História The Mega Walking Dead - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Visualizações 7
Palavras 1.985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aconselho a botar a música "Down Under" do Mean at Work para ouvir enquanto leia a história!!!
Narrador Personagem - Ausente

Capítulo 24 - Capitulo 3.4 - Anos Hippie


Katiúcia entrou no quarto de Beardo na esperança de conseguir acertar as coisas, nem que fosse uma única vez. Estava tudo escuro apenas à luz de velas, havia um aromatizante com cheiro de canela que tornava o ambiente muito agradável e ao fundo um toca-discos com uma playlist dos anos 80, parecia ser "Down Under" do Men At Work. Entretanto, o maravilhoso clima gerado ainda estava incompleto visto que o anfitrião não estava presente.  

-Beardo? Você está aí? - Diz Katiúcia. 

"Onde esse garoto se meteu? Ele já estava fraco quando saiu da mesa mais cedo. Noah disse que quando ele teve essa ideia da surpresa estava ainda mais debilitado. Onde ele foi?" - Pensa Katiúcia.  

Nesse momento a porta do banheiro, que se encontrava encostada, se abre. Katiúcia, todavia, estava distraída, pois, encontrou nos meios dos pertences de Beardo fotos dele antigas, de uma época remota onde as pessoas sonhavam em ser livres e viver em harmonia com a natureza. 

-Nossa, esse cabelo grande, essa kombi azul. Eu não sabia que ele já foi Hippie. Fantástico!! - Diz Katiúcia surpresa com um sorriso no rosto – Tem tanta coisa sobre ele que eu ainda não sei e ainda quero saber. Beardo, onde você está? 

Em seguida ela avista uma sombra na parede e olha para trás. 

-Beardo é voc.... 

Neste instante ela percebe que de fato se tratava de seu amado, mas ele não estava mais em sua forma original. Sua mordida infeccionou o bastante para o matar antes que ele pudesse se declarar. Agora, Beardo era um zumbi e Katiúcia descobriu isso da pior forma possível. Ao se virar, Katiúcia é mordida pelo zumbi que crava seus dentes no pescoço da menina forçando-a gritar de dor. 

-BEARDO O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? SOCORRO!! ALGUÉM ME AJUDE, SOCORRO!! - Grita Katiúcia. 

Entretanto, era tarde demais. A menina é em poucos minutos mordida em diversas partes do corpo e por fim cai morta no chão. Prontamente, a música para de tocar. 

 

No quarto de Noah,,, 

Passado alguns minutos, Noah vendo que Katiúcia não havia retornado do quarto de Beardo, decide averiguar por conta própria o que está acontecendo. Ele se dirige ao local de encontro dos dois e bate na porta, espera alguns segundos e não havendo resposta, bate novamente. Por fim, ele abre a porta e é surpreendido com Beardo e Katiúcia transformados em zumbis caindo em cima dele. 

"Mas o que é isso? O que houve com vocês? Eu não estou acreditando!" - Pensa Noah, horrorizado.  

Em seguida ele consegue empurrar os zumbis para longe, se levanta e entra no quarto, trancando a porta. Os andarilhos agora estão soltos no corredor da prisão e são atraídos por barulhos de guardas que estavam ali por perto em seus quartos comemorando alguma coisa.  

-Esse é meu último copo de cerveja, eu prometo! - Diz um guarda já apresentando sinais de embriaguez.  

-Fala sério, eu duvido que essa seja seu último copo. Você é o maior cachaceiro que essa prisão já viu. 

-Eu dou a minha vida como prova da minha palavra – Diz o guarda levantando da cama e bebendo em um só gole toda a cerveja que estava em seu copo. Em seguida, ele taca o copo na parede fazendo-o quebrar – Viram? Eu não disse que era meu último copo. 

Nesse momento, os caminhantes entram no quarto dos carcereiros e mordem o guarda que acabara de quebrar o copo de cerveja. Em poucos segundos os outros dois guardas tentam alcançar suas armas ,mas são mordidos em suas cabeças e caem no chão, sucumbindo aos zumbis. Em poucos minutos existem 5 zumbis soltos na prisão. 

Enquanto isso, Noah viu que os zumbis saíram de frente da porta do quarto em que estava e andou com muita cautela para o corredor. Em seguida, ele achou o quarto de Joe e Michele e chamou os dois. 

-Como? Beardo e Katiúcia transformados e soltou pela prisão? - Diz Joe. 

-Eu não estou acreditando – Diz Michele começando a chorar. 

