História The Other Side of The Joker - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida, Gigi Hadid, Jared Leto, Justin Bieber, Lily Collins, Margot Robbie
Personagens Coringa (Jack Napier), Jared Leto, Justin Bieber, Lily Collins, Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato), Zayn Malik
Tags Amor, Arlequina, Batman, Coringa, Drama, Ficção, Harley Quinn, Incesto, Jared Leto, Joker, Justin Bieber, Lily Collins, Ódio, Psicopata, Revelaçoes, Romance, Sexo, Suspense, Terror, Violencia
Visualizações 205
Palavras 4.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Zooooiiia eu de voolataa.

Eu sei q o hot ta demorando,mas prometo que no próximo vai ter um tira gosto
Boa leituraa

Capítulo 35 - Surpresa Para O Papai


Fanfic / Fanfiction The Other Side of The Joker - Capítulo 35 - Surpresa Para O Papai

★ ANGELINADALLAS


Assim que Joker limpou o sangue que estava em volta da lata de tinta com seu blazer,jogou o mesmo no chão perto do corpo do segurança morto. A imagem do homem com a face esmagada me causou certos enjôos, foi horrível ver o palhaço  fazer aquilo,porém, o pior foi quando ele terminou o serviço deixando o homem daquele jeito. Sem muitas demoras Joker me puxou pela mão indo finalmente para a porta de endrada da minha casa,o palhaço tentava girar a maçaneta com frustração. Foi ai que percebeu que estava trancada e sacou sua arma mirando ela na maçaneta trancada.

- Se você atirar,vai chamar mais atenção dos seguranças inteligência! - falei irônica, observando sua impaciência pelo meu comentário.

Joker era uma pessoa bipolar ao extremo,da mesma forma que estava irritado e impaciente tinha um sorriso verdadeiro nos labios causando sempre um ar de deboche.

- Então diga como vamos entrar, gênio!? - falou, colando seu rosto no meu,assim que abaixou a mira da arma na maçaneta dourada.

Suspirei indo até um dos enormes vasos de plantas dos lados da grande porta branca - que Joker tentava abrir. - ,abaixei meu tronco,colocando a mão dentro do vazo azul claro tirando de lá uma chave reserva. Sorri de lado sem que o verdinho visse,fui de encontro há ele entregando a chave com ar de relevância.

- Chave reserva,inteligência...- falei dando um risinho no final,ele também sorriu sarcástico,pegando de forma rude a chave da minha mão.

Assim ele abriu a porta dando de cara com um salão escuro e frio,Joker me puxou para dentro fechando a mesma e colocando a chave no bolso. - ele achou que eu não tinha percebido ele fazer isso,burro! Algumas vezes me perdia no meio da escuridão, para falar a verdade eu estava perdida de todas as formas possíveis ultimamente. Percebi a respiração dele bater nos fios do meu cabelo.

- Onde fica o quarto do seu pai? - Joker perguntou ascendendo as luzes do salão de repente. Como pode ser tão rápido assim?!

- No andar de cima...- respondi,observando ele observar os móveis do salão.

- Seja educada e me leve ate lá. - passou por mim falando e parou de frente para escada me fitando.

- Com muito desprazer - fui indo até a escadaria para o andar de cima e comecei há subi la,tendo Joker atrás de mim.

Ao chegar no andar de cima andamos pelo corredor passando pelos quartos de hóspedes e o banheiro, com mais cinco passos parei de frente ao quarto do meu pai,a porta se encontrava somente fechada. Enquanto Joker abria ela e adentrava o quarto virei minha cabeça para direita tendo a visão agora da porta do meu quarto fechada no final do corredor,nesse mesmo momento um turbilhão de memórias veio em minha cabeça,Joker bloqueou elas quando gritou meu nome. Bufei e entrei no quarto, trancando a porta.

Estranhei por Mariah não esta aqui,talvez meu pai tenha suspendido ela por minha causa,ela só ficava aqui para não me deixar só nesse palacete,ela me fazia um tipo de companhia...uma boa companhia.

