História The flight of the violet butterfly. - Capítulo 27


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Colegial, Comedia, Depressão, Drama, Família, Metamorfose, Mudanças, Psicologia, Recomeços, Romance, Sexo, Sonhos, Suspense, Traição, Transformaçao, Vida
Visualizações 33
Palavras 1.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Harem, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ohayo! Bem vamos começar pela Yuki. ♥️🌻 Hoje talvez tenha mais um capítulo. Eu estou escrevendo...
Então espero que tenham paciência e calma comigo... Estou preparando capítulos longos e detalhados sobre as "coisas" que aconteceram durante a estada de Yuki na casa de seu otosan(pai).

Boa leitura🌻♥️👀

Capítulo 27 - A segunda casa, a de otosan. (Yuki)


Fanfic / Fanfiction The flight of the violet butterfly. - Capítulo 27 - A segunda casa, a de otosan. (Yuki)

P. O. V Yuki


Após me despedir e quase ver Naiam destroçar Tae ao descobrir que ele era meu amigo, o segui em direção a sua caminhonete vermelha, antes de embarcar olhei para trás vagamente para ver se enxergava Luther mas ele não estava mais lá. Ele era como fumaça, sumia rapidamente sem deixar vestígios além de esconder muito sobre sua vida. Sua grosseria me afetava e ao mesmo tempo seu carinho porém suas oscilações eram completamente insanas e estavam me deixando desesperada.


—Então filha eu tenho uma surpresa.—me falou dando partida.


—Surpresa?


—Sim. —me olhou com um sorriso maléfico. 


Fiquei muito curiosa e nervosa ao extremo, no entanto no caminho como era muito cedo eu acabei dormindo no banco. Naiam não ligou e me deixou dormir. Realmente eu estava cansada demais afinal na noite anterior tinha ficado acordada muito tempo a conversar com Luther. Entre sacolejos e freadas meu corpo balançava  e eu  desacordada só podia senti-lo indo para um lado e para o outro dentro da caminhonete.

Quando acordei não estava mais em um banco dormindo, para minha surpresa eu estava deitada agora sobre uma cama de solteiro em um quarto muito aconchegante e rústico. Levantei imediatamente, arrumei o cabelo e abri a porta do cômodo saindo direto em um corredor extenso cheio de portas. “Provavelmente Naiam me tirou dormindo da caminhonete e me trouxe” Pensei antes de sentir uma felicidade me invadir pois já estava em sua casa. Avistei uma escada e a desci imediatamente seguindo o som de vozes que eu comecei a escutar.

No primeiro andar pisei de meias no chão de madeira e pude sentir algo me espetar, logo olhei para baixo, era um gato preto a me unhar, tentando escalar minha perna. O peguei do chão e o segurei, ele era muito bonito com pelo macio tinha olhos extremamente negros.


—Filha você acordou? —ouvi meu pai gritar próximo a mim, segui a voz imediatamente.


—Ah.. Hi!—o encontrei em um dos cômodos perto a escada, Naiam encontrava-se sentado em uma poltrona de óculos com um livro em mãos.


—Dormiu bem? —me fitou por cima dos óculos.


—Hi! —falei acariciando o gato em meus braços.


—Esse é o neko, gostou dele?


—Neko? Gato? —perguntei confusa afinal gato é neko em japonês.


—Ohh… Sim pensei em dar um nome que me fizesse lembrar do Japão.


—Ele é muito kawai! (fofo)


—Então… gostou do quarto? Ele é seu, pedi para a Abbie arrumá-lo antes de você chegar.


—Quem é Abbie?


—É a mulher que cuida desta casa. —meu estômago embrulhou—Venha ela deve estar esperando nos para o almoço!


Naiam se levantou largando seu óculos e o livro em cima de uma mesa, o cômodo era bem aconchegante parecia ser um escritório. Logo me vi pega pelos pensamentos, a casa não era como eu imaginava, era muito organizada e ajeitada com muitos quadros de paisagens nas paredes e relógios. Tinha cheiro de chuva misturado com um aroma de laranja, o chão bem lustrado era tão liso que fazia meus pés com meias deslizarem.