-Amor, agora não é hora para isso, sinto muito, mas precisamos dar um jeito nessa situação - Diz Joe. 

Logo, os 3 vão no quarto de Diana, contam a história para a zeladora chefe que chama seus dois subalternos, Matheo e Lucas e a prisão é colocada em modo de quarentena. 

-Cancelem todas as saídas, bloqueiem e ala central, fechem todas as portas para a ala Norte, Sul, Leste e Oeste. Nos mantenham isolados – Diz Diana para os guardas da prisão por seu rádio.  

Vários guardas já estavam se transformando e um intenso tiroteio se iniciou dentro da prisão, era caos para todos os lados e a ala central estava sucumbindo aos zumbis. Por fim, Diana e seus homens chegam já metralhando todos os andarilhos exterminando a praga quase que totalmente,  

Joe, Michele e Noah encontram Beardo e Katiúcia revividos e não conseguem atirar. 

-Eu não posso fazer isso, me desculpa – Diz Noah. 

-A gente precisa ser forte – Diz Michele apontando sua arma para os dois. 

Quando Joe ia atirar, Omaro, líder da prisão, aparece e mata os dois zumbis com tiros em suas cabeças. 

-Então, foram esses dois que começaram toda essa confusão? Olha só. Diana acabou de me contar que perdemos cerca de 15 guardas.  

-Sentimos muito, Omaro. Nós acabamos de perder dois amigos que estavam conosco desde o início. É uma dor muito grande – Diz Noah. 

-Sim. Mas, como isso aconteceu? - Pergunta Omaro. 

E assim, Noah explica toda a situação para Omaro e todo o surto é contido na prisão. Após algumas horas onde ninguém conseguiu dormir, amanhece o dia na prisão. 

 

De manhã... 

  O dia amanheceu triste, todos estavam no lado de fora das cercas enterrando os mortos da noite anterior. 

-Meu deus, as coisas aconteceram tão rápido. Eu não ouvi nada, dormi direto e só acordei agora de manhã - Diz Laura. 

-Em pensar que eu fui pegar aquele copo de água na cozinha e poderia ter encontrado esses andarilhos por aí - Diz Joshua, pensativo. 

-Eles morreram sem poderem se declarar, isso é muito triste – Diz Noah, olhando a cova de seus amigos. 

-Noah, você fez tudo o que podia para ajudar eles, tenho certeza de que aonde eles estiverem, são muito gratos por você - Diz Damião - Agora, você tem outro amigo para cuidar, o Liam. 

-Ele ainda não quer sair da enfermaria? - Pergunta Noah. 

-Não, estou ficando preocupado. 

Como estava começando a chover, as pessoas pegaram as capas de chuva que Diana havia os dados. Claire, a líder da prisão, ao pôr a capa deixa sem querer um pedaço do seu rosto á mostra, revelando uma grande mancha roxa, deixando todos curiosos. 

-Você se machucou? - Pergunta Michele. 

-Está inchado não é? - Pergunta Claire. 

-Ela caiu – Diz Omaro intervindo na conversa – Ela caiu ontem durante toda a confusão, por isso está roxo, não é amor? 

-Sim, exatamente – Diz Claire com a cabeça baixa. 

Ao ouvir tudo aquilo, Joshua se lembra do que ouviu na noite anterior quando foi buscar seu copo de água e se perdeu. 

"Nossa, eles estavam discutindo em seus quartos e a voz de Omaro era muito mais alta e agressiva e agora a Claire aparece com um olho roxo? Muito estranho isso" - Pensa Joshua.  

Em seguida, ao terminaram de fazer todas as covas, todos se preparam para voltar pra dentro da prisão, mas Dérick percebe uma pessoa os vigiando, de longe. 

-Ali, está vendo, amor? Diz Dérick para Mona. 

-Aonde? - Diz Mona. 

-Perto da porta principal. 

-Sim, agora vejo. 

-É a Luciana, aquela detenta que me sequestrou. 

-Será que ela vai tentar algo de novo? 

-Provavelmente não. Ela teve a chance de me matar e não o fez. Eles só estão tentando sobreviver. 

-Peraí, Dérick. Eles te sequestraram e você está os defendendo? 

-Não estou defendendo ninguém, Mona. Estou sendo pragmático. Omaro e Claire não vão conseguir sustentar tantos prisioneiros por tanto tempo e todos sabem disso. Por essa razão existe o movimento de revolta e eu os apoio sim. Eu estive com eles e sei como pensam. Não são assassinos, só quererm uma chance de sobreviver, assim como nós. 