- Ascenda as luzes! - o palhaço pediu,e eu fiz seu pedido de forma tediosa.

Joker colocou a lata de tinta no chão depois que abriu ela um cheiro estranho se espalhou pelo grande quarto.

- Ai que cheiro! - exclamei. - Tem certeza que isso ai é tinta? - perguntei, vendo ele mergulhar a mão na lata e retirando a mesma toda encharcada da tinta vermelha escura.

O aspecto daquilo era denso,porém, nem por isso se parecia com tinta de pintar parede.

- Isso não é tinta! - arfimou mostrando a mão encharcada. - É sangue...- sussurrou se aproximando de mim com a mão levantada.

- De que? - ele sorriu,fazendo os metais nos seus dentes brilharem.

- Crianças. - mumurrou,com os olhos arregalados e um semblante de louco.

Engoli em seco tentando não acreditar naquilo,era loucura...mas espera,ele é louco,falar isso não o afetava. Joker gargalhou da minha cara de assustada,fazendo me franzir o cenho não entendendo nada.

- É brincadeira amor...não é sangue de crianças...- falava andando ate a parede branca do quarto. - ...são de suínos, apenas. - relaxei meu corpo por ouvir aquilo.  - Bom eu acho.

- O que está fazendo? - indaguei,quando ele começou a pintar a parede há sua frente.

- Uma surpresa para o papai! - me respondeu,desenhando na parede branca tornando ela um tanto macabra com todos aqueles desenhos sem lógicas.

Ri pelo nariz por ver ele desenhar o palhaço Arlequim de forma assustadora com a tinta,fazendo os olhos do bonequinho ficarem borrados dos lados,igual aos dele. Eu já estava me acostumando com o cheiro horrível e os assovios do palhaço enquanto fazia a tal "surpresa" na parede do quarto de meu querido pai. Em passos pequenos me aproximei da porta de vidro da grande sacada,onde a mesma se encontrava fechada. Uma tempestade se formava lá fora,ventos balançavam as árvores como se as folhas fossem várias penas, elas voavam longe e sumiam estrada há fora. Alguns pingos finos já estava caindo no chão lá,clarões no céu também fazia o momento tornar ainda mais receoso,pois a noite havia chegado em Gotham City de forma tristonha,suponho que seja as noites prediletas do verdinho.

Fiquei tão distraída contando os pingos que batiam no vidro da porta trazidos pelo vento forte da tempestade,que dei um leve pulo para trás quando Joker se aproximou dos meus ouvidos com seus labios avermelhados,soltando por fim sua respiração quente em meu ombro.

- Já acabou? - perguntei, cruzando meus braços.

Joker apenas acentiu com a cabeça tendo o maxilar trincado. Seus olhos estavam bonitos...até demais,enquanto olhava a parede pintada por ele notavelmente concentrado.

- Deveria deixar seu recado para ele,não? - me posicionei do lado dele, vendo os desenhos,palavras,frases e várias outras coisa de "matar".

- É,pode ser...- abaixei meu tronco ate a lata de tinta ou...sangue - seja o que for. - e mergulhei minha mão direita lá subindo ela logo depois. - Isso é loucura...- disse para mim mesma,dando um breve sorriso amarelo me aproximando da parede pichada por Joker.

Eu queria assustar meu pai já que Joker começou com essa brincadeira eu iria termina la deixando um recado para uma pessoa que mentiu para mim a vida inteira - foi preciso um palhaço psicopata para que eu descobrisse toda à verdade sobre a mamãe....ou parte dela.

Portanto, passei meu dedos em um espaços branco que tinha ali,fiz cada letra com tamanho ódio que parecia ser meu sangue ali passado,talvez ele - meu pai. - nem desconfie que seja eu que escrevi esta mensagem... Mas isso não importa,a hora dele vai chegar, ele vai pagar pelo que fez com mamãe!

