História The flight of the violet butterfly. - Capítulo 28


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Colegial, Comedia, Depressão, Drama, Família, Metamorfose, Mudanças, Psicologia, Recomeços, Romance, Sexo, Sonhos, Suspense, Traição, Transformaçao, Vida
Visualizações 38
Palavras 1.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Harem, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oyasuminasai! ♥️ voltei.
Essa é a casa de Naiam.
No capítulo desta noite, eu me puxei escrevendo, lidei tanto com os detalhes que chorei escrevendo. Não sei vocês mas chorei um balde💧, sou muito emotiva.

Boa leitura 👀💧

Capítulo 28 - O perdão (Yuki)


Fanfic / Fanfiction The flight of the violet butterfly. - Capítulo 28 - O perdão (Yuki)

P. O. V Yuki


Deitada em minha cama cercada por dois gatos estava eu tentando ligar imediatamente meu celular, talvez meu pai estivesse certo, estava na hora de trocá-lo mas eu tinha um certo apego nele, havíamos passado muito tempo juntos enviando mensagens e fazendo ligações.

Quando consegui finalmente ligá-lo registrei o  número de telefone do papel nos contatos, não sabia o que fazer após isso, era complicado. Fiquei fitando meu celular pensando no que Luther estaria fazendo naquele instante.


—Senhorita?—Abbie me chamou batendo levemente na porta—Seu pai lhe espera lá embaixo.


—oh… Eu já vou descer. —falei apuradamente.—Peça que me dê mais alguns minutos.


Logo escutei Abbie saindo de frente da porta me deixando falando sozinha. Eu tinha que me arrumar mas também, fazer algo quanto ao telefone que Luther havia me dado. Respirei fundo, digitei rapidamente para não me arrepender e enviei uma simples mensagem ao número.



“Ohayo!

Onde dói? Luther.

                  Khan, Yuki.”


Após fechei o celular e o escondi embaixo do travesseiro onde o gato listrado dormia, quando eu voltasse da caminhada olharia se tivesse uma resposta, até lá eu aguardaria.

Estendi sobre a cama todas as roupas e sapatos novos que estavam nas sacolas, todos eram claros com renda e bordados de pérolas. Deveras muito majestosos e delicados assim como a bota de esquimó cinza que calcei, era forada com lã de ovelha por dentro e assim se tornava quentinha. Em seguida fui com o gatinho no colo ao encontro de meu otosan que me esperava ansioso na porta de saída da casa.


—Está bem agasalhada? —afirmei com a cabeça—Então vamos filha.


—Posso deixá-lo aqui? —perguntei olhando para o gatinho agarrado em meu casaco.


—Cuidarei dele para você senhorita—disse Abbie estendendo os braços para pegá-lo.


—Arigato! —me curvei agradecendo já sendo puxada pela porta pelo meu otosan.


A casa já era esplêndida antes de eu observá-la por fora, pois quando sai na rua pude ver o quão fascinante suas paredes podiam ser, pude perceber que combinava muito com a personalidade de meu otosan.

Andando em direção aos fundos da casa pude avistar uma floresta muito densa estávamos entrando nela, meu otosan foi na frente me levando pela mão, ele tinha uma certa apreensão de que eu me perdesse ou me machucasse.


—Onde vamos, otosan? —perguntei olhando o chão onde eu pisava que estava coberto de pinhas e folhas de plátanos, tive que pular alguns pedaços onde pedras enormes encontravam-se.


—Comprei esta casa somente por causa deste terreno.


—Está me dizendo que isto tudo é o terreno da casa? —o fitei com os olhos arregalados pois a mata era grandiosa, tão enorme que na entrada dela já não escutamos mais barulhos da cidade. Somente sons de pássaros, árvores batendo uma na outra pelo vento e um som de água, parecia ser de um rio e muito próximo.


—Sim. Este terreno possui vinte hectares de mata junto com a casa que mandei construir antes de comprá-lo. —o olhei boquiaberta—Não pretendo ir embora daqui, estou pensando se sua mãe irá gostar. É tudo tão simples e fechado.. Sua mãe sempre morou em cidade grande como você. —ele suspirava preocupado.


—Eu gostei daqui se serve de conselho pra isso.  —a mata era silenciosa quanto a movimentação, observei tudo ao meu redor. A mata era úmida pelo orvalho da manhã que espalhava um frescor de grama cortada.


—Gostou mesmo? O que você acha que sua mãe vai dizer daqui?


—Sendo sincera, Hinata não vai se acostumar com este lugar mas se ela não quiser ficar nós dois a obrigamos.



—Vamos amarrá-la e deixá ela passar a noite aqui em meio aos lobos, raposas e corujas.—disse ele soltando um sorriso irônico.


—L-lobos? —perguntei, afinal no Japão eu não via animais assim.


—E ursos também, então sempre tenha cuidado. —eu cessei repentinamente—Não precisa ter medo, sempre vou vir aqui com você então não venha nunca sozinha. Entendeu?


Balancei a cabeça positivamente.

Andamos mais alguns metros, contornando árvores e pulando pedras. Havia uma trilha porém difícil de se ver sem prestar atenção. Chegamos mais próximo ao rio porque eu podia escutá-lo agora bem mais perto.