Mona se cala e todos entram na prisão. Agora a chuva começa a cair forte e o tempo passa a esfriar.  

 

Na ala Oeste 

-Luciana, onde você estava? - Pergunta Gárcia. 

-Fui lá fora ver o enterro dos guardas. Acidentes como esses são muito perigosos. 

-Você está nos evitando? - Pergunta Olávio. 

-Não, de jeito nenhum, mas ainda estou muito triste por ontem. Não consegui cumprir nosso plano. Não tive força o suficiente para matar o Dérick e agora todos os nossos amigos continuam presos nessa prisão. 

-Não era realmente para você matar o Dérick, nós não somos assassinos, se lembre disso – Diz Gárcia. 

-Ela tem razão, Luciana. Não conseguimos desse jeito, mas nós temos outras cartas na manga e vamos usá-las para sair daqui, você vai ver – Diz Olávio. 

 

Mais a noite, na ala central... 

Todos se reuniram em volta da mesa de jantar, mas ninguém tinha fome. Até Sandra que preparou a comida não conseguiu comer.  

-Hoje ninguém terá nenhum tipo de apetite, eu sinto muito Omaro – Diz Sandra. 

-Tudo bem Sandra. Hoje o dia realmente é de luto. 

Lucas entra na sala e diz que dois prisioneiros tentaram deixar a prisão matando dois guardas. 

-Como? Mais dois guardas mortos? - Diz Omaro espantado.  

-Sim chefe – Diz Lucas. 

-Me desculpa, Omaro – Diz Travis – Mas, se você realmente continuar com sua política de manter prisioneiros nessa prisão um por um vai morrer nessa guerra até não sobrar mais ninguém. 

-Quer saber? Chega, não perderei mais nenhum homem, como você mesmo disse Travis, nessa guerra. Os detentos tem que saber que não estamos aqui de brincadeira. Vamos dar uma lição que eles não vão mais esquecer. Lucas, pegue esses dois prisioneiros e os fuzilem na frente dos amigos deles na ala a qual pertencem. 

Todos ficaram surpresos. 

-Você não pode fazer isso, vai gerar uma revolta ainda maior – Diz Travis. 

-Você é só um guri de 10/11 anos que não sabe de nada. 

-SEI MUITO MAIS DO QUE VOCÊ SEU LÍDER DE MERDA – Grita Travis. 

-Mas o que? Com quem você pensa que está falando seu moleque? 

-Me desculpa, mas o Travis dessa vez tem razão - Diz Joe levantando da mesa – O senhor está sendo muito autoritário e intransigente. Vai acabar matando todos nós assim. 

-Eu quero que vocês se explodam com a opinião de vocês. Eu sou o líder, eu mando aqui e faço o que quero. Diana, obedeça a minha ordem e fuzile os fugitivos na ala deles, agora. 

-Mas, Omaro, pense um pouco mais, os meninos podem ter raz... 

-NÃO TERMINE DE FALAR, DIANA. ME OBEDEÇA E PONTO. 

Mesmo contrariada, Diana leva os fugitivos para suas respectivas alas de origem, afim de dar um fim neles. 

-Eu espero que vocês aprendam, enfim, que eu mando aqui e as coisas vão funcionar do jeito que eu quero – Diz Omaro se levantando da mesa e indo embora. Todos estavam perplexos com a situação. 

 

Mais a noite... 

Mais a noite todos os 10 amigos que vieram da fazenda, foram ver Liam na enfermaria. 

-Gente, estou chocada com o Omaro – Diz Laura. 

-Sim, ele surtou hoje – Diz Michele. 

-Você foi muito corajoso, Travis – Diz Joe. 

-Eu nem pensei no que fiz. Só agi pelo o que meu instinto mandava.  

-Galera, tem uma coisa que eu preciso dizer – Diz Joshua. 

-O que foi cara? - Pergunta Damião. 

-Ontem a noite eu fui pegar um copo de água na cozinha e acabei me perdendo. Por fim, percebi que estava na porta do quarto do Omaro e da Claire. Eles estavam discutindo sério e o Omaro estava levantando muito a voz para sua esposa. Eu ouvi barulhos de tapa. 

-Caraca, e a Claire hoje estava com o olho roxo – Diz Mona. 

-Exatamente gente – Diz Joshua - Esse Omaro é um monstro, ele está batendo na própria esposa. 


Notas Finais


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