Uma raiva se apossou do meu controle "prendendo" ela no pé de uma cama fazendo com que eu ficasse sem o restante de sanidade que tinha dentro de mim. Por isso comecei a bater na parede totalmente desenhada,cada vez dava socos fortes nela. Sem me importar como Joker iria reagir, apanhei a lata de tinta e comecei a jogar no chão a tinta vermelha,sujando assim o tapete de seda total que estava esticado ali. Andei em passos largos ate a grande cama de casal,que tinha lindos e limpos lençóis braços. Despejei a lata de tinta por toda extensão da cama,fazendo espirrar par outros lados do grande quarto que pertencia ao meu pai. Alguns pingos da tinta atingiram meus cabelos e rosto,sorria de forma frenética olhando o estrago que eu ainda poderia fazer.

- Angel...- Joker puxou o meu braço tentado me fazer parar. Sem sucesso... - Para! - agarrou meus ombros, balançando meu corpo enquanto eu ria de forma marota... Eu estava descontrolada de raiva.

Porém,eu voltava ao normal quando me perdi no barulho da chuva escaldante que caia lá fora. Olhei para trás dando pequenos risos,eu fiz uma bagunça imensa aqui...mas o que isso importava,nada ao lado do quanto ele mentiu.

- Você não presta,Angelina Dallas. - comentou Joker,vendo o quarto agora todo "pintado" por mim.

- Não prestamos. - falei,após me virar para encara lo.

Eu poderia estar ficando sem controle as vezes,estava se tornando raro eu querer ver tudo destruído há minha volta. Desde daquele dia que eu e Emily ficamos internadas naquele hospital por alguns dias por causa do verdinho,eu não consigo mais dizer "não" para a loucura que existe em cada um de nós... E isso realmente me assusta.

- Senhor Dallas,você já chegou do trabalho?! - era Mariah batendo na porta do quarto onde eu e Joker nos encontrávamos.

Eu me assustei assim que ouvi ela bater mais três vezes na madeira,o palhaço não perdeu tempo e apagou a luz do quarto e me puxou para trás da porta que agora fôra aberta por Mariah. O quarto estava um breu,não dava para enxergar a bagunça que eu e Joker fizemos,porém os clarões da tempestade lá fora não ajudou muito e iluminou o quarto de forma arrepiante.

- Senhor Dallas,é você que chegou? - Mariah perguntou,dessa vez com o tom da voz extremamente baixa.

Joker me segurava pelos braços se posicionando atrás de mim,com a outra mão tatuada na minha boca para que eu não transmitisse nenhum som. A porta do quarto bloqueou nossa presença, entretanto, Mariah ainda não tinha nós visto ali.

Por conta de um raio que caíra lá fora,vez meu corpo estremecer e o quarto ganhar luz,fazendo com que a pobre Mariah visse a nossa baguncinha por todo o quarto.

Só se podia ouvir o grito de desespero da pobre senhora, era como um filme de terror,e eu e Joker estávamos assistindo de camarote. As lágrimas não aguentaram ficar muito tempo dentro dos meus olhos e saíram,molhando a mão do palhaço que estava sobre minha boca. Eu poderia estar sentindo coisas,mas algo estava crescendo na altura da minha bunda,e isso me fez arregalar os olhos.

O choro da minha segunda mãe estava fazendo meu coração doer,por isso não me aguentei,sai dos braços de Joker,empurrei a porta para poder ir de encontro a Mariah, que estava com ambas as mãos no rosto com o semblante perplexo.

- Mariah! - há abracei sem me lembrar das consequência. - Me desculpe por isso,por favor me desculpe! - sentia ela querer sair dos meus braços,assim deixei.

- Angelina? - a senhora de olhos esmeraldas mumurrou meu nome sem acreditar na minha imagem ali na sua frente. - Ah meu Deus! Menina Angel! - sorri amarelo,sentindo as lagrimas rolarem nas maçãs do meu rosto.

- É...- afirmei,tendo ela me abraçando novamente. Suas mãos foram ate minha cabeça depositando um carinho ali.