—Durante o tempo que ficar aqui, Yuki...—otosan soltou meu braço e desceu rapidamente um ladeira. Já embaixo esticou os braços para me ajudar a descer.—Eu quero que façamos coisas juntos, sei que é tarde mas eu quero recuperar o tempo perdido minha princesa. —seu sorriso se fechou mostrando um Naiam triste—Sinto que nossa relação não é mais como antes pelo meu afastamento… Me desculpe, Yuki… Me desculpe, foi minha culpa eu deveria ter ficado. Nunca deveria ter abandonado vocês duas. Esse foi meu maior erro como pai e companheiro… e hoje essas palavras não fazem mais sentido, eu procuro desesperado o significado mas estou perdido—otosan me olhava com os olhos lacrimejando, sentia que ele estava prestes a chorar mas se negava em minha frente. Porém eu parada na ladeira esperando que ele me pegasse, sentia uma vontade enorme já de deixar as lágrimas me levarem, ele nunca havia dito como se sentia sobre tudo. E por isso eu pensava que para ele não fazia diferença, me senti egoísta por pensar que somente nós, Hinata e eu sofremos, choramos e sentimos saudade. Era tão simples quando ele vinha nos visitar, otosan estava sempre com um sorriso no rosto e fazendo piadas. Porém pelo que estava descobrindo era somente uma máscara disfarçando sua dor pela saudade e a apreensão de nos abandonar.


—Otosan, me pegue! —bruscamente me joguei da beira da ladeira caindo em seus braços abertos me aguardando—Me perdoe! —pedi me ajeitando em seus braços, senti que eu não conseguia mais segurar minha tristeza. Logo que me segurou no ar, deitei minha cabeça em seu ombro tentando esconder meu rosto.—Me perdoe por não ver seu sofrimento, otosan.


—Yuki—sua voz estava pausada e triste—poderia me abraçar.


Não pensei duas vezes, contornei meus braços em seu pescoço e ele fez o mesmo em minha cintura. Escondendo seu rosto em meu pescoço, ele já chorava e eu não muito diferente soluçava dando-lhe um abraço apertado que durou por mais alguns longos minutos. Não pedi palavras ou explicações, aquele abraço já me dizia quanta lástima estava presa seu peito. O perfume de Naiam ou otosan que tanto ele pedia, me sufocava me fazendo lembrar do abraço que demos no dia de sua partida a doze anos atrás.

“Deixei-me ficar aqui um pouco mais” era só o que eu conseguia pensar, era um pedido um tanto angústiante afinal a quanto tempo ele sofria em silêncio...a quanto tempo ele queria chorar mas não conseguia… a quanto tempo ele queria me pedir desculpas. O abracei mais forte começando a soluçar, eu queria dizer o quanto eu sentia.. Mas não conseguia sair de seus braços.


—Eu não vou te perdoar… —as pernas de otosan perderam sua força, meu corpo decaiu junto ao seu no chão. A grama estava molhada senti ela umedecer minha calça. Otosan ainda abraçado em mim me segurava pra não não cair totalmente no chão pois ele já estava sentado por completo—… Não tem o que ser perdoado, não foi sua culpa, você me disse aquela vez que não podemos escolher o que acontece em nossas vidas pois ela é hipócrita e difícil.


—Nunca mais vou te abandonar,—otosan afastou seu rosto do meu ombro e me olhou fixo—eu prometo minha princesa.


—Se é uma promessa você deve sela-lá. —levantei meu mindinho e enganchei no seu o fechando—Assim.


—Onde aprendeu isso? —falou choroso passando o antebraço no rosto para secar as lágrimas.


—Com um amigo. —otosan abaixou lentamente o antebraço revelando um rosto sério e enciumado.


—Amigo? O Tae aquele que conheci em Ruawda antes de partimos?


—Não, —engoli a seco enquanto ele passava seus polegares em meus olhos secando minhas lágrimas—na verdade com meu colega de dormitório, Luther Evans.


—O filho da diretora? —realmente havia esquecido como otosan era bom de memória—Aquele garoto esquisito e antipático?


—Ele é uma boa pessoa, otosan.


—Hum.. —nos levantamos do chão—Se ele fizer alguma coisa contra minha princesa, irei castrá-lo.


Comecei a rir, ainda lamentosa por ter acabado de chorar, na realidade não sabia o quanto podia levar na brincadeira as palavras de otosan, pois muitas vezes eu sabia que ele falava sério. Mas desta vez ele sorriu de canto revirando os olhos como um adolescente provando ser apenas um escárnio. Fiquei aliviada.

Após esta conversa ficamos mais próximos admito afinal seguimos pela margem do rio, ele com seu braço em meus ombros e eu com os meus rodeados em sua cintura, eu me negando soltá-lo. O rio era um pouco cristalino só não por completo por causa da terra e areia em seu fundo, na margem tinha bastante plantas e musgos. Mesmo assim ele era muito bonito de se ver.


Quando a noite chegou já nos encontrávamos em casa, os gatos nos esperavam impacientes e Abbie esperava com um nanaimo bar, uma sobremesa com chocolate crocante coberto por creme de baunilha e mais chocolate, muito delicioso. Comemos com um copo de leite quente e granola.

Após, tomei um banho para me esquentar e me vesti em meu quarto, que estava quentinho pela calefação. Enquanto secava meus cabelos escutei meu celular tocar fazendo o pequeno gatinho se agitar em cima da minha cama.



—Calma! —exclamei acariciando sua cabeça.


Eu ansiava para ver o que era, passei a mão em baixo do travesseiro e encontrei meu celular, rapidamente o abri e olhei.


             "Oyasuminasai!

Por enquanto nada dói, somente sinto a solidão me preenchendo… Era apenas uma metáfora sua tola. 

                              Evans ,Luther" 



Notas Finais


Amanhã tem mais... ♥️💧👀


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