História The Kingdom - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Tags Drama, Medieval, One Direction
Visualizações 48
Palavras 1.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Snowflakes


A igreja agora se concentrava em punir traidores, pecadores e afins. Era normal ver fogueiras gigantes com um tronco no meio, normalmente, mulheres eram queimadas vivas.

O comércio ia bem, as tropas marítimas chegaram com ouro, especiarias e tecidos. Mal chegaram e já embarcaram numa próxima missão.

Os franceses não apareceram, pelo menos não mais. Tudo voltou a calmaria e o povo se recuperava todos os dias dos estragos. Eu não queria uma guerra, mas caso outro ataque ocorresse, seria o fim para eles.

A neve mudava a paisagem do lugar, e eu achava muito mais bonito. Porém, o dia era feio, meu humor não era dos melhores.

-Majestade, tenha piedade de minha vida! -gritava o homem, ajoelhado no chão. Podia ver traços de suor escorrer por sua testa.

-É inaceitável! Será executado. Tirem o daqui. Próximo.

-Majestade!! -gritava em desespero enquanto era arrastado para fora pelos guardas.

-Este era o último, majestade. - disse o assistente ao meu lado, analisando algumas folhas.

-Ah... Estou cansado. - me espreguicei, sentando de uma maneira mais confortável no trono.

Katherine assistia tudo aquilo quieta, vez ou outra fitando as pinturas na parede. Segurava um terço em suas mãos e parecia concentrada. Os lábios faziam pequenos movimentos, devia estar orando.

- Katherine? Está tudo bem?

- Hã? Ah, sim. -assentiu um pouco surpresa. -apenas não gosto disso.

- Disso o que?

- Matar.

- Eu não estou matando. Estou fazendo apenas com que ele pague pelos seus pecados. - disse alto.

- Harold, você o ouviu?! Estava passando fome!

- Do mesmo jeito. Por favor, não quero brigar.

Seu semblante mudou em segundos, agora, tinha uma Katherine irritada ao meu lado. Começou a batucar os dedos em sua perna e desviar seu olhar para qualquer coisa que não fosse eu.

O clima agora se tornou tenso. Não demorou muito para que a comida chegasse até nós, fiquei tão feliz que tive vontade de sorrir. Ela se levantou e foi até a mesa no canto da sala, se sentando; sequer esperou por mim.

Fui até sua frente e me sentei, fazendo uma breve oração antes de comer. Katherine olhou para a mesa e fez uma feição estranha.

- O que foi? Não gosta de nada disso?

- Não é isso, eu só... -colocou a mão em sua boca e correu para fora da sala, se abaixando perto de um vaso e, bom, vomitando.

- O que... Você está bem? - disse após ela ter colocado tudo para fora. Passei a mão em sua testa e a segurava para que não caísse.

- Eu estou bem, calma... Precisa se acostumar com isso pelos próximos...

- Majestade!!!! - o assistente gritou, correndo até mim com alguns papéis.

- Estou ocupado agora. - vociferei, fazendo com que ele se afastasse.  - depois conversamos.

- Mas é urgente!

- Basta! - gritei. Isso provavelmente assustou Katherine, que se recuperava aos poucos. - Vamos. - a peguei no colo.

- Volte para lá, Harold. Não quero te atrapalhar, depois de dormir um pouco vou estar bem melhor. - sussurrou.

- O que está acontecendo com você? Está doente? - perguntei analisando seu rosto.

- Não... Vamos fazer uma promessa? Me encontre no jardim a noite, depois que todos estiverem dormindo.

- Estará bem o suficiente para ir até lá? Por que não fala agora? - disse um pouco irritado.

- Sim, vou ficar bem. Promete?

- Prometo. - disse depois de respirar fundo, descendo as escadas.

Cheguei ao quarto e a coloquei na cama, que agradeceu e reclamava a todo instante que não era preciso tudo aquilo. A cobri e dei um beijo em sua testa, ela deu um sorriso tímido e fechou os olhos, aproveitando o momento e descansando.

- Não se esqueça da nossa promessa. - ela sussurrou antes de virar para o outro lado.

Saí do quarto fechando a porta com cuidado atrás de mim e me pus a andar, indo em direção a sala do trono; mantinha os braços atrás de meu corpo e uma posição ereta, provavelmente assustando alguns criados.

Ao chegar na porta, vi o assistente pálido, como se tivesse visto um fantasma. Seu dedo indicador apontou para perto do trono, e eu cuidadosamente o segui.

Um homem de vestes surradas e cabelos castanhos estava em pé a poucos passos da escada que leva ao trono. Fui até lá e subi, e só quando sentei olhei para seu rosto.

- Majestade. - saudou, se curvando.

- Do que precisas? - batucava meus dedos em minha perna, um pouco impaciente.