- Estrelinha,eu fiquei tão preocupada! Achei que aquele monstro tinha te... - eu destruí o abraço há interrompendo.

- Matado...não. - disse, fazendo um carinho perto dos olhos dela com o polegar.

- O bom é que você esta aqui e...- ela falava cada palavra com um pequeno sorriso nos labios,porém, quando olhou por cima de meu ombros seu semblante mudou totalmente,o que me fez engolir em seco e franzir o cenho.

- Mariah... Que foi? - perguntei,na maior inocência.

A mulher não me respondeu, me deixando com total medo. O semblante dela era de surpresa com um toque de raiva e medo. Virei meu corpo para trás tendo Mariah atrás de mim,suspirei fundo por Joker estar ali parado assistindo tudo. Como que eu pude me esquecer deste traste.

- Oh,isso foi lindo! - o homem dos labios avermelhados deboxou. - ...muito lindo. - repetiu,de uma forma mumurrada e estranha, enquanto sua imagem era revelada para nós por um raio que caiu lá fora senti meu coração acelerar.

Foi um tanto assustador.

- Você? - Mariah disse saindo de atrás de mim. - ...você. - ela repetiu de novo afirmando,se posicionando há minha frente ela ficou cara à cara com Joker.

- ...Não,eu sou o pai dela. - ironizou o palhaço,apontando para mim com o dedo. Eu odeio essas piadinhas dele.

- O que esta fazendo aqui!? Vai embora! Deixei Angelina em paz,seu monstro! - Mariah gritava revoltada.

Percebi que Joker não estava gostando do modo com que Mariah estava o tratando, tanto que ele fechou o punho e foi se aproximando pronto para bater nela. Não pensei e entrei na frente da senhora,fazendo o palhaço parar imediatamente.

- Não toque nela. - rosnei.

- Sim senhora! - Joker falou irônico,depois que abaixou o punho semi cerrando seus olhos azuis.

A impaciência estava evidente em Joker,ainda mais que alguém que só queria meu bem estava tão próximo há mim.

- Mariah...me desculpe por isso. - falei, após me virar para encara la.

- Angel eu vou ligar para a polícia, eu vo...

- Não,olha...eu não posso ficar. - Mariah escutava tudo com o cenho levemente franzido. - É complicado,tá bom...só quero que você não limpe o quarto... E me deixe ir. - sorri para parecer confiante, mas não funcionou.

- Nunca que vou deixar você voltar com ele,não mesmo! Eu me lembro o que ele fez com sia mãe... Não quero isso para você.

- Ele não fez nada... Na verdade ele me ajudou em partes, por isso quero que falei uma coisa para meu pai. - Mariah acentiu.

- Gracinha, esta ficando tarde...

Sabia!? - Joker indagou atrás de mim. Vi Mariah o fuzilar com os olhos.

Ignorei ele e continuei. - Diga à ele que ele irá pagar...por tudo. - dizia segurando o choro.

- Como assim, Angel?

- Só diga isso pra ela. - ela concordou com a cabeca,piscando várias vezes evitando as lágrimas.

- Angie... Vamos logo! - Joker me puxou pelo braço para a saúda do quarto. Não pude evitar.

Escutei Mariah pedir para parar,mas o palhaço fechou a porta em sua cara,aquilo me causou certo ódio que enquanto estávamos no corredor me debati para poder me soltar...e assim consegui.

- Ah! Garota chata! - Joker gritou me empurrando.

- Abre aquela porta! - ordenei.

- Não...- rosnou se aproximando de mim.

A tempestade la fora estava mais forte,as janelas do corredor escuro do andar de cima clareou com um simples relâmpago que veio das janelas fechadas,aquilo fez com que o ambiente se tornasse arrepiante,ainda nais com Joker ali.

- Abre a merda da porta! - gritei.

Ele veio para cima de mim,segurou meus pulso e sorriu sem transmitir nenhum tipo de som. - Escuta aqui o coisinha linda,você não pode gritar comigo! Ninguém pode gritar comigo! - deu ênfase no "ninguém" enquanto suas mãos apertada meus pulsos.

