou ele, visivelmente nervoso. “Espera. Não me diga que...
— Sim?
— Eu gosto de você. Quer dizer, sei que pode parecer repentino, mas venho gostado de você desde o final do ano passado. Se quiser, poderíamos sair, talvez...
— Ah, pode ser.
— O quê? — questionou confuso e ela riu levemente.
— Se gosta de mim, talvez nós pudéssemos tentar namorar. Por que não? Eu tenho estado solteira faz um tempo. — meu olhos se arregalaram, eu não queria ouvir mais nada, não ia suportar. Me levantei e fui embora dali sentindo meus olhos lacrimejarem.

 Eu queria lutar contra aquele sentimento. Queria aprender a suportar aquela situação, mas tudo piorava. Dia após dia, ver ele falar dela com tanta admiração, ver os sentimentos nutridos por ele crescerem cada vez mais e ser deixada de lado... Tudo aquilo me machucava e eu lutava pra que ele não percebesse.

 Ele estaria rodeado de novas amizades, pessoas que pudessem ser melhores pra ele do que eu. Eu não suportaria mais viver dessa maneira. Ainda era início do ano e eu não aguentaria ver os meses passarem com ele cada vez mais longe de mim.

 Fui até a sala dos professores, chamando pelo professor que veio ao meu encontro.

— Professor, precisarei ir embora. A dor de cabeça de ontem voltou e está insuportável. — falei encarando o chão.
— (S/N), perder as aulas pode ser prejudicial pra você. — olhei-o ainda com os olhos lacrimados, me controlando para não chorar ali mesmo. — Nossa, tá com tanta dor assim? P-pode ir então, não há nada que eu possa fazer... Vá ao médico, viu? — concordei, agradecendo.

 O professor ainda era jovem e muito legal. Sabia que poderia contar com ele. ainda que pra isso, tivesse que mentir. Eu precisava ir para casa. Se Taehyung viesse me contar a novidade tão alegre, eu acabaria desabando em lágrimas em sua frente e isso era a última coisa que eu queria; que me visse chorar.

Guardei minhas coisas, passando por um lado vazio até o portão de saída. Olhei brevemente para o pátio, vendo-o sorrir abertamente, conversando com algumas pessoas. “Taehyung... Me desculpe. Mas ou você me deixa, ou eu te deixo...



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