O homem se ajoelhou, pegando um rolo de pergaminho de baixo de sua blusa e estendendo. Fiz um gesto para que o assistente pegasse e assim o fez, verificando se não havia nada de perigoso ali. Assim que terminou, subiu alguns degraus e me entregou.

Encarei o homem ajoelhado com certa confusão antes de pegar o papel, o desenrolando com cuidado. Aquela caligrafia cuidadosa e bonita era familiar para mim.

Muito familiar.

Me pus a ler e, aí, meu mundo caiu.

Do Rei Matthew III

Para o Príncipe Herdeiro Harry Edward Styles


Se está lendo isto, significa que estou morto.

Não se assuste, pensei muito antes de fazer essa carta e, de prontidão, já me desculpo.

Esta pessoa que está lhe entregando a carta, na verdade, é seu irmão.

Por ser mais velho que você, tem sim o direito ao trono, na verdade, ele é o primeiro. Mas por motivos maiores, foi exilado do palácio antes mesmo de você nascer.

Havia uma mulher no palácio muito, muito atraente. Era uma das servas de sua mãe, seu nome era Caroline. Eu não aguentei, e em poucos meses, ela estava grávida, mas sua mãe também. Quando Anne descobriu, ficou tão furiosa que surtou e, com isso, perdeu o bebê.

Não podia deixar seu irmão no palácio, mas também não podia deixar Caroline na rua. Prometi que ia os ajudar, mesmo contra a vontade de sua mãe que sofreu muito.

Comprei um pedaço de terra para eles afastado do castelo, ele nasceu em sigilo e o vi poucas vezes. Porém, ainda é sangue do meu sangue. Fiz algumas cartas para que soubesse de sua origem, e o instrui para vir ao castelo quando eu e sua mãe não estivéssemos mais por aqui.

Reconheço que fiz muito mal a Anne, e agora, para você. Mas saiba que meu amor por vocês é incondicional e você sempre será meu filho.

Peço que aceite Louis e o deixe como herdeiro até que você tenha um filho. Deixe-o no palácio e governe com sabedoria.

Eu confio em você. Eu amo você.

Talvez eu não tenha sido um bom pai, mas meu amor por você e por Anne é incondicional. Caso não acredite nesta carta, vá até o meu quarto e procure pelo piso falso.

Atenda meu último pedido, cuide deste reino como se fosse sua vida. E, se sua mãe estiver viva, cuide dela para mim e diga a ela que a amo.

Não nos odeie por esconder isto de você, fizemos para te proteger.

Com amor, seu pai, Matthew III. "

Segurei o papel com mais força e, involuntariamente, acabei amassando um pouco. O ar faltava em meus pulmões, a visão embaçada pelas lágrimas e o tremor involuntário... Nunca havia ficado neste estado.

Muita, muita informação.

Não acredito que ele fez isso.

- Majestade...? - o homem disse.

- Não é possível, não é possível! - disse alto, descendo as escadas às pressas e indo em direção ao quarto Real.

Não conseguia pensar racionalmente. Meus olhos ardiam e meus pulsos cerravam a cada passo que dava para perto do quarto.

Abri a porta num solavanco, fazendo um barulho alto. Joguei a coroa no chão e me abaixei, procurando por um fundo falso, mas não havia nada.

Era a primeira vez que entrava ali após a morte deles, a atmosfera era tensa e sentia meu corpo tremer. Me levantei e fui até a cômoda ao lado da cama, puxando a gaveta para fora e jogando para fora.

Joguei tudo na cama e tentei puxar o fundo, mas não consegui. Respirei fundo e um grito de raiva escapou de lábios. Joguei a gaveta de cabeça na cama e vi que, no fundo, havia um pequeno furo.

Peguei a pena em cima da cômoda e coloquei sua ponta ali, fazendo uma certa força. O pedaço de madeira caiu, junto com um pergaminho já desgastado.

O desenrolei as pressas e, no fim, era realmente verdade.

Desolado, me joguei no chão e chorei. Chorei, gritei, me libertei de tudo, não sei quanto tempo fiquei ali mas foi o suficiente para que uma dor de cabeça infernal me atingisse. Olhei para a coroa brilhante jogada no chão a poucos metros de mim e dei um sorriso debochado.

- Realmente, você vale sangue.

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Enquanto isso, na sala do trono, Louis encarava cada centímetro do cômodo fascinado. James, o assistente, se encontrava pálido, imóvel. Era como se a reencarnação do Rei estivesse ali, já que eram ridiculamente parecidos.

Louis era muito parecido com Harry, mas tinha cabelos lisos. Ele se levantou e caminhou pelo local, mantendo uma postura ereta.

- Significa que sou o herdeiro? - perguntou alto, fazendo James dar um pulo, assustado pela quebra de  silêncio repentina.

- Sim, alteza...?

- Ótimo. - deu um sorriso debochado, tocando numa das pinturas.

Seus olhos esbanjavam... Ganância.



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