- Me sol-solta! - gemi,tentando soltar os meus pulsos.

A casa movimento meu o homem dr fios verdes apertava fortemente meus pulsos,me causando uma dor tremenda. Choraminguei já não aguentando a dor,portanto,a única opção que tive foi dar uma joelhada no "amigo" dele.

- Aaah! Sua vadia! - o verdinho se contorcia no chão do corredor,para minha felicidade.

Tentei ir ate a porta do quarto do meu pai onde Mariah estava trancada,só que quando coloque minha mão na chave para destrancar a mesma que estava sendo quase derrubada por Mariah do lado de dentro,Joker puxou meus pés assim que quase girei a chave. Cai de barriga no chão, senti meu estômago amassar por conta disso,meu queixo tinha batido contra a madeira do chão fazendo assim minha cabeça doer me deixar com a visão turva.

O impressionante era que Joker não conseguia me machucar como ele queria,como ele sempre fazia com os outros sem dó. Ele também estava com o corpo estirado no chão,mesmo assim tentava me aproximar para perto de sí puxando freneticamente minhas pernas. Escutava ele rir enquanto eu tentava fugir ou levantar do chão. Algumas vezes eu também me pegava sorrindo de canto, mas quero acreditar que foi por puro nervoso.

A porta do meu quarto estava agora na minha frente, e isso fazia com que eu quisesse levantar e abri la ficando lá dentro ate o palhaço se acalmar,porém,meu pensamento ganhou vida e eu consegui levantar meu corpo do chão da madeira fria,deixar Joker no chão,ser guiada pelos clarões dos relâmpago ate meu quarto adentrar no mesmo rapidamente girando a chave da porta logo em seguida.

Virei de costas para a madeira da porta e encostei a mesma nela junto com minha cabeça fechando os olhos. Minha respiração estava muito rápida, o que significava que minha asma podia dar sinais de vida,como já estava há dar. Esse palhaço me deixava cansada,pensei assim que ascendia as luzes do quarto e fui ate meu criado mudo perto da cama onde tinha o remédio para asma que eu estava precisando.

Dobrei meus joelhos lentamente e abaixei meu tronco para abrir o criado mudo e tirar de lá o meu remédio. Assim que abri a gaveta dei de cara com o remédio para asma,apanhei ele sendo que quando o tirei de dentro da gaveta algo tinha debaixo dele...era uma foto de mamãe. Não pude conter o pequenino sorriso e as lágrimas quererem já sair, segurei ao máximo para não chorar em cima da foto,que ganhei do Doutor Philippe no dia em que fiz uma sessão pratica com aquele cretino do Joker.

- Abre essa porra,Angelina! - em falar no diabo...

As porradas que o palhaço estava dando na porta me fez querer dar lhe um tiro, ate minha asma foi embora por conta da foto de mamãe,mas uma raiva se apossou de mim enquanto ouvia os chutes,porradas,gritarias e risadas do verdinho do lado de fora. Revirei os olhos colocando a foto e o remédio para asma no bolso da minha jaqueta. Um raio caiu fazendo me ficar assustada e ainda mais nervosa tendo Joker esmurrar a porta.

- Já vou,droga! - gritei,indo abrir a maldita porta já quase destruída. - Não se pode mais ficar de "boas" no próprio quarto?! - disse sarcástica e bem calma, tanto que quando eu dizia me encostei na porta o olhando.

- Olha aqui sua pirralha...você vai ver quando chegarmos em casa.. - cada frase que ele falou uma respiração ofegante saia de sua boca vermelha. Aquilo me deu vontade de rir,e muito.

O estado que eu estava era hilário, sua testa estava molhada seus cabelos estavam desgrenhados, sua camisa social tinha se rasgado...e o melhor seu nervosismo perto da minha "calmaria" fazia tudo ficar mais engraçado.

- Estou morrendo de medo, verdinho! - passei por ele deixando um ar de relevância.