O acompanhei até a cozinha e me deparei muito surpresa com uma mesa farta de comida, não tinha fastfood nem nada disso, mas sim macarrão, pães, uma torta, carnes e um café quente que espalhava seu cheiro forte pelo lugar. Além disso a cozinha era muito bela, cheia de detalhes como bebê-los espalhados pelos balcões e armários. Fiquei maravilhada, não havia imaginado que ele vivia em um lugar assim muito menos que tinha um gato. Mas algo estava me deixando encucada… Quem era Abbie?


—Pode se sentar! —me disse puxando uma cadeira—O que você quer comer? Temos torta de carne. Quer experimentar?


—Hi! —larguei neko no chão e fui para me sentar porém, antes de sentar vi uma bola de pêlos cinza na cadeira completamente desacordada—Tem mais um gato?


—Ohh sim…—disse Naiam espichando os braços para pegar o gato no colo–Esse é o Katze.


—Katze? —no momento soltei um sorriso, meu pai não tinha o menor dom para nomear animais.


—É gato em alemão. —ele sorriu. —Ele veio de Hamburgo na Alemanha.


—E o neko?


—Do Japão. —soltou uma gargalhada—Você não lembra-se dele?—balancei a cabeça negativamente, neko não me era estranho mas eu não tinha nenhuma memória dele.—Há alguns anos anos atrás levei um filhote de gato para você ver no Japão, disse que era o seu irmão mais novo. Quando você o viu pela primeira vez você disse “Nanto kawaī neko!” (Que gato fofo). Acabei gravando sua voz em minha cabeça e quando voltei com ele para cá o nomeei neko. É logo depois ainda me sentindo meio solitário adotei o Katze, Gatto, Kot, Chat, Cat….


—Como… —o olhei assustada—Q-quantos? Quantos animais tem aqui?


—Tem sete gatos contando com o Kissa—uma voz surgiu ao meu lado—seu pai ama os felinos.


—Esta é a Abbie! — olhei rapidamente. Abbie era uma mulher baixa de cabelos loiros curtos e encaracolados, aparentava ter entre cinquenta e sessenta anos.—Ela cuida da minha casa fazem quatro anos, filha. 


—Hum.. Ah—me levantei para me apresentar—É um prazer conhecê-la.—me curvei.


—É um prazer também conhecer a filha do senhor Khan, ele fala muito de você e de sua mãe Hinata. E ela é exatamente como me contou, Naiam—Abbie encarou meu pai sorrindo e ele a olhou de volta devolvendo o sorriso.


—Bem filha a Abbie trabalha para mim ela cuida da minha casa quando não estou e… também quando estou afinal não sei fazer muito. —ele pôs a mão em cima do ombro de Abbie enquanto explicava—O marido de Abbie trabalha cuidando do quintal, ele é jardineiro.


—Obrigada por cuidar do meu otosan, senhora. —me curvei novamente.


—Que nada minha linda, —ela deu um tapinha no ar—seu pai não dá muito trabalho, só mais que seus gatos.


Soltei alguns risos, Abbie era amigável e parecia se dar bem com meu pai. Admito ter pensado em uma segunda mulher e uma traição mas passou após o almoço. Comemos nós três sentados na mesa, a farta torta de carne e durante ela conversamos sobre Ruawda, contei sobre as aulas, as minhas amigas e principalmente sobre a comida de lá. Não toquei em nenhum momento sobre Luther ou sobre o professor Peter pois sabia que isso não seria aceito pelos olhares maníacos de Naiam.

Após o almoço me ofereci para ajudar Abbie mas ela insistente não me deixou nem ao menos tirar os pratos da mesa, não insisti então apenas sai da cozinha e comecei a explorar a casa. Passei pelo escritório, uma sala com uma lareira criptante e por fim subi a escada indo para o segundo andar de onde eu havia saído correndo momentos mais cedo. Não muito diferente, possuía quadros, livros e bebê-los em todas as partes. Não procurei explorar muito, não me sentia livre, ainda não conseguia me sentir em casa e dizer “Está é minha casa”.

