História The Pagossi Fanfic - Capítulo 11


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Categorias Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Personagens Marco Pigossi, Paolla Oliveira
Tags Jeiza, Jeizeca, Marco, Oliveira, Pagossi, Paolla, Pigossi, Romance, Zeca
Visualizações 115
Palavras 1.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Onze


- Então é assim que esse homem aparece na sua porta?! – Bruna perguntou, assim que Paolla fechou a porta, e elas escutaram o barulho da moto quando Marco saiu – Parecendo bad boy de filme, com moto e jaqueta de couro? Eu não sei como você tá aguentando! Passei umas horinhas conversando com ele e já fiquei boba, imagina você, que faz mais que conversar, todos os dias! – sorriu sugestivamente.

- ‎Não é fácil... – Paolla desabafou, se jogando no sofá ao lado da amiga.

Bruna soltou uma gargalhada.

- E esse climinha entre vocês, hein? Precisam resolver logo isso...

- Climinha?

O único clima que ela tinha reparado foi o clima estranho das perguntas dele.

- Ah, por favor... – Bruna rolou os olhos – Ele tentou te beijar quando eu saí?

- Quem me dera... – Paolla suspirou, se deitando no colo na amiga, desanimada.

- Opa, notei um avanço aí: “Quem me dera?”

- É, quem me dera! – disse impaciente – Melhor do que o monte de perguntas sobre o Rogério que ele fez.

- Interessante... – Bruna ponderou, alisando o cabelo de Paolla.

- ‎Você me ouviu?

- ‎A pergunta é: você se ouviu? Ele estava com ciúme! E é bem provável que estivesse inseguro com esse seu término estranho...

- ‎Maduro – corrigiu.

- ‎Tanto faz. O que importa é que acabou!

- ‎Disfarça melhor a alegria...

- Disfarça melhor sua mania de mudar de assunto! – rebateu – Continuando: ele estava com ciúme.

Paolla refletiu um pouco.

- ‎Eu até perguntei a ele de brincadeira, mas...

- Mas?

- Ele ficou todo estranho...

- Taí, tô certa. Ciúme. – concluiu.

- Como assim? Ele não tem motivos, eu e o Rogério mal nos vemos com a correria das gravações.

- Simples: você mesma disse que foi na casa do Pigato, contou a ele que tinha terminado e ainda beijou ele na mesma noite!

- Eu não conversei sobre o término. Ele me perguntou por que eu estava pensativa e eu só disse que tinha terminado.

- E daí? Ele deve ter ficado confuso, você chegando assim falando de ex e beijando ele logo depois...

- Não foi assim.

- Tá, não foi. Mas será que ele não pode ter se achado seu prêmio de consolação? Sabe, aquele cara que a gente beija na boate para aliviar a dor de cotovelo?

- Não. Não saio beijando na boate para aliv...

- Tá, tá, tá, você é madura, todo mundo já entendeu! Madura e um pouco lenta também, ou se faz de desentendida... Pensa um pouco, se coloca no lugar dele. Imagina que ele terminou um namoro misterioso e veio aqui bater na sua porta com uma garrafa de cerveja...

- Eu não fui...

- Abstrai!

Paolla revirou os olhos.

- É sério, Paollinha – falou de modo carinhoso – Tenta se colocar no lugar dele.

Ela fechou os olhos, respirando fundo. Nem de longe ele seria só um “prêmio de consolação” para ela. Ela tinha uma consideração imensa por ele, pela amizade que tinham construído. Sentia que podia conversar com ele sobre tudo, mas quando ela queria conversar sobre ele, com quem falaria? Por isso tinha o chamado para sair para conversar aquele dia. Ela não queria que ele a distraísse de uma dor de cotovelo, até porque ela não estava triste com o fim do relacionamento; pelo contrário, se sentia em paz consigo mesma. Se tinha alguma coisa persistindo em sua mente aquele dia, era Marco. Era a possibilidade de estar gostando dele sem nem ter notado como isso começou. A possibilidade de estar envolvida e não haver reciprocidade. A possibilidade de estar confundindo tudo. A possibilidade de perder aquela amizade que ela tinha passado a prezar tanto. Respirou fundo outra vez, lembrando da primeira vez que ele se disponibilizou para ouvir tudo o que ela quisesse dizer...

~

Ele tinha aconselhado que ela fosse a uma terapeuta.

- Tá me chamando de problemática? – ela perguntou, rindo.

- Não! – ele disse rapidamente, a puxando para um abraço.

Estavam sentados no chão do pequeno espaço onde costumavam repassar o texto. Naquele dia ela estava dispersa, ria à toa e tinha o olhar distante.

“Você tá bem?”, ele perguntou.

“Super”, ela respondeu.

“Agora você fala a verdade”, ele disse, e ela se perguntava como ele poderia conhece-la tão bem sem conhece-la tão bem assim.

“Preciso conversar”, ela disse.

E aí foi que ele tinha sugerido terapia.

- Eu vou à analista desde os 18 anos. Não tem a ver com problemas, tem a ver com saúde e equilíbrio mental. – explicou, a liberando do abraço.

- Então agora eu sou desequilibrada? – ela perguntou, brincando novamente, mas ele não tinha percebido.

- Não, Paolla! É que...

- Para, é brincadeira! – ela o abraçou dessa vez, rindo da preocupação dele – Eu já fui à psicóloga, sei que é importante, que faz bem. É só que eu quero uma amizade, não uma análise.

- E você acha que não tem amigos?

- Tenho! Sinto falta da minha amiga mais chegada...

- Telefona.

- Não é a mesma coisa.

- Mas você certamente tem mais gente pra conversar, aposto.

Ela ficou em silêncio, ainda abraçada a ele. E ele com apenas um dos braços ao redor dela, o outro segurando o texto.

- Isso não é aquela coisa que vocês, mulheres, têm, é?

Ela riu.

- TPM.

- É isso, não é?

Ela não respondeu. Ele deu risada.

- Talvez... – ela disse.

- Tudo bem, então. De agora em diante, toda vez que você estiver se sentindo assim meio só, mesmo sabendo que está rodeada de gente, pode falar comigo.

Ela ficou surpresa com a gentileza. Fez que sim com a cabeça apoiada no peito dele.

- Se estiver se sentindo meio louca também... – ele continuou – De TPM... – ela riu – Tô aqui, você sabe o caminho.

Depois daquilo, a admiração dela por ele cresceu.

~

- Dormiu? – Bruna perguntou.

- Não, estava só pensando – ela respondeu, se levantando do colo da amiga.

- Hum... Me diz: tá interessada mesmo no Pigato, não é?

- Parece que sim...

- Parece?­ – Bruna riu – Então tá... Em breve vou descobrir mais sobre isso... Ele vem pra festa que você vai dar só porque eu cheguei?

- ‎Eu não vou dar uma festa só porque...

- ‎Vem ou não?

- ‎Ele não disse.

- ‎Gente... O boy é gato, inteligente, cheiroso, e ainda por cima tem esse ar de mistério! Casa com ele, amiga!

Paolla riu.

- Só te digo uma coisa: amanhã promete! E pode deixar que a playlist da festa sou eu que faço!



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