De repente só pude sentir minhas costas bater fortemente contra a porta do meu quarto,foi tudo muito rápido, mas na hora que ele colocou a mão tatuada no meu pescoço foi como câmera lenta.

- Está achando engraçado, sua vadia!? - eu sorri de forma forçada, tentando espantar a dor. - ...quero ver quando eu fizer outra marquinha igual essa aqui,se você vai achar graça! - dito isso,Joker levantou meu maxilar com a força da mão que estava em meu pescoço, e foi lambendo a cicatriz que se encontrava no meu colo...aquela maldita cicatriz que ainda estava na carne viva.

Eu já não conseguia respirar, era como sentir que o fim da vida estava próximo. Os trovões deixava o ambiente de total terror,o que não me ajudava.

- O que você acha da próxima marca ser no rosto, hum? - perguntou, dando um beijo leve no canto da minha boca,arfei por ele ter apertado mais meu pescoço. Confesso que tive medo de sua sugestão acontecer.

- J-Joker por Deus...- mumurrei,parecia como um disco arranhado,eu me lembro quando ele fez isso comigo...eu me lembro que ele não queria parar até eu pedir.

- Ah como você é fraca! - rosnou. - Meus brinquedos não podem quebrar assim,tão facilmente. - brinquedos?

Seus olhos estavam escuros,estavam por cima dos meus me intimidando,ele gostava de ouvir súplicas,Joker gostava de ver a dor nos olhos dos seres humanos...e isso era completamente atraente.

Um barulho ecoou junto a cabeça de Joker levando ele ao chão desacordado,eu também não aguentei e fui junto tendo dificuldades para respirar e falar. Meu pescoço estava doendo muito,muito mesmo.

- Angel! - Mariah me levantou do chão, foi ela que bateu na cabeça do palhaço levando ele ao chão para minha sorte.

- Mariah,co-como consegui sair do quarto? - indaguei.

- Isso não importa! Agora você vai fugir,peça ajuda com alguém na rua,corre,corre desse homem! - ela dizia autoritária e me empurrando para a escadaria.

Parei de frente aos degraus e disse roucamente. - Não posso! E você!? Como vou deixa la aqui com ele.

- Eu me viro,agora vai! - ela me fez descer dois degraus me empurrando. Parei receosa. - Agora Angelina! - gritou olhando para o lado esquerdo do corredor para verificar se Joker não havia acordado.

- Mariah...- eu não queria deixa la ali com ele,não mesmo.

- Isso é uma ordem,Angelina Dallas! - berrou,tendo seu cenho franzido.

Me encolhi e engoli em seco. Desci as escadas como um verdadeiro leão pardo,eu queria ficar ali proteger Mariah,mas eu sabia que ela não iria mesmo permitir, por isso não me restou escolha há não ser fugir como ela pediu. Passei pelo salão indo de encontro a porta de saída da minha casa,abri ela e saiu correndo. Me deparei com o corpo do segurança ainda ali morto pelo Joker, suspirei fundo e voltei a correr. O palhaço tinha a "cabeça dura" há qualquer hora iria acordar e ir atrás de mim.

O problema era: Eu tinha um acordo com ele,onde eu precisava da sua ajuda...mas agora com aquela ameaças acho melhor fugir dele, ele é mesmo louco,seu acordo comigo pode me levar a morte,porém, ainda quero efetuar minha vingança contra meu pai...e pensando bem,sem Joker seria melhor.

Corria pelo gramado feito louca, a imagem de Joker desacordado me dava confiança,todavia,ela foi destruída quando me deparei com o enorme muro que eu teria que pular como fizemos para entrar... Só que sem sua ajuda. Bufei por meu corpo estar já todo ensopada por conta da chuva abundante que caia,os raios fazia meu estômago e coração tremer. Seria inútil tentar pular aquilo sozinha...seria não,foi.