Era recém início da tarde, resolvi voltar para o meu quarto estava pouco impaciente pois algo me incomodava. Abri a porta e logo entrei. Me direcionei a minha mala que estava no canto do cômodo em cima de um grande sofá. A abri impaciente, queria trocar rapidamente de roupa, estava sentindo frio por todo meu corpo. Vesti uma calça de lã, um blusão e por cima meu casaco de crochê novamente. Logo lembrei de Luther, colocando minhas mãos nos bolsos, senti o pedaço de papel que havia me dado. O peguei rapidamente e o abri sem pestanejar queria logo ver o que havia nele.


“Pergunte-me sobre minha dor e cure minhas feridas”


Uma frase escrita à mão com caneta preta era o que possuía no papel, logo acima de um número de telefone. Não pensei duas vezes fui imediatamente pegar meu celular com meu pai mas antes de chegar a porta ela se abriu.


—Yuki?! —Naiam entrou no quarto com algumas sacolas nos braços e uma caixa em mãos.


—Naiam?!


—Hoje mais cedo eu pedi para a Abbie comprar algumas roupas, calçados e agasalhos para você. Sinto que suas roupas que você trouxe do Japão não são suficientes para o frio do Canadá.


—Mas Naiam…


—Yuki! —ele me olhou sério largando as coisas em cima da cama—Sou o que para você?


—Meu pai. —falei de cabeça baixa pois já sabia o que o incomodava.


—E? —cruzou os braços.


—Desculpe otosan.


—Ótimo agora abra a caixa. —mandou  sentando-se na cama.


Visualizei a caixa atentamente e a peguei no colo sentando-se ao lado de Naiam.


«Miau»


Logo um pequeno felino pulou em meus braços ao abrir a tampa. Ele era branco com olhos verdes que me fizeram lembrar imediatamente de Luther, a cor dos olhos do gatinho se igualavam aos seus olhos.


—Que kawaii—peguei nas patinhas do bichinho, eram delicadas.—Ele é tão pequeno.


—Está era a surpresa que eu tinha preparado para você, —Naiam me olhou procurando algo em seus bolsos—ele é seu. Não tem nome nenhum ainda então...  —lentamente ele retirou do seu bolso uma pequena coleira com um sininho pendurado—isso é para você não perdê-lo de jeito nenhum, escreva o nome dele e coloque em seu pescoço.


—Arigato! —agradeci abrindo um sorriso. Eu estava muito feliz, eu gostava de gatos eles eram dóceis e uma boa companhia assim como cãezinhos.


—Balance o sino! —ele me disse sacudindo minha mão junto a coleira.—Agora são oito…


—Hã? —rapidamente percebi, ao ver seis gatos parados na porta a miar. Estavam todos reunidos lado a lado procurando a origem do som.


—Esse são todos. —falou observando os gatos a nos olhar.


—Mas tem somente seis. —o fitei confusa pois eram sete, até ele apontar para cima do travesseiro onde um gato enorme listrado dormia. —Hum… Ele é lindo.


—Que nem minha filha—falou afagando minha cabeça—vou deixar você provar as roupas e daqui a pouco sairemos pelas redondezas quero te mostrar a floresta e o rio. —completou se levantando da cama e indo até a porta.


—Nai… Otosan?! —me levantei deixando o gatinho sobre a cama—O meu celular… onde está?


—Ahh...Sabia que eu estava esquecendo alguma coisa. Arrumei ele para você, já pode usá-lo. —Naiam levou sua mão aos bolsos de sua calça e retirou meu celular—Não acha que esse celular já está velho? Eu compro um novo para você se quiser.



—Não necessita disto, otosan. —peguei meu celular de suas mãos—Eu gosto dele.


—Tudo bem então, coloque uma roupa quente não quero que fique doente.


—Hi!—disse o vendo sair do quarto com os gatos miando ao seguí-lo, somente o listrado e o gatinho que teria que dar um nome ficaram em minha companhia




Notas Finais


Muitos miados... ♥️oito ao todo.


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