Enquanto tentei me equilibrar para não cair e me quebrar toda em cima do muro, sentia os pingos grossos da chuva baterem contra minha cabeça molhando meu cabelo todo. Desafio total estava sendo para mim,eu nunca que imaginei estar pulando o muro da minha casa debaixo de uma tempestade como estou fazendo agora. Sorri por tal pensamento,essa mania de sorrir em momentos difíceis estava grudando em mim como uma goma de mascar gruda na sola de um sapato. Ouvi um assovio ecoar no meio do gramado,virei minha cabeça com dificuldade para não perder o equilíbrio do corpo e, tive a pior imagem sobre meus olhos em toda minha vida inútil: Era o palhaço psicopata parado no meio do gramado,debaixo da chuva segurando a cabeça de Mariah...sim a cabeça.

Eu não consegui voltar a respirar quando vi ele segurar a cabeça de Mariah com um sorriso maldoso moldando os labios. Já não sabia o que era pingos de chuva ou de lágrimas derramando em meu rosto. Porém,a cabeça da senhora que cuidará de mim,me amou e foi como uma mãe estava sendo jogado de forma rude por Joker em qualquer lugar da grande área do gramado. Minhas mãos estavam doendo,eu tinha que pular dali,porquê assim que Joker se livrou da cabeça de Mariah começou a se aproximar de mim com um semblante de fúria. Portanto joguei meu corpo para frente caindo do outro lado,assim que meus joelhos e mão choram se contra o chão da calçada, uma sensação de culpa se apossou de mim e me mandava ficar ali esperando o palhaço chegar e acabar com a minha vida.

Foi culpa minha,Mariah morreu de forma tão brutal por culpa minha,pensei enquanto levantava do chão e indo para o meio da rua sentindo os pingos de chuva baterem contra meus ombros. Eu chorava sem fazer um miséria barulho, a consciência pesada era tanta que eu fiquei sem rumo,só escutando o barulho dos trovões. O Mustang de Joker estava parado na esquina bem próximo, mas seria inútil tentar fugir com ele...eu não sabia dirigir muito bem,ainda mais sem as chaves.

Entretanto para minha alegria um carro com o farol extremamente alto parou de frente para mim,coloquei minha mão acima das sombrancelhas para enxergar melhor,fui andando até a janela do motorista onde tinha uma mulher ali dirigindo.

- Está tudo bem,moça? - ela perguntou um pouco alto por conta do barulho da chuva.

Assim que fui responder a ruiva,Joker apareceu encima do muro me encarando e pronto para pular de lá,inspirei aflita dando à volta no carro branco que estava parado, abri a porta do mesmo e adentrei com certa rapidez. A moça que estava no banco do motorista me olhou,há olhei também com um semblante claro de "liga esse carro e corre,vadia!" e assim ela fez fazendo o pneu do automóvel derrapar na estrada. Um barulho estridente se formou atrás do carro, olhei pelo espelho retrovisor tendo a imagem de Joker cada fez se distanciar de mim por fim.

- Me nome é Wendy Afrold,e o seu? - a mulher de meia idade fazia a pergunta com a cabeça virada na minha direção.

- Angelina Dallas...- suspirei, ouvindo um barulho de motor conhecido por mim. Joker.

- Brigou com o namorado,foi? - ela sorriu ao perguntar,olhei de relance para a ruiva e o retrovisor,vendo que o Mustang preto se aproximar de nós em altíssima velocidade.

- ...quase isso. - respondi, colocando o cinto. - Se você fosse mais rápido eu iria agradecer. - comentei sentindo arrepios de frio.

- Olha...fugir dele não vai adiantar,serio! Eu tenho um namorado e quando brigamos ele não me deixa em paz,semp...- a mulher tagalerava sem parar me deixando sem paciência.

- Foda-se! - a tal Wendy me olhou assustada. - Acelera essa porra de carro! - gritei sem nenhum controle.

- Ai garota eu não te conheço você não me conhece,sai agora do meu carro! - ela grito,ameaçando parar o veículo.

Olhei outra vez para o retrovisor ,Joker estava tão perto fazendo com que a chuva lá fora fosse confetes para enfeitar seu show.

Poderia estar ficando sem controle,assim que empurrei a mulher para o lado fazendo a mesma perder a direção. Levei minha perna em um dos pedais do carro,fiz o automóvel acelerar ainda mais.

- Você é louca,sai do meu carro, garota! - gritou, recebendo uma cotovelada minha logo depois.

A ruiva desmaiou ocupando todo o espaço do banco junto com o volante que eu tentava guiar. Estava cada vez mais difícil "dirigir" com ela por cima da minhas costas,por isso abri a porta do carro ainda em movimento fazendo com que os pingos e o frio da chuva entrasse dentro do mesmo.

- Me desculpe por isso, Wendy. - dei um grande impulso com as costas, jogando ela para fora do carro ficando finalmente livre para poder dirigir melhor.

Levei meu corpo para o banco do motorista tendo a liberdade de dirigir,posso ter sido um tanto egoísta por fazer isso, porém, o mundo parou quando Joker bateu com a frente do seu Mustang na minha traseira dando um imenso solavanco no automóvel que eu dirigia,e assim fazendo com que um bebê começasse a chorar no banco de trás.

- Mas. Que. Droga! - gritei pausadamente,virando minha cabeça para trás vendo um bebê na cadeirinha chorando desesperado. Só me faltava essa...

- Oi bebê! Não chora não bebê, não chora! - "conversei" com ele para tentar acalma lo,só que foi inútil fez ele chorar ainda mais. - Mais que droga para de chorar! - gritei, olhando para frente outra vez apertando o pé no acelerador. Eu estava quase me matando por ter jogado a mãe dele para fora do carro.

Era incrível como eu estava me saindo bem no volante,ainda mais em cento e oitenta quilômetros por hora,sendo seguida pelo "rei de Gotham City" e com um bebê no banco de trás. Normal para uma estudante de psicologia na universidade Harvard,não?. Até que um ônibus entra na minha frente, fazendo com que os faróis queimassem minha íris iluminando os pingos de chuva que agora eram extremamente finas e abundantes. Com o choro do bebê de mais ou menos sete meses ao fundo,me fez perder a única sanidade e acelerar ainda mais tendo o palhaço na minha cola.

Virei o volante com toda força para o lado direito desviando do ônibus pouco me importando o que poderia acontecer com o verdinho. Assim que virei o carro dei de cara com barras de ferro bloqueando a entrada de qualquer veículo. O barulho dos ferros se chocando contra a lata do carro me fizeram fechar meus olhos com força. E assim que abri eles de novo vi o carro no ar indo de encontro ao chão de asfalto preto.

Contudo,quando o carro se chocou no chão tudo meio que se apagou,um preto em minha visão se formou,deixando me zonsa e sem consciência. O carro podia estar - por incrível que pareça. - inteiro,mas eu,eu estava completamente quebrada, literalmente.

Sai do veículo com bastante dificuldade,um zumbido irritante agravou nos meus ouvidos,me fazendo gritar gemidamente. Assim que coloquei as mãos no asfalto brilhante por conta da chuva,um choque percorreu todo meu corpo me ajudando a acordar aos poucos daquele êxtase "pós caída de carro de uma ponte",os choramigos do bebê no banco de trás me fez pensar por segundos o quanto eu fui suicida e arrogante com uma simples criança.

Parecia que eu já estava me acostumando há cair de pontes em carros. Porém, suponho que Joker não tenha conseguido se safar dessa vez. Tomará! Eu estou pedindo com todo meu ódio,que ele tenha morrido despedaçado quando se chocou com aquele ônibus gigantesco. Séria meu sonho pelo o que fez com Mariah?!

- Veja só! Parece que a minha anjinha tem sete vidas igual o papai aqui. - Joker falava se aproximado de mim com sua arma em punho.

Virei minha cabeça para o lado esquerdo,vendo o carro do cretino intacto,ele intacto. Não pude deixar de gargalhar de puro nervoso.

Eu só podia ter jogado pedra na cruz.


Notas